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Parto

expulsivo
Parto

Tudo sobre: O expulsivo

O trabalho de parto normal humanizado, como já conversamos aqui, pode levar desde algumas poucas horas até dias. Sim dias. Cada corpo tem um ritmo próprio para que a dilatação aconteça e isso costuma depender também da posição do bebê dentro do útero, que não se iluda, muda constantemente até o momento do nascimento.

E como o parto acaba? Com o nascimento do bebê. O período depois da dilatação total é chamado período expulsivo.

O que acontece

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O colo do útero já esta totalmente dilatado, ou muito próximo à isso, a sensação das contrações muda sendo substituídas por uma vontade intensa e involuntária de força.
Essa força vem das contrações intensas e coordenadas do útero que vão aos poucos fazendo com que o bebê passe pela bacia. A descida é normalmente lenta e conta com a ajuda da movimentação também do bebê.
Passada a bacia o bebê entra no canal de parto, nesse momento a mãe pode sentir perfeitamente a descida e localização do bebê, que avança e retorna um pouquinho a cada contração. Esse movimento de “vai e volta” é essencial para que a musculatura da vagina se alongue e relaxe lentamente sem provocar lacerações (ruptura muscular/rasgos)
Aqui que sentimos o “circulo de fogo”, parece toda a vagina estar circundada e muito quente, a mucosa parece queimar por conta do alongamento profundo.
Assim que a cabeça nasce o corpo do bebê faz sozinho um pequeno giro de 90 graus* (pode variar conforme a posição de saída do bebê essa é a mais comum), para facilitar a passagem dos ombros pela bacia.

Quanto tempo demora?

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Ainda hoje não existem estudos conclusivos sobre quanto tempo o período expulsivo demora. De acordo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), a duração normal seria de três horas em primípara com analgesia (primeiro parto normal, com uso de anestesia), duas horas em primípara sem analgesia, duas horas em multípara com analgesia (mulher que teve mais de um parto normal sendo esse com anestesia) e uma hora em multípara sem analgesia.
A anestesia acaba fazendo com que o tempo de expulsivo fique maior por tirar a sensação de puxo (força) materna e provocar relaxamento muscular, normalmente é necessário combinar o uso de ocitocina para que as contrações voltem a se intensificar.

Fonte da imagem de nascimento maravilhosa:http://www.monetnicole.com/stories/beautiful-crowning-images

Fonte de pesquisa: Febrasco (http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Feminav38n11_583-591.pdf)

bolsa
Parto

E se romper a bolsa, o que fazer?

Os filmes e novelas mentiram para você. Pois é.
Você não precisa se desesperar e sair correndo quando a bolsa estourar! Milhares de florzinhas da gratidão para esse post, heim?!Para que serve o liquido amniótico?
-Durante a gestação o liquido é responsável pela proteção do bebê, ele amortece os impactos
-Possibilita a movimentação livre dentro do útero
-É com o liquido que os órgãos internos responsáveis pela respiração e digestão treinam o funcionamento
-É através do liquido também que o bebê treina o PALADAR, variando os “sabores” conforme o que a mãe come.
-O liquido se renova constantemente! A cada 18 ou 24 horas você tem entre 700ml até 1l de liquido novinho :)

Muito líquido ou pouco, qual o problema?

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Tudo na gestação tem uma curva de normalidade que é usada de parâmetro, sempre que se identifica alterações é um sinal que algo não está bem. O problema não é a quantidade de liquido e sim PORQUE ela está fora na curva considerada normal para o período. Pode ser por conta de alguma alteração hormonal, de funcionamento da placenta ou até mesmo má alimentação/hidratação.
E quando rompe a bolsa?!

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Existem duas membranas que envolvem o bebê e são preenchidas de liquido, como se fossem dois saquinhos.
As vezes uma dessas membranas tem uma pequena ruptura e a mulher passa a perder liquido aos poucos, quase sem sentir ou perceber. Não é preocupante, pois o liquido continua sendo produzido pelo corpo, mas é importante observar o bem estar do bebê.
Pode também acontecer o famoso PLOC, a mulher é capaz de ouvir o barulho da ruptura e uma grande quantidade de liquido escorre. Isso pode acontecer Antes ou mesmo Durante o trabalho de parto.
***IMPORTANTE: Infecções urinárias podem provocar o rompimento da bolsa e partos pré-maduros. Em caso de contrações com dor constantes que não evoluem, ou antes das 37 semanas fale para seu médico, investiguem!
De acordo com estudos atualizados o trabalho de parto normal costuma começar espontaneamente até 12 horas depois do rompimento da bolsa para 70 a 80% das mulheres. Por isso, não existe necessidade de correr para o hospital ou se desesperar caso a bolsa rompa e você ainda não sinta nenhuma contração.

****IMPORTANTE
A cor do líquido sempre deve ser observada.
transparente ou com bolinhas brancas = está tudo bem
liquido esverdeado, pouco ou muito chegando a parecer creme de ervilha= é preciso ir imediatamente ao hospital, a presença de mecônio pode ser um sinal que o bebê não esteja bem e não você não deve aguardar.

