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Gestação

Bebe não passa da hora
Gestação

Quando a gravidez acaba

Engravidar são duas alegrias, vamos ser bem sinceras, uma quando acontece e a segunda quando pegamos o bebê todo lindo e quentinho nos nossos braços.

Ok, ok, grávidas são lindas, a gestação é um momento único, muito amor envolvido etc e tal. Mas chega a trigésima semana de gestação a gente já não vê mais a hora dessa criança abençoada nascer e a gente voltar a usar todas as roupas de antes de engravidar botar a cara no mundo.

Ter filhos é legal, estar grávida “pra sempre” não é tanto não.

Que mulher nesse mundo não olhou na net aquele colchão inflável com um circulo vazado no centro e pensou “Preciso!” baseada 100% no prazer de dormir de bruços?

Verdade seja dita, as ultimas semanas são uma série de desconfortos físicos, como crocância de todo o esqueleto, inchaços, falta de ar, bebê pelo amor de Deus saia de baixo da minha costela, com uma pitada de ansiedade nossa e uma enorme de todos os parentes, amigos, vizinhos e porque não, desconhecidos também.

Afinal, quando esse bebê vai nascer?

Quando a gente escolhe o parto normal, praticamente rí das reações das pessoas à essa resposta

“Olha, a previsão é dia 10 de novembro, mas pode nascer a qualquer momento entre 20 de outubro e 20 de Novembro… Sim, eu sei que hoje é dia 25 de outubro… não, não precisa! Juro que estou bem, não precisa me levar pra casa não…”

Nos tornamos verdadeiras “bombas” prestes a explodir. Bem… pelo menos somos vistas assim.

Acontece que, a partir das 37 semanas de gestação o bebê realmente já pode estar pronto e nascer, o intervalo de normalidade vai até 42 semanas de gestação.

Q-U-A-R-E-N-T-A    E     D-U-A-S

O que a maioria dos médicos nos passam durante o pre natal é a nossa DPP, data improvável do parto, que é uma data onde o bebê tem maires chances de nascer. Chances, tá?

Até porque se a gestante teve uma ovulação tardia por ex isso não será contabilizado, não vamos nem saber. Então o bebê que nas nossas contas tem 40 semanas tem na verdade 38 semanas de gestação.

Pareceu confuso?

Vou mostrar então em gráficos quais as chances do seu bebê nascer em cada semana

Quando o parto acontece

Quando o parto acontece

Agora facilitou, não é?

Perceba que mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Por isso vale a pena já na 37 semana de gestação termos definido:

  • Local de parto
  • Equipe clínica que vai te assistir/acompanhar
  • Doula
  • “Mala de maternidade” pronta, inclusive se o parto for domiciliar

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amigona, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

 

Fontes: Induction of labour in women with normal pregnancies at or beyond term (http://www.cochrane.org/CD004945/PREG_induction-of-labour-in-women-with-normal-pregnancies-at-or-beyond-term)

Duração da Gestação (http://www.partolandia.com.br/single-post/2014/11/04/ESTAT%C3%8DSTICAS-Dura%C3%A7%C3%A3o-da-gesta%C3%A7%C3%A3o)

Estudando a gravidez prolongada (http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html)

depressão gestacional, puerpério
Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/


 

spin3
Empoderamento, Gestação, Preparo ao Parto, Receitas Naturais

De bumbum pra Lua

Já falei aqui um pouco sobre os bebês sentados, até quando ficam assim, quando esperamos que mudem e porque alguns bebês insistem em ficar nessa posição.

Agora vamos para a parte prática, como a mãe pode auxiliar o bebê para se posicionar de cabecinha para baixo e bumbum para a lua.

Vale lembrar, você pode trabalhar com esse bebê a partir da 30 semana de gestação, antes não adianta se angustiar, o bebê é pequeno e o espaço grande para que ele possa virar e desvirar muitas vezes ainda.

Antes de começar:

  • O estomago não pode estar cheio, as posições podem causal ânsia caso esteja
  • Faça nos horários em que o bebê esteja mais ativo, a movimentação dele vai ajudar
  • Tenha alguém com você para oferecer amparo e evitar escorregões
  • Não realize esses exercícios caso bebê já esteja de cabecinha para baixo
  • Quanto mais líquidos você ingerir durante o dia, mais fácil será a movimentação do seu bebê
  • Todas as opções podem e são recomendadas para serem feitas diariamente até que o bebê se posicione de forma “ideal”

 

1: Inversão com apoio

Breech tilt position Photo by Tanya Villano. As seen on SpinningBabies; Parent Class video

Breech tilt position Photo by Tanya Villano. As seen on SpinningBabies; Parent Class video

Com o amparo de uma superfície resistente e reta (na foto usaram uma tábua de passar roupas mesmo) e almofadas a mãe se posiciona a uma inclinação mais ou menos de sessenta graus.

