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Maternagem

Empoderamento, Maternagem

Para mudar o mundo, é preciso se permitir ser

Oi! Tudo bem com você?

Escrevo hoje com ar de “Meu querido diário”, porque essa semana aconteceram muitas coisas por aqui.

Como você já deve imaginar, sou Doula e ativista.

Sou também mãe solteira de uma menina linda (rs) de 3 anos de idade.Sou filha de mãe que foi Pãe por anos a fio e sempre senti muito orgulho dela, hoje penso que ela carregou um peso que não era seu…

Taurina, daquelas que encasqueta com alguma coisa vai lá e faz acontecer, mesmo que precise bater a cabeça algumas várias vezes para aprender.

Escuto conselhos e argumentos, argumento/justifico imediatamente e em seguida digiro aos poucos todas as informações, depois de algum tempo aceito o que me é possível, o restante fica lá sendo assimilado.

Nunca fui mulher-perua (no melhor sentido do termo), gostava de uma roupa por ser confortável, não me mostrasse muito e não precisasse passar a ferro.

Maquiagem…rs em casa sempre fui a que menos usava. Lápis, rímel e batom, sempre me bastaram, uma vez na faculdade comprei um duo de sombras, rosa e marrom…rs

Mas quando se trata de trabalho, nunca medi esforços. Abraçava, me jogava mesmo!

Ficava sem almoçar, ficava até mais tarde, já tomei chuva, muita, já reprovei em uma matéria por não conseguir coordenar MEU tempo e tempo do meu trabalho.

Me tornei mãe e voltei para o interior onde mora minha família, fiquei um ano inteiro dedicada apenas a minha filha, não trabalhava fora, não saía passear sozinha… na verdade, hoje em dia fora meu trabalho, continuo vivendo apenas para a maternagem.

Quando me envolvi com a humanização do nascimento não foi muito diferente. Fundei o AGE, junto com a querida E.O. Giovana Fragoso e ele passou a ser meu coração. Era um trabalho voluntário que fazíamos na cidade, que demandava trabalho de verdade, organização de palestras, divulgação, captação de parcerias, desenvolvimento de Blog, Fanpage. Sei que mudei de emprego 3 vezes em um ano, se o emprego não me permitisse “ser AGE” eu saía…

Percebe que até aí, abracei, carreira, ativismo, maternagem e a mim nada? NADA!

Agora me vejo, com 30 anos, com poucos momentos que me faltam o ar de emoção descomprometida, toda trabalhada na flacidez e gordelícia.

É difícil, me olhar, me abraçar… queria uma Doula para mim, só que, né? Doula não empodera ninguém…tem que vir de dentro…

Defini a partir dessa semana, cuidar de mim. Entrar no tal do equilíbrio corpo/coração, aceitação… palavra bonita.

Talvez o que eu lute aqui seja o aceitar que SOU MERECEDORA

De ter um tempo para cuidar do meu corpo

De ter meu quarto da forma mais linda que ele puder ser

De unhas feitas com carinho toda semana

De gastar um tempo no espelho com uma maquiagem delicada

“Para mudar o mundo, é preciso antes mudar a forma de nascer” afirma Michel Odent, humildemente complemento, “Para mudar o mundo, é preciso antes renascer e se permitir ser”.

 

Se me leu até aqui, minha gratidão 🙂 É difícil se achar por aí também? Como tem feito para se encontrar nesse turbilhão que é a vida?

Amamentação, Maternagem

Ninguém me disse que Amamentar

Seria muito mais que um ato de amor, de entrega e romance durante os olhares infindáveis mãe-bebê?

Amamentar é muito importante mas não é filme-romântico-água-com-açúcar. De Lagoa Azul, não tem nada.

Não sei te dizer, porque raios gostamos de embonitar as coisas ao ponto de torná-las uma princesa Disney, de tão inatingíveis.

