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Empoderamento

Doula, Empoderamento, Gestação

Humanizado, por quê?

Conversando com uma gestante ela me questionou, nessas palavras: “Sá, parto humanizado pra que? Por quê?” . Um parto humanizado hospitalar seria um investimento extra e ela arcaria sozinha, afinal, poxa, ela tem convênio e o parceiro via como um “mimo” desnecessário.

Eu me vi nela alguns anos atrás, realidades diferentes mas angustias parecidas. Decidir tudo sozinha e arcar com todas as escolhas e consequências exclusivamente sozinha. Mesmo e apesar do medo gritante do desconhecido. A gente luta.

Eu optei por um parto humanizado, por mim principalmente.

Era o momento em que EU queria ser muito bem tratada

Era o momento em que EU gostaria de me sentir segura

Era o momento em que EU gostaria de ser 100% respeitada

Seria o dia que eu, mesmo de memória péssima, nunca iria me esquecer.

 

Fiz a minha escolha, dentro do que eu suportei. As opções na época eram

 

Um parto vaginal cheio de intervenções e violência obstétrica, na maternidade pública da cidade (Minha gestação foi difícil emocionalmente, era inaceitável me colocar a disposição de mais violências enquanto eu estivesse tão vulnerável)

Uma cesárea agendada ou com plantonistas, no hospital particular da cidade (Desejava um parto de cócoras, só aceitaria essa opção se não pudesse parir com dignidade, sim, antes uma cesa que um parto normal absurdamente violento)

Um parto domiciliar -na casa da minha mãe- com parteiras “importadas” de longe. (Minha mãe aguentaria? Não sei… Teríamos tranquilidade? Não… Podia investir tanta grana? Não também, eu sabia que seria despedida assim que terminasse minha licença maternidade)

Um parto normal em um hospital que tinha UMA EO bacana, no Sus em uma cidade a 60min de distancia. (Foi essa minha opção, banquei a distancia, o tempo de viagem, a possibilidade da EO não estar lá, ou não poder entrar comigo, banquei não ter Doula, banquei ter que brigar para não sofrer intervenções desnecessárias. Pari de cócoras com auxilio de uma banqueta.)

Hoje o panorama geral na minha região não está tão ruim, mas ainda estamos longe de ter um tendimento gratuito ou através do convênio que possa ser chamado honestamente de humanizado. Ou se está disposta a brigar antes e durante o parto, ou se está disposta a pagar por uma equipe que te respeite.

 

Voltando a minha conversa com a gestante…

“O que você espera viver no seu parto? Quais são suas opções, de verdade?”

“Não quero mais ter que brigar, quero me entregar e apenas me preocupar em parir, preciso disso”

“Onde você se sente mais segura?”

“Só vejo isso possível com o Dr particular… usarei o hospital pelo convênio, mas a equipe… não quero ter que arriscar”

 

Escolhemos o parto humanizado particular, não por frescura ou modinha, é pelo medo de não termos um tratamento digno dentro das opções disponíveis.

E você, consegue responder como sonha em vivenciar seu parto e quais as opções possíveis (com prós e contras) ai?

Doula, Empoderamento, Gestação, Parto

5 razões para dizer SIM

Você já viu o positivo no palitinho, já está em pelo menos 5 grupos virtuais de “gravidas” e aquela sua amiga com cara de hiponga te convidou para ir em um grupo presencial de apoio à gestação e parto humanizado?

Abra o peito, o sorrisão no rosto, coloque sua roupa mais confortável e diga SIM!

Nos grupos presenciais, mais do que a oportunidade de trocar experiências com outras gestantes, você provavelmente vai encontrar :

 

1: Informações baseadas em Evidencias

Os grupos costumam ter até 10 casais e os facilitadores buscam sempre embasar as informações passadas da forma mais confiável possível, dentro do tema abordado.

“Não existe escolha sem que exista antes conhecimento real sobre as opções”

Fala-se do que é normal, ou não na gestação e parto, dependendo do tema abordado no dia pelo grupo.

 

2: Vão te provocar a questionar

Dos primeiros passos para assumir a autonomia do próprio corpo é se permitir questionar. “Como isso acontece? Porque essa indicação? Esse procedimento seria feito por quê?”

Você estará rodeada de mulheres que descobrem a cada dia o poder de ter autonomia sob o próprio corpo.

