Luna e sua placenta
Gestação, Parto

Sua Majestade, a Placenta

Pouco se fala dela durante a gestação, a não ser em casos que observa-se qualquer falha no funcionamento ou sangramentos. Pobre placenta!

Você pode ainda não saber, mas a Placenta é um órgão-elo entre mãe e filho, surge logo no inicio da gestação e apenas no quarto mês está totalmente formada, pesando em torno de 500g.

Sua função principal é realizar as trocas de nutrientes e toxinas (eliminação das toxinas), oxigenação, produção de hormônios e proteção do feto. Tudo para que o bebê se desenvolva saudável e em segurança.

Anticorpos e proteção

A placenta transporta anticorpos ao feto, esses anticorpos são responsáveis pela imunidade, formando uma barreira contra certas doenças e substâncias nocivas. Porém existem substâncias que apresentam a capacidade de ultrapassar essa barreira: a nicotina e o alcatrão do cigarro, o álcool, as drogas, alguns medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios e sedativos), além de determinados vírus e bactérias, como os causadores da rubéola, varíola, hepatite, toxoplasmose e HIV.

O sangue que circula pelo cordão é do bebê

Os sangues da mãe e do bebê não se misturam, separados pela membrana placentária. Assim existem dois sistemas circulatórios completos funcionando simultaneamente durante a gestação, de forma complementar.

O sangue pouco oxigenado sai do bebê, percorre as artérias que se estendem pelo cordão umbilical até chegar a Placenta, onde o sangue é oxigenado, limpo de impurezas e recebe todos os nutrientes existentes no sangue da mãe, voltando pela veia umbilical, até chegar ao feto.

A Placenta acaba funcionando como uma grande filtro, com pequenas ramificações, que apesar de proporcionar a troca de substancias mantém a interinidade e individualidade de cada individuo.

Essa é uma das razões de ser possível que mães HIV+ tenham filhos sem transmitir o vírus durante a gestação.

Hormônios

Os hormônios que serão produzidos durante o período de gestação são:

  • Gonadotrofina Coriônioca (HCG) responsável pela permanência do bebê em formação até a 15 semana de gestação, quando a placenta passa a produzir estrogênio e progesterona, inibindo a menstruação e nova ovulação.
  • Hormônio melanotrófico, Hormônio lactogênio placentário e Aldosterona, aumentam a quantidade de melanina, o que pode causar as famosas manchinhas na pele, são também responsáveis pela manutenção do nível de sódio e insulina no corpo da mãe.

 

  • Progesterona, é responsável específico do útero, com relaxamento da musculatura lisa, o que diminui a intensidade e frequência das contrações uterinas para que não expulse o feto e prepara o endométrio, tornando-o mais espesso para a fixação do feto. Além disse ativa o cérebro áreas do cérebro responsáveis pela respiração/oxigenação, fazendo com que mãe e bebê recebam mais oxigênio. Atua também nas mamas aumentando a quantidade de glândulas produtoras de leite.

 

  • Estrogênio, promove rápida proliferação de musculatura uterina, e a circulação do sangue e toda região. Responsável pela maleabilidade, torna juntas e músculos mais flexíveis, já preparando o corpo para o parto. È também responsável pelo rápido aumento das mamas e contribui ainda para a manutenção hídrica (placenta e líquido amniótico)

 

Mesmo depois que o bebê nasce, via parto normal, a placenta se mantém ligada á parede uterina e vai se soltar apenas depois de alguns minutos, quando o cordão parar de pulsar e essa conexão mãe-bebe não seja mais necessária. Nesse momento o útero volta a contrair para que seja possível, agora, o nascimento da placenta.

Por todas essas funcionalidades vitais para a existência/vida do bebê em muitas culturas o descarte desse órgão, logo depois do parto é considerado desrespeitoso.

Mas afinal, o que fazer com a placenta?

Caso não deseje que ela seja descartada, coloque no seu plano de parto o que quer que seja feito, mesmo dentro de hospitais e casas de parto, existe a possibilidade de pedir para que alguém próximo a leve até que você mesma possa manuseá-la.

  • Parto de Lótus: Nesse parto o cordão da placenta ao bebê não é cortado e acaba por cair naturalmente em um curto período de tempo. A placenta é tratada com atenção, com sais e óleos para que não fique mal cheirosa.  Assim que o cordão desconecta-se do bebê naturalmente a placenta é enterrada em um lugar especial para a família.
  • Consumo: Por ser um órgão produtor de muitos hormônios que auxiliam no pós parto e na não incidência de depressão pós parto, mulheres e homens consomem uma parte da placenta para repor energias e melhorar a recuperação. Pode ser consumida frita, batida em shakes, como tintura, desidratada em capsulas ou até mesmo in natura. O exemplo mais famoso é de Ton Cruise, mas podemos citar também  Kourtney Kardashian.
  • Descarte respeitoso: Como qualquer material orgânico, a placenta pode ser absorvida pela terra como um excelente adubo. Pode ser mantida congelada (em uma sacola/pote de sorvete) após o parto, até que possa ser “plantada” junto com a árvore, flor, do bebê. Faz-se uma cova funda, coloca-se um travesseiro de material orgânico seco, coloca a placenta, segue uma camada de terra, outro travesseiro e finalmente a planta escolhida. É importante sempre seguir proporções de terra pelo menos mínimas, principalmente se o plantio for feito em vasos.
  • Carimbo:  a placenta tem duas “faces” uma que fica conectada à mãe, outra que fica conectada ao cordão e voltada para o bebe. Essa segunda apresenta ramificações circulatórias que formam um desenho similar ao de uma árvore, “A árvore da vida”. Logo após o parto pode-se aplicar essa face da placenta sob folha de papel A3  absorvente, formando a “Arvore da Vida” do bebê, dados como nome, horário de nascimento, peso, tamanho, apgar, podem ser anotados nessa linda lembrança.

 

 

E agora, que você já conhece um pouco mais sobre esse órgão incrível, vai fazer o que com o seu?

Chá de Bebê
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