kaluemiguelnasceu

Ano: 2007

Local: Belo Horizonte/MG

Tipo: Domiciliar

Equipe: Sybille e Miriam Leão

Mãe, pai e bebê: Kalu, Maurício e Miguel (filho)

Inaugurando a série de relatos de parto com Enfermeiras Obstetras ou Obstetrizes, reescrevo minha história. Desta vez me permito umas pitadas de humor. Ontem a noite depois de uma deliciosa aula de Yoga para Gestante, mentalizando o parto (emocionada na mentalização de pingar lágrimas lembrando de toda essa história), um papo gostoso com o casal pós aula, cheguei em casa em êxtase.

Hoje outra gestante me liga para agradecer ao filme Orgasmic Birth, as evidências sobre não fazer episiotomia, a indicação do livro Nascer Sorrindo. Senti uma força na sua voz. UAU. Me sinto Morfheu Matrix a oferecer a pílula vermelha. Ver as mulheres acordando, saindo da Matrix é uma experiência indescritível. Esses dois partos (da mulher e do bebê) são impagáveis. Valeu por essa encarnação povo aí de cima. Ter sido escolhida e escolhido essa missão tem sabores inenarráveis. E como tudo neste planeta escola a mudança começa com a gente. E aí, o que você vai fazer hoje a noite? Eu?! Executar meus planos de mudar o mundo. O caminho: Partos e Protagonismo. Esse foi meu caminho e toda história começa: Era uma vez…

 

Virei mãe, cruzei a linha. Virei doula. Vai uma píilula vermelha aí?

Virei mãe, cruzei a linha. Virei doula. Vai uma píilula vermelha aí?

 

Era uma vez uma menina que não gostava de médico e não queria ser mãe.

Eu nunca gostei de médico, hospital. Não sabia muito bem como era a indústria farmacêutica e sua eterna fabricação de doenças.

Sempre fui uma adolescente muito saudável e uma adulta com poucos problemas que exigiam uma atenção médica. Me lembro de ter ido para o hospital com uma perna quebrada e quando um cachorro mastigou minha cabeça e tive que ter a minha orelha costurada (5 anos)

A Internação

Em 2001 peguei uma senhora dor de garganta que me valeu a única internação da minha vida. Com a garganta fechada em decorrência de uma infecção brava passei 3 dias em um hospital.

Durante a péssima estadia, sendo tratada como um número, amargando os efeitos colaterais dos medicamentos (coceira, enjoo) passei a questionar profundamente a nossa medicina e da forma como percebem a doença.

Nas andanças nos hospitais, na frieza do atendimento, me vi diante do vidro cheio de bebês: sozinhos, chorando longe dos braços de suas mães. Eu nada sabia sobre maternidade, sobre uma recepção respeitosa, sobre imprints pré natais. Eu só sabia que existia muita coisa errada.

Passei a me tratar com homeopatia. Descobri a relação direta do corpo, mente e espirito. Mudei minha alimentação, comecei a praticar yoga e meditação, fazer terapia. Conheci o Reiki, florais. Um universo se abriu sobre as dimensões do ser humano.

PAUSA

Agora vou fazer uma confissão: Eu nunca sonhei em ser mãe. Mesmo! Achava um saco mulheres grávidas, mulheres com filho que só falavam de suas crias.

PLAY

A gestação

Com apenas 5 meses de namoro com Maurício, no final do ano de 2006, em junho de 2007 me descobri grávida.

Foi o MAIOR choque da minha vida. Entrei em pânico. Mas graças a minha compreensão da dimensão espiritual do ser humano encarei tal desafio como uma missão. Mal sabia que seria uma MAMÍFERA.

Como Maurício morava em Belo Horizonte, eu em São Paulo, minha primeira idéia foi de que o melhor seria que Miguel  nascesse em São Paulo. Achava que nos primeiros dias de vida, uma criança e a mãe precisavam de muito cuidado. Mas a questão é que eu não sabia que quem precisa de cuidados intensivos é quem passou por uma cirurgia. E por minhas buscas já alcançadas eu não concebia outro parto a não ser ele sair por onde entrou.

