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Empoderamento

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Empoderamento

O seu corpo é lindo

Talvez ao longo da sua vida tenha visto sempre alguém mais bonita que você, seja a atriz na novela, ou em capas de revista.

Talvez tenha tido relacionamentos em que não se sentiu tão bem, se não estivesse sempre maquiada, bem depilada, perfeitamente penteada e no peso ideal.

Mas você é e sempre foi linda.

A gestação vai mudar seu corpo, mas não a culpe, o tempo iria de qualquer forma.

Mas você talvez não se reconheça nos quase dez meses que se seguirão.

Suas formas ficarão arredondadas, os seios fartos, o nariz “batatinha” e talvez algumas estrias apareçam, seus cabelos também vão mudar, ficarão absurdamente brilhantes, a pele “de pêssego”

E você, mesmo não se reconhecendo ao olhar no espelho, estará na fase mais deslumbrante da beleza mamífera, feminina, visceral.

Talvez ainda não tenha percebido que sua beleza vem de dentro. Da sua força em seguir em frente, de ser ouvida e respeitada. Da luta e do amor que é feita e agora transborda.

Hoje só vim para te falar mesmo que você está, é e sempre foi LINDA.

Bolsa rota
Empoderamento, Sinal de Trabalho de Parto

A bolsa estourou, mas o parto não rolou

Vamos repetir um mantra juntas?

BOLSA ROMPIDA NÃO É SINAL DE TRABALHO DE PARTO

BOLSA ROTA NÃO É SINAL DE TRABALHO DE PARTO

A BOLSA ESTOURAR NÃO SIGNIFICA QUE O TRABALHO DE PARTO COMEÇOU

 

A rotura das membranas, não significa isoladamente que o trabalho de parto se iniciou. Isso é um mito muito difundido, pela televisão, pela população em geral.

Mas Sam, minha bolsa rompeu, e ai? O que acontece??? 

Acontece, que 70 a 80% das mulheres entram em trabalho de parto de forma espontânea até 12 HORAS depois do rompimento da bolsa  :)

De acordo com Melania Amorim, existem duas formas de encarar esse quadro

1) De forma Ativa, com indução do parto

2) Forma Expectante, aguardando o inicio do trabalho de parto espontâneo

Esses processos podem levar até 4 DIAS para “engrenarem” nesse período – a partir das 12 horas de rotura- o ideal é monitoramento fetal e materno, vitalidade, mudanças de temperatura, presença-ou não- de mecônio.

E porque exite tanto medo ao redor da bolsa rompida?

1: A gente desacostumou com o que é normal em parto normal

2:Como a membrana está rompida o risco de infecções aumenta, e gira em torno de 2% a 3% neonatal e de 4% a 8,6% nas mães (Sendo os maiores valores quando se esperou até 4 dias o inicio de trabalho de parto espontâneo)

O que fazer então?

1: Evitar ao MÁXIMO qualquer exame de toque, principalmente fora de trabalho de parto, quanto mais exames, maiores as chances de desenvolvimento de infecção.

2: Manter a calma, com a consciência que o parto pode demorar muitas horas para iniciar

3: Monitoramento da vitalidade fetal (bebê esta se mexendo normalmente?)

4: Alimentação normal a cada 3 hora no mínimo

5: Se manter hidratada

6: Avaliar os riscos e vantagens da indução, você pode escolher, faça isso de forma consciente.


 

Glossário da “bolsa estourada”

Amniorrexe prematura = ruptura da bolsa das águas (perda de líquido
amniótico) ANTES de se iniciar o trabalho de parto. Inclui todos os casos em que o trabalho de parto não se desencadeia nas primeiras duas horas depois da ruptura.

Amniorrexe precoce = ruptura da bolsa das águas no início ou até
duas horas antes do trabalho de parto.

Amniorrexe prematura A TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto mas a gravidez já atingiu ou ultrapassa as 37 semanas de gravidez.

Amniorrexe prematura PRÉ-TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto ANTES de 37 semanas de gravidez.

Corioamnionite = infecção da câmara âmnica, ou seja, das membranas e do líquido amniótico. Pode complicar os casos de bolsa rota prolongada e é mais freqüente quanto maior for o número de toques e maior o tempo entre o primeiro toque e o parto.