 

 
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Parto

Fórceps, como funciona

Não tem romance, o parto a fórceps com certeza não está nos sonhos de nenhuma mulher que planeja viver o parto normal.
Acontece que quando bem utilizados o fórceps ou o vácuo-extrator podem ser decisivos para um bom desfecho no parto.

Quando são utilizados
Normalmente em trabalhos de parto com período expulsivo longo, quando a mãe já tem dilatação total, e os batimentos do bebê se tornam instáveis. O Sofrimento fetal é identificado através do monitoramento bem feito dos batimentos cardíacos do bebê e ele precisa ser retirado com rapidez.

O fórceps pode ajudar também em casos de desproporção cefálica relativa, quando a descida para em um ponto baixo e deixa de evoluir.

Pela posição já baixa do bebê (profundamente encaixado) os riscos de utilizar o fórceps ou um extrator a vácuo podem ser muito menores do que se recorressem a uma cesárea de emergência.

Contra-indicação
Utilização por profissional não capacitado
Uso indiscriminado (rotina) sem avaliação individual de caso

Vamos comparar?

  • O Fórceps
    Uso de anestesia sempre
    Frequente lesão de face
    Falha menos 

 

  • O extrator a vácuo
    Varia o uso de anestesia
    Cefalematoma maior
    Maiores chances de falha

 

Fonte: http://estudamelania.blogspot.com.br/2015/03/parto-instrumental-forceps-e-vacuo.htm

como-escolher-uma-doula
Doula, Gestação, Parto

Como escolher a Doula?

Qualquer movimento de apoio ao parto humanizado por esse Brasilzão lindo vai falar das Doulas, como elas podem ser um apoio muitas vezes essencial para que o parto seja um momento inesquecível  para o casal. Mas a escolha certa pode fazer toda a diferença.

Mais do que um gasto ou uma pessoa a mais ao seu lado, a Doula ideal é aquela pessoa em quem você confia e se sente segura em ter por perto.

Como escolher?

Indicações

Sua amiga teve uma Doula? Pergunte sobre o parto como foi, como foi a atuação e principalmente pergunte o que essa amiga não gostou no atendimento. O que foi bom para ela pode não ser para você e o mesmo vale nos pontos que ela não gostou.

Busque por Grupos de Apoio

Normalmente Doulas fazem parte de grupos presenciais ou virtuais de apoio ao parto, esse primeiro contato é essencial para se conhecerem. Você pode em poucas conversas sentir se existe ou não uma conexão ali, gastando pouco para isso. Lembre que Doulagem é um trabalho como qualquer outro e o tempo para “conversar e se conhecerem” faz parte desse trabalho, se desejar que seja individualizado ele deve ser remunerado.

Saiba o que esperar

As vezes podemos ver de forma romântica  a figura da Doula, como um ser cheio de amor e servidão pronto para atender às nossas necessidades. Cada profissional tem um perfil único e uma força de atuar, então pergunte de forma clara:

Existem encontros antes e depois da gestação? Qual o tempo de duração, assuntos abordados e valor de cada um.

Qual o momento em que ela estará com você durante o parto?

Lembre que o fluxo de informação sempre deve funcionar +/- assim

Você pesquisa/tem dúvidas => Conversa com a Doula =>  Você recebe orientações

As doulas não vão te dar respostas prontas, ou dizer o que DEVE ou não fazer,  sua autonomia é parte principal do atendimento humanizado (se não for assim você apenas estará trocando o Go fofinho por uma Doula fofinha , te tratando como mãezinha empoderadinha)

Intimidade

Gestação e parto abordam os temas mais tabus da vida moderna, sexualidade, vida e morte. Você se sente a vontade para falar abertamente sobre esses assuntos com essa pessoa?  Ela respeita suas vontades e desejos?

Remuneração

Essa é a parte mais delicada e muito discutida inclusive entre as profissionais. Existem Doulas que cobram vários preços  para que seja possível atender ao maior numero de mulheres e perfis.  Converse sobre as formas de pagamento possíveis, muitas vezes até permutas são bem vindas.

Expectativas x Realidade

Falar abertamente sobre suas expectativas sobre a atuação do profissional evita  que você se sinta frustrada depois do parto. Pontue o que deseja e o que acha importante e escute com atenção o que a profissional está preparada/disposta a oferecer dentro disso.

Conhecimento

As informações que essa Doula passa tem embasamento cientifico atualizado? Peça pelas pesquisas para que você mesma possa ler. Mais importante ainda, ela conhece a realidade obstétrica da sua cidade/região?  Se ela não souber como poderá te orientar no que você pode ou não esperar?

 

Converse com quantas Doulas achar necessário até que encontre a ideal. É perfeito! E vale lembrar, é sempre de bom tom avisar as outras sobre a sua decisão :)

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Doula, Parto

Um resgate do acolhimento, a Doula e o nascer

Entre os grandes Mistérios, o parto foi por muito tempo o maior e mais bem cuidado pelas mãos femininas.

Eram através delas que a vida se fazia fluir dentro de suas casas, mulheres amparadas por irmãs, mães, filhas, observadas atentamente por uma outra, aquela que conhecia ervas, que acompanhava o luar e as estrelas no céu para se guiar.