É até uma questão de superstição (sempre saio pela porta que entrei – risos e meu filho ia começar bem a vida).

O ObsTRETA

Segui o roteiro básico: tinha um ginecologista do plano de saúde que se tornou meu obsTRETA. Magrinho, bigodinho. Nunca desmarcava consultas, fazia ultrasson todo mês, pedia mil exames sem justificativas e as consultas não passavam de 15 minutos. NUNCA falava sobre parto.

Eu já tinha andado um bocado: não achava que médico era Deus, questionava muito, tinha PÂNICO de hospital e cirurgia. Estava pronta para receber a pílula vermelha.

A Pílula Vermelha

Com 26 semanas fui a um encontro do GAMA com minha mãe Freud explica porque neste dia eu levei minha mãe? Foi meu primeiro contato com a Ana Cris.

No encontro ouvi várias histórias como a minha: médico de plano de saúde, bonzinho e cesáreas como final. Achava que o problema era das mulheres. Afinal eu era fodona e ia conseguir parir apesar do médico, do hospital quanta ilusão!!!! 

Naquele encontro, Ana Cris, que na época ainda era doula disse: olha as chances de você ter uma cesárea são de 82%. Se seu médico não desmarca consulta ele só faz cesárea. Se você não mudar de médico vai ter cesárea. Estendeu a mão com a pilula (acho que essa é a missão secreta dessas parteiras urbanas)

Saí de lá PUTA da vida e com um super problema para resolver. Contratar uma equipe e parir?  Como ficar em trabalho de parto na casa dos meus pais? Eram tantas perguntas que desenvolvi uma Dermatite que dá em grávidas. Eu me coçava por dentro e por fora.

O grande ponto de mutação, que me fez sair do plano de uma cesárea com obsTRETA e caminhar em direção a um parto domiciliar, foi no dia do meu chá de bebê, que minha mãe insistiu muito que eu fizesse.

Eu me sentia estranhamente triste. Pensa em alguém que não queria ser mãe, que achava um saco coisas sobre bebê, que ODEIA essas festas sociais em um chá de bebê?

As pessoas chegavam e falavam sobre o imenso tamanho da minha barriga, contavam histórias tristes de bebês que haviam passado da hora, de cordões enrolados.

O plano falido de parto

De repente, perguntaram-me como seria meu parto. Eu titubeei. Disse que ficarei em casa o máximo possível, com uma doula. Meu pai se intrometeu: “Na minha casa não. Na primeira contração te levo para o hospital. Não quero doula nenhuma aqui”.

Passei o restante do evento cabisbaixa, angustiada. Eu só pensava fudeu!

Comecei a passar mal e fui dormir. Bateu um pânico. Como vou fazer para esse menino sair por onde ele entrou?!

Fui para internet,  liguei para Ana Cris que me disse: porque você não vai parir na casa de parto do Sofia Feldman, em Belo Horizonte?

Corri para internet e fui buscar saber o que é uma casa de parto, o que eu precisaria fazer para parir lá.

Aí descobri: no Sofia o atendimento era feito por Enfermeiras Obstetras. Aquilo me fez muito sentindo.

Chutando o ObsTRETA

Depois de passar dias e dias lendo desesperadamente (com 33 semanas: relatos de parto, o livro Parto Ativo, Nascer Sorrindo) vibrando com minhas descobertas, fui checar se o médico faria MEU parto, do MEU jeito.

Levei um questionário. Ele recebeu nota máxima para o cesarista.

Pérolas dele:

– Em 30 anos nunca fiz uma Parto Normal sem Anestesia. Se você não tomar anestesia seu útero pode romper.

– Parto de cócoras é coisa de índio e na água você faz coco e contamina o bebê.

E a frase que me liberou para todo os empre:

– Para esse parto que você quer você não precisa de médico.

Pé na bunda do médico.

Resolvi: vou conhecer esse tal de Sofia. Não quero anestesia mesmo, lá tem banheira é para lá que eu vou. E a coceira desapareceu.

