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Gestação

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Gestação

Lubrificação vaginal durante a gestação

O corpo quando grávido vive um montanha russa hormonal TO-DOS OS DI-AS. A pele muda, o cabelo muda, o funcionamento do intestino muda e muda também o que?
Isso mesmo, tudo “lá em baixo”, tamanho, forma e umidade.

A primeira coisa que costuma ser percebido é a lubrificação natural da vagina graças a quantidade alta do hormônio Progesterona. Logo nas primeiras semanas de gestação e depois volta a mudar bastante nas ultimas semanas.

Molhada de mais ou de menos?

Varia muito de mulher para mulher, em caso de aumento do volume, enquanto o fluído não tiver cor ou cheiro, não há com o que se preocupar. Apenas evitar uso de sabonetes íntimos que alterem o Ph e possam provocar candidíase e dar preferencia para calcinhas de algodão e uso de roupas que deixem o corpo respirar.

Qual o cheiro?
Cheirar suas calcinhas pode não ser a realização de um sonho, mas é uma forma fácil e simples de descobrir se está apenas com lubrificação natural aumentada, se está tendo escape de xixi (muito comum no final da gestação!) e até mesmo se a bolsa rompeu (quando acontece ruptura alta das membranas o liquido sai aos poucos e sempre!).

Para ajudar a descobrir passe algumas horas com uma fraldinha de tecido branca dobrada como usa o absorvente com externo. Mantenha as atividades normais diárias e depois observe a cor e o cheiro do liquido.

Quando a bolsa rompe o liquido tem um leve cheiro de água sanitária, inconfundível. O liquido é transparente e pode apresentar “melequinhas” brancas chamadas de grumos, também normal e esperado quando o bebê está a termo (a partir de 38 semanas. Se o liquido tiver esverdeado entre em contato imediatamente com sua equipe, pode ser sinal de mecônio e você precisa de acompanhamento clínico.

Quando o que escapa é xixi existe a tranquilidade da gestação estar bem, mas é um sinal bem claro que a sua musculatura perineal não está. Perda de xixi quando tosse, rí, ou sem nenhum motivo não é saudável, apesar de comum.
Você pode e deve praticar atividades físicas que fortaleçam o períneo, como yoga ou pilates durante a gestação e depois, mas nesses casos o ideal é procurar por uma fisioterapeuta perineal para avaliar e te orientar na forma ideal de resolver seu problema.

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O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar

O que põe em risco mães e bebês é a má assistência, o pre-natal mal feito, a vitalidade fetal não observada durante trabalho de parto, a cesárea agendada, as intervenções feitas de forma rotineira. O que MATA é a assistência à gestante ser feita de forma mecânica e desatualizada.

O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar.

Mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amiga, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

Fontes http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html

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Nó de cordão não mata

O que é o cordão umbilical
Ele se forma já na quinta semana de gestação, junto com a placenta, e é responsável pelo transporte de sangue da placenta ao bebê através do abdômen. O cordão possui cerca de 50 cm de cumprimento e 2 cm de diâmetro, por onde passam duas artérias e uma veia, entre essas estruturas existe a geleia de Wharton, uma substancia parecida com uma gelatina bem mais dura e resistente que protege os dutos de impactos.
É através desse sangue que o feto vai receber nutrientes, respirar e eliminar as toxinas. Guarde bem essa informação! Vamos falar mais sobre ela.

Como o nó se forma
Um bebê sadio se movimenta muito durante toda a gestação, é como ele desenvolve seus músculos e começa a se preparar para a vida no meio externo. O cordão umbilical é seu primeiro brinquedo e alvo de apertões muitas vezes, toda essa bagunça com chutes e cambalhotas podem acabar dando um nó no cordão.
Nunca, ou quase nunca é possível identificar a existência desse nó durante a gestação, não existe ainda nenhum aparelho capaz de visualizar isso, pois apesar da diferença visual em nada muda para mãe ou bebê a presença do nó!

Nó de cordão não mata
Como o cordão é longo e preenchido pela geleia de Wharton, que amortece e protege a veia e artérias responsáveis pelo fluxo sanguíneo e trocas gasosas entre placenta e bebê. Mesmo com presença de um ou mais nós o fluxo de sangue não se altera e nada, ABSOLUTAMENTE NADA, muda para o bebê.

