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Doula Sam

trabalho de parto
Trabalho de Parto

Como é o trabalho de parto

O trabalho de parto não começa com dor nas costas
O trabalho de parto não começa com saída de tampão mucoso (aquela meleca linda que como vocês sabem eu amo!)
O trabalho de parto não começa quando a bolsa rompe
O trabalho de parto não começa quando a mulher tem dor de barriga
O trabalho de parto não começa quando a barriga fica dura mas sem dor

Isso tudo pode ser sinais que LOGO (em alguns dias) o trabalho de parto vai começar. Mas trabalho de parto de verdade só com contrações de pelo menos um minuto de duração e intervalo de 3 minutos entre elas. É importante observar se essa frequencia se mantém por uma hora.


giphy

Para tirar a prova aqui vão algumas dicas:

  • Entre no banho quentinho, e fique lá por uma hora, esse é o tempo necessário para que você relaxe e produza o hormônio Prostaglantida, essencial para o inicio do trabalho de parto. Se ainda não for a hora as contrações vão simplesmente parar assim que sair do banho e você poderá descansar.

 

  • Tome um chá de camomila (ou outro relaxante) bem caprichado com uma colher de mel

 

  • Se delicie com um escalda pés. Não precisa ser nada muito elaborado uma bacia com água morna, um punhado de sal grosso já vão te deixar muito mais confortável.

 

  • Caminhe, a movimentação do quadril vai estimular o relaxamento do corpo e a intensificação das contrações

 

  • Namore, carinho nunca é demais e trocas de carinhos com  parceiro podem ser uma ótima forma de estimular o parto, não é necessário penetração, mas todo prazer é sim  bem vindo.

 

ultrassom
Gestação, Saúde

Ultrassom, para que?

É delicioso ver nosso bebê, bracinhos e perninhas pulantes dentro da gente, mas o ultrassom não é uma necessidade mensal. O recomendado em gestações de baixo risco é no máximo 3 ultras. Um em cada trimestre. O Ministério da Saúde preconiza a realização de apenas 2 durante toda a gestação.

Como e quais são?


Ultrassom Obstétrico: A gente só vê peso do bebê, tamanho, quantidade de líquido e placenta.
Ultrassom Morfológico: É o exame que a gente consegue ver as estruturas do bebê por dentro detalhadamente e observar má formações.
Ultrassom com Doppler: Observa-se tamanho dos ossos e funcionamento de coração, placenta e veias.


Quando são feitos


Normalmente entre 4-8 semanas: Ultrassom Obstétrico Transvaginal, é o primeiro exame feito e identifica a idade gestacional através de observação do desenvolvimento de bolsa embrionária, coraçãozinho e peso. Vai ser a primeira vez que você vai ouvir o tum tum do coraçãozinho.

Entre 11 e 14 semanas: Ultrassom Morfológico, principal ultrassom de toda gestação, é o primeiro exame de desenvolvimento do bebê. Pode ser realizado a translucência nucal (ou TN), medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas.

Entre 18 e 24 semanas: Ultrassom Morfológico, neste exame será avaliada a formação e o desenvolvimento dos órgãos e das estruturas do bebê, sendo possível observar o crânio, as estruturas do cérebro, a coluna, a face, o coração, o estomago, os rins, o fígado, a bexiga, a genitália externa, os braços , as mãos, as pernas e os pés. A confirmação do sexo do bebê normalmente acontece aqui :)

Entre 26 e 28 semanas: Ultrassom com doppler é o ultra mais esperado pelas mães e pais. No exame é possível medir as estruturas ósseas e orgãos do bebê, avaliar seu desenvolvimento, observar o fluxo sanguíneo e funcionamento de placenta e coração.

Apoio nas informações da Dra Natália Carvalho

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Doula, Gestação, Parto

Como escolher a Doula?

Qualquer movimento de apoio ao parto humanizado por esse Brasilzão lindo vai falar das Doulas, como elas podem ser um apoio muitas vezes essencial para que o parto seja um momento inesquecível  para o casal. Mas a escolha certa pode fazer toda a diferença.