“Era o primeiro dia da família completa em casa, após o nascimento de Lola. A mãe Princesa Juli acordou, depois de uma deliciosa noite de sono,  ao som de passarinhos na janela. O café já estava na mesa, preparado pelo incrível Príncipe Tom, com frutas frescas suculentas e sucos naturais refrescantes, granola, yogurte natural, pães variados e chás…Lola, a princesa de olhos gigantes, pele rosada e sorriso banguela encantador, no auge do seu terceiro dia de vida esperava pelo café. Logo que Juli pegou sua bebê, elas já se entenderam, posição das duas perfeitas! Foi apenas mostrar a mama farta, que Lola de imediato a abocanhou (pega perfeita!) e mamou por longos 30 minutos. Barriguinha cheia, de leite e amor, adormeceram as duas enquanto os ratinhos e pássaros e esquilos limpavam a casa, arrumavam as roupas e davam conta dos demais afazeres domésticos….”

 

Amamentar é sim um ato de amor e nutrição, mas muita dedicação e sobretudo paciência.

Mãe e bebê se reconhecem, aprendem e se adaptam a essa nova fase, não nascemos sabendo amamentar, bebês não nascem sabendo mamar.

É aprendizado diário, a paciência de aos poucos se acertar, à mãe cabe noites mal dormidas, cansaço físico e emocional pós parto, ao bebê adaptação à vida fora do útero, com variados estímulos visuais, sonoros e sensações corporais completamente novas.

Agora o bebê é um indivíduo a parte da mãe, é preciso aceitar isso.

E esse pequeno indivíduo tem personalidade desde sempre e a amamentação deixa evidente já, com um choque de realidade para os pais.

 

… “Tipos de Bebês”…

O Bebê Preguiça

Ele nasceu, mas não se ligou ainda disso, “até pega” o peito mas não suga muito, se estiver em contato com a mãe e quentinho Cataploft já cai no sono feliz da vida.

O Bebê Boca Nervosa

Tudo ele põe na boca, mas parece não ter “foco”, se está no peito alguma coisa chama a sua atenção e ele já solta o bico, tenta abocanhar a outra coisa, se perde, não acha mais a pega bacana, fica bravo, cansa e chupa a mão mesmo. 5 minutos depois está chorando, como se tivesse algo medonho acontecido, boca escancarada querendo mamar…

O Bebê anti “pega”

“Pega” é o termo que usamos para falar da forma que o bebe abocanha a mama, na Pega correta o bebê fica com boca “de peixinho”, bochechas cheias, língua abaixo da mama, esse conjunto teoricamente simples faz a sucção mais eficiente…

Lindo, mas tem bebê que não nasce afim. E lá vai a mãe com toda olheira, paciência do mundo e com certeza mamas bem machucadas, buscar por suporte e ajuda de profissionais da área.

O Bebê Alta Demanda

Se está acordado está no peito, se está dormindo… também.

Mama até encher e quando enche põe tudo pra fora e já chora por mais.

A mãe não tem hora de banho, não tem hora de sono, não tem hora de xixi ou cocô (sozinha). É o bebê Piercing de mamilo se não está lá, está aos berros.

É o tipo preferido dos pitaqueiros de plantão, “Leite Fraco” é sempre um apontamento feito.

O Bebê de outros Bicos

“Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.

Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri…”  

Se Eu Soubesse, Thais Gulin e Chico Buarque

Aquela chupeta inocente, a esperança de acalento e 3 horas seguidas de sono… é… seu bebê AMOU a dita cuja. A chuquinha/mamadeira que a avó, pai, prima, irmã resolveu dar por algum motivo que só faz sentido para elas…

Agora o bebê está lá sofrendo com a “confusão de bicos”, mamar no peito é mais difícil e trabalhoso que tomar na mamadeira, a chupeta tem formato diferente e ele se habituou aquela posição de lábios, língua…

O peito nessa, com a  pega horrorosa que a confusão proporciona, fica em frangalhos…. e a mãe? Dependente daquele pedaço de borracha que se por acaso desaparece, o CAOS se instala na casa.

…”A cara da Amamentação Real”…

Amamentar, vai além, de suor, amor e dedicação. Mas seguimos, firmes, nem sempre tão fortes, normalmente exaustas… mas seguimos.

Essa é a cara da Amamentação Real, participação querida de mulheres, mães do @azíndia.

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