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Maternagem

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Mãe- a rainha da Po*** toda

Nós temos o instinto materno…

Quando nasce um bebê também nasce uma mãe

A mãe sabe, sente dentro dela o que o bebê precisa

 

Olha, pode ser verdade para alguma mulher, mas nenhuma dessas frases representa a maternidade real. Não.

Mães são rainhas, Deusas e se tornam absolutas. Rainhas da Po*** toda!

Mas não, ninguém nos entrega um reinado, uma coroa cravejada de papinha e alguns fios brancos, assim de mão beijada. Conquistamos a realeza da maternidade com a audácia e loucura dignas de Ragnar Lodbrok, com tempos de calmaria e festa e lutas gigantescas.

Ragnar para inspirar seu dia

Ragnar para inspirar seu dia

Começamos logo na gestação, encarando sombras e esqueletos escondidos no meio dos nossos próprios medos e inseguranças.  Vencemos, cada uma a sua forma. SIM NÓS VENCEMOS SEMPRE.

Criança nasceu, o parto passou (ufa! o dia mais temido e esperado dos últimos quase dez meses)

É agora que você deveria chegar em casa, ser recebida com tapete vermelho, flores frescas, agua aromatizada geladinha do lado da cama.

Mas a maternagem, minha querida amiga, a maternidade SIM é uma caixinha de surpresas. E logo de cara temos um reino para conquistar e ele se resume ao ser pititico nos seus braços.

A primeira batalha, sem sombra de dúvidas é a amamentação;

Se mantenha tranquila, o bebê é capaz de sentir suas emoções e vai reagir à elas

Não exite em tirar o peito da boca do bebê, não tenha piedade, esses olhos grandes e lindos não devem te tirar do foco: Uma pega perfeita.

Oferece peito, tira peito…

Faz bocão…

Olha a boca de peixinho! Conseguiu!

A Segunda batalha, sem dúvida alguma é contra a exaustão, o bebê pode ficar um número incrível de horas plugado no seu peito, eu sei, não tem jeito ele precisa disso, precisa de você e você precisa dele e mais uma ou duas semanas de sono ininterruptas.

Esse é o ponto onde se pede apoio, onde já se viu uma grande rainha sem súditos?

Marido, parceiro, amiga, mãe, sobrinha, doula.

Vale ajuda de todos.

Não para cuidar do bebê, isso eu sei, você sabe, que pode fazer com maestria.

Mas aquela força para deixar as roupas em ordem, a casa arrumada, supermercado em dia é fundamental! Assim quando o bebê dormir, você pode dormir também o sono dos justos.

Terceira e pior luta é contra os “E SE’S”, “E se ele não está ganhando peso suficiente”, “E se esse coco não é saudável”, “E se ele dormir demais e não mamar nas próximas 3 horas”, “E se ele adoecer”.  Amada… são tantos E SES que podem vir na nossa cabeça cansada, não é verdade?

Mas isso tudo é amor, é amor demais da conta que a gente tem no peito, amor tão grande que quer ser maravilhosa e evitar que qualquer coisa não seja menos do que FABULOSA na existência daquela pequena criatura que você pôs no mundo.

Acontece que você, rainha da po*** toda, não tem esse poder. Porque a vida é pra ser vivida e aprendemos isso desde o inicio.  Para um bebê muitas vezes um pum é incomodo. Crescer dói, a gente aprende com erros, com tentativas e falhas, surpresas. Com seu bebê não vai ser diferente.

Sua função nessa vida não é colocá-lo numa bolha protetora, mas estar de braços abertos para acolher quando eles precisarem, orientar, ensinar e deixar ir. Deixa viver.

Antes de se angustiar, olhe para seu bebê, sinta sua temperatura, seu cheirinho e pergunte para você mesma, mais uma vez: tem realmente alguma coisa errada aqui?

Nessa fase o apoio de outras mães é fundamental, ninguém entende melhor uma mãe do que outra, principalmente se estiverem travando a mesma batalha. As vezes tudo o que a gente precisa é só desabafar.