Esse exercício trabalha com dois fatores, equilíbrio e gravidade, e pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia, a permanência ideal é de 20 minutos, mas pode mudar caso você não se sinta bem.

É importante que a mãe esteja relaxada e respirando profundamente (respiração abdominal) durante o exercício, que irá proporcionar apoio para a coluna e alongamento dos ligamentos uterinos (que irão relaxar quando a mãe se levantar).

A gravidade auxilia no posicionamento do bebê que posiciona o queixo junto ao peito e tem aí muitas vezes a mãozinha que faltava para completar o giro (da mesma forma que fazemos ao virar uma cambalhota).

 

2: Inversão Suspensa

Diferente da anterior aqui você mesma vai se sustentar contando ainda com o auxílio de um sofá e uma superfície macia para que possa apoiar os braços.

Da mesma forma que o exercício anterior, é fundamental o relaxamento muscular de todo o corpo, para liberar tensões e favorecer  a movimentação do bebê.

Pernas levemente abertas e o relaxamento muscular melhoram o posicionamento da bacia e liberam espaço interno.

Pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia, por +/- 20 minutos, ou enquanto você se sentir confortável na posição

Lembre-se de respirar profundamente durante todo o exercício, a respiração é chave para o seu relaxamento e para a boa oxigenação do bebê, além da movimentação do diafragma estimular a movimentação do bebê.

3: De 4 apoios

spin3

Coluna bem alongada, braços estendidos, as pernas com os joelhos afastados e voltados para “fora” e bumbum bem empinado, dos três exercícios de inversão esse é o mais fácil de se posicionar.

Pode ser feito de 1 a 3 vezes por dia, tempo de permanência de 20 minutos  (ou enquanto você se sentir confortável)

 

5: Quente ou Frio?

terapia do quente-frioAinda dentro do útero o bebê é capaz de sentir a temperatura externa, mesmo sem saber o que é, vai sempre buscar ficar com o rostinho afastado do gelado.

Deitada de barriga para cima, você pode coloca ruma bolsa de água quente no pé da barriga, e uma com água gelada logo abaixo do diafragma.

Quanto tempo: Em torno de 20 minutos

Quando: Nos horários em que o bebê estiver mais ativo

IMPORTANTE: Sua pele não deve ser queimada, nem pelo frio nem pelo calor.

6: Música

Assim como a temperatura, os bebês já ouvem dentro do útero e há quem afirme terem uma grande sensibilidade para música.

Colocar fones de ouvido com músicas que você goste próximo à barriga pode ser um estimulo muito bacana para seu bebê, que irá buscar ficar mais perto do local de onde vem o som.  O que mais gosto dessa alternativa é que mesmo durante o trabalho muitas vezes é possível fazer, com auxilio de pequenos fones (passei a gestação toda com musica na barriga, hoje minha filha já com 4 anos adora as musicas que eu colocava, são as que ela se acalma sempre)

 

7: Acupuntura

Eu sou fã dos pontos mágicos da medicina chinesa, são os mais recomendados quando o assunto é indução e apresenta também na inversão dos melhores estímulos.

Não vá em qualquer acupunturista  Já vi também alguns resultados ruins quando os estímulos são oferecidos por profissionais que não tem conhecimento mais intimo com gestação e parto normal. Então se for experimentar as agulhas mágicas, faça com um profissional que trabalhe se não exclusivamente, especialmente com gestantes.

 

8: Versão Cefálica Externa

A VCE pode seVCEr feita em consultórios ou no hospital, esse sempre que a gestante solicitar por analgesia durante o procedimento.

É a alternativa a partir de 37 semanas e o procedimento é realizado por um médico (apesar de existirem estudos estimulando obstetrizes à realizarem) que com as mãos e o apoio de ultrassom e acompanhamento dos batimentos fetais gentilmente acomoda o bebê na posição cefálica (de cabeça para baixo).