 

Fontes: http://parir.blogspot.com.br/2006/12/sobre-tempo-de-bolsa-rota.html

http://estudamelania.blogspot.com.br/

http://luzdavidagravatai.blogspot.com.br/2011/11/bolsa-rota-qual-conduta-adequada.html

spin3
Empoderamento, Gestação, Preparo ao Parto, Receitas Naturais

De bumbum pra Lua

Já falei aqui um pouco sobre os bebês sentados, até quando ficam assim, quando esperamos que mudem e porque alguns bebês insistem em ficar nessa posição.

Agora vamos para a parte prática, como a mãe pode auxiliar o bebê para se posicionar de cabecinha para baixo e bumbum para a lua.

Vale lembrar, você pode trabalhar com esse bebê a partir da 30 semana de gestação, antes não adianta se angustiar, o bebê é pequeno e o espaço grande para que ele possa virar e desvirar muitas vezes ainda.

Antes de começar:

  • O estomago não pode estar cheio, as posições podem causal ânsia caso esteja
  • Faça nos horários em que o bebê esteja mais ativo, a movimentação dele vai ajudar
  • Tenha alguém com você para oferecer amparo e evitar escorregões
  • Não realize esses exercícios caso bebê já esteja de cabecinha para baixo
  • Quanto mais líquidos você ingerir durante o dia, mais fácil será a movimentação do seu bebê
  • Todas as opções podem e são recomendadas para serem feitas diariamente até que o bebê se posicione de forma “ideal”

 

1: Inversão com apoio

Breech tilt position Photo by Tanya Villano. As seen on SpinningBabies; Parent Class video

Breech tilt position Photo by Tanya Villano. As seen on SpinningBabies; Parent Class video

Com o amparo de uma superfície resistente e reta (na foto usaram uma tábua de passar roupas mesmo) e almofadas a mãe se posiciona a uma inclinação mais ou menos de sessenta graus.

Esse exercício trabalha com dois fatores, equilíbrio e gravidade, e pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia, a permanência ideal é de 20 minutos, mas pode mudar caso você não se sinta bem.

É importante que a mãe esteja relaxada e respirando profundamente (respiração abdominal) durante o exercício, que irá proporcionar apoio para a coluna e alongamento dos ligamentos uterinos (que irão relaxar quando a mãe se levantar).

A gravidade auxilia no posicionamento do bebê que posiciona o queixo junto ao peito e tem aí muitas vezes a mãozinha que faltava para completar o giro (da mesma forma que fazemos ao virar uma cambalhota).

 

2: Inversão Suspensa

Diferente da anterior aqui você mesma vai se sustentar contando ainda com o auxílio de um sofá e uma superfície macia para que possa apoiar os braços.

Da mesma forma que o exercício anterior, é fundamental o relaxamento muscular de todo o corpo, para liberar tensões e favorecer  a movimentação do bebê.

Pernas levemente abertas e o relaxamento muscular melhoram o posicionamento da bacia e liberam espaço interno.

Pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia, por +/- 20 minutos, ou enquanto você se sentir confortável na posição

Lembre-se de respirar profundamente durante todo o exercício, a respiração é chave para o seu relaxamento e para a boa oxigenação do bebê, além da movimentação do diafragma estimular a movimentação do bebê.

3: De 4 apoios

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Coluna bem alongada, braços estendidos, as pernas com os joelhos afastados e voltados para “fora” e bumbum bem empinado, dos três exercícios de inversão esse é o mais fácil de se posicionar.

Pode ser feito de 1 a 3 vezes por dia, tempo de permanência de 20 minutos  (ou enquanto você se sentir confortável)

 

5: Quente ou Frio?

terapia do quente-frioAinda dentro do útero o bebê é capaz de sentir a temperatura externa, mesmo sem saber o que é, vai sempre buscar ficar com o rostinho afastado do gelado.

Deitada de barriga para cima, você pode coloca ruma bolsa de água quente no pé da barriga, e uma com água gelada logo abaixo do diafragma.

Quanto tempo: Em torno de 20 minutos

Quando: Nos horários em que o bebê estiver mais ativo

IMPORTANTE: Sua pele não deve ser queimada, nem pelo frio nem pelo calor.

6: Música

Assim como a temperatura, os bebês já ouvem dentro do útero e há quem afirme terem uma grande sensibilidade para música.