 

3: Apontar caminhos

As mulheres nos grupos já viram muita coisa e estudaram outras tantas, acredite, elas mais do que ninguém gostariam que o parto normal respeitoso fosse um direito acessível e não algo que temos que lutar por ele. Vão falar no ato sobre as condutas conhecidas de profissionais e hospitais, indicar uma série de livros, filmes e blogs para que você possa escolher o que é melhor para  SUA realidade e se encaixa melhor nos SEUS desejos.

 

4: Relatos de Parto Reais

É bonito ler relatos de parto, mas ouvir da mulher que vivenciou cada contração, alegria e força é uma experiência completamente diferente. Ouça com respeito, é a história dela, mas significa que você também pode conquistar a sua. É possível e nem sempre tão simples e romântico como pode parecer no youtube.

 

5: Apoio

Seu grupo será sua rede de apoio, anote dúvidas, pergunte sempre que tiver espaço para isso, de preferencia abertamente para todo o grupo, sua dúvida pode gerar uma discussão muito boa e ajudar à outras mulheres. É intimo? Aproveite o final do encontro, se forem muitas dúvidas, vale recorrer a uma Doula para te dar a atenção e informação que precisa.

 

Você frequenta já algum grupo de apoio? Se ele puder ser divulgado poste aqui nos comentários que vou atualizando o post com “Nossas leitoras recomendam”

Empoderamento, Trabalho de Parto

10 sinais que o TP finalmente começou

O parto não acontece de uma hora para outra, podemos passar dias e até semanas com falsos sinais.

Com ajuda de algumas mães, e um pouco de memória, fiz aqui  a lista dos TOP 10 sinais de que seu trabalho de parto realmente começou!

 

1: Intestino solto, costuma ser dos primeiros sinais, o corpo manda embora tudo o que não é necessário antes do trabalho de parto começar para valer

2: Você SABE, simplesmente SABE

3: Ondas de Frio e de calor intensas e repentinas

4: Pressão na pelve constante, como se “algo” empurrasse para baixo

5: Boca seca

6: Sono muito intenso

7: Perda de apetite

8: Perda de vontade de falar, a mulher costuma falar cada vez menos

9: Contrações com um minuto de duração e intervalos de 3 em 3 minutos

10: Perda de tampão mucoso

 

Impossível não se sentir ansiosa, ou bater aquele medinho do “é agora”, então busque ter por perto pessoas que te apoiem e que saibam como se comportar nesse momento tão especial.

Keep Calm and call your Doula  😉  

Empoderamento, Parto

Parto bom é parto “Loosho”

A escolha do parto normal respeitoso implica uma infinidades de fatores, principalmente relacionados aos valores e crenças pessoais de cada mulher.

Hoje, não vamos falar sobre isso.

Vou mostrar para vocês, porque nós, que já parimos, gostamos TANTO desse tal Parto Normal humanizado, ao ponto de falar para todos sobre o como é incrível.

É só seguir as imagens <3

Empoderamento, Parto, Trabalho de Parto

Pródromos: Apenas um aperitivo para o parto

Parir é o prato principal, antes temos Aperitivos, sim.

Se você está no final da gestação, com 37 semanas ou mais e passou os últimos dias em uma série enlouquecedora de “falsos alarmes” esse post é para você Emoticon wink

Contrações que vem, ficam por algumas horas e vão embora como se nunca tivessem acontecido, perda de “meleca” ( tampão mucoso),intestino Solto, mudança súbita e intensa de humor (chorar muito/ficar muito irritada)

Tudo isso faz parte dos Pródromos, e pode ou não ser um período legal de vivenciar, tudo vai de como você e quem está perto encaram essa experiencia. Experimente:

1: Quando as contrações vierem no período da noite, tome banho de no minimo 1h de duração, elas irão sessar e você poderá dormir tranquila.

2: Deixe fluir, não tente segurar o choro, ou conter suas emoções, escreva tudo o que sente em um papel, depois o amasse o máximo possível e jogue fora. Não importa o que escreveu, o importante é que você deixou sair de você e não voltará mais.

3: Acredite no seu corpo, você saberá quando a hora chegar de verdade, todos esses sinais já indicam uma evolução, o parto não acontece de um minuto para outro. Foram 9 meses gerando uma vida, levamos uns dias para apresentá-la à esse mundão.

4: Divirta-se, tire fotos, desenhe na barriga, faça coisas bobas, ria de si mesma, dance! São seus últimos dias de “barrigão”.

Quando aceitamos que tudo acontece da forma que DEVE acontecer, paramos de nos angustiar, deixamos a ansiedade de lado e vivemos um dia de cada vez, da melhor forma possível

Empoderamento, Parto, Plano de Parto

Vamos construir o parto Real?