Mais do que um gasto ou uma pessoa a mais ao seu lado, a Doula ideal é aquela pessoa em quem você confia e se sente segura em ter por perto.

Como escolher?

Indicações

Sua amiga teve uma Doula? Pergunte sobre o parto como foi, como foi a atuação e principalmente pergunte o que essa amiga não gostou no atendimento. O que foi bom para ela pode não ser para você e o mesmo vale nos pontos que ela não gostou.

Busque por Grupos de Apoio

Normalmente Doulas fazem parte de grupos presenciais ou virtuais de apoio ao parto, esse primeiro contato é essencial para se conhecerem. Você pode em poucas conversas sentir se existe ou não uma conexão ali, gastando pouco para isso. Lembre que Doulagem é um trabalho como qualquer outro e o tempo para “conversar e se conhecerem” faz parte desse trabalho, se desejar que seja individualizado ele deve ser remunerado.

Saiba o que esperar

As vezes podemos ver de forma romântica  a figura da Doula, como um ser cheio de amor e servidão pronto para atender às nossas necessidades. Cada profissional tem um perfil único e uma força de atuar, então pergunte de forma clara:

Existem encontros antes e depois da gestação? Qual o tempo de duração, assuntos abordados e valor de cada um.

Qual o momento em que ela estará com você durante o parto?

Lembre que o fluxo de informação sempre deve funcionar +/- assim

Você pesquisa/tem dúvidas => Conversa com a Doula =>  Você recebe orientações

As doulas não vão te dar respostas prontas, ou dizer o que DEVE ou não fazer,  sua autonomia é parte principal do atendimento humanizado (se não for assim você apenas estará trocando o Go fofinho por uma Doula fofinha , te tratando como mãezinha empoderadinha)

Intimidade

Gestação e parto abordam os temas mais tabus da vida moderna, sexualidade, vida e morte. Você se sente a vontade para falar abertamente sobre esses assuntos com essa pessoa?  Ela respeita suas vontades e desejos?

Remuneração

Essa é a parte mais delicada e muito discutida inclusive entre as profissionais. Existem Doulas que cobram vários preços  para que seja possível atender ao maior numero de mulheres e perfis.  Converse sobre as formas de pagamento possíveis, muitas vezes até permutas são bem vindas.

Expectativas x Realidade

Falar abertamente sobre suas expectativas sobre a atuação do profissional evita  que você se sinta frustrada depois do parto. Pontue o que deseja e o que acha importante e escute com atenção o que a profissional está preparada/disposta a oferecer dentro disso.

Conhecimento

As informações que essa Doula passa tem embasamento cientifico atualizado? Peça pelas pesquisas para que você mesma possa ler. Mais importante ainda, ela conhece a realidade obstétrica da sua cidade/região?  Se ela não souber como poderá te orientar no que você pode ou não esperar?

 

Converse com quantas Doulas achar necessário até que encontre a ideal. É perfeito! E vale lembrar, é sempre de bom tom avisar as outras sobre a sua decisão :)

Doula atuando
Doula

Doula, jogue fora sua bolsa

Eu aqui sou cheia de manias desde 2014, quando fiz o Revelando Doulas, minha maior preocupação a partir desse dia passou a ser montar a minha “Bolsa de Doula”

Pesquisei várias coisas que poderia utilizar: elásticos para o cabelo da gestante, touca para banho, pente, óleos essenciais caros, óleos vegetais puros para massagear, bolsa térmica, bolsa de sementes, redinha para pescar , luz colorida para usar como terapia alternativa, caixa de som portátil com wifii, bolas suiças, livros de orientação, Epi-no que pedi para trazerem direto da Alemanha…

Passei a estudar muito também, quase em uma corrida contra o tempo, estudava um assunto e publicava minhas descobertas no blog, em um caderno a parte fazia minhas marcações que deixo guardadas para estudos depois.

Aos poucos fui reduzindo meu arsenal, nunca gostei mesmo de levar muitas coisas comigo seja dentro ou fora do parto.

