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Parto

Guia prático sobre: Parto Domiciliar

Se você sonha com um parto domiciliar e não sabe por onde começar a organizar o seu esse texto é para você.
Se você acha a ideia de ter um bebê em casa algo assustador, esse texto também é para você.

“O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.” Melania Amorim

Começamos por ai, quem pode ter um parto domiciliar?
Em geral, mulheres com gestação de baixo risco.

E o que é necessário?
Acompanhamento clínico é essencial, durante toda a gestação o pré natal bem feito é REGRA, independente de onde você deseja ter seu bebê. No parto isso não muda.

No geral nos partos domiciliares quem é responsável e habilitado para prestar assistência são Médicos Obstetras, Enfermeiras Obstetras e Obstetrizes. Normalmente as equipes são sempre constituídas de dois profissionais para caso haja qualquer intercorrência seja possível prestar o atendimento imediato necessário e levam consigo todo aparato para isso.

Não recomendo parto desassistido, ou seja, sem esses profissionais presentes e acompanhando todo o processo. Doula não faz parto e em nenhum momento deve realizar qualquer tipo de procedimento clinico, seja auscutar o bebê ou realizar exames de toque, independente de sua formação NÃO É SUA FUNÇÃO. Então, não existe essa de “Quero um parto em casa, vou contratar APENAS uma doula”

Converse com todas as equipes disponíveis, pergunte sobre suas condutas, principalmente em casos em que as coisas aconteçam completamente diferentes do que você sonha. Plano B é fundamental e estar ciente e preparada para isso também.

Busque relatos de parto onde a equipe escolhida atuou, conversar com essas mulheres é também parte importante. Você e quem estiver contigo precisam estar seguros de sua escolha. É seu parto, de mais ninguém.

Pré natal bem feito, equipe escolhida, plano de parto pronto. Agora é hora de preparar a casa!

Não é preciso ter o ambiente estéril, mas limpeza e organização são fundamentais, deixe a dispensa abastecida também. A equipe e você precisarão de espaço para se movimentar e você precisará se alimentar antes, durante e depois.

O que comprar? 

Cada equipe tem sua própria lista de recomendações no geral muito parecidas:

=> Espelho de mão
=> Fraldas de algodão bem macias lavadas e passadas para fazer compressas (10 unidades)
=> Lençóis, daqueles que você não irá se importar em sujar (4 unidades)
=> Toalhas de banho, daquelas que você não irá se importar em sujar (8 unidades)
=>Lençóis descartáveis com dry-gel, Biofral® ou similar à venda em lojas de produtos para a saúde
=>Forminhas de gelo em cubos para compressas no períneo após o parto ou absorventes refrescantes (tem a receita no meu blog!)
=> Absorvente externo grande: para a pós-parto
=> Tintura de calêndula ou álcool 70% para higiene do coto umbilical
=> Kanakion ou vitamina K via oral 2mg, serão utilizados 3 doses( nascimento, 7dias e 30 dias)
=> Fraldas e/ou cueiros de algodão macio lavados e passados (15 unidades)
=> Toalhas de banho pequenas ou de rosto grandes, bem macias (6 unidades)
=> Touca de algodão para o bebê (2 unidades) ( não serve de lã)
=> Panos de chão para limpeza depois do parto (6 unidades)
=> Plástico para forrar o colchão (colocar no colchão no início do trabalho de parto)
=> Sacos plásticos de tamanhos variados para placenta (sem furos), lixo descartável do parto
=> Aquecedor de ambiente caso seja época de frio
=> Piscina (se a mulher quiser e não possuir banheira) inflável 318 litros com as bordas bem sustentadas (para que você possa se apoiar nelas sem que se dobrem)
=> Bomba para inflar a piscina
=> Se for usar a banheira, é necessário uma mangueira nova que possa ser conectada ao chuveiro
=> Velas, pétalas de flores e demais “frusfrus” que você queira no seu parto, para tornar a experiencia ainda mais linda e romântica 😉

 

 

Desejo que tudo ocorra maravilhosamente bem no seu parto domiciliar, se quiser ler relatos de quem viveu essa experiencia única clique aqui 

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Parto

Parto orgásmico, porque não?