Ainda na série “experiencias na internê” em Maio eu estava animadíssima na pegada de video-resposta sobre as coisas.

Tirando o fato de eu ser bem ruim na produção de vídeos, esse foi um dos temas mais legais e acabou sento o start para que eu desenvolvesse um exercício para elaboração personalizada do plano de parto.

O que acaba sendo uma grande redundância, todo plano de parto deveria ser elaborado de forma única e exclusiva, mas sei também que as vezes é mais fácil copiar aqui e colar alí… é? É sim!

O parto acontece apenas em algumas horas, sim é verdade, também é verdade que durante essas horas TUDO NO MUNDO pode acontecer. Desde a aparição do segundo Sol até uma invasão apocalítica zumbi.

Vale a pena se dedicar algumas horas, sentar e ir visualizando desde o inicio do trabalho de parto até o retorno para casa depois do nascimento.  Em que momento quer ir para o hospital, o que gostaria de comer, músicas que quer ouvir, quem quer ter por perto….

Na época perguntaram também se quem está super empoderada com equipe 5 estrelas humanizada também precisa fazer o plano de parto. SIM, faça sim.

Mesmo dentro de uma equipe humanizada cada profissional irá agir como ele acredita ser melhor para a parturiente, se ela não pontuar claramente suas vontades e desejos, isso pode gerar uma profunda decepção com a equipe posteriormente.

Confiram o vídeo aqui, que apesar de não ser digno de uma produção de Steven Spielberg está recheado de informações boas.

E aqui, tem o exercício que criei e desenvolvi durante um curso em Itapetininga-SP 🙂

São perguntas simples, mas que vão te ajudar lá no final a visualizar com o que você precisa se preocupar e o que pode fazer para que não se torne um fator de tensão real no parto.

Responda item a item e no quaro final coloque os pontos principais levantados,com base nesse quadro poderá fazer seu plano de parto de forma bem mais consciente.

Discutir com seu acompanhante (quando tiver) é sempre importante, tanto para aliviar a tensão que alguns questionamentos poderão provocar quanto para trazer o outro junto com você para dentro do parto Real.

 

 

**Para saber detalhes sobre direito à assistência humanizada no SUS consulte a lei 15.759 (de 25/03/2015) http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

Empoderamento, Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

Importante e visceral: O Relato de Parto

Vivo pensando em formas diferentes de abordar o tão temido “parto” saindo um pouco dos padrões que encontramos (inventação de moda, como diria meu avô, de quem cursou publicidade e propaganda talvez).

Eis que ontem, das 9 am até 22:30 nossa página no Facebook as pessoas puderam acompanhar o relato de parto em tempo real da Fabiana e do Eduardo.

A ideia era criar as personagens e fazê-las viver, contar e permitir que as pessoas da rede social participassem de forma ativa daquele momento, com orientações, dicas, conselhos. E foi muito bacana o resultado  acompanharam, torceram, se indignaram, empoderaram junto com o casal.

As leitoras indicaram massagens de alívio, respirações, leis! Se identificaram nos medos, conheceram fases do trabalho de parto….

E eu aqui, do lado de cá, eu que já vi ainda poucos partos de perto, mas que já não posso contar nos dedos das mãos, passei uma tarde inteira, para conseguir desenvolver o relato.

Com um nó na garganta. Por que se o relato não era o meu? Nem de ninguém real?

Porque a gente sabe que tudo isso realmente existe, foi como se eu visse, pequenos fragmentos de cada parto presenciado e montasse o da Fabiana.  Inclusive o meu, que também foi no SUS. Meu parto que foi excelente, mas longe do que eu idealizava.

Parir com a Fabiana ontem, me ajudou a entender como é difícil expor o que foi vivido, mesmo sabendo que muitas coisas poderiam ter sido diferentes (mas não foram, porque parto é real, perfeição não é).

Expor o parto da Fabiana ontem, me fez ver também, de maneira gritante como é importante a representatividade, o quanto significou para quem leu vivenciar aquele parto “imperfeito” mas tão palpável que duvidavam ser de fato fictício.

Recebi mais de 10 mensagens inbox (para minha página que ainda é pequena, achei um número enorme), falando sobre o quando inspirou, perguntando como poderia ter sido diferente, o que mais poderia ter sido feito, agradecendo pois conseguiram se ver no lugar da personagem, pariram junto com ela.

Considerando que o parto, acontece primeiro na cabeça, acredito ter ajudado muita gente, com apenas um relato.