Mas eu tinha um apego ímpar pelos meus óleos essenciais… Ah como eu acreditava que eles eram mágicos!

 

Laranja para dar energia e reduzir enjoos

Lavanda para relaxar e descansar

Gerânio para liberar as emoções

Hortelã pimenta para auxiliar nas dores musculares de ombros, quadris, pernas e braços

Sálvia esclareia, a mágica expulsadora de bebês e placentas que demoram a dequitar

 

Até o dia, o lindo dia, em que um bebê adiantou seu nascimento e meus óleos preciosos tinham acabado. Minha encomenda ainda levaria uns dias para chegar…

Cheguei na casa dela triste, angustiada. Como eu ia oferecer um bom trabalho seus meus óleos?

Pedi desculpas logo de cara. Ela sorriu e disse que tudo bem.

Eram 4:30 de uma manhã úmida quando o Frederico resolveu nascer. Ficamos todos muitas horas juntos. À noite ele foi recebido e ninado nos braços dos pais.

Durante todo esse período me peguei correndo os olhos para a minha bolsa desejando ter uma das minhas poções secretas, eu precisava delas. Até que um momento eu percebi isso.

Era eu quem precisava.

Foquei na parturiente, foquei nela, na sua força e no seu cansaço. Me entreguei ali sem pensar em concertar nada, ajudar nada, não havia nada que eu tivesse para melhorar. Ela dançava e cantava sua própria música de parir, cabia a mim apenas acompanhar seus movimentos e amparar quando ela precisasse.

Foi o que fiz.

Dias depois voltei vê-los com um medinho por dentro semelhante a quando somos criança se sabemos que fizemos algo errado, fui esperando algum feedback negativo sabe? Conversamos bastante eu e a mãe sobre a ultima semana, sobre o Fred, sobre o parto.

E confesso meus olhos marejaram tanto que as lentes dos óculos se tornaram embaçadas, algumas lágrimas escorreram ao ouvir dela: “SAm, sua presença fez toda diferença, eu sabia que estava tudo bem de olhar para você e ver a sua calma. E mesmo quando eu não acreditei em mim você estava lá sorrindo, acreditando mais do que eu.”

Não foram meus óleos, nem minhas massagens, nem meu rebozo lindo que comprei no Siaparto desse ano. Foi a presença e a segurança.

Obrigada Luiza, por essa linda lição:

A ferramenta mais importante de trabalho de uma Doula fica do lado de dentro.

Bebe não passa da hora
Gestação

Quando a gravidez acaba

Engravidar são duas alegrias, vamos ser bem sinceras, uma quando acontece e a segunda quando pegamos o bebê todo lindo e quentinho nos nossos braços.

Ok, ok, grávidas são lindas, a gestação é um momento único, muito amor envolvido etc e tal. Mas chega a trigésima semana de gestação a gente já não vê mais a hora dessa criança abençoada nascer e a gente voltar a usar todas as roupas de antes de engravidar botar a cara no mundo.

Ter filhos é legal, estar grávida “pra sempre” não é tanto não.

Que mulher nesse mundo não olhou na net aquele colchão inflável com um circulo vazado no centro e pensou “Preciso!” baseada 100% no prazer de dormir de bruços?

Verdade seja dita, as ultimas semanas são uma série de desconfortos físicos, como crocância de todo o esqueleto, inchaços, falta de ar, bebê pelo amor de Deus saia de baixo da minha costela, com uma pitada de ansiedade nossa e uma enorme de todos os parentes, amigos, vizinhos e porque não, desconhecidos também.

Afinal, quando esse bebê vai nascer?

Quando a gente escolhe o parto normal, praticamente rí das reações das pessoas à essa resposta

“Olha, a previsão é dia 10 de novembro, mas pode nascer a qualquer momento entre 20 de outubro e 20 de Novembro… Sim, eu sei que hoje é dia 25 de outubro… não, não precisa! Juro que estou bem, não precisa me levar pra casa não…”

Nos tornamos verdadeiras “bombas” prestes a explodir. Bem… pelo menos somos vistas assim.