O exame gestacional que verifica o fluxo sanguíneo é o Ultrassom com Doppler, é através dele que o médico pode observar o funcionamento da placenta, cordão e coração do bebê.

Caso você não se sinta segura com um diagnóstico, procure por segunda, terceira ou até quarta opiniões. Nó de cordão, ou cordão enrolado em qualquer parte do corpo do bebê não é, isoladamente, indicação para cesárea.

 

Você pode ler mais aqui: http://drbrauliozorzella.blogspot.com.br/2013/03/me-amarrei-no-seu-cordao.html

barriga
Gestação, Saúde

Tamanho da barriga é documento?

“A barriga da minha vizinha estava o dobro da sua e…”

“Ah mas tem certeza que não são gêmeos?”

“Tá tão pequenininha, certeza que o bebê está saudável?”

“Não nasce hoje não, está super alta!!”
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É impressionante a quantidade de pessoas especialistas em avaliação de barriga de gestante, tudo obviamente com embasamento cientifico vindo “da filha, da amiga da vizinha da prima da minha conhecida”

Acontece que o tamanho da barriga da mãe não é sinal de saúde ou falta dela, isso porque pode variar muito de mulher para mulher e também de acordo com as posições  do bebê no útero.

Grande ou Pequena?

Tamanho não é documento MESMO quado se trata de barrigas de gestantes. Fatores como obesidade, musculação, diabetes gestacional, pressão alta e alterações na tireoide interferem muito no físico materno. Normalmente gestantes na segunda gravidez e que não costumam exercitar os musculos abdominais tem uma distensão maior da barriga e ela parece muito maior logo nas primeiras semanas. Isso porque os músculos não estão fortes o suficiente para oferecer sustentação para o peso extra que está recebendo.

O que garante a saúde e bom desenvolvimento do bebê é o pré-natal bem feito e boa alimentação materna, nada de excessos , nem de exercícios, descanso ou alimentação.

 

Alta ou baixa?

A altura do bebê no útero é uma das coisas muito observadas. É isso que vai deixar visualmente a barriga mais alta (mais próxima às mamas) ou mais baixa (você consegue apoiar a mão entre as mamas e a barriga). Mesmo assim fora de trabalho de parto não exite motivo para comemorar ou ficar triste com uma barriga “alta ou baixa”.  Essa posição pode se manter por dias ou semanas, ou até mesmo mudar em questão de horas com o inicio do trabalho de parto ativo.

 

Pode uma mãe com barriga super alta ter um parto muito rápido.

Pode uma mãe com a barriga super baixa ter um parto muito lento.

Pode uma mãe com barriga pequena ter um bebê de mais de três quilos

Pode uma mãe com barriga grande ter um bebê de pouco mais de dois quilos.

 

Mulheres: Confiem nos seus instintos, pesquisem, estudem para se sentirem mais seguras e exercitem-se respeitando seus limites.

Palpiteiros de plantão: deixem as barrigas alheias em paz

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Gestação, Saúde

Por que essa dor nos quadris?

No terceiro trimestre, mais ou menos a partir da 30 semana de gestação, a famosa “pressão na pelve” aparece com força total, dificilmente vamos encontrar alguma mãe que não reclame de dor nos quadris. Muitas mulheres se queixam também de agulhadas na vagina e a sensação contante que “alguma coisa está forçando para baixo”.

Vão podemos esquecer das caibras, inflamações no nervo ciático e em muitas mulheres surgem também as hemorroidas.

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Mas não se desespere, vamos primeiro entender porque isso acontece?

O peso do bebê aumenta muito nesse final e exige mais de músculos, coluna e sistema circulatório da mãe.
É nessa fase que o bebê costuma virar de cabeça para baixo e se ajeita na posição ideal para o nascimento, o que é um ÓTIMO sinal, mas força naturalmente a abertura dos ossos da bacia com a cabeça e com o peso que cresce muito semana a semana.
Seu corpo produz hormônios que tornam os ligamentos mais flexíveis, ou seja, ajuda ainda mais a bacia a se  abrir

 

Para aliviar esses desconfortos invista em:

  • Massagens relaxantes
  • Alongamentos diários
  • Yoga ou Pilates
  • Caminhadas leves
  • Bolsas de água quente nas regiões mais doloridas
  • Prestar sempre atenção na sua postura, postura errada mais sobrepeso do bebê pode forçar articulações e provocar inflamações.