Cortando o cordão com a mãe

Na minha sessão de terapia o terapeuta estava investigando como tinha sido meu nascimento e minha relação com a minha mãe.

Até então não fazia nenhum sentido aquela relação que ele estava tentando fazer. O que tem a ver a história da minha mãe com a minha?! Mal sabia eu que teria que encarar aquilo também além:

– Gravidez inesperada
– Relacionamento com homem 21 anos mais velho
– 5 meses de namoro
– Romper com médico de infância
-Mudar de estado
– Mudar de estado civil

E… Encarar a MÃE

Agora tinha que lidar com a minha mãe. Quando fui nascida, minha mãe tinha 18 anos. Casou grávida (qualquer semelhança não é mera coincidência). Morava ao lado da minha avó que monopolizou meus 5 primeiros anos de vida. Meu contato com minha mãe, apesar de todo amor, foi prejudicado. Quando tinha 4 meses fui desamamada porque minha mãe engravidou novamente. Se já tinha pouco contato, ficou ainda menor.

A falta de protagonismo de minha mãe nos afastou.  E todo resto é uma dor que eu carrego.

Sem perceber estava repetindo a mesma história.

plim plim plim: minha ficha caiu!!!!!!! Ficar ali era viver a história da minha mãe.

Isso é tão verdade que minha irmã viveu o que eu viveria.

PAUSA

Minha história poderia ser a dela. Aconteceu 4 anos depois. Ela ficou com o médico bonzinho. Ela foi no GAMA fazer o curso de gestante que dei para ela (primeira escolha era uma cesárea eletiva). Decidiu esperar pelo parto. Quando anunciou (com 38 semanas) isso para o médico ele fez um ultrassom e detectou um problema com bebê. Indicou uma cesárea de emergência para o dia seguinte.

Cesárea, fotinho. Mil problemas. Intestino não funcionava, dor nos pontos. Bebê não ganhava peso, depressão pós parto. E minha mãe, ali do lado, para suprir o protagonismo ausente de minha irmã. 

PLAY

Mas eu busquei um outro caminho. Pari com Enfermeiras Obstetras!

A morte da filha

Encontro com as sombras

Encontro com as sombras

As semanas se passaram, e comuniquei a minha mãe minha decisão. Ela ficou perdida, porque esperava que eu ficasse em São Paulo até meu filho ter 3 meses.

Era uma cesárea em nossa relação, uma ruptura: eu precisava, violentamente, selvagemente, matar a filha insegura para dar espaço à mãe.

Entre lágrimas e medo, arrumei minhas malas. O que eu havia acumulado em 27 anos cabia no porta malas de um corsa velho.

Com 37 semanas chegava em Belo Horizonte, com um medo da porra.

Mudar de estado, de estado civil. Tantos lutos, e tantos nascimentos. Chovia muito naquele janeiro. Chovia fora e eu chorava profundamente, com medo. Agora era eu e eu!

Convivi com MEDO: medo de nascer como mãe, medo de não saber como seria meu parto, nem onde meu filho iria nascer. Medo de querer o colo da minha mãe e estar longe. Medo de não querer ser esposa, de não gostar da cidade, de não ter amigos. Medo de sentir saudades dos meus amigos, de não ter um novo emprego. Medo, medo, medo.

Foi entre as lágrimas, no encontro com minhas sombras, que fiz meu ponto de mutação. Vi emergir toda a obscuridade da gestação. Agora era fato: eu tinha pouco tempo para pensar no parto.

Eu tinha apenas 4 semanas para fazer acontecer as coisas. Agora, eu sabia que  minhas escolhas impactariam diretamente na vida  que carregava no ventre.

A Casa de Parto do Sofia Feldman parecia a melhor solução. No dia seguinte a minha chegada em belo Horizonte, uma doula veio em casa.

Quando fui na visita no Sofia, conheci Sybille, uma enfermeira alemã que me falou como as coisas aconteceriam ali naquele espaço.