Acontece que, a partir das 37 semanas de gestação o bebê realmente já pode estar pronto e nascer, o intervalo de normalidade vai até 42 semanas de gestação.

Q-U-A-R-E-N-T-A    E     D-U-A-S

O que a maioria dos médicos nos passam durante o pre natal é a nossa DPP, data improvável do parto, que é uma data onde o bebê tem maires chances de nascer. Chances, tá?

Até porque se a gestante teve uma ovulação tardia por ex isso não será contabilizado, não vamos nem saber. Então o bebê que nas nossas contas tem 40 semanas tem na verdade 38 semanas de gestação.

Pareceu confuso?

Vou mostrar então em gráficos quais as chances do seu bebê nascer em cada semana

Quando o parto acontece

Quando o parto acontece

Agora facilitou, não é?

Perceba que mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Por isso vale a pena já na 37 semana de gestação termos definido:

  • Local de parto
  • Equipe clínica que vai te assistir/acompanhar
  • Doula
  • “Mala de maternidade” pronta, inclusive se o parto for domiciliar

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amigona, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

 

Fontes: Induction of labour in women with normal pregnancies at or beyond term (http://www.cochrane.org/CD004945/PREG_induction-of-labour-in-women-with-normal-pregnancies-at-or-beyond-term)

Duração da Gestação (http://www.partolandia.com.br/single-post/2014/11/04/ESTAT%C3%8DSTICAS-Dura%C3%A7%C3%A3o-da-gesta%C3%A7%C3%A3o)

Estudando a gravidez prolongada (http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html)

Mãe rainha
Maternagem

Mãe- a rainha da Po*** toda

Nós temos o instinto materno…

Quando nasce um bebê também nasce uma mãe

A mãe sabe, sente dentro dela o que o bebê precisa

 

Olha, pode ser verdade para alguma mulher, mas nenhuma dessas frases representa a maternidade real. Não.

Mães são rainhas, Deusas e se tornam absolutas. Rainhas da Po*** toda!

Mas não, ninguém nos entrega um reinado, uma coroa cravejada de papinha e alguns fios brancos, assim de mão beijada. Conquistamos a realeza da maternidade com a audácia e loucura dignas de Ragnar Lodbrok, com tempos de calmaria e festa e lutas gigantescas.

Ragnar para inspirar seu dia

Ragnar para inspirar seu dia

Começamos logo na gestação, encarando sombras e esqueletos escondidos no meio dos nossos próprios medos e inseguranças.  Vencemos, cada uma a sua forma. SIM NÓS VENCEMOS SEMPRE.

Criança nasceu, o parto passou (ufa! o dia mais temido e esperado dos últimos quase dez meses)

É agora que você deveria chegar em casa, ser recebida com tapete vermelho, flores frescas, agua aromatizada geladinha do lado da cama.

Mas a maternagem, minha querida amiga, a maternidade SIM é uma caixinha de surpresas. E logo de cara temos um reino para conquistar e ele se resume ao ser pititico nos seus braços.

A primeira batalha, sem sombra de dúvidas é a amamentação;

Se mantenha tranquila, o bebê é capaz de sentir suas emoções e vai reagir à elas

Não exite em tirar o peito da boca do bebê, não tenha piedade, esses olhos grandes e lindos não devem te tirar do foco: Uma pega perfeita.

Oferece peito, tira peito…

Faz bocão…

Olha a boca de peixinho! Conseguiu!

A Segunda batalha, sem dúvida alguma é contra a exaustão, o bebê pode ficar um número incrível de horas plugado no seu peito, eu sei, não tem jeito ele precisa disso, precisa de você e você precisa dele e mais uma ou duas semanas de sono ininterruptas.

Esse é o ponto onde se pede apoio, onde já se viu uma grande rainha sem súditos?

Marido, parceiro, amiga, mãe, sobrinha, doula.

Vale ajuda de todos.

Não para cuidar do bebê, isso eu sei, você sabe, que pode fazer com maestria.

Mas aquela força para deixar as roupas em ordem, a casa arrumada, supermercado em dia é fundamental! Assim quando o bebê dormir, você pode dormir também o sono dos justos.