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: http://spinningbabies.com/learn-more/techniques/other-techniques/breech-tilt/

 

 

 

Bebê sentado- Pelvico
Empoderamento, Gestação

Sobre bebês sentados – bebê Pélvico

 “Deixem-me ver um Obstetra atender ao parto pélvico e eu lhes direi de sua qualidade.”  De Lee 

Entre posições diferentes que os bebês podem ficar, sentadinho ou pélvico é a mais freqüente: 3 a 4%,  segundo Thomas Hunt Morgan

Estudos apontam que esse posicionamento do bebê possa ocorrer por fatores genéticos, relacionados a formação do bebê, ou até mesmo metabólicos da mãe. Esses fatores podem ser identificados já no pré-natal, então não se preocupe.

 

Por que bebês ficam e permanecem sentados

  • Porque o parto foi adiantado e não tiveram tempo de virar (lembrando que a idade gestacional calculada é media e costuma apresentar até duas semanas de diferença com o capurro -idade gestacional real do bebê)
  • 1 em cada 10 bebês pélvicos apresentam alterações fisicas leves ou grandes que dificultam o posicionamento ideal
  • Estudos mostram relação direta entre disfunções na tireoide materna com o não posicionamento ideal do bebê> Isso pode demonstrar uma relação metabólica ao posicionamento
  • A baixa posição da placenta próxima à cabeça do bebê
  • O bebê estar enrolado no cordão, o que pode impedir a movimentação livre
  • Baixo volume de liquido e tônus muscular materno muito forte
  • Tônus muscular abdominal materno muito flácido, devido a mais de 4 gestações

 

Até quando é normal o bebê mudar de posição?

Como eles estão no meio líquido e com bastante espaço, um bebê saudável se mexe bastante e pode mudar de posição diversas vezes até a 37 semana de gestação.

Se você tem uma gestação de baixo risco e o bebê permanece pélvico (sentado) na 30 semana de gestação a pode realizar exercícios em casa mesmo para estimular a mudança de posição.

Outra opção é , caso a posição se mantenha ate a 37 semana, realizar a VCE (Versão cefálida Externa) onde um médico obstetra vai com o auxilio do ultrassom identificar exatamente a posição do bebê e com as mãos na superfície da barriga da mãe gentilmente o posiciona de cabeça para baixo.

 

Vamos fazer um resumão?

  • Antes das 24-26 semanas de gestação maior parte dos bebê estão em posições diagonais ou laterais de forma transversa
  • Entre 24-29 semanas de gestação maior parte dos bebês viram e ficam em posições verticais e alguns ficarão sentados
  • Pela 30-32  semana de gestação maior parte dos bebês viram e ficam de cabeça para baixo e bumbum para cima, as mães podem praticar posições para auxilio no encaixe ideal
  • Pela 34 semana de gestação,  espera-se que o bebê esteja de cabeça para baixo
  • Entre 36-37  semanas de gestação,  uma versão cefálica externa pode ser realizada

Bem, para não ficar um texto gigante, amanhã postarei os exercícios que as mães podem fazer para estimular o posicionamento do bebê.

Espero que tenham gostado

Inté

 

Fontes:

Conduta no parto pélvico http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-34675

Quem foi Thomas Hunt Morgan http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0071-12761946000100001

Motivos para o bebê estar sentado: http://spinningbabies.com/learn-more/baby-positions/breech/

Contrações fora do tempo
Gestação, Saúde, Sinal de Trabalho de Parto

Contrações antes dos 9 meses: Sinais de Alerta

Contrações doloridas e contínuas. É tudo o que esperamos sentir como trabalho de parto, mas quando acontecem antes do nono mês pode ser um sinal  de que algo não está bem.

Se você que me lê estiver grávida, já deve ter percebido que parece ter ficado doente com mais frequência por esses tempos, pequenos resfriados, sangramento da gengiva ao escovar os dentes ou até mesmo o aparecimento de espinhas pelo corpo. Certo?

Isso acontece porque para a gestação evoluir bem o nosso sistema imunológico precisa ficar mais “fraco” para não entender o feto como um corpo estranho e expulsá-lo.

Ainda assim,  ele continua trabalhando e dá sinais de alerta se algo não está bem.  Dificilmente é um só, então antes de se angustiar observe com calma o que e como se sente. Diários de gestação podem ajudar bastante a conhecer o próprio corpo e identificar o que é normal, o que é novo devido a gestação e o que é um sinal de alerta.

 

Pode ser apenas Infecção Urinária

 

Possíveis sintomas

  • Ardência ao fazer xixi
  • Aumento de frequencia das idas ao banheiro
  • Febre
  • Dor na lombar
  • Barriga fica dura e dói (contrações)
  • Nauseas
  • Calafrios
  • Sangue na urina

O processo infeccioso é provocado por bactérias  e estimula a ação do sistema imunológico, que reage combatendo todo corpo estranho, inclusive o bebê e tenta expulsá-lo.

