Uma das coisas que eu mais tenho ouvido, no que diz respeito à palpitação alheia, refere-se ao uso da chupeta. Muito me incomodam devido ao fato de eu ter escolhido não oferecer chupeta a minha filha (“Dá chupeta logo para ela não pegar dedo!”).

Quando eu estava grávida, assim como desejava muito ter a Helena de parto normal, desejava muito amamentá-la. E para tanto, preparei-me buscando informações em blogs e páginas da internet sobre a melhor forma de concretizar esse desejo. E uma das informações essenciais era a de não oferecer bicos artificiais (mamadeiras/chupetas), pois poderia ocasionar a confusão de bicos e com isso atrapalhar a amamentação. Pois bem, tanto a mamadeira quanto a chupeta não entraram na lista do enxoval. Mas assim que a Helena nasceu, veio a indicação do pediatra para dar chupeta para Helena, como se fosse algo essencial para seu desenvolvimento. E mesmo eu afirmando minha escolha de não dar, o médico me indicou um modelo que “imitava” o seio materno e disse que toda criança precisa de bico. Depois disso, não retornei mais a esse médico. Se ele não é capaz de respeitar essa escolha, não me compreenderá em outras.

Não tenho nada contra a quem oferece chupeta e acha que todo bebê fica lindo com o acessório na boca. Não cabe a mim julgar a escolha particular de cada mãe. Acho até que crianças que mamam na mamadeira, necessitam sim de chupeta, visto que a mamadeira não supre a necessidade de sucção ofertada pelo seio materno. Mas o peito da mãe supre. Por isso que eu vejo um descompasso em dar chupeta quando se amamenta. O seio é alimento e afeto, e chupeta nenhuma, a meu ver, dará conta disso. Claro que o afeto pode ser dado de outras maneiras (e longe de mim dizer que não amamentar faz da mulher menos mãe, ainda mais eu que acredito que TODAS as mães fazem escolhas com a melhor das intenções). Mas se a amamentação deu certo (e eu sei da dificuldade do processo dar certo, já que há inúmeros fatores que contribuem para não dar, a começar pelos próprios pediatras), que a chupeta não venha atrapalhar.

O que me entristece nisso tudo é a falta de informação (eu mesma não sabia dessa história de confusão de bicos) e a crença popular de que chupeta é um item prioritário no enxoval (quando crianças, inclusive, brincamos com bonecas que já carregam consigo uma chupeta, ou seja, já crescemos com essa ideia embutida).

Há ainda a crença de que é a chupeta que acalma o bebê. Essa, a meu ver, é pior ainda. O que o bebê mais necessita é de colo. É incrível como o bebê pára de chorar instantaneamente quando é pego no colo (pelo menos, há 9 meses essa “técnica” funciona com a Helena!). Então, parece-me que dar chupeta ao invés de colo é outro descompasso. (bendito seja o sling, nessas horas!)

Claro, não é fácil. De mãe para mãe, eu sei o quanto quase enlouquecemos com um bebê em casa. A Helena sofreu muito com cólicas, sempre teve dificuldades para dormir e ultimamente, não quer se aquietar no bebê conforto. Em todas essas situações, minha vontade é dar uma chupeta e pronto. Talvez, de fato, seria mais fácil. Assim como ouvi esses dias que se a Helena usasse chupeta quem sabe ela seria mais calma (minha filha é bem manhosa!). Mas será que seria mais fácil? Será que o fato da Helena ser manhosa não é algo da personalidade dela e que com chupeta, ou sem chupeta, ela continuaria assim? Pois é, talvez a única diferença, é que nos momentos de manha, ela atiraria a chupeta no chão.  E continuaria me enlouquecendo tanto quanto me enlouquece hoje. E apesar de muitas vezes fazer meu peito de chupeta (o que é super natural), Helena não pegou dedo e nunca me deixou sem dormir por causa de febre ou qualquer tipo de infecção/gripe. E acredito que isso ocorre graças às vacinas diárias proporcionadas pelo leite materno. Eis aí um remédio que chupeta nenhuma pode dar!


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