 

Não precisa se preocupar ou achar que a criança vai nascer super rápido por conta dessa sensação constante de pressão.  O trabalho de parto normal é normalmente lento para que ocorra bem, como o desabrochar de uma rosa, e só acontece com contrações a cada 3 minutos e com um minuto de duração cada uma*. Sem contrações- sem nascimento

 

 

 

*Na grande maioria das gestações a fase ativa do trabalho de parto se dá com esse período de intervalo e frequencia. 

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Gestação

Por que contamos a gestação em semanas

São apenas 10 meses (SIM são 10, mentiram para você a vida inteira, uma gestação normal pode ir até 42 semanas!) para formar um ser humano inteiro é bem pouco tempo se formos considerar a complexidade do nosso cérebro e funções. Por isso o desenvolvimento semana a semana é acompanhado e apresenta enormes mudanças de uma para outra. Grande parte das más formações ou problemas gestacionais podem ser identificados através desse acompanhamento. Pré Natal bem feito é essencial.

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de 0 a 8 semanas é uma explosão, entre fecundação e divisões celulares. A oitava semana é marcante pois é quando podemos ouvir o coração do bete bater, recém formadinho

9 a 12 semanas: Nessas semanas os tecidos todos vão ser formados, braços, mãos, pernas, pés, orgãos abdominais, dedinhos e orelhas. Com 12 semanas o cérebro já existe e também o sistema nervoso. O bebê já tem cara de uma pessoa pequenininha.

13 a 16 semanas: Crescer muito muito! esqueleto se fortalece e cresce muito semana a semana e sistema reprodutor já se diferencia. Nessa fase as mamãe já podem descobrir se esperam por uma menina ou menino.

17 a 20 semanas: Sistema digestório, urinário e circulatório estão completamente formados, daqui para frente vão crescer e amadurecer apenas. Os brotos dos dentes já existem na gengiva. A Mãe já pode sentir o bebê dando pulinhos do seu ventre e respondendo a estímulos. Nessas semanas os primeiros fios de pelinhos começam a surgir, cabelinhos e sobrancelhas. E nada tem a ver com azia rs

21 a 24 semanas: Para os meninos, os testículos começam a descer do abdômen e as meninas o útero e os ovários estão em vigor. Os movimentos respiratórios já acontecem e os pulmões já treinam para respiração externa, com soluços. Ainda precisam amadurecer e crescer bastante pra respirarem como os adultos.

23 a 28 semanas: Aqui amadurece a coluna, que incluem 1000 ligamentos, 150 juntas e 33 anéis também começam a se formar nesta semana. As narinas se abrem e o cérebro se desenvolve a todo vapor, em tamanho e ligações.

29 a 32 semanas: Os olhos do bebê já se abrem, ele responde a estímulos de luz e som, já que também pode ouvir perfeitamente! O corpo cresce e a cabeça se torna proporcional a ele.

33 a 36 semanas: É tempo de crescer e fortalecer. O bebê ganha peso muito rapidamente e se move com vigor. O cérebro e os pulmões continuam em constante desenvolvimento. Nesse período que se espera que fiquem já na posição ideal para o nascimento (de cabeça para baixo).

37 a 42 semanas: O bebê já está todo formadinho, agora é a hora em que o cérebro e pulmões amadurecem para poder se adaptar com mais facilidade a vida fora do útero. É também quando o bebê mais ganha peso, aquela gordurinha essencial para ficar bem até aprender a mamar direitinho.

Quando nascem? Quando os pulmões, ultimo orgão a amadurecer dentro do útero, estão 100% preparados para o mundo externo. Por isso mesmo caso você escolha receber seu bebê através de uma cesárea vale a pena aguardar os primeiros sinais de trabalho de parto, evita as chances de problemas respiratórios no bebê e nascimento prematuro.

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Gestação, Saúde

Ultrassom, para que?