Muito comum em gestantes, a IU muitas vezes começam quietinhas, quase sem sintoma nenhuma aparente. A mulher pode não sentir dor nenhuma ao urinar, não vai estranhar fazer mais xixi por conta da gestação e acaba que apenas vai buscar identificar e tratar quando as contrações aparecem. Esse momento pode ser assustador.

É importante identificar e tratar rapidamente para evitar a possibilidade de parto pre-maturo. Ao sinal de contrações com DOR procure sempre um médico ou unidade de saúde mais próxima , você pode pedir para investigarem a possibilidade de infecção.

O tratamento é bem simples e feito com antibióticos que podem ser indicados para uso por até 14 dias ou em dose única dependendo do caso.

Como previnir

  • Usar calcinhas de algodão
  • Evitar roupas muito apertadas e quentes
  • Tomar bastante água
  • Não segurar muito o xixi 
  • Manter uma boa higiene pessoal
  • Se enxugar sempre “de frente para trás”

 

 

 

 

 

 

sexy
Gestação, Saúde, Sexo

Será que engravida?

Será????

3

Claro que não, nós nem fizemos sexo, só ficamos dando uns beijos mais quentes sem roupa…

Olha, acho que não, ele tirou na hora de gozar

Uso pilula há um tempão e acabei de trocar por uma marca ainda melhor

Minha amiga disse, que se depois do sexo a gente se lavar por dentro com o chuveirinho não tem erro…

Imagina! Eu tomo pílula, ok, as vezes me esqueço, mas normalmente assim que eu lembro tomo, as vezes de manhã, as vezes à noite…

Eu só faço sexo sem camisinha quando estou menstruada.

Tenho endometriose

Continuo amamentando em livre demanda…

Sou obesa….

Acontece que,  em todas essas situações acima é sim possível que ocorra uma gravidez.

4

O ciclo de cada mulher (dias de sangrar, dias de preparo do útero para receber o embrião, dias férteis e fase lútea) pode ser muito diferente em duração para cada uma, outro motivo que até a boa e velha tabelinha pode nos trair.

Se você está me lendo e pensando “ha ha ha mas esses casos são raros”  posso deixar sua risada menos gostosa.  50% das gestações não planejadas acontecem com o uso de um – único-método anticoncepcional. (dados IPEA)

1

É recomendado sempre o uso de duas formas de proteção simultânea, já que nenhuma delas tem 100% de eficácia.

Camisinha + Pílula

Camisinha + Diu

Camisinha + Adesivo anticoncepcional

Camisinha + Injeção anticoncepcional

6

Sexo é bom. Sexo é MUITO bom. Se existe algo nesse mundo que pode ser chamado de BOM pra caramba, é sexo bem feito e com segurança.  Se você não pretende ser mãe por enquanto e evitar diferentes formas de DST, sexo sem camisinha não é uma opção.

Por mais que ele te ame

Por mais que ele jure que “não pega nada”

Por mais que seja “só um pouquinho”

Por mais que você tenha certeza que ele saia só com você

Por mais que você não duvide da saúde impecável dele e sua

Por mais que vocês dois estejam morrendo de vontade


5

SE ame mais do que qualquer argumento. 

Filhos são verdadeiros presentes, mas são presentes que mudam nossa rotina, mudam nosso corpo, mudam nossas responsabilidades, mudam nossa disposição, mudam nosso círculos de amigos, mudam nossa rotina. Maternagem é coisa linda e séria, deveria ser algo escolhido de forma consciente. Escolha ser mãe, ou não o ser. ES-CO-LHA

 

 

 

tempo
Diversão e Relaxamento, Empoderamento, Gestação, Maternagem

Ser mãe é se permitir sentir, por inteiro

A vida para fluir precisa de tempo, precisamos respeitar o tempo orgânico e não do relógio.

Ansiedade aqui é minha amiga cruel desde a infância. Sou a cara do “quem come quente queima a língua”.

Claro, sei que isso é um privilégio único e exclusivo meu, nenhuma outra mulher além de mim engravida pensando no parto ou chora com medo de não saber amamentar o filho que nem nasceu.