Tinha uma linda banheira, uma mesa de comida, mulheres com crianças passeando no corredor. E eu pensava: parece uma casa.

Sybille me contou sobre seus partos domiciliares. Disse:

– Pena que aqui em BH não tenha isso, né?

– Claro que tem. Faço parte de uma equipe de parto Domiciliar

– COMO?! Quanto é?! Só isso!?

Fiquei eufórica.

Com aquele sotaque estrangeiro ela foi um alento em minha vida. Me contou que em seu país Parto Domiciliar era comum e que o atendimento com Enfermeiras Obstetras é o mais recomendado e embasado pelas evidências científicas.

O parto em Casa

Chamei as enfermeiras para uma visita aqui em casa. Conheci Miriam Leão e Nelci Muller. Quase não falávamos sobre problemas, exames, patologias. Era tudo um grande acolhimento. Passamos uma tarde tirando dúvidas sobre o parto domiciliar.

Alarme Falso

Uma semana antes do nascimento do Miguel, tive um alarme falso: contrações de 5 em 5 minutos, que duravam mais de 50 segundos. Indolores. Minha casa estava LOTADA de amigos e inclusive 2 amigas que cogitei para me acompanharem no parto.

Liguei para Miriam que veio junto com Nelci aqui para casa. Elas resolveram passar a noite.

As duas amigas conversavam sem parar e aquilo começou a me incomodar: a casa cheia, a espera das parteiras e eu que TINHA que parir. PARA TUDO. E parou. Por conta deste episódio, coloquei na minha cabeça que só as chamaria se algo mais evidente acontecesse.

A solidão e um trabalho de parto indolor e a jato

Foto feita na cachoeira na véspera do meu parto

Foto feita na cachoeira na véspera do meu parto

No dia 19 de fevereiro, percebi que meu tampão estava saindo. Mas também sabia que isso era apenas um sinal, que o nascimento do Miguel poderia demorar. Naquele dia me sentia diferente. Uma energia incrível tomou conta de mim. Naquele dia, fomos a pé a uma cachoeira do lado de casa. Fizemos amor nas águas frias, e subi uma montanha de volta para meu lar. A noite senti vontade de pular como um sapo no quintal. E fiquei muito tempo, nua, no quintal pulando pela quadra de grama, rindo, em um estado de loucura inexplicável.

Meu marido olhava aquilo tudo com ar perplexo. E eu sozinha e confiante fazia o que meu corpo pedia.

Na madrugada tive contrações sem dor, mas não consegui dormir porque meu corpo tinha tanta energia que não conseguia parar.

De manhã liguei para a Miriam, relatei sobre a perda do tampão. Ela e Sybille vieram, mediram as contrações, me acharam muito tranqüila, e como estava no meu plano de parto, pedi para não ser tocada. Ficaram por mais de duas horas e tudo parou novamente. Senti sono e fui  dormir.

Acordei 15 horas.

PAUSA

Pensa numa TPM gigante. Vontade de chorar, de brigar, tudo junto com uma irritação inexplicável. Achei que eu ia parir como uma Monja. Mas a Kalu não despertou, apenas a fêmea. E ela não era monja não! 

PLAY

Neste ponto do relato, os pensamentos são confusos: 

– Não me lembro de dor, apenas do desejo de isolamento .
– Estava brava
– Me irritou olhar para cara do meu marido
– Me irritou o filme de Almodovar que ele estava vendo

Liguei um mantra no quarto do meu filho, fechei a janela e fiquei dobrando roupinhas (estava em transe mesmo: ODEIO dobrar e guardar roupas)

Às 17 horas senti um frio estranho e resolvi tomar banho e colocar uma roupa mais quente. No meio do corredor minha bolsa rompeu. Esatava calma. Chamei meu marido, que secou o chão e ligou para as enfermeiras. Tinha lido que depois que a bolsa rompia poderia demorar horas até o nascimento. estava crente de que ia começar o parto naquele momento.

Quase uma ejaculação precoce: vai ser bom para você, não foi?

Fui tomar banho e quando abaixei para tirar a calcinha senti uma dor muito forte. Não era uma dor. Era uma força.