Terceira e pior luta é contra os “E SE’S”, “E se ele não está ganhando peso suficiente”, “E se esse coco não é saudável”, “E se ele dormir demais e não mamar nas próximas 3 horas”, “E se ele adoecer”.  Amada… são tantos E SES que podem vir na nossa cabeça cansada, não é verdade?

Mas isso tudo é amor, é amor demais da conta que a gente tem no peito, amor tão grande que quer ser maravilhosa e evitar que qualquer coisa não seja menos do que FABULOSA na existência daquela pequena criatura que você pôs no mundo.

Acontece que você, rainha da po*** toda, não tem esse poder. Porque a vida é pra ser vivida e aprendemos isso desde o inicio.  Para um bebê muitas vezes um pum é incomodo. Crescer dói, a gente aprende com erros, com tentativas e falhas, surpresas. Com seu bebê não vai ser diferente.

Sua função nessa vida não é colocá-lo numa bolha protetora, mas estar de braços abertos para acolher quando eles precisarem, orientar, ensinar e deixar ir. Deixa viver.

Antes de se angustiar, olhe para seu bebê, sinta sua temperatura, seu cheirinho e pergunte para você mesma, mais uma vez: tem realmente alguma coisa errada aqui?

Nessa fase o apoio de outras mães é fundamental, ninguém entende melhor uma mãe do que outra, principalmente se estiverem travando a mesma batalha. As vezes tudo o que a gente precisa é só desabafar.

As lutas seguem, há quem afirme que os primeiros 50 anos de maternagem são os mais complicados, mas que depois disso tudo segue com muita serenidade.

Ainda bem!

 

 

Leite Materno
Amamentação, Saúde

Nosso TOP 10 curiosidades sobre o LM

“GOT MILK” foi uma campanha norte americana que literalmente estimulava o consumo de leite com celebridades das telonas ostentando um lindo bigodinho branco.

o-gotmilk-facebookE é nessa linha divertida e saudável que vou falar hoje sobre o Leite Materno e algumas maravilhas curiosidades.

(Para não ficar repetitivo aqui, vou usar a sigla LM para leite materno, ok?)

 

 

  1. A OMS recomenda que até os 6 meses de idade o bebê consuma LM exclusivamente e que continue a consumir até pelo menos os dois anos de idade
  2. Você pode utilizar o LM para cicatrizar assaduras, depois de lavar o bumbum do bebê com água e sabão passe algodão embebido em LM nas partes vermelhas e deixe sem fralda por alguns instantes Tira com a mão todo vermelhão
  3. Sabe aquela conjuntivite chata que a maioria dos bebês tem quando nascem? Algodão com LM nela, sempre passar do sentido das têmporas até o nariz e não utilizar o mesmo algodão para os dois olhos
  4. SEDE, sim melhor forma de bebês matarem sua sede é com o leite anterior (o primeiro que sai) que costuma ser rico em líquidos e nutrientes mas com baixa concentração de gordura
  5. Engorda, depois do primeiro leite que mata a sede, o corpo produz o leite Posterior, rico em gorduras e maravilhoso para auxiliar no ganho de peso do bebê. Você pode inclusive ordenhar um pouco a mama para descartar o primeiro leite e oferecer o peito em seguida.
  6. Melhor remédio do mundo, é beijo de mãe seguido de LM. Quando a mãe beija o bebê absorve também vírus e bactérias presentes, isso faz com que seu corpo produza anticorpos específicos que PASSAM DIRETO PARA O LEITE e fazem o bebê sarar rapidinho . Mães são farmácias ambulantes.
  7. Mães adotivas e até avós são capazes de produzir LM, através do auxílio de uma sondinha e um copo com leite, processo conhecido também como Relactação através de sonda.
  8. O Colostro, primeiro leite que sai após o parto, é riquíssimo em anticorpos e essencial para a saúde do recém nascido que tem seu sistema imunológico completamente em branco.
  9. Apojatura , ou descida do leite, pode acontecer até 7 dias depois do parto.
  10. Quanto mais o bebê mamar, mais o peito vai produzir leite (isso vale para qualquer tipo de retirada do LM)

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Incrível, não é? E tudo isso sendo produzido no nosso corpo gratuitamente e na melhor qualidade. Não tem complemento no mundo que supere o Leite Materno.

