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Fiz muitas amizades durante minha solteirice (maravilhosas inclusive), depois de casada muitas outras (igualmente incríveis), mas nada supera a quantidade de amigos que venho fazendo desde que me tornei mãe.

Não sei se serão amizades duradouras, mas o que vale é que tenho aprendido demais com cada uma das amigas com quem tenho me relacionado.

Quando nasce uma criança nasce também uma mãe. Você já ouviu muitas vezes esta afirmação, mas o que a gente não ouve é o complemento dela: Quando nasce uma criança, nasce também uma mãe, cheia de dúvidas, inseguranças e CULPAS!!

Ahhh… A culpa! Quantas vezes? Quantos momentos? Quantos encanações?

Tenho amigas de todo tempo, de toda época que agregam demais na minha vida e no meu dia a dia e é claro que fazem parte da criação do meu filho, são “remédios” certeiros para um problema crônico que elas já conhecem de cor, mas se você precisa de uma resolução rapidinha para um mal estar, por vezes pontual, o “remédio” para isso chama-se: PAPO FURADO.

O papo furado é todo e qualquer papo que não tem a pretensão de ser sério e formal, mas que tem sido a solução para meus problemas.

Vou chamar de papo furado, toda vez que comecei um “assuntinho” na frente da escola, toda vez que uma mãe trouxe seu filho para passar uma tarde em casa, toda vez que andei no parque… Toda vez que comecei um assunto do nada. Mas apesar de nomeá-lo como FURADO, ele nada tem de indesejado ou vazio, ele tem agregado demais ao meu dia a dia.

São neles que percebo meus exageros, minhas exigências com meu filho e comigo mesma. Percebo que algumas mazelas não são só minhas, que tem mais gente sofrendo do mesmo mal. São nestes assuntos ocasionais que troco experiências, aprendo a deixar livre (e talvez leve) minha rotina com meu filho.

Um dia arrisquei, um dia fiz diferente, fiz diferença e mudei meu comportamento, porque num “papo furado” descobri que podia.

  • Um dia peguei água do filtro sem ferver para fazer a mamadeira. “Ele precisa adquirir anticorpos!”
  • Um dia deixei livre a possibilidade de dar uma chupeta para meu filho e tranquilizei alguns momentos de sono. “Um chameguinho, só!”
  • Um dia deixei meu filho escolher a sua própria roupa a partir de três opções minhas. “Cada um tem o direito de escolher o que quer vestir!”
  • Um dia, cortei eu mesma, a franja do meu filho. “Cabelo cresce!”
  • Um dia comecei a comprar produtos orgânicos. “São mais saborosos!”
  • Um dia comecei a achar que meu filho não estava tão magro. “É genético!”
  • Um dia deixei ele tentar sozinho. “Ele pode cair! Ele vai se levantar!”
  • Um dia deixei ele ouvir uma música que eu não achava tão adequada. “Na escola esse tipo de música não deve ser permitido!”
  • Um dia tirei todas as coisas que podiam quebrar da estante. “Não fale não para tudo, deixe para dizer NÃO as coisas realmente importante e diga com firmeza!”
  • Um dia percebi que meu filho mentiu “Ele está testando até onde pode ir, não é um mal caráter, fique atenta se houver repetição!”
  • Um dia dei um banho rapidinho na academia “de vez em quando, pode!”
  • Um dia eu mudei e me senti mais leve e a partir daí percebi que meu controle e rotina podem ser, às vezes, modificado, e melhor, é diferente do que planejei, mas podem dar certo!

Quantas mudanças começaram num dia ocasionalmente, mas que você nunca havia se deixado tentar?

Quantas amizades começaram num “papo furado” e se transformaram num alivio certeiro para minha vida e para minha relação com meu filho e minha família?

Você pode se lembrar de um nome ou de tantos outros. Não importa quais venham na sua mente agora. Quantas Brunas? Danis? Tatis? Maris? Cris? Mis? Rôs? Jus? Pris? Quantas Lalás? Todas Lelés!! Quantos foram e quantos estão por vir?

São muitos nomes, muitas mulheres! Cada uma de nós tem um nome a agradecer. Cada uma de nós tem na lembrança o nome de mulheres que agregaram na nossa experiência quando viramos mãe.

Algumas amizades tenho até hoje, outras já se foram ao longo da vida, mas o importante é que elas marcaram e se fizeram especiais enquanto estiveram comigo e no momento que em que precisei. Isso basta. Como já disse Vinicius “Que seja infinito enquanto dure!”

Obrigada amigas lindas! Estamos juntas nessa!” Ainda bem! 😀


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