Das coisas que mais impressionam nos “moderninhos” partos normais, os relatos de mulheres que sentiram prazer durante o parto são os que mais chocam. Não é de se espantar, não é mesmo?

Onde já se viu, nós que fomos destinadas a “parir na dor” tal qual Eva e toda sua descendência punidas depois da ousadia de provar do fruto proibido, sentirem PRAZER ao dar a luz?

Como pode o parto, um momento lindo, mágico, puro de todo o mal envolver algo “sujo” como a sexualidade feminina e o orgasmo?

Ainda separamos ter um filho da experiência sexual, como se um nada tivesse a ver com o outro, como se a santidade nos cobrisse, nós mulheres todas enquanto geramos outra vida em nossos ventres. Seria o “TER QUE SER RUIM” um castigo por antes ter se permitido o prazer?

Isso queria muito saber de vocês mesmo.

Agora, se pensarmos fisiologicamente, não tem porque o nascimento respeitoso não ser um momento intenso de prazer principalmente quando a mulher é respeitada, bem tratada, tem um ambiente reservado e pessoas que ela confia ao seu redor.

O clitóris, esse órgão bonitão da imagem, é o principal responsável por esse prazer durante o parto ser possível, sua estrutura vai muito além da pequena parte externa que antes se conhecia. Ele abrange grande parte da vulva e se estende até a entrada da vagina.

Ou seja, é imensamente estimulado pela quantidade de sangue no corpo aumentada durante a gestação e durante o parto pela enxurrada de hormônios. E no período expulsivo, que tanto assusta a maioria de nós, toda a musculatura da vagina se alonga e mais uma vez,todas as partes do clitóris que fazem parte dessa estrutura são estimuladas.

Por isso sim, o parto orgásmico é possível. E não, não tem nada de sujo ou imoral. Assim como não existe nada de sujo ou imoral no nosso prazer.

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Gestação

Lubrificação vaginal durante a gestação

O corpo quando grávido vive um montanha russa hormonal TO-DOS OS DI-AS. A pele muda, o cabelo muda, o funcionamento do intestino muda e muda também o que?
Isso mesmo, tudo “lá em baixo”, tamanho, forma e umidade.

A primeira coisa que costuma ser percebido é a lubrificação natural da vagina graças a quantidade alta do hormônio Progesterona. Logo nas primeiras semanas de gestação e depois volta a mudar bastante nas ultimas semanas.

Molhada de mais ou de menos?

Varia muito de mulher para mulher, em caso de aumento do volume, enquanto o fluído não tiver cor ou cheiro, não há com o que se preocupar. Apenas evitar uso de sabonetes íntimos que alterem o Ph e possam provocar candidíase e dar preferencia para calcinhas de algodão e uso de roupas que deixem o corpo respirar.

Qual o cheiro?
Cheirar suas calcinhas pode não ser a realização de um sonho, mas é uma forma fácil e simples de descobrir se está apenas com lubrificação natural aumentada, se está tendo escape de xixi (muito comum no final da gestação!) e até mesmo se a bolsa rompeu (quando acontece ruptura alta das membranas o liquido sai aos poucos e sempre!).

Para ajudar a descobrir passe algumas horas com uma fraldinha de tecido branca dobrada como usa o absorvente com externo. Mantenha as atividades normais diárias e depois observe a cor e o cheiro do liquido.

Quando a bolsa rompe o liquido tem um leve cheiro de água sanitária, inconfundível. O liquido é transparente e pode apresentar “melequinhas” brancas chamadas de grumos, também normal e esperado quando o bebê está a termo (a partir de 38 semanas. Se o liquido tiver esverdeado entre em contato imediatamente com sua equipe, pode ser sinal de mecônio e você precisa de acompanhamento clínico.