É delicioso ver nosso bebê, bracinhos e perninhas pulantes dentro da gente, mas o ultrassom não é uma necessidade mensal. O recomendado em gestações de baixo risco é no máximo 3 ultras. Um em cada trimestre. O Ministério da Saúde preconiza a realização de apenas 2 durante toda a gestação.

Como e quais são?


Ultrassom Obstétrico: A gente só vê peso do bebê, tamanho, quantidade de líquido e placenta.
Ultrassom Morfológico: É o exame que a gente consegue ver as estruturas do bebê por dentro detalhadamente e observar má formações.
Ultrassom com Doppler: Observa-se tamanho dos ossos e funcionamento de coração, placenta e veias.


Quando são feitos


Normalmente entre 4-8 semanas: Ultrassom Obstétrico Transvaginal, é o primeiro exame feito e identifica a idade gestacional através de observação do desenvolvimento de bolsa embrionária, coraçãozinho e peso. Vai ser a primeira vez que você vai ouvir o tum tum do coraçãozinho.

Entre 11 e 14 semanas: Ultrassom Morfológico, principal ultrassom de toda gestação, é o primeiro exame de desenvolvimento do bebê. Pode ser realizado a translucência nucal (ou TN), medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas.

Entre 18 e 24 semanas: Ultrassom Morfológico, neste exame será avaliada a formação e o desenvolvimento dos órgãos e das estruturas do bebê, sendo possível observar o crânio, as estruturas do cérebro, a coluna, a face, o coração, o estomago, os rins, o fígado, a bexiga, a genitália externa, os braços , as mãos, as pernas e os pés. A confirmação do sexo do bebê normalmente acontece aqui :)

Entre 26 e 28 semanas: Ultrassom com doppler é o ultra mais esperado pelas mães e pais. No exame é possível medir as estruturas ósseas e orgãos do bebê, avaliar seu desenvolvimento, observar o fluxo sanguíneo e funcionamento de placenta e coração.

Apoio nas informações da Dra Natália Carvalho

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Doula, Gestação, Parto

Como escolher a Doula?

Qualquer movimento de apoio ao parto humanizado por esse Brasilzão lindo vai falar das Doulas, como elas podem ser um apoio muitas vezes essencial para que o parto seja um momento inesquecível  para o casal. Mas a escolha certa pode fazer toda a diferença.

Mais do que um gasto ou uma pessoa a mais ao seu lado, a Doula ideal é aquela pessoa em quem você confia e se sente segura em ter por perto.

Como escolher?

Indicações

Sua amiga teve uma Doula? Pergunte sobre o parto como foi, como foi a atuação e principalmente pergunte o que essa amiga não gostou no atendimento. O que foi bom para ela pode não ser para você e o mesmo vale nos pontos que ela não gostou.

Busque por Grupos de Apoio

Normalmente Doulas fazem parte de grupos presenciais ou virtuais de apoio ao parto, esse primeiro contato é essencial para se conhecerem. Você pode em poucas conversas sentir se existe ou não uma conexão ali, gastando pouco para isso. Lembre que Doulagem é um trabalho como qualquer outro e o tempo para “conversar e se conhecerem” faz parte desse trabalho, se desejar que seja individualizado ele deve ser remunerado.

Saiba o que esperar

As vezes podemos ver de forma romântica  a figura da Doula, como um ser cheio de amor e servidão pronto para atender às nossas necessidades. Cada profissional tem um perfil único e uma força de atuar, então pergunte de forma clara:

Existem encontros antes e depois da gestação? Qual o tempo de duração, assuntos abordados e valor de cada um.

Qual o momento em que ela estará com você durante o parto?

Lembre que o fluxo de informação sempre deve funcionar +/- assim

Você pesquisa/tem dúvidas => Conversa com a Doula =>  Você recebe orientações

As doulas não vão te dar respostas prontas, ou dizer o que DEVE ou não fazer,  sua autonomia é parte principal do atendimento humanizado (se não for assim você apenas estará trocando o Go fofinho por uma Doula fofinha , te tratando como mãezinha empoderadinha)

Intimidade

Gestação e parto abordam os temas mais tabus da vida moderna, sexualidade, vida e morte. Você se sente a vontade para falar abertamente sobre esses assuntos com essa pessoa?  Ela respeita suas vontades e desejos?