Colocar fones de ouvido com músicas que você goste próximo à barriga pode ser um estimulo muito bacana para seu bebê, que irá buscar ficar mais perto do local de onde vem o som.  O que mais gosto dessa alternativa é que mesmo durante o trabalho muitas vezes é possível fazer, com auxilio de pequenos fones (passei a gestação toda com musica na barriga, hoje minha filha já com 4 anos adora as musicas que eu colocava, são as que ela se acalma sempre)

 

7: Acupuntura

Eu sou fã dos pontos mágicos da medicina chinesa, são os mais recomendados quando o assunto é indução e apresenta também na inversão dos melhores estímulos.

Não vá em qualquer acupunturista  Já vi também alguns resultados ruins quando os estímulos são oferecidos por profissionais que não tem conhecimento mais intimo com gestação e parto normal. Então se for experimentar as agulhas mágicas, faça com um profissional que trabalhe se não exclusivamente, especialmente com gestantes.

 

8: Versão Cefálica Externa

A VCE pode seVCEr feita em consultórios ou no hospital, esse sempre que a gestante solicitar por analgesia durante o procedimento.

É a alternativa a partir de 37 semanas e o procedimento é realizado por um médico (apesar de existirem estudos estimulando obstetrizes à realizarem) que com as mãos e o apoio de ultrassom e acompanhamento dos batimentos fetais gentilmente acomoda o bebê na posição cefálica (de cabeça para baixo).

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: http://spinningbabies.com/learn-more/techniques/other-techniques/breech-tilt/

 

 

 

Bebê sentado- Pelvico
Empoderamento, Gestação

Sobre bebês sentados – bebê Pélvico

 “Deixem-me ver um Obstetra atender ao parto pélvico e eu lhes direi de sua qualidade.”  De Lee 

Entre posições diferentes que os bebês podem ficar, sentadinho ou pélvico é a mais freqüente: 3 a 4%,  segundo Thomas Hunt Morgan

Estudos apontam que esse posicionamento do bebê possa ocorrer por fatores genéticos, relacionados a formação do bebê, ou até mesmo metabólicos da mãe. Esses fatores podem ser identificados já no pré-natal, então não se preocupe.

 

Por que bebês ficam e permanecem sentados

  • Porque o parto foi adiantado e não tiveram tempo de virar (lembrando que a idade gestacional calculada é media e costuma apresentar até duas semanas de diferença com o capurro -idade gestacional real do bebê)
  • 1 em cada 10 bebês pélvicos apresentam alterações fisicas leves ou grandes que dificultam o posicionamento ideal
  • Estudos mostram relação direta entre disfunções na tireoide materna com o não posicionamento ideal do bebê> Isso pode demonstrar uma relação metabólica ao posicionamento
  • A baixa posição da placenta próxima à cabeça do bebê
  • O bebê estar enrolado no cordão, o que pode impedir a movimentação livre
  • Baixo volume de liquido e tônus muscular materno muito forte
  • Tônus muscular abdominal materno muito flácido, devido a mais de 4 gestações

 

Até quando é normal o bebê mudar de posição?

Como eles estão no meio líquido e com bastante espaço, um bebê saudável se mexe bastante e pode mudar de posição diversas vezes até a 37 semana de gestação.

Se você tem uma gestação de baixo risco e o bebê permanece pélvico (sentado) na 30 semana de gestação a pode realizar exercícios em casa mesmo para estimular a mudança de posição.

Outra opção é , caso a posição se mantenha ate a 37 semana, realizar a VCE (Versão cefálida Externa) onde um médico obstetra vai com o auxilio do ultrassom identificar exatamente a posição do bebê e com as mãos na superfície da barriga da mãe gentilmente o posiciona de cabeça para baixo.

 

Vamos fazer um resumão?

  • Antes das 24-26 semanas de gestação maior parte dos bebê estão em posições diagonais ou laterais de forma transversa
  • Entre 24-29 semanas de gestação maior parte dos bebês viram e ficam em posições verticais e alguns ficarão sentados
  • Pela 30-32  semana de gestação maior parte dos bebês viram e ficam de cabeça para baixo e bumbum para cima, as mães podem praticar posições para auxilio no encaixe ideal
  • Pela 34 semana de gestação,  espera-se que o bebê esteja de cabeça para baixo
  • Entre 36-37  semanas de gestação,  uma versão cefálica externa pode ser realizada

Bem, para não ficar um texto gigante, amanhã postarei os exercícios que as mães podem fazer para estimular o posicionamento do bebê.