Achei que estava com dor de barriga. Sentei no vaso e novamente a dor me arrebatou. Gritei e senti algo girando dentro de mim. Coloquei a mão e senti a cabeça de meu filho.

PAUSA

PANICO! Pensa em uma pessoa em pânico. Me preparei para um parto longo. Já fiz travessias, yoga. Tinha pernas fortes para agachar, muita resistência para superar meus limites físico.s Só não me preparei para um parto inassistido. 

PLAY

Meu marido subiu desesperado com os gritos, e eu o expulsei de lá. Afinal estava no período expulsivo.  Levantei do vaso e comecei a pensar o que fazer se o neném nascesse sem ter ninguém lá por perto. Agachei sobre umas toalhas.

Sybille chegou e apareceu na porta do banheiro. Corpulenta, loira, olhos claros. Foi bom vê-la. Com aquele sotaque alemão ela disse:

– Calma. Está só começando.
– A cabeça dele está no meio das minhas pernas

Ela não acreditou. Abaixou e quando viu que a cabeça coroada se surpreendeu.

– Mauricio!!!!!!!

Pediu para ele pegasse o plastico e colocasse na cama, trouxesse o material que tinham deixado naquela manha.

Levou-me do banheiro para o quarto. Eu não queria que ela encostasse em mim.

PAUSA

Andava com as pernas abertas. Com aquela cabeça ali embaixo. Sensação mais doida do mundo. O plano de parir na banheira com vista para montanha estava descartado.

PLAY

– Senta!

Como sentar com uma bola no meio das suas pernas? Não quis!

– Apóia a mão no banquinho e na próxima contração faça força.

Soltei meu corpo e senti a cabeça dele saindo totalmente. A sensação foi um ardor com um grande prazer. Mais uma contração, e ele saiu totalmente. A enfermeira o  segurou, desenrolou o cordão de seu pescoço.

Segurando aquele bebê na minha frente eu dizia:

– Só isso?! Só Isso?

– Pega teu filho.

Segurei Miguel no colo e  coloquei-o em meu seio. Mauricio estava ao meu lado, segurando minha mão e fazendo a única foto que tenho do meu pós-parto que abre esse relato.

Miguel  mamou ainda conectado e depois que o cordão parou de pulsar, meu marido o cortou e pegou o bebê nos braços, com os olhos cheios de lágrimas. Eram 17h47. Pouco depois Miriam chegou.

Da janela Mauricio disse:

– Nasceu!!!!!

E ela subiu incrédula.

Senti uma nova contração e senti minha placenta sair inteirinha. Guardei em um balde para plantar com a árvore da vida do meu filho. Deitei na cama para que me examinassem. Havia tido uma laceração de terceiro grau, que foi costurada com anestesia local. Enquanto faziam isso, meu bebê mamava com volúpia.

000meninodeluz

Às 19h30 levantei, tomei banho enquanto meu marido segurava Miguel. Em seguida dei banho no Miguel. Desci as escadas e fiquei aguardando as enfermeiras arrumarem o quarto.

Fiz o mapa astral, avisei na lista Materna_SP como tinha sido o parto.

A chegada do Miguel rompeu vários paradigmas: meus, de meu marido e de toda a minha família. Fui a primeira mulher, depois da minha bisavó, a parir. Afinal, até minha avó teve cesárea. Eu permiti que Miguel encontrasse sua hora exata de nascer, de acordo com as estrelas e cometas. Havia morrido, naquele 20 de fevereiro, a filha, a menina, a criança, para nascer a mulher mamífera que hoje eu também sou.

E quem diria: aquela que não queria ter filhos hoje ajuda mulheres a escreverem suas histórias, escolhendo o figurino e cenário de seu protagonismo.

 

 


_______________________________________

Dica: Conheça tudo sobre Chá de Bebê. Lembrancinhas, Decoração e muito mais. Veja aqui as melhores dicas sobre Chá de Bebê e me conte o que achou.

 

Vamos discutir este conteúdo? Deixe um comentário