No dia 20/03/2011 minha princesa chegou ao mundo num domingo de manhã com uma chuva torrencial, mas clima abafado típico da baixada nessa época do ano. (Gosto de dias assim, por algum motivo me sinto protegida).

Foi uma cesárea, agendada pelo médico, no dia do parto completei 40 semanas, não estava com pressa esperaria mais uma, duas… Acho  que aquela altura da gestação eu me sentia resignada, não tinha medo do parto fosse ele qual fosse, só pedia pra minha garotinha sair gritando a plenos pulmões e cheia de saúde, graças a Deus assim foi 3,675kg de muita saúde e energia.

Vivi intensamente a gravidez, porém deprimida, embora a gravidez fosse esperada e desejada por todos eu não me sentia bem, me dediquei os nove meses para gravidez, tomei todas as vitaminas, não tingi o cabelo, não comi nada que dissessem que faria mal, senti todos os movimentos, sai correndo em dois sustinhos que tive e rezei, rezei muito, acho que é isso que mãe faz, reza, rsrsrsrs

E as 10:55 a Júlia nasceu, e eu olhei, primeiro eu me concentrei em ouvir qualquer barulinho, depois de ouvir… só olhei, e a médica trouxe ela para perto de mim, e eu me afastava para olhar, levavam ela de um lado para o outro e eu olhava, passei em torno de uma hora na recuperação, para mim pareceram segundos, meu marido disse que foram horas, assim que subi para o quanto o berçinho dela saiu da maternidade e foi junto comigo para o quarto, eu não podia levantar por causa da anestesia e fiquei ali deitada olhando, não quis pegar, nem me passou pela cabeça, eu precisava olhar e assim foi, sob os comentários da família , ela está com fome, com frio, com isso, com aquilo eu só olhava, mas era um olhar fixo extremamente observador, no meio do furacão eu parei e olhei.

No fim da tarde quando pude me sentar, foi a hora de pegar ela no colo e naquele momento quem olhou foi ela, nós olhamos fixamente, ela tinha uma carinha de brava, jamais vou esquecer aquele olhar. Coloquei ela no meu seio, e eu que apesar de toda pesquisa que eu fiz na gravidez ignorei a amamentação, mas nós entendemos, passados aqueles benditos 20 dias já estávamos craque, e não tinha depressão, tinha uma alegria e um orgulho enorme, e ela mamou até uns 5 meses atrás, vai fazer 4 anos em março e eu… continuo olhando.

Hoje acho que aquelas horas apenas observando, foram essenciais na minha transição de passiva para ativa, depois que a peguei pela primeira vez fiz tudo dei o primeiro banho, troquei todas as fraldas, e amamentei por anos, rsrsrs e só dormia quando meu marido jurava que ia ficar olhando, óbvio que ele dormia. Naqueles primeiros dias pareciam que meu olhar é que sustentavam sua vida.


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