Quando o que escapa é xixi existe a tranquilidade da gestação estar bem, mas é um sinal bem claro que a sua musculatura perineal não está. Perda de xixi quando tosse, rí, ou sem nenhum motivo não é saudável, apesar de comum.
Você pode e deve praticar atividades físicas que fortaleçam o períneo, como yoga ou pilates durante a gestação e depois, mas nesses casos o ideal é procurar por uma fisioterapeuta perineal para avaliar e te orientar na forma ideal de resolver seu problema.

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Amamentação, Puerpério

A amamentação é construída, diariamente

54 dias
Esse é o tempo médio de amamentação exclusiva no Brasil, mesmo quando a recomendação da OMS é de no mínimo 6 meses podendo seguir como complemento até os dois anos de idade, ou mais.

A realidade do dia a dia é que amamentar é difícil, mulheres não nascem sabendo e os bebês também não sabem mamar assim, logo de cara. É uma relação estabelecida diariamente, entre tentativa, erro, muita pesquisa e para as mulheres mais sortudas, muito apoio dentro e fora de casa.

Algumas situações que podem deixar muitas mães de cabelos em pé logo nas primeiras horas depois do bebê nascer, mas que são completamente corriqueiras e podem ser resolvidas com a orientação correta e paciência, muita paciência:#TodasPassamos

=> O leite pode demorar até 10 dias para descer, até lá o bebê vai se alimentar apenas com o colostro.

=> O peito enche, enche muito, fica quente, duro, brilhante e muito, muito dolorido

=> Dor quando o bebê mama, dor muito forte, que depois vira machucados no mamilo que chegam a sangrar

=> Bebê que mama e briga com o peito, não pega, não suga, morde, puxa

=> O peito parece estar vazio, murcho, a mãe tenta tirar leite com a mão mas não sai u-m-a_ú-n-i-c-a_ g-o-t-a

=> Bebê chora muito, dia, noite, madrugada, e se encontrasse outro horário no dia, choraria também.

Mamadeira e chupeta não são solução, costumam sim ser as principais vilãs e responsáveis pelo desmame prematuro.

Mesmo com tudo isso (e se você souber de mais alguma dificuldade conta aqui pra gente!) é possível amamentar, é PRAZEROSO para mãe e bebê, evita a obesidade, fortalece a musculatura facial do bebê, oferece toda imunização que ele precisa já que nascem sem sistema imunológico próprio formado, entre muitas outras coisas.

Amamentar é mais que um ato de amor, é um ato de resistência. Não desista, você não está só.

PS: Um blog maravilhoso sobre amamentação é esse aqui (http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/) não canso de indicar. Parabéns pelo trabalho Grupo Virtual de Amamentação

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Parto

As contrações são você

Nem mais fracas nem mais fortes, as contrações são suportáveis por serem parte de você. Expressão mais clara da sua própria força.

Isso assusta, muitas vezes.

Começam tímidas, lá pelo sétimo mês de gestação, deixando a barriga bem redondinha e provocando desconforto na pelve algumas vezes, nada de dor ainda nesse momento.

Mais tarde, próximo ao parto, elas começam a mudar.

Curtas de duração e bem doloridas, com enormes intervalos (uma a cada hora, ou algumas seguidas e depois param espontaneamente)
Ou longas com intervalos curtos (1 minuto de duração e 3 de intervalo = trabalho de parto ativo!)

Como você pode lidar com suas contrações?

1: Encare o seu Medo, lembre que elas são essenciais para que seu bebê nasça e é importante que venham e sejam fortes para que isso aconteça

2: Respire profunda e pausadamente, Yoga e Pilates durante a gestação podem dar o treino e ritmo certos para esse momento. Quanto mais profundamente respirar mais você irá soltar as tensões musculares e aliviar as dores.

3: Se puder, tenha uma Doula ao seu lado. Ela irá de ajudar a se acalmar e focar no que realmente importa a cada momento e te lembrar que você é capaz e forte o suficiente.

4: Abuse da água quente, vão te ajudar a relaxar e aliviarão muito a sensação das contrações

5: Rebole, faça círculos grandes com os quadris, pequenos, vá para frente e para trás… Não importa. Deixe seu corpo te mostrar quais são as posições e movimentos melhores para aquele momento, mesmo que você não acredite em mim agora vai saber e sentir exatamente como deve ficar.