Espero que tenham gostado

Inté

 

Fontes:

Conduta no parto pélvico http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-34675

Quem foi Thomas Hunt Morgan http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0071-12761946000100001

Motivos para o bebê estar sentado: http://spinningbabies.com/learn-more/baby-positions/breech/

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Empoderamento, Parto

Como é parir em uma casa de Parto?

Casa de parto no estado de São Paulo temos tres, duas ficam na capital, Sapopemba (na zona Leste) e a casa Angela (na zona Sul) E você pode ler um texto muito bom sobre elas nesse post aqui .

Mas para quem mora no Interior de São Paulo, pode se tornar inviável recorrer a qualquer uma delas, foi pensando nisso que surgiu a 170lm da capital a primeira Casa de Parto particular do interior, Opima.

Se você deseja ter seu bebê lá, antes de mais nada, é importante participar das palestras realizadas mensalmente, temas relacionados à gestação e parto são desenvolvidos em grupos por profissionais locais capacitados. Ao final das palestras se você desejar pode também fazer um tour e conhecer a suíte de parto, com hidro, chuveiro, jardim de inverno e teto estrelado <3

Você pode também participar dos cursos de preparo ao parto oferecidos, são 4 módulos com 3 horas de duração cada, que abordam de forma prática e intima cada aspecto do parto. Você pode conferir os cursos oferecidos aqui.

O pré natal é feito pela enfermeira obstetriz responsável pelo acompanhamento na casa, a consulta dura em média 1 hora a 1:30 e é pré agendada sempre, não dispensa o acompanhamento médico, recomenda-se o pré-natal com a obstetriz como complemento à um bom pré-natal.

 

O atendimento ao parto funciona 24h, e conta com :

Duas enfermeiras Obstetras

Doula*de livre escolha da gestante

Neonatologista

Ambulância de prontidão na porta  (caso seja necessária a transferência para hospital)

 

E o PARTO?

Desde a 36 semana toda equipe já está a sua disposição, para tirar dúvidas ou qualquer necessidade a qualquer hora do dia ou da noite. Assim que as contrações vem de forma contínua, mesmo que ainda sem ritmo certinho, a sua doula já estará com você se assim desejar.

Quem dita a hora de ir é até a casa de parto é a parturiente, dentro das evidencias cientificas atualizadas a respeito já que a assistência clínica durante o trabalho de parto ativo é fundamental.

Toda equipe já estará esperando por você, a suite de parto ficará da forma que determinar no plano de parto , que é respeitado na integra, com música, com flores, com aromas, com/sem luz e é possível deixar ela ainda mais com ar de “casa da gente” com itens pessoais pelo ambiente.

A cada hora os batimentos fetais são verificados, entre e durante as contrações, pelas enfermeiras obstetras. Os exames de toque são mínimos e sempre acontecem  apenas após o seu consentimento.

O período expulsivo, pode ser em qualquer lugar e posição que você se sentir a vontade (banheira, banqueta, cama, sustentada pelo tecido, etc)

E a recepção do Bebê?

O bem estar do bebê ao nascer é assegurado pela Neonatologista, que deixa mãe bebê a vontade nos primeiros minutos de vida para que o imprint aconteça com todo respeito que o momento demanda. A pesagem e medição são feitas no quarto mesmo, à vista dos pais.

Caso exista qualquer complicação os primeiros socorros são oferecidos imediatamente já que a clinica conta com todo equipamento necessário (desde material de cateterismo umbilical até material para intubação)

 

O que Rola e o que NÃO ROLA 

  • Livre movimentação todo o tempo
  • Empurrarem sua barriga para ajudar o beber a descer (Kristeler)
  • Liberdade para comer e beber o que desejar
  • Jejum durante todo o TP
  • Ficar no chuveiro quentinho até enjoar
  • Permanecer deitada todo o TP
  • Parir na hidromassagens Like a DIVA
  • Ter que usar a camisolinha da vergonha e mostrar o bumbum para todo mundo
  • Parir com apoio da banqueta de parto
  • Parir na posição frango assado
  • Ter quantos acompanhantes você desejar
  • Brigar para poder ter pelo menos seu marido perto de você
  • GRITAR o quanto você quiser
  • Anestesia peridural
  • Receber massagem com óleos quentinhos
  • Pique, cortinho ou para os mais íntimos: Episiotomia
  • Ambiente todo preparado a base de aromaterapia
  • “sorinho” para ajudar o bebê a nascer
  • Risadas e conversas boas
  • Exames de toque de hora em hora
  • Relaxar sob um teto estrelado
  • Separação mãe-bebê para procedimentos com o recém nascido
  • Atenção exclusiva à parturiente
  • Fómula nas primeiras horas de vida
  • Respeito a cada minuto do seu parto, sem prazos
  • Apoio à amamentação nos primeiros minutos de vida e em todos os outros