Remuneração

Essa é a parte mais delicada e muito discutida inclusive entre as profissionais. Existem Doulas que cobram vários preços  para que seja possível atender ao maior numero de mulheres e perfis.  Converse sobre as formas de pagamento possíveis, muitas vezes até permutas são bem vindas.

Expectativas x Realidade

Falar abertamente sobre suas expectativas sobre a atuação do profissional evita  que você se sinta frustrada depois do parto. Pontue o que deseja e o que acha importante e escute com atenção o que a profissional está preparada/disposta a oferecer dentro disso.

Conhecimento

As informações que essa Doula passa tem embasamento cientifico atualizado? Peça pelas pesquisas para que você mesma possa ler. Mais importante ainda, ela conhece a realidade obstétrica da sua cidade/região?  Se ela não souber como poderá te orientar no que você pode ou não esperar?

 

Converse com quantas Doulas achar necessário até que encontre a ideal. É perfeito! E vale lembrar, é sempre de bom tom avisar as outras sobre a sua decisão :)

Bebe não passa da hora
Gestação

Quando a gravidez acaba

Engravidar são duas alegrias, vamos ser bem sinceras, uma quando acontece e a segunda quando pegamos o bebê todo lindo e quentinho nos nossos braços.

Ok, ok, grávidas são lindas, a gestação é um momento único, muito amor envolvido etc e tal. Mas chega a trigésima semana de gestação a gente já não vê mais a hora dessa criança abençoada nascer e a gente voltar a usar todas as roupas de antes de engravidar botar a cara no mundo.

Ter filhos é legal, estar grávida “pra sempre” não é tanto não.

Que mulher nesse mundo não olhou na net aquele colchão inflável com um circulo vazado no centro e pensou “Preciso!” baseada 100% no prazer de dormir de bruços?

Verdade seja dita, as ultimas semanas são uma série de desconfortos físicos, como crocância de todo o esqueleto, inchaços, falta de ar, bebê pelo amor de Deus saia de baixo da minha costela, com uma pitada de ansiedade nossa e uma enorme de todos os parentes, amigos, vizinhos e porque não, desconhecidos também.

Afinal, quando esse bebê vai nascer?

Quando a gente escolhe o parto normal, praticamente rí das reações das pessoas à essa resposta

“Olha, a previsão é dia 10 de novembro, mas pode nascer a qualquer momento entre 20 de outubro e 20 de Novembro… Sim, eu sei que hoje é dia 25 de outubro… não, não precisa! Juro que estou bem, não precisa me levar pra casa não…”

Nos tornamos verdadeiras “bombas” prestes a explodir. Bem… pelo menos somos vistas assim.

Acontece que, a partir das 37 semanas de gestação o bebê realmente já pode estar pronto e nascer, o intervalo de normalidade vai até 42 semanas de gestação.

Q-U-A-R-E-N-T-A    E     D-U-A-S

O que a maioria dos médicos nos passam durante o pre natal é a nossa DPP, data improvável do parto, que é uma data onde o bebê tem maires chances de nascer. Chances, tá?

Até porque se a gestante teve uma ovulação tardia por ex isso não será contabilizado, não vamos nem saber. Então o bebê que nas nossas contas tem 40 semanas tem na verdade 38 semanas de gestação.

Pareceu confuso?

Vou mostrar então em gráficos quais as chances do seu bebê nascer em cada semana

Quando o parto acontece

Quando o parto acontece

Agora facilitou, não é?

Perceba que mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Por isso vale a pena já na 37 semana de gestação termos definido:

  • Local de parto
  • Equipe clínica que vai te assistir/acompanhar
  • Doula
  • “Mala de maternidade” pronta, inclusive se o parto for domiciliar

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amigona, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

 

Fontes: Induction of labour in women with normal pregnancies at or beyond term (http://www.cochrane.org/CD004945/PREG_induction-of-labour-in-women-with-normal-pregnancies-at-or-beyond-term)

Duração da Gestação (http://www.partolandia.com.br/single-post/2014/11/04/ESTAT%C3%8DSTICAS-Dura%C3%A7%C3%A3o-da-gesta%C3%A7%C3%A3o)

Estudando a gravidez prolongada (http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html)

depressão gestacional, puerpério
Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/