Sei também que apenas euzinha me olhava intrigada no espelho pensando “Que raios é isso que eu fiz com meu corpo? Quando ele volta ao normal? UFA ainda bem que amamentar emagrece…”

E poxa, me caiu a ficha disso tudo apenas nessa ultima semana ouvindo a Camila Goyataz e Vera Iaconelli falando sobre o quanto é importante para nós respeitarmos o nosso próprio tempo, vi alí tantas vezes que fui cruel comigo. Quantas vezes, mesmo sem querer, fui cruel com o outro.

O corpo grita por toda a vida “Meu tempo é importante”, mas o dia a dia nos desconecta  de nós mesmos e do outro, não permitindo ouvir.

 

Por quanto tempo ficarei grávida?

Quanto tempo demorarei para voltar meu corpo ao normal? *esse assunto é tão importante que Thatiane Menedez também abordou em sua palestra, onde falava da importância do tempo de descanso para que os músculos do assoalho pélvico se readaptassem ao corpo nesse novo formato (sem bebe).

Quanto tempo durará o puerpério? Não vou me sentir feliz como nos comerciais de margarina nunca ????

Quanto tempo durará o luto? Quantas lágrimas ainda preciso chorar para a dor parecer ser suportável?

Para cada mulher a resposta será diferente e nunca dada de antemão. O que eu posso fazer e você também caso essa pressa da vida não seja exclusividade minha,  é permitir sentir profundamente cada fase, por mais difícil que ela pareça.

Como quem entrega o peso do mundo ao mar e se deixa boiar concentrando apenas em respirar, devagar e sempre.

 

Vale chorar

Vale dormir

Vale dançar

Vale abraçar

Vale crochetear

Vale caminhar

Vale Yogar

Vale Malhar

 

Tudo é válido quando se trata de permitir dar o tempo necessário para que o corpo reaja sozinho. Sem culpas, sem pressão.

Só vamos fazer um acordo aqui, acordo de Doula entre eu e você, nunca mais depois de hoje vamos olhar para alguém que está passando por um momento difícil com ar de “Você PRECISA sacudir a poeira e dar a volta por cima”  Ofereça, se puder, as mãos, um abraço e até seu silêncio caso essa pessoa precise de um apoio ao longo do tempo. Mas nunca mais vamos cobrar recuperação instantânea, a vida não é um lamem que se resolve em 3 minutos 😉

nala
Gestação, Sem Categoria

Nala, a gata, adeus. Estou grávida.

Nala era nossa gata, tinha mais tempo de casa do que qualquer outro animal ou objeto. Eram quase duas décadas e isso para um gato, era muita, muita coisa.

Morava em São Paulo e voltei para casa da minha mãe no oitavo mês de gestação. Pouco antes nos questionamos se seria seguro para o bebê vivermos novamente sob o mesmo teto.

Toxoplasmose, nome feio e grande para uma doença que pode causar deformações graves no feto. A culpa, diziam, era deles… dos gatos.

Na verdade a Toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma Gongii, que pode estar presente em carne crua ou mal passada, em alimentos crus mal lavados e terra contaminada, além de fezes de gatos.

Para mãe, ela é assintomática, pode estar ali e nem sabemos, porém durante a gestação pode causar má formação cerebral e cegueira no bebê.

“Então vocês se livraram da Nala, a gata?”

Não, preferimos adotar as medidas de profilaxia corretas, até porque o problema não era ela, seria qualquer infestação, ela já era muito bem cuidada com antipulgas, apesar de nunca gostar da coleira rs, levávamos periodicamente ao veterinário e volta e meia ela ganhava um petisco recheado de vermífugo para gatos. Vale sempre prestar atenção também e não deixar passar outros serzinhos e ver como acabar com carrapatos. A caixa de areia dela sempre estava limpa, nunca entrava em contato com os excrementos.

Nala, a gata, acabou sendo minha melhor companhia nas ultimas semanas de gestação, e ficou conosco até minha filha ter um ano de idade, quando já muito velhinha tirou seu último cochilo.

Nossos animais de estimação são ótimos companheiros, antes e durante e depois da gestação, só precisam ser bem cuidados, todo amor que damos recebemos de volta multiplicado por mil.

Saudades =^.^=

Olhar de Claudia Clemente Fotografia
Doula, Empoderamento, Gestação

Humanizado, por quê?

Conversando com uma gestante ela me questionou, nessas palavras: “Sá, parto humanizado pra que? Por quê?” . Um parto humanizado hospitalar seria um investimento extra e ela arcaria sozinha, afinal, poxa, ela tem convênio e o parceiro via como um “mimo” desnecessário.