 

Onde fica: Av. José Gomes de Camargo, 400, Jd. Marabá – Itapetininga, SP

Telefone:(15) 3273 2249

 

Aqui vão algumas fotos do lugar para você morrer de vontade de parir lá conhecerem melhor

 

 

 

 

 

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Empoderamento, Parto

Roxinho, nascemos todos

Juro gente, todos, ou quase todos e é super normal, não tem nada de errado com isso.

Bebês que nascem via cesárea também?

Também!

Então porque nos assustamos tanto quando ouvimos a ameaça “Você vai tentar o parto normal, seu bebê vai nascer todo roxo, sem respirar!” ?

Talvez, pensando aqui com meus caracóis, isso aconteça porque perdemos o costume de assistir ao nascimentos, da irmã, mãe, vizinha e da amiga. O parto saiu do ambiente familiar, onde todo mundo podia ter acesso e virou um cantinho escondido em uma sala branca e totalmente estéril.

O que acontece nessa sala? Só quem está lá vê e normalmente, fora a equipe clinica, pouco entende.

E fica roxinho por que então?

Na verdade o bebê não fica, ele desde o inicio da sua formação tem essa corzinha porque dentro do útero a taxa de oxigenação é menor do que no ambiente externo.

Mas como?

Dentro do útero o bebê não respira através dos pulmões, a oxigenação do sangue acontece através da placenta e o sangue materno (por isso falamos tanto que é importante respirar muito bem durante todo trabalho de parto)

Fonte: Moore & Persaud (2003)

Fonte: Moore & Persaud (2003)

A placenta acaba realizando a função de três órgãos na verdade, “intestinos” (suprimento de nutrientes), “rins” (retirada dos produtos de degradação) e “pulmões” (trocas gasosas)

Se você observar na imagem aqui no lado fica mais fácil entender o caminho que o sangue percorre, em vermelho está sinalizado o sangue com bastante oxigênio, em roxo o sangue com média oxigenação e em azul o sangue com baixa oxigenação.

 

O bebê vai ficar cor de rosa quando?

Quando ele começar a respirar por conta própria, aos poucos ficará rosado e sua circulação toda irá se adaptar ao novo ambiente de vida em algumas horas ou dias.

 

E agora, ainda vai se assustar em ter um bebe Roxinho?

 

Fontes: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X1997000900013

http://www.maternidadeativa.com.br/artigo2.html

 

Doula, Empoderamento

Doulas e Gos querem a mesma coisa

Sim, o que nos conecta é a dedicação ao nosso trabalho e o desejo de desfechos positivos em todos os nascimentos.

Sinto que com a explosão de Doulas, de mulheres questionadoras, de informação baseada em evidencias, apareceu também uma trincheira entre nós. Talvez por uma série de informações que se desencontram no caminho, nos vemos pouco e quase não conversamos pessoalmente, como poderíamos realmente nos conhecer, não é verdade?

Eu Doula, estimulo as mulheres e famílias a pesquisarem e conhecerem mais sobre seus próprios corpos e o processo de parto normal, falo também sobre a cesárea e pós parto/amamentação.  Muitas vezes isso bate de frente com a forma que tradicionalmente o nascer acontece.

Não é culpa exclusiva de vocês ou da mulher, penso que em um país onde as taxas de cesárea chegam a 80% é medíocre apontar dedos apenas para pessoas e desconsiderar tudo o que nos envolve. Pressão social, de instituições, remuneração inadequada, falta de estímulos e políticas de trabalho que muitas vezes deixam a desejar. Acontece que eu e vocês queremos a mesma coisa.