As lutas seguem, há quem afirme que os primeiros 50 anos de maternagem são os mais complicados, mas que depois disso tudo segue com muita serenidade.

Ainda bem!

 

 

Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/


 

Maternagem

Cadê o bebê fofinho daqui?

O seu bebê, todo lindo fofo e querido parece ter sido trocado durante o cochilo por uma versão bem menos feliz e eternamente insatisfeito sem você perceber?

Está comendo muito (menos ou mais)
Parece irritado a todo momento
Quase não dorme, seja durante o dia ou durante a noite
Só fica bem se estiver no colo (e as vezes nem assim!)
Mama o tempo todo

Sono muito agitado
Diarréia

 

Vocês podem estar atravessando um Pico de Crescimento ou Salto de Desenvolvimento.

Essas alterações de comportamento são comuns e acontecem cada vez que o bebê tem um desenvolvimento cognitivo mais significante e descobre um pouco mais do mundo, ou aprende uma nova habilidade. Esse mundo de novidades pode gerar muita angustia e ansiedade e é quando o bebê vai recorrer ao seu porto seguro <3 a mamãe <3

Durante essa semana tumultuada o que resta aos pais? Muita paciência, muito amor e o mantra “Vai passar é só uma fase”, pelo menos foi o que mais nos ajudaram aqui em casa.

Banhos de balde, passeios ao ar livre e massagens com óleos quentes como a Shantala são truques de mestre. Ajudam o bebê a relaxar, proporciona a conexão com os cuidadores que ele precisa para se sentir seguro e para quem faz as atividades proporcionam o mesmo relaxamento.

 

Picos de Crescimento

 

Amamentação, Maternagem

Perda de peso do bebê não é problema

De acordo com a fala de Jack Newman, é um erro relacionarmos diretamente a perda de peso do bebê recém nascido a problemas de saúde ou na amamentação.

Isso porque essa alteração de peso pode acontecer por vários fatores como:

  1. Intervenções durante o parto, o uso de solução líquida intravenosa na mãe reflete também no bebê que receberá mais líquidos e após nascer vai eliminar esse excesso através do xixi
  2. Pesagem em balanças diferentes/desreguladas, o mesmo bebê pode apresentar falsas diferenças de peso significativas em segundos apenas por utilizarmos balanças diferentes
  3. Anotação equivocada, pode acontecer do peso ao nascer ser anotado errado, falhas humanas são possíveis

Antes de qualquer medida externa ser tomada, dar fórmulas ou complementos, foi recomendado fortemente o Apoio e Estimulo à amamentação.

Jack Newman apresentou de forma bem irreverente vários casos onde o problema se resumia a mamadas “pobres”, ou seja, pelo bebê estar mal posicionado no peito, ou o fluxo de leite ser tão pouco  que as mamadas não eram suficientes para alimentar o bebê como necessário.

Para aumentar a Qualidade da mamada (diferente de quantidade!)

  • OBSERVE se o bebê está sugando bem, o queixo dele vai se mover para cima e para baixo a cada gole, bochechas ficarão cheias e é possível ouvir os “guts guts” *sem som de ar
  • Atenção na posição do bebê no peito, a pega correta é fundamental, “boca de peixinho” e queixo do bebê encostando no peito são pontos a se observar
  • Esqueça o papo de “vinte minutos em cada mama”, deixe o bebê mamar até diminuir o ritmo e então troque.sonda de amamentação
  • Bebê que dorme no peito, morde ou briga com o peito pode ser um sinal que o fluxo de leite está pouco, você pode comprimir a mama como na ordenha manual enquanto o bebê suga, isso vai estimular a produção e aumentar o fluxo, se mesmo assim o bebê parecer inquieto, ofereça a outra mama.
  • CALOR, se o bebê estiver muito quente eles acabam dormindo antes mesmo de mamar tudo que precisavam
  • Em caso de baixa produção a mãe pode recorrer ao uso de uma sonda para estimular a produção e o bebê a sugar corretamente.
  • A mãe está se alimentando bem e ingerindo a quantidade suficiente de líquidos? O apoio de um nutricionista pode ser maravilhoso para essas adaptações. Mãe saudável = bebê saudável.