Eu me vi nela alguns anos atrás, realidades diferentes mas angustias parecidas. Decidir tudo sozinha e arcar com todas as escolhas e consequências exclusivamente sozinha. Mesmo e apesar do medo gritante do desconhecido. A gente luta.

Eu optei por um parto humanizado, por mim principalmente.

Era o momento em que EU queria ser muito bem tratada

Era o momento em que EU gostaria de me sentir segura

Era o momento em que EU gostaria de ser 100% respeitada

Seria o dia que eu, mesmo de memória péssima, nunca iria me esquecer.

 

Fiz a minha escolha, dentro do que eu suportei. As opções na época eram

 

Um parto vaginal cheio de intervenções e violência obstétrica, na maternidade pública da cidade (Minha gestação foi difícil emocionalmente, era inaceitável me colocar a disposição de mais violências enquanto eu estivesse tão vulnerável)

Uma cesárea agendada ou com plantonistas, no hospital particular da cidade (Desejava um parto de cócoras, só aceitaria essa opção se não pudesse parir com dignidade, sim, antes uma cesa que um parto normal absurdamente violento)

Um parto domiciliar -na casa da minha mãe- com parteiras “importadas” de longe. (Minha mãe aguentaria? Não sei… Teríamos tranquilidade? Não… Podia investir tanta grana? Não também, eu sabia que seria despedida assim que terminasse minha licença maternidade)

Um parto normal em um hospital que tinha UMA EO bacana, no Sus em uma cidade a 60min de distancia. (Foi essa minha opção, banquei a distancia, o tempo de viagem, a possibilidade da EO não estar lá, ou não poder entrar comigo, banquei não ter Doula, banquei ter que brigar para não sofrer intervenções desnecessárias. Pari de cócoras com auxilio de uma banqueta.)

Hoje o panorama geral na minha região não está tão ruim, mas ainda estamos longe de ter um tendimento gratuito ou através do convênio que possa ser chamado honestamente de humanizado. Ou se está disposta a brigar antes e durante o parto, ou se está disposta a pagar por uma equipe que te respeite.

 

Voltando a minha conversa com a gestante…

“O que você espera viver no seu parto? Quais são suas opções, de verdade?”

“Não quero mais ter que brigar, quero me entregar e apenas me preocupar em parir, preciso disso”

“Onde você se sente mais segura?”

“Só vejo isso possível com o Dr particular… usarei o hospital pelo convênio, mas a equipe… não quero ter que arriscar”

 

Escolhemos o parto humanizado particular, não por frescura ou modinha, é pelo medo de não termos um tratamento digno dentro das opções disponíveis.

E você, consegue responder como sonha em vivenciar seu parto e quais as opções possíveis (com prós e contras) ai?

chocolate
Gestação

Chocolate na gestação: vilão ou mocinho?

É quase unanime, quando o dia está difícil nada como um pedaço do nosso chocolate favorito para melhorar 90% nosso humor, não é mesmo?

Durante a gestação, com tantas mudanças no corpo, mudanças hormonais, ansiedade e expectativas parece que o “ouro negro” fica ainda mais irresistível (e todas as suas variáveis também -eu fui a grávida maluca pro brownie)

Ao contrário do que muita gente pensa ninguém precisa se privar das delicias achocolatadas, apenas adequar % de cacau (quanto maior melhor) e quantidade consumida por dia.  Na verdade, o cacau faz muito, muito bem!

 

 

  • Previne a  pré-eclampsia

Comer com frequência chocolate com alta porcentagem de cacau pode ajudar a prevenir a  pré-eclampsia, de acordo com pesquisa realizada pela universidade de Yale.

 

  • Regula a pressão

Cacau , que é usado para fazer o chocolate , contém a teobromina que ajuda na regulação da pressão sanguínea em mulheres grávidas . Este componente no chocolate pode ajudar a manter a pressão sanguínea , auxiliando na dilatação dos vasos sanguíneos

 

  • Ajuda a reduzir colesterol

A ingestão do chocolate escuro (com alta % de cacau) consumido com moderação ajuda a estabilizar e controlar os níveis de colesterol em gestantes.

 

  • Contém bons antioxidantes, além de ferro magnésio e outros nutrientes

 

  • Chocolates aliviam o stress

 

  • São uma fonte de energia rápida e saborosa para durante o trabalho de parto

 

VALE LEMBRAR: Chocolate PODE, mas sempre em pequenas porções, o recomendado é cerca de um bombom por dia. Por ser muito calórico deve ser consumido com cautela por diabéticos e gestantes já com sobrepeso.