Desejamos nascimentos seguros, para mãe e bebê

Quando procedimentos de rotina são questionados não significa que não existe confiança no seu trabalho ou formação. Acontece que muitas vezes é possível recorrer a alternativas que sejam bem vindas por todos, equipe e parturiente, afinal queremos apenas

Promover o nascimento de forma respeitosa utilizando tecnologia e evidencias cientificas atualizadas

A cada dia terão mais e mais mulheres nos seus consultórios querendo conversar com vocês sobre fisiologia, parto e amamentação. Não apenas falando do enxoval e ansiosas pelo próximo ultra. Existe espaço no seu atendimento para isso?

Sabem, tenho visto e ouvido muitas, muitas mulheres falarem sobre vocês depois dos partos e em nenhum momento falam dos procedimentos feitos, falam sim coisas como “Meu médico foi bem legal, explicou o que estava acontecendo e fiquei mais tranquila depois”, “A enfermeira que me acompanhou foi um verdadeiro anjo e me acalmou”, “Estava com medo e o anestesista foi muito gentil, perguntou meu nome, que dor me incomodava e o que eu queria sentir, disse que faria o melhor para me atender” . Infelizmente o total oposto também existe e são essas mulheres que se sentiram desrespeitadas e violentadas que irão, a cada dia mais, falar sobre isso.

Somos lados opostos da mesma moeda. Se trabalharmos em sintonia grandes mudanças virão. Na verdade, são inevitáveis.

tempo
Diversão e Relaxamento, Empoderamento, Gestação, Maternagem

Ser mãe é se permitir sentir, por inteiro

A vida para fluir precisa de tempo, precisamos respeitar o tempo orgânico e não do relógio.

Ansiedade aqui é minha amiga cruel desde a infância. Sou a cara do “quem come quente queima a língua”.

Claro, sei que isso é um privilégio único e exclusivo meu, nenhuma outra mulher além de mim engravida pensando no parto ou chora com medo de não saber amamentar o filho que nem nasceu.

Sei também que apenas euzinha me olhava intrigada no espelho pensando “Que raios é isso que eu fiz com meu corpo? Quando ele volta ao normal? UFA ainda bem que amamentar emagrece…”

E poxa, me caiu a ficha disso tudo apenas nessa ultima semana ouvindo a Camila Goyataz e Vera Iaconelli falando sobre o quanto é importante para nós respeitarmos o nosso próprio tempo, vi alí tantas vezes que fui cruel comigo. Quantas vezes, mesmo sem querer, fui cruel com o outro.

O corpo grita por toda a vida “Meu tempo é importante”, mas o dia a dia nos desconecta  de nós mesmos e do outro, não permitindo ouvir.

 

Por quanto tempo ficarei grávida?

Quanto tempo demorarei para voltar meu corpo ao normal? *esse assunto é tão importante que Thatiane Menedez também abordou em sua palestra, onde falava da importância do tempo de descanso para que os músculos do assoalho pélvico se readaptassem ao corpo nesse novo formato (sem bebe).

Quanto tempo durará o puerpério? Não vou me sentir feliz como nos comerciais de margarina nunca ????

Quanto tempo durará o luto? Quantas lágrimas ainda preciso chorar para a dor parecer ser suportável?

Para cada mulher a resposta será diferente e nunca dada de antemão. O que eu posso fazer e você também caso essa pressa da vida não seja exclusividade minha,  é permitir sentir profundamente cada fase, por mais difícil que ela pareça.

Como quem entrega o peso do mundo ao mar e se deixa boiar concentrando apenas em respirar, devagar e sempre.

 

Vale chorar

Vale dormir

Vale dançar

Vale abraçar

Vale crochetear

Vale caminhar

Vale Yogar

Vale Malhar

 

Tudo é válido quando se trata de permitir dar o tempo necessário para que o corpo reaja sozinho. Sem culpas, sem pressão.

Só vamos fazer um acordo aqui, acordo de Doula entre eu e você, nunca mais depois de hoje vamos olhar para alguém que está passando por um momento difícil com ar de “Você PRECISA sacudir a poeira e dar a volta por cima”  Ofereça, se puder, as mãos, um abraço e até seu silêncio caso essa pessoa precise de um apoio ao longo do tempo. Mas nunca mais vamos cobrar recuperação instantânea, a vida não é um lamem que se resolve em 3 minutos 😉

Doula, Empoderamento

Um encontro 360 graus sobre humanização

Quero dividir com vocês uma experiência muito bacana que tivemos aqui essa semana.