6: Vocalize, soltar o ar relaxando a garganta com sons de “As” ou “Os” são ótimos para aliviar as contrações mais intensas e vão te ajudar a mudar o foco, ao invés de pensar na sensação vai prestar atenção no som que estará fazendo

7: Evite ficar deitada, costuma ser a posição mais desconfortável para se estar quando se tem contrações. Diferente da cólica menstrual, as contrações não vão passar com um comprimido, o melhor remédio é sua participação ativa na expulsão do bebê.

8: Você quer gritar? Grite!
Quer gemer? Ótimo!
Quer rebolar? Tenha apoio
Você precisa de um tempo para descansar? Deixe que seu corpo descanse, tenha por perto quem te ajude a relaxar.

As contrações duram no máximo 60 segundos cada uma, é um tempo curto, não acha?

8: Converse sobre como se sente antes do parto.
Existem duas escolas muito antigas sobre o parto sem dor, uma delas afirma que quanto mais segura a mulher se sentir mais fluído será o parto, isso envolve equipe, ambiente, acolhimento. O medo gera tensão muscular, que por sua vez gera mais dor. A ansiedade pode ser um alerta já na gestação que você não se sente segura com um ou mais pontos, é bom resolver essas questões antes do parto em si.

Parir dói, mas nunca mais do que podemos suportar é a nossa própria força. Seu próprio poder escancarado para você e todo mundo ver. Isso assusta, mas você É CAPAZ.

O que atrapalha mesmo no parto é o medo/angustia alheio, falta de apoio, intervenções desnecessárias e desrespeito às vontades da mulher.

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Parto, Períneo

Parto normal não estraga a perereca de ninguém

Pois é, as terríveis histórias das vísceras que “caem”, da vagina larga, da incontinência urinária e fecal depois do parto normal tem outros responsáveis que não O terrível, animalesco e destruidor parto normal.

A função de controle e apoio de órgãos é de uma malha muscular chamada MAP que pode enfraquecer e ser danificada nas seguintes situações:

* Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico; ( ex : Episiotomia. Após feito o corte na vagina da mulher no momento do nascimento do bebê, é necessário reparar os danos à área. A Episiorrafia é a sutura da Episiotomia. É muito difícil estabelecer o tamanho normal de uma Episiorrafia, já que o tamanho da Episiotomia pode ser bastante variável.)

* Gravidez e parto com assistência deficiente;

* Tumores malignos e benignos;

* Doenças que comprimem a bexiga;

* Obesidade;

* Tosse crônica dos fumantes;

* Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;

* Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;

* Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.

*Constipação intestinal.

*Enfraquecimento muscular causado perda da enervação que ocorre com a idade (a partir de 40 anos)

Os músculos do assoalho pélvico (a MAP) são os responsáveis pela sustentação da uretra, a vagina e o ânus, são também conhecidos como “músculos de Kegel”.

Eles foram detalhados pela primeira vez pelo médico Arnold Kegel em 1948, um ginecologista que desenvolveu exercícios para corrigir a frouxidão vaginal sem cirurgia. A prática dos exercícios de Kegel ou Cinesioterapia previne e recupera o tônus muscular, é o fim da incontinência e *prolapsos, além de melhora significativa na vida sexual, há relatos de mulheres que após os exercícios sentiram orgasmos mais intensos e até que pela primeira vez os sentiram.

Ou seja, com filhos, sem filhos, cesárea ou parto normal todas as mulheres estão sujeitas a passarem por problemas íntimos por culpa do enfraquecimento muscular, principalmente depois dos 30 anos de idade e podem reverter esse quadro com avaliação de fisioterapia perineal e evitar praticando exercícios constantes como Yoga, Pilates e o próprio Kegel  

 

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Gestação

O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar

O que põe em risco mães e bebês é a má assistência, o pre-natal mal feito, a vitalidade fetal não observada durante trabalho de parto, a cesárea agendada, as intervenções feitas de forma rotineira. O que MATA é a assistência à gestante ser feita de forma mecânica e desatualizada.