 

Se você quer ler muito mais sobre indico o GVA (Grupo Virtual de Amamentação) Blog incrível que aborda a amamentação com embasamento cientifico e muita empatia.

beleza
Empoderamento

O seu corpo é lindo

Talvez ao longo da sua vida tenha visto sempre alguém mais bonita que você, seja a atriz na novela, ou em capas de revista.

Talvez tenha tido relacionamentos em que não se sentiu tão bem, se não estivesse sempre maquiada, bem depilada, perfeitamente penteada e no peso ideal.

Mas você é e sempre foi linda.

A gestação vai mudar seu corpo, mas não a culpe, o tempo iria de qualquer forma.

Mas você talvez não se reconheça nos quase dez meses que se seguirão.

Suas formas ficarão arredondadas, os seios fartos, o nariz “batatinha” e talvez algumas estrias apareçam, seus cabelos também vão mudar, ficarão absurdamente brilhantes, a pele “de pêssego”

E você, mesmo não se reconhecendo ao olhar no espelho, estará na fase mais deslumbrante da beleza mamífera, feminina, visceral.

Talvez ainda não tenha percebido que sua beleza vem de dentro. Da sua força em seguir em frente, de ser ouvida e respeitada. Da luta e do amor que é feita e agora transborda.

Hoje só vim para te falar mesmo que você está, é e sempre foi LINDA.

tampao
Sinal de Trabalho de Parto

Meleca e sangue? Tampão!

Toda Doula “é meio maluca”, tem seus trejeitos, tem sua personalidade bem delineada, sua forma de trabalhar e servir.

E tem também suas manias e amores no mundo do parto/doulagem.

Quem me acompanha no facebook sabe que a minha maluquice, amor, xodó, apego, encantamento é por TAMPÕES.

“Mas SAm, como assim?”

O Tampão mucoso é das coisas mais incríveis que podem existir antes do parto. Vou explicar aqui rapidinho e aposto que até o final do post você vai estar/ser tão apaixonada por eles quanto eu. Vamos lá.

O QUE É O TAMPÃO

Colo do útero grosso e sem dilatação

Colo do útero grosso e sem dilatação

Ele é nada mais, nada menos, do que uma “rolha” feita de meleca semelhante a muco nasal (vulgo ranho/meleca de nariz) Sim!

A função principal do tampão é proteger o interior do útero de qualquer bactéria ou sujeira que possa existir fora dele. O colo do útero tem naturalmente uma abertura pequena, que é vedada pelo tampão durante toda a gestação.

Ele pode ser transparente, levemente esverdeado ou amarelado.

A consistência também pode variar, para bem liquido (semelhante ao período fértil) ou bem espesso, parecendo uma gelatina.

 

 

 

 

 

 

AI que nojo, quando isso sai?

Colo do útero dilatado- ou apagado

Colo do útero dilatado- ou apagado

Deve ser até crime em algum país desse mundo ter nojo do tampão, não fala assim poxa.

Como ele tem função protetora e serve como uma rolha vai sair conforme o buraquinho que ele protege ampliar.

OU SEJA! <3 

O tampão é dos primeiros sinais que a gente pode ver fácil fácil que o parto está próximo e que o o colo do útero já começou a se preparar para o parto.

Já se apaixonou por ele?

Não?

Calma, tem ainda mais!

O colo do útero quando dilata costuma ter um leve sangramento, o tampão como reveste todo o colo internamente vai sair em maior quantidade e com filetes ou bem ensanguentado nesses casos.

O tampão é uma forma simples de você saber que seu parto está evoluindo e que está tudo bem.