Você que me lê agora, provavelmente já pariu. Conte sua experiência, mesmo que pareça dolorosa, faz bem livrar o peito de pesos que não te pertencem.

Cure a sí mesma e inspire à outras mulheres, você é motivo de orgulho e inspiração, afinal nosso país ainda bate a taxa média de 80% de CESÁREAS, todos os partos normais são grandes vitórias!

Compartilhe sua história, fortaleça outra mulher, mostre que é normal ter medo, se sentir frágil mas que mesmo assim você conseguiu, superou seus medos e obstáculos.

Representatividade importa. MUITO.

(se quiser, confira as postagens do dia 27/10 aqui)

Empoderamento

Espelho, espelho meu

O que você vê quando se olha?

Corrige, ajeita, encolhe a barriga, levanta os peitos, estica a pele no rosto…?

Toda mulher deveria experimentar passar uma temporada sem espelhos, nenhum deles.

Dedicar um tempo para se conhecer, de dentro para fora, músculos, belezas, levezas e pesares.

Depois se ver, e se reconhecer pessoa, mais completa e presente. Estar presente e consciente de sí em toda sua plenitude é dos maiores presentes que podemos nos dar.

Experimente dançar sem espelhos.

No inicio seria sofrível, a ausência da afirmação constante.

Depois de pouco tempo dançaríamos de olhos fechados, da mesma forma, no escuro completo. Com maestria.

Conscientes, plenas e presentes, a cada respiração e movimentos.

Aprendemos a reconhecer e conciliar, respiração, toque, ritmo e nos entregar.

Sem bonitezas de poses forçadas, projeções de corpos que não são reais.

Apodere-se do seu corpo, toque, senta, explore.

Experimente.

Se entregue completamente hoje, com cada pequeno pedaço de sí.

Atreva-se.

Delicie-se

 

Empoderamento, Maternagem

Não é Favor, é direito #2

Já postei aqui sobre as leis que atendem à gestante, durante a gravidez e parto.

Vamos dar continuidade? Conhece as leis que  defendem seus direito e do bebê depois do nascimento?

 

Depois do nascimento do Bebê

Desde março desse ano, o registro em cartório do nascimento do bebê pode ser feito pela mãe, independente da presença do pai. De acordo com a Lei 13.112, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

Ao voltar à trabalhar a mulher tem direito a dois descansos diários de 30 minutos para amamentação: até a criança completar seis meses de vida. Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente. (art. 396 Consolidação das Leis do Trabalho- Decreto Lei 5452/43)

Estabilidade no emprego: o que significa que do momento da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto a gestante não poderá ser demitida sem justa causa.

Ampliação da licença-maternidade por 60 dias: a critério da empresa, desde que a mesma faça parte do Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/08). Leia na íntegra aqui

Aos pais empregados a lei assegura a licença paternidade que consiste no afastamento do trabalho durante cinco dias corridos, a contar da data do nascimento da criança; sem prejuízo do salário durante o período de afastamento. Leia na íntegra aqui

Toda criança tem o direito de nascer e se desenvolver em ambiente seguro. E isso só é possível se ela tiver uma gestação saudável, assistência adequada no durante o parto e seus direitos respeitados. Pode saber mais sobre o direito da criança assegurado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) lendo aqui

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/

http://www.planalto.gov.br/

https://mahpsorocaba.wordpress.com

http://www.sgc.goias.gov.br/upload/links/arq_818_guia_direitos_gestante-bebe.pdf

http://www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21000

Empoderamento, Trabalho de Parto

Faça de suas palavras pequenas bênçãos

Agradeça às coisas boas e importantes que acontecem na vida, coisas simples como uma refeição saborosa, uma alegria repentina, um encontro acolhedor. Faça isso todos os dias.

Perceba que seus dias ficarão mais leves quando passar valorizar o que é vivido ao invés de focar no que te faltava. A vida fica mais fluída.

Prepare refeições, colocando em cada panela o desejo de que quem dali se alimente, sacie corpo e alma.

Faça de suas palavras pequenas bênçãos

E do seu toque a extensão do Divino,

Pele, carne, ossos e fluídos.

Apenas os mistérios sabem o porquê, não existe momento em vida mais próximo do Divino do que ao parir seu filho.

Quando sua hora chegar, a grande hora de renascer em vida, permita fazer do seu corpo a morada DELE, entregue seus medos, entregue suas dúvidas, entregue suas angústias e deixe agir a força  da vida que pulsa em seu ventre e alma. Confia, entrega e aceita.

“Que seja feita Sua vontade, assim na terra como no céu”