O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar.

Mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amiga, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

Fontes http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html

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Gestação

Nó de cordão não mata

O que é o cordão umbilical
Ele se forma já na quinta semana de gestação, junto com a placenta, e é responsável pelo transporte de sangue da placenta ao bebê através do abdômen. O cordão possui cerca de 50 cm de cumprimento e 2 cm de diâmetro, por onde passam duas artérias e uma veia, entre essas estruturas existe a geleia de Wharton, uma substancia parecida com uma gelatina bem mais dura e resistente que protege os dutos de impactos.
É através desse sangue que o feto vai receber nutrientes, respirar e eliminar as toxinas. Guarde bem essa informação! Vamos falar mais sobre ela.

Como o nó se forma
Um bebê sadio se movimenta muito durante toda a gestação, é como ele desenvolve seus músculos e começa a se preparar para a vida no meio externo. O cordão umbilical é seu primeiro brinquedo e alvo de apertões muitas vezes, toda essa bagunça com chutes e cambalhotas podem acabar dando um nó no cordão.
Nunca, ou quase nunca é possível identificar a existência desse nó durante a gestação, não existe ainda nenhum aparelho capaz de visualizar isso, pois apesar da diferença visual em nada muda para mãe ou bebê a presença do nó!

Nó de cordão não mata
Como o cordão é longo e preenchido pela geleia de Wharton, que amortece e protege a veia e artérias responsáveis pelo fluxo sanguíneo e trocas gasosas entre placenta e bebê. Mesmo com presença de um ou mais nós o fluxo de sangue não se altera e nada, ABSOLUTAMENTE NADA, muda para o bebê.

O exame gestacional que verifica o fluxo sanguíneo é o Ultrassom com Doppler, é através dele que o médico pode observar o funcionamento da placenta, cordão e coração do bebê.

Caso você não se sinta segura com um diagnóstico, procure por segunda, terceira ou até quarta opiniões. Nó de cordão, ou cordão enrolado em qualquer parte do corpo do bebê não é, isoladamente, indicação para cesárea.

 

Você pode ler mais aqui: http://drbrauliozorzella.blogspot.com.br/2013/03/me-amarrei-no-seu-cordao.html

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Puerpério

Quanto tempo dura o puerpério??

Texto da minha amiga e partner: Luiza Prado Moreau, Nutricionista, mulher, mãe do Fred e pessoa maravilhosa.

Eu me preparei (ou achei que tinha me preparado) para o puerpério, li textos falando das dificuldades das primeiras semanas, a famosa quarentena, e como era normal se sentir triste, melancólica, ter oscilações (abalos sísmicos, rs) de humor, aceitei que seria assim e tentei me preparar fisica e mentalmente para essa fase.

Pois bem, nasceu meu filho, a primeira semana foi louca, nossa família é toda de fora e foi uma loucura só eu e meu marido, mas passou. Aos poucos fomos nos organizando, foi surgindo um princípio de rotina, as oscilações de humor vinham, mas eu sabia que era normal, aceitava (com choro, vontade de fugir e tudo o mais, rs) e passava.

Com 3 meses, meu bebê passou a dormir a noite toda, que alívio! Dormia bem, mamava bem, interagia mais, sorria, brincava, uma delícia! E eu acreditei que estava passando (olha, até que não foi tão difícil…). Pois bem, com 4 para 5 meses meu bebê passou a acordar berrando, dava tetê, colocava para dormir, 10min e acordava berrando. Durante o dia brincava, chorava e mamava em ciclos instantâneos e intermináveis, eu mal conseguia ir ao banheiro (benditos picos de crescimento e desenvolvimento!). Via as mães ao meu redor falando que estava mais fácil, que o bebê estava mais independente, que dormia melhor, etc etc… E foi ai que o bicho pegou, rs.

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Bebê chorando, mamãe desesperada, papai sem entender. Não era para ir ficando mais fácil? Pelo jeito não necessariamente, então afinal, quanto tempo dura o puerpério?