Dá para termos uma noção de como “as coisas estão” só através da observação

Pouco muco no papel e transparente: Provável que ainda leve algumas semanas para o parto

Pouco muco e marrom: Provável que o colo tenha trabalhado um pouco, através de contrações de treino ou mesmo pelo peso do bebê. Nada com o que se preocupar.

Muito Muco sem sangue: EBA! Está perto, provável que o parto ocorra em até uma semana.

Muito Muco com sangue: Provavelmente colo está dilatando consideravelmente, se a mãe não está sentindo nenhuma contração provável que comece em pouco tempo, o parto pode ocorrer nas horas/dias que seguem.

 

E essa é minha -ainda humilde- coleção de tampões, cada um deles enviado pelas donas como presente que eu óbvio amei. Manda mais que tá pouco ainda gente!

fogueira
Doula, Parto

Um resgate do acolhimento, a Doula e o nascer

Entre os grandes Mistérios, o parto foi por muito tempo o maior e mais bem cuidado pelas mãos femininas.

Eram através delas que a vida se fazia fluir dentro de suas casas, mulheres amparadas por irmãs, mães, filhas, observadas atentamente por uma outra, aquela que conhecia ervas, que acompanhava o luar e as estrelas no céu para se guiar.

A operação cesariana na Antiguidade só era praticada após a morte da parturiente, com a finalidade de salvar o feto ainda com vida. Desde 700 a.C. a lei romana proibia os funerais de toda gestante morta, antes que se fizesse a cesárea para retirada do feto. Os fetos que nasciam com vida eram chamados cesões ou césares (Vieira, 1871-1874).

A primeira cesárea realizada em mãe viva foi realizado ). Foi realizada em 1500, em Sigershaufen, pequena cidade da Suíça, por Jacob Nufer, em sua própria esposa. Jacob Nufer não era médico e nem sequer cirurgião-barbeiro. Era um homem simples do povo, habituado a castrar porcas.

Mesmo assim, a cesárea só foi ganhar popularidade no século XVIII e apresentava índices muito baixos de sobrevivência mãe-bebê.

No Brasil, nosso amor pela cesariana é creditada ao dr. José Correia Picanço, barão de Goiana, tendo sido realizada em Pernambuco no ano de 1822.

Mesmo assim o conhecimento passado através de gerações às parteiras ainda resistia.

Nosso histórico de violência obstétrica é centenário, começa em meados de 1894, com a inauguração de uma ala exclusiva para atendimento de gestantes na Santa Casa de São Paulo.

Era na maternidade que os médicos tinham seus primeiros contatos com partos reais, e era também lá onde as irmãs responsáveis faziam o possível para que a experiencia daquelas mulheres (pobres) fosse tão ruim a ponto de nunca mais quererem voltar. Sujeira, maus tratos, lençóis reaproveitados e escassez de alimentação. O parto hospitalar era “coisa de pobre”.

Parir nos hospitais na época era o que apenas mulheres sem recursos, prostitutas, viúvas, mães solteiras, enfim, toda a sorte de mulher renegada pela sociedade, tinham a recorrer. Com atendimento muitas vezes precário e alto índice de morte  materno-infantil por causa de infecções. Era um ambiente tudo, menos acolhedor.

Apesar dos poucos registros sabe-se que mesmo já em 1930 (em São Paulo) 85% dos nascimentos haviam sido domiciliares e acompanhados por parteiras tradicionais, 10% dos nascimentos haviam sido domiciliares com assistência de parteiras formadas e apenas 5% dentro dos hospitais.

Precisou de uma intensa política de incentivo governamental para que o ambiente hospitalar fosse o escolhido como melhor pelas parturientes.  Movimento social, politico e (como não) econômico que acabou resultando em partos na maioria hospitalares  nos anos 70 onde 15% dos nascimentos eram através de cesárea.

Em 10 anos esse numero já tinha duplicado.

Os partos seguros saíram de dentro das casas, escolheu-se os ambientes estéreis, o tempo foi otimizado, passou-se a dar mais confiabilidade à encubadoras do que aos corpos femininos para gerar.