 

Amamentação é uma fase longa de persistência e muita dedicação, informação e paciência são fundamentais. Não entre em desespero, confie no seu corpo, observe seu bebê e procure um profissional especializado (pediatras e nutricionistas não valem. Especialista em Amamentação!)na área para te orientar caso esteja muito difícil.

Diversão e Relaxamento, Empoderamento, Gestação, Maternagem

Ser mãe é se permitir sentir, por inteiro

A vida para fluir precisa de tempo, precisamos respeitar o tempo orgânico e não do relógio.

Ansiedade aqui é minha amiga cruel desde a infância. Sou a cara do “quem come quente queima a língua”.

Claro, sei que isso é um privilégio único e exclusivo meu, nenhuma outra mulher além de mim engravida pensando no parto ou chora com medo de não saber amamentar o filho que nem nasceu.

Sei também que apenas euzinha me olhava intrigada no espelho pensando “Que raios é isso que eu fiz com meu corpo? Quando ele volta ao normal? UFA ainda bem que amamentar emagrece…”

E poxa, me caiu a ficha disso tudo apenas nessa ultima semana ouvindo a Camila Goyataz e Vera Iaconelli falando sobre o quanto é importante para nós respeitarmos o nosso próprio tempo, vi alí tantas vezes que fui cruel comigo. Quantas vezes, mesmo sem querer, fui cruel com o outro.

O corpo grita por toda a vida “Meu tempo é importante”, mas o dia a dia nos desconecta  de nós mesmos e do outro, não permitindo ouvir.

 

Por quanto tempo ficarei grávida?

Quanto tempo demorarei para voltar meu corpo ao normal? *esse assunto é tão importante que Thatiane Menedez também abordou em sua palestra, onde falava da importância do tempo de descanso para que os músculos do assoalho pélvico se readaptassem ao corpo nesse novo formato (sem bebe).

Quanto tempo durará o puerpério? Não vou me sentir feliz como nos comerciais de margarina nunca ????

Quanto tempo durará o luto? Quantas lágrimas ainda preciso chorar para a dor parecer ser suportável?

Para cada mulher a resposta será diferente e nunca dada de antemão. O que eu posso fazer e você também caso essa pressa da vida não seja exclusividade minha,  é permitir sentir profundamente cada fase, por mais difícil que ela pareça.

Como quem entrega o peso do mundo ao mar e se deixa boiar concentrando apenas em respirar, devagar e sempre.

 

Vale chorar

Vale dormir

Vale dançar

Vale abraçar

Vale crochetear

Vale caminhar

Vale Yogar

Vale Malhar

 

Tudo é válido quando se trata de permitir dar o tempo necessário para que o corpo reaja sozinho. Sem culpas, sem pressão.

Só vamos fazer um acordo aqui, acordo de Doula entre eu e você, nunca mais depois de hoje vamos olhar para alguém que está passando por um momento difícil com ar de “Você PRECISA sacudir a poeira e dar a volta por cima”  Ofereça, se puder, as mãos, um abraço e até seu silêncio caso essa pessoa precise de um apoio ao longo do tempo. Mas nunca mais vamos cobrar recuperação instantânea, a vida não é um lamem que se resolve em 3 minutos 😉

Maternagem

Meu bebê gripou, let it go

Dificilmente um bebê que mama no peito vai adoecer gravemente, porém resfriados e tosses são muito comuns, ainda mais com mudanças bruscas de temperatura. Mesmo assim a recuperação costuma ser muito rápida. Os bebês nascem sem sistema imunológico formado, por isso o aleitamento materno é tão importante nos primeiros seis meses onde recebem todos anticorpos maternos e depois enquanto desenvolvem e fortalecem o seu próprio sistema.

