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Foto: www.kalubrum.com.br

Uma querida amiga tem uma filha de 1 ano e precisa fazer uma viagem de 5 dias para outro país. Essa viagem é inadiável e super importante para sua carreira. Sua bebê ainda mama no peito. Eis minha resposta para ela.

 “Querida, sei a sensação que carrega em seu peito: a dúvida, o medo da saudade, do impacto desta viagem na vida da sua filha. Primeiramente é a questão da dúvida: se a viagem é inadiável e você tem que ir, então não há duvida. A dúvida é um anzol que fura a nossa alma e nos faz perder muita energia.

Desta forma é preciso trabalhar para que você e sua filha sintam o menos possível a viagem.  Minha sugestão é que você tire alguns dias para fazer um calendário uma semana antes da viagem e seu período de viagem.

Coloque no calendário coisas legais que você vai fazer com ela e ilustre com fotos e recortes de revista. Mostre para sua filha o dia que você vai viajar. Coloque uma foto de vcs duas, ela fazendo tchau e cada uma com sua rotina à distância.  

Peça para o cuidador que vai ficar com ela lembrar das coisas que você está fazendo e que em breve retornará (uma imagem de vocês duas).

 Converse com sua filha o quanto essa viagem é importante e que ela vai ficar bem com o pai e os cuidadores da creche.  Mas o mais importante de tudo é você entregar o cuidado dela: sem querer controlar de longe o que acontece na sua ausência. Entregue sua filha para a possibilidade de ser amada e acolhida sem sua mediação.

E quando estiver viajando aproveite: para dormir, para descansar, para conversar até altas horas, para conhecer pessoas incríveis. As penas deste voo pode tornar a vida de vocês mais rica.

 As crianças entendem e se nutrem do nosso emocional. Por isso se seu emocional estiver verdadeiramente equilibrado sua filha não dará o menor problema.

A tristeza, a angústia criam uma ponte de dúvida no emocional da criança. Ela pensa: se minha mãe não acredita que ficarei bem sem ela então algo pode acontecer…. E aí o medo, o trauma e o sofrimento acontecem.  

Somos muito mais do que esse corpo. Somos pensamento, sentimento e para quem acredita, alma. Mesmo quando nossas mães morrem sentimos tantas vezes elas tão perto e zelando por nós. Podemos fazer o mesmo antes de partir.  

Desde pequeno eu e Miguel temos uma combinação: sempre que sentimos saudades um do outro, fechamos os olhos e nos imaginamos brincando, abraçados, profundamente conectados. Quando nos falamos por telefone perguntamos: e aí sentiu? E sempre sentimos.  

Estou nesse momento no avião, para passar exatamente 5 dias longe do meu filho, depois de um período de muito trabalho com pouco tempo para brincar com ele.  

Hoje pela manha coloquei o despertador mais cedo e ficamos longo tempo abraçados. Não estarei na primeira festa junina dele em que irá dançar. Mas me dediquei para fazer as prendas, junto com ele.  

Antes de ir embora uma lágrima e uma culpa invadiu meu coração. Ele percebeu e disse: mãe, não se preocupe. Na festa junina vou lembrar da gente juntinho e você vai estar lá comigo. Lembra que o amor mora dentro do coração e um pedaço do seu está em mim e o meu, com você?

 E assim vamos para nossos voos solitários, como pássaros encantados, voaremos para longe.

E quanto maior a saudade, mais coloridas estarão nossas penas.

E voltaremos cheios de histórias para juntos compartilhar.

Porque para estar junto é só preciso estar do lado de dentro.  

Boa viagem”.

  ap-Kalu


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