Na minha página na rede social do joinha e nos e-mails volta e meia me questionavam “o que é um parto humanizado” ou afirmando que queriam um, como quem pede um lanche no Mc Donalds pelo número, mas sem conhecer os ingredientes um a um. E isso só deixava claro uma coisa, não estou falando claramente sobre.

Bolei então um encontro, com coquetel porque pessoas com estômagos felizes são mais receptivas à novas ideias.  Fizemos o seguinte:

Dentro do meu perfil pessoal tenho grande parte das mulheres que acompanhei o parto, joguei lá o convite para que viessem contar seus relatos para outras mulheres. A meta era ter um parto em casa local possível na cidade (Sus, Pelo Convenio, Hosp Particular, Hosp de Fora, Domiciliar e Casa de Parto).

Tinha os relatos garantidos agora precisava apresentar os profissionais envolvidos, de forma clara e objetiva para que as famílias entendessem o papel de cada um e funções. Convidei a Giovana Fragoso, Enfermeira Obstetriz que realiza partos domiciliares, Andréa Gouveia, neonatologista ótima na recepção de bebês, Cláudia Clemente, fotógrafa e o Bráulio Zorzella, Go humanizado da cidade vizinha que infelizmente adoeceu no dia e não pôde comparecer. Claro, a apresentação e fala de Doula foi  minha.

 

Abri as inscrições por e-mail, e simultaneamente rolava um grupo no whats app específico para esse dia, para as mães já se conhecerem e conversarem entre si.

 

No dia do Evento

Iniciamos com a apresentação dos profissionais, resumo do currículo acadêmico e  profissional e um pequeno depoimento sobre seu papel no parto. Após cada apresentação abria-se espaço para perguntas.

Depois de uma rápida pausa, iniciamos os relatos de parto.

A previsão de término era meio dia, 13:30 ainda estávamos nos despedindo.

 

Ponto positivo: apresentamos a humanização de forma integral e real para 20 gestantes de variadas idades gestacionais.

Ponto negativo: Programei apenas duas horas para esse evento, o que foi absurdamente pouco. Em todo curso ou palestra que ministro gosto de começar pedindo para que as gestantes se apresentassem e por medo de não dar tempo pulei isso, o que deixou todas bem menos a vontade do que eu gostaria.

 

Cada evento é um aprendizado, sem sombra de dúvidas. Espero que essa minha experiência aqui inspire outras ainda mais lindas.

Não
Diversão e Relaxamento, Empoderamento

Você torce o nariz com o Empoderamento, tudo bem

99% dos textos sobre gestação e parto falam sobre empoderamento, que você tem que se empoderar, que você precisa se empoderar, que só poderá ser respeitada se for empoderada.

De inicio a palavra Empoderamento assusta. Grande, de sentido vago, muito ligada ao feminismo e nessa já entra política e uma série de outras coisas.

De forma bem direta empoderamento não passa da habilidade de dizer NÃO.

Treine dizer NÃO para os outros!

Parece bem simples, não?

Na prática você vai perceber quantas vezes se cala, aceita situações e a fazer coisas que realmente nunca quis, que não te fazem feliz. Dizer NÃO para o outro é dizer SIM para você mesma.

Se você torce o nariz com o Empoderamento, te convido para fazer um exercício bem legal comigo.

Separe um tempo do seu dia, sente e escreva em uma papel frases e situações do dia que foram difíceis, que você foi diminuída e machucada.

Em frente a um espelho, leia essa frase para sí mesma da forma mais dura que conseguir.

Em seguida olhe no fundo dos seus olhos e diga NÃO.

Com força, alto.

Pode parecer pesado e doloroso no inicio, mas depois se sentirá muito mais leve, de alma lavada de dentro para fora, como quem faz uma confissão do seu eu mais verdadeiro, desnudo de qualquer julgamento.

Durante o dia, treine seus NÃOs. Não há necessidade de grosseria, apenas diga não para coisas e situações que não quer de verdade viver.

Hoje começamos na minha página no facebook  “Sim para mim”, com ilustrações para esse primeiro exercício. Espero que gostem.

Aliás, me ajudem a fazer o blog mais legal! Mandem e-mail para samara@acasadadoula.com.br com dúvidas ou sugestões para os próximos textos.

Beijo grande

 

Sam