Ainda em casa o bebê pode ser cuidado com coisas bem simples, que parecem mais pequenos carinhos em maioria.

  • Amamentação

Vale repetir sempre, leite materno é o melhore remédio, ofereça o peito em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê pedir. Mesmo que pelo desconforto causado pela doença ele mame pouco por vez se manterá alimentado e hidratado.

 

  •  Lavar o nariz com soro fisiológico

De todos é o que os bebês menos gostam, e o que mais ajuda a limpar as vias superiores de muco e corpos estranhos. Pode ser feito antes de cada mamada ou todas as vezes que o nariz do bebê parecer obstruído.

Pode ser aplicado com spray, mas é importante lavar uma narina de cada vez e dar um tempinho entre uma e outra.

 

  • Banho de vapor, recomendado antes do sono

É uma alternativa à inalação,  pode ser em um ambiente vaporizado (como o banheiro quente) ou colocar ao lado da cama uma bacia com agua quente, de forma que o bebê respire o vapor.

Orégano e folhas de hortelã podem ser colocadas na água, o primeiro é tem propriedades antissépticas e anti-inflamatórias já a hortelã ajuda no relaxamento e auxilia no sono.

 

  • Tapotagem

Com o bebe deitado de bruços no colo e sempre com o rostinho livre para respirar, deixe a mão em formato de concha e dê pequenos “tapinhas” nas costas do bebê, a intenção é gerar vibração e essa auxiliar na saída do muco acumulado.

 

Gostou das dicas aqui? Conta pra gente, o que você costuma fazer em casa para cuidar do seu pequeno?

Amamentação, Maternagem, Puerpério

Somos todas Adele

A cantora -maravilhosa- Adele esbanjando humor falou com todas as letras no meio de um show:

A pressão em cima de nós é absolutamente ridícula. E aquelas pessoas que reforçam essa pressão podem ir se foder, ok? Porque é difícil. Algumas de nós não conseguem fazer. Meu seios aguentaram cerca de nove semanas — disse a cantora ao ser questionado por um dos fãs que assistia ao show.

 


“Ryca” famosa e cheia de recursos. Adele não é como a maioria das puérperas “reles mortais”, e mesmo assim teve dificuldades durante a amamentação. Na verdade, mal conseguiu amamentar.

Bebês não nascem sabendo mamar, é um trabalho diário de aprendizado. Muitas vezes mulheres precisam de apoio e orientações específicas nesse período de adaptação, e por não o terem acabam abrindo mão da amamentação. Como Adele.

Apoio é Fundamental.

Estudos mostram claramente que a presença da doula no pré-parto e parto trazem benefícios de ordem emocional e psicológica para mãe e bebê, incluindo resultados positivos da 4ª a 8ª semanas após o parto, onde foi observado:

·Aumento no sucesso da amamentação;
·Interação satisfatória entre mãe e bebê;
·Satisfação com a experiência do parto;
·Redução da incidência de depressão pós-parto;
·Diminuição nos estados de ansiedade e baixa auto-estima.

 

Você sabia?

  • O leite costuma descer até 7 dias após o nascimento do bebê, nesse período a mama produz o Colostro, muito nutritivo e recheado de anticorpos vitais para o bebê
  • Dores e sangramentos ao amamentar, não são normais, são sinais claros que a pega do bebê não está correta
  • Amamentar consome tantas calorias quanto uma aula de Spinning e estimula todo o corpo a voltar ao normal.

Se você está tendo dificuldades para amamentar, procure por um especialista em amamentação para te ajudar e orientar, sua doula ou nos grupos de apoio à gestação saberão indicar. E se você desistiu, por não encontrar melhor alternativa, meu abraço e beijo na testa. Só você sabe as dores e angustias que passou sozinha.

Empoderamento, Maternagem

Não é Favor, é direito #2

Já postei aqui sobre as leis que atendem à gestante, durante a gravidez e parto.

Vamos dar continuidade? Conhece as leis que  defendem seus direito e do bebê depois do nascimento?