“Puerpério ou pós-parto é o período do ciclo grávido-puerperal, que vai da dequitação da placenta à volta do organismo materno às condições pré gravídicas.”
www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde…/MariaCristinaGuimaraesdaCosta.pdf

“O puerpério tem seu término imprevisto, pois enquanto a mulher amamentar ela estará sofrendo modificações da gestação (lactância), não retornando seus ciclos menstruais completamente à normalidade.”.
https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/viewFile/359/pdf

“Isso ocorre porque os hormônios produzidos durante o aleitamento materno bloqueiam a ovulação. E tende a permanecer assim enquanto a amamentação for contínua. Em geral, o ciclo menstrual só reaparece quando o bebê mamar menos – seja por dormir a noite inteira ou por começar a se alimentar com sólidos, por exemplo. […] Só que, como nada é exato em medicina, algumas mulheres podem começar a ovular enquanto ainda amamentam, correndo o risco de engravidar sem querer.”
http://www.febrasgo.org.br/site/?p=8401

Ou seja, não existe um período definido para o fim do puerpério… saber disso para mim foi um alívio (por mais estranho que pareça), pois passei a aceitar e lidar melhor, sabendo que é uma fase, que tem suas características, e que, mais cedo ou mais tarde, vai passar…

Enfim, eu decidi escrever esse texto para clarear minhas ideias, aliviar meu coração e compartilhar minha experiência, pois é isso que tem me ajudado a passar por esse período, compartilhar vivências e perceber que não estamos sozinhas. Minha dica: converse, divida, leia, alivie… saber que tem mais gente no mesmo barco e poder trocar experiências torna a maternidade e a vida mais leves.

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E agora eu queria saber, como está sendo o puerpério por ai?

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Parto

Tudo sobre: O expulsivo

O trabalho de parto normal humanizado, como já conversamos aqui, pode levar desde algumas poucas horas até dias. Sim dias. Cada corpo tem um ritmo próprio para que a dilatação aconteça e isso costuma depender também da posição do bebê dentro do útero, que não se iluda, muda constantemente até o momento do nascimento.

E como o parto acaba? Com o nascimento do bebê. O período depois da dilatação total é chamado período expulsivo.

O que acontece

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O colo do útero já esta totalmente dilatado, ou muito próximo à isso, a sensação das contrações muda sendo substituídas por uma vontade intensa e involuntária de força.
Essa força vem das contrações intensas e coordenadas do útero que vão aos poucos fazendo com que o bebê passe pela bacia. A descida é normalmente lenta e conta com a ajuda da movimentação também do bebê.
Passada a bacia o bebê entra no canal de parto, nesse momento a mãe pode sentir perfeitamente a descida e localização do bebê, que avança e retorna um pouquinho a cada contração. Esse movimento de “vai e volta” é essencial para que a musculatura da vagina se alongue e relaxe lentamente sem provocar lacerações (ruptura muscular/rasgos)
Aqui que sentimos o “circulo de fogo”, parece toda a vagina estar circundada e muito quente, a mucosa parece queimar por conta do alongamento profundo.
Assim que a cabeça nasce o corpo do bebê faz sozinho um pequeno giro de 90 graus* (pode variar conforme a posição de saída do bebê essa é a mais comum), para facilitar a passagem dos ombros pela bacia.

Quanto tempo demora?

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Ainda hoje não existem estudos conclusivos sobre quanto tempo o período expulsivo demora. De acordo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), a duração normal seria de três horas em primípara com analgesia (primeiro parto normal, com uso de anestesia), duas horas em primípara sem analgesia, duas horas em multípara com analgesia (mulher que teve mais de um parto normal sendo esse com anestesia) e uma hora em multípara sem analgesia.
A anestesia acaba fazendo com que o tempo de expulsivo fique maior por tirar a sensação de puxo (força) materna e provocar relaxamento muscular, normalmente é necessário combinar o uso de ocitocina para que as contrações voltem a se intensificar.

Fonte da imagem de nascimento maravilhosa:http://www.monetnicole.com/stories/beautiful-crowning-images

Fonte de pesquisa: Febrasco (http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Feminav38n11_583-591.pdf)