Até meados de 2000 quando voltou-se a discutir a melhoria na assistência, se realmente os ambientes hospitalares eram os ideais, se o parto era realmente um evento CLÍNICO e não familiar.

Foi quando a figura da Doula, já quase esquecida no tempo, também é resgatada.

A mulher que Serve.

A mulher que serve a mulher que pari.

Aquela que apoia

Mas como será que as mulheres modernas recebiam essa figura? Como se sentiam em relação à esse acompanhamento?

Despretensiosamente divulguei um pequeno formulário para conhecer um pouco sobre a atuação das doulas de uma forma mais ampla, durante o trabalho de parto.  As perguntas e respostas foram compartilhadas através da rede social do joinha e você pode conhecer todas as perguntas aqui.

Acontece que para minha surpresa recebi não uma ou duas, quase 1.000 respostas!

Grande maioria das mulheres conhece sua Doula durante a gestação, por indicação de uma amiga ou através de grupos de apoio à gestação de sua cidade, e definem o acompanhamento já no segundo trimestre.

Talvez por isso, quando questionadas sobre o atendimento a opção de maior identificação tenha sido  essa

80% das mulheres afirmaram que a Doula fez tudo para que ela se sentisse confortável e segura. 79% das mulheres afirmaram que a presença da doula tranquilizou a ela e ao marido durante o trabalho de parto

Muito além de conhecimento sobre leis, orientações, massagens os vínculos de confiança formados entre casal e Doula se mostraram muito importantes. Reafirmando bom e velho “Doula não faz parto, faz parte”.  Acolher tem sido o maior papel desenvolvido por elas (nós!).

E a amamentação?

Doulas não são clinicamente capacitadas para avaliações, porém muitas recebem durante a formação informações suficientes para apoiar a amamentação, orientar massagens de alívio e ordenha, como armazenar o leite materno e como oferecer ele ao bebê.

70% das mulheres receberam de suas Doulas estímulo à amamentação exclusiva e orientações sobre amamentação, variações de posições possíveis e como poderiam observar se a forma que o bebê mamava estava legal ou não

Impressões recebidas, ficou a dúvida, de forma geral elas contratariam novamente uma Doula no próximo parto?

97% das mulheres entrevistadas disseram que sim

Dessas mulheres que contratariam novamente, 94% acreditam que ter mãe, sogra, amiga, conhecida, no parto não substituiriam a doula e não trariam a mesma tranquilidade e segurança. O acompanhamento teria que ser feito por uma Doula profissional.

E para fechar a enquete, elas poderiam falar qualquer coisa anonimamente para sua equipe, ou sobre suas experiências:

“Tive dois partos normais completamente diferentes e atribuo a diferença à presença da doula. O primeiro teve várias intervenções desnecessárias e o segundo foi completamente natural, como desejado. A confiança no meu corpo trabalhada durante a gestação e trabalho de parto foram essenciais. Saí do parto querendo parir de novo de tão bom que foi! “

“Acredito que muitas mulheres quando estão gestando, se foi uma gravidez planejada ou não, por falta de informações, se encontram em situação de medo, levando-as a optarem por uma cesarea sem necessidade, no meu caso, ter acompanhamento de uma doula me fez acreditar em nossa capacidade de parir, e enxergar os diversos caminhos positivos para um parto normal, sem medo.”

“Fui livre, amparada, ouvida e amada durante todo o processo pré, intra e pós parto. Presença, confiança e calma fundamentais.”

“Apesar do meu parto ter se encaminhado para uma cesárea de emergência(nunca saberei se realmente necessária), graças as informações que obtivemos da minha doula, tivemos um pós-parto muito respeitoso e meu bebê ficou comigo o tempo.”

Fontes: A Primeira Operação Cesariana em Parturiente Viva http://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-19.pdf

A operação Cesárea no Brasil. Incidência, tendências, causas, conseqüências e propostas de ação  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1991000200003 

Migração de Partos Domiciliares para ambiente Hospitalar http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-311X2003000100024&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Assistência ao parto: do domicílio ao hospital (1830-1960) / Child birth care: from home to the hospital http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/his-8989

http://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/10588/7878