 

Depois do nascimento do Bebê

Desde março desse ano, o registro em cartório do nascimento do bebê pode ser feito pela mãe, independente da presença do pai. De acordo com a Lei 13.112, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

Ao voltar à trabalhar a mulher tem direito a dois descansos diários de 30 minutos para amamentação: até a criança completar seis meses de vida. Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente. (art. 396 Consolidação das Leis do Trabalho- Decreto Lei 5452/43)

Estabilidade no emprego: o que significa que do momento da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto a gestante não poderá ser demitida sem justa causa.

Ampliação da licença-maternidade por 60 dias: a critério da empresa, desde que a mesma faça parte do Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/08). Leia na íntegra aqui

Aos pais empregados a lei assegura a licença paternidade que consiste no afastamento do trabalho durante cinco dias corridos, a contar da data do nascimento da criança; sem prejuízo do salário durante o período de afastamento. Leia na íntegra aqui

Toda criança tem o direito de nascer e se desenvolver em ambiente seguro. E isso só é possível se ela tiver uma gestação saudável, assistência adequada no durante o parto e seus direitos respeitados. Pode saber mais sobre o direito da criança assegurado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) lendo aqui

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/

http://www.planalto.gov.br/

https://mahpsorocaba.wordpress.com

http://www.sgc.goias.gov.br/upload/links/arq_818_guia_direitos_gestante-bebe.pdf

http://www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21000

Curso, Diversão e Relaxamento, Doula, Maternagem

Mãe, to na Globo!

Ok, é na Tv tem… mas trabalho de Doula sendo bem falado e divulgado na Globo é para se comemorar!

Eu busco sempre trazer para minha cidade (Itapetininga-SP) atividades exclusivas , e porque não inusitadas, na região. É trabalhoso, normalmente tem pouca adesão… mas o resultado é sempre muito bom.

 

Em maio convidei a Pâmela Souza, do Ventre Materno, para um workshop.

 

Foi tão encantador, o resgate do feminino, a re-conexão com o corpo principalmente para as mães que já tinham tido bebê, que o Work virou aula.

 

E hoje a matéria saiu, no jornal local ao meio dia, com depoimento das mães e dessa doula que vos escreve. Confiram que bacana que ficou!

 

Pela primeira vez os jornalistas daqui falaram corretamente o papel/função da Doula, apesar de errarem meu sobrenome rs), fiquei emocionada!

Clique aqui => Dança do Ventre Mãe e Bebê -Casa da Doula e Opima 

 

Maternagem

“Criação com Apego” não, obrigada

Infelizmente existe uma  distancia tênue entre o apego amoroso e o apego castrador, aquele que a mãe faz absolutamente tudo pelo bebê o privando de ter suas próprias experiencias de aprendizagem, além de instaurar dentro da maternagem regras duras que não podem ser aplicadas à todas as famílias sem exceção.

Então quando você ver, nas redes sociais, ou na vida como ela é, uma mãe fazendo algo diferente de você ao invés de atirar mil pedras pergunte como foi o dia dela, se pode ajudar de alguma forma. Converse de forma empática com essa mulher, sem impor as suas verdades com o que funcionou dentro da sua casa, ou na teoria apenas. “Era uma ótima mãe, até ter meus próprios filhos”

Apego (ê/) substantivo masculino
  1. ligação afetuosa; afeição, estima.
    “tem grande a. aos pais”
    2. dedicação constante e excessiva a (algo).
    “a. aos estudos, a. ao dinheiro”

“É só a partir do século XVI que mudanças de concepções referentes à criança e a infância são notadas. Do século XVI para o XVII, na Europa, começam a perceber a criança como um ser diferente do adulto. Surge um sentimento de infância. Sentimento esse um pouco distorcido, uma vez que as crianças eram vistas como objeto lúdico dos adultos. “Um sentimento que poderíamos chamar de ‘paparicação” fonte

Na contramão dessa linha, hoje discutimos e vivenciamos uma geração que procura construir novas relações familiares com seus pequenos. De acordo com Winnicott, pediatra e psicanalista britânico , durante o primeiro ano de vida a mãe é o ambiente do bebê:

O bebê como uma extensão da mãe, mesmo depois do nascimento o bebê reage diretamente ao estado físico e emocional da mãe, se ela estiver triste, irritada, insatisfeita, o bebê irá refletir esses desconfortos e reagirá da forma que para ele for conhecida. Ou seja, o bebê ficará irritado, chorará mais, irar demandar mais atenção e carinho.

Para aquele bebê que chora “sem motivo”, muitas vezes um tempo de qualidade juntos basta para sair do estado de angustia, sugerir uma brincadeira, mudar ambiente/foco de atenção, isso se mantém inclusive aos 2/3 anos, quando as reações que vemos das crias parecem “malucas” mas são apenas reflexos de como a criança realmente se sente e não consegue externalizar de uma forma bacana, por ainda não ter COMO fazer isso.

APOIO é necessário, e pode existir na figura do companheiro que paterna, da escolinha, da babá, para que não sobrecarregue a mulher, a mãe precisa estar bem para que o bebê também esteja.

*apoio é diferente de terceirização de criação, ok?

A mãe não é/deve ser como uma extensão do bebê, mesmo que queira, a mãe, não é tudo o que basta para o bom desenvolvimento da criança, vivenciar experiencias também com outras pessoas é fundamental. Deixar o bebê experimentar coisas, explorar espaços e sabores, deixar que o bebê realize tarefas que ele é capaz de fazer, oferecendo incentivo, mas nunca fazendo por ele.

Agora…

Se o parto, que é um evento 100% natural e fisiológico, sofre com deturpações sobre o que é, o que deveria ser, quem pode, quem deve e quem sofre, imagine querida leitora o que acontece com a teoria da criação com apego…

-“Quer dizer que antes de criação com apego virar moda, os pais não amavam seus filhos?”

Não, apenas que existia, e ainda existe vale ressaltar, uma cultura ocidental pautada em focar nas necessidades dos adultos, sem considerar as necessidades dos bebês e crianças para um desenvolvimento sadio, tanto físico quanto emocional.

O que precisa ser questionado dentro da maternagem em geral é: Quem dita as regras? O que serve para mim, serve para o outro? Qual é a realidade daquela família?

 

Criação com Apego não é viver única e exclusivamente para o bebê

Criação com Apego não é deixar de estabelecer regras e limites para a criança

Criação com Apego não é obrigatoriedade, da mãe, em deixar de trabalhar/se divertir

Criação com Apego não é amamentar eternamente

Criação com Apego não é fazer da mãe única responsável

Criação com Apego não é um tipo de criação

 

Criação com apego sadia, nada mais é que o resgate da criação instintiva/intuitiva, onde família e bebê  se reconhecem diariamente e desenvolvem sintonia em crescer com liberdade e carinho, em ambiente não violento que respeita necessidades e limitações de todos os envolvidos.

 

É possível e sadio administrar as necessidades do bebê sem anular a mãe, como mulher e indivíduo.

Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho (entenda trabalho fora de casa) era dela exclusivamente a responsabilidade pelos cuidados da casa e filhos.

Essas mulheres passaram a trabalhar e muitas assumiram também o papel de únicas provedoras do lar, mesmo lutando diariamente com o machismo que as diminuía.

Agora já não eram donas do lar, nem do trabalho.

Afinal, quem cuidou, educou, amamentou, acalentou as crianças dos anos 90?

Hoje ainda muitas mulheres se veem encurraladas, com casa, filhos e o sustento da família por sua conta, porém o desejo de preencher essa lacuna de “abandono” emocional e físico sofridos vem, como uma onda fortíssima. Será que não é peso demais para uma única pessoa?

Somos mães que acreditam que nosso leite é mais forte do que o da latinha e que apanhar não educa por sentirmos isso na pele. Estamos todas, apenas buscando o equilíbrio, precisamos mais do que nunca de apoio uma das outras.