A operação cesariana na Antiguidade só era praticada após a morte da parturiente, com a finalidade de salvar o feto ainda com vida. Desde 700 a.C. a lei romana proibia os funerais de toda gestante morta, antes que se fizesse a cesárea para retirada do feto. Os fetos que nasciam com vida eram chamados cesões ou césares (Vieira, 1871-1874).

A primeira cesárea realizada em mãe viva foi realizado ). Foi realizada em 1500, em Sigershaufen, pequena cidade da Suíça, por Jacob Nufer, em sua própria esposa. Jacob Nufer não era médico e nem sequer cirurgião-barbeiro. Era um homem simples do povo, habituado a castrar porcas.

Mesmo assim, a cesárea só foi ganhar popularidade no século XVIII e apresentava índices muito baixos de sobrevivência mãe-bebê.

No Brasil, nosso amor pela cesariana é creditada ao dr. José Correia Picanço, barão de Goiana, tendo sido realizada em Pernambuco no ano de 1822.

Mesmo assim o conhecimento passado através de gerações às parteiras ainda resistia.

Nosso histórico de violência obstétrica é centenário, começa em meados de 1894, com a inauguração de uma ala exclusiva para atendimento de gestantes na Santa Casa de São Paulo.

Era na maternidade que os médicos tinham seus primeiros contatos com partos reais, e era também lá onde as irmãs responsáveis faziam o possível para que a experiencia daquelas mulheres (pobres) fosse tão ruim a ponto de nunca mais quererem voltar. Sujeira, maus tratos, lençóis reaproveitados e escassez de alimentação. O parto hospitalar era “coisa de pobre”.

Parir nos hospitais na época era o que apenas mulheres sem recursos, prostitutas, viúvas, mães solteiras, enfim, toda a sorte de mulher renegada pela sociedade, tinham a recorrer. Com atendimento muitas vezes precário e alto índice de morte  materno-infantil por causa de infecções. Era um ambiente tudo, menos acolhedor.

Apesar dos poucos registros sabe-se que mesmo já em 1930 (em São Paulo) 85% dos nascimentos haviam sido domiciliares e acompanhados por parteiras tradicionais, 10% dos nascimentos haviam sido domiciliares com assistência de parteiras formadas e apenas 5% dentro dos hospitais.

Precisou de uma intensa política de incentivo governamental para que o ambiente hospitalar fosse o escolhido como melhor pelas parturientes.  Movimento social, politico e (como não) econômico que acabou resultando em partos na maioria hospitalares  nos anos 70 onde 15% dos nascimentos eram através de cesárea.

Em 10 anos esse numero já tinha duplicado.

Os partos seguros saíram de dentro das casas, escolheu-se os ambientes estéreis, o tempo foi otimizado, passou-se a dar mais confiabilidade à encubadoras do que aos corpos femininos para gerar.

Até meados de 2000 quando voltou-se a discutir a melhoria na assistência, se realmente os ambientes hospitalares eram os ideais, se o parto era realmente um evento CLÍNICO e não familiar.

Foi quando a figura da Doula, já quase esquecida no tempo, também é resgatada.

A mulher que Serve.

A mulher que serve a mulher que pari.

Aquela que apoia

Mas como será que as mulheres modernas recebiam essa figura? Como se sentiam em relação à esse acompanhamento?

Despretensiosamente divulguei um pequeno formulário para conhecer um pouco sobre a atuação das doulas de uma forma mais ampla, durante o trabalho de parto.  As perguntas e respostas foram compartilhadas através da rede social do joinha e você pode conhecer todas as perguntas aqui.

Acontece que para minha surpresa recebi não uma ou duas, quase 1.000 respostas!

Grande maioria das mulheres conhece sua Doula durante a gestação, por indicação de uma amiga ou através de grupos de apoio à gestação de sua cidade, e definem o acompanhamento já no segundo trimestre.

Talvez por isso, quando questionadas sobre o atendimento a opção de maior identificação tenha sido  essa

80% das mulheres afirmaram que a Doula fez tudo para que ela se sentisse confortável e segura. 79% das mulheres afirmaram que a presença da doula tranquilizou a ela e ao marido durante o trabalho de parto

Muito além de conhecimento sobre leis, orientações, massagens os vínculos de confiança formados entre casal e Doula se mostraram muito importantes. Reafirmando bom e velho “Doula não faz parto, faz parte”.  Acolher tem sido o maior papel desenvolvido por elas (nós!).

E a amamentação?

Doulas não são clinicamente capacitadas para avaliações, porém muitas recebem durante a formação informações suficientes para apoiar a amamentação, orientar massagens de alívio e ordenha, como armazenar o leite materno e como oferecer ele ao bebê.

70% das mulheres receberam de suas Doulas estímulo à amamentação exclusiva e orientações sobre amamentação, variações de posições possíveis e como poderiam observar se a forma que o bebê mamava estava legal ou não

Impressões recebidas, ficou a dúvida, de forma geral elas contratariam novamente uma Doula no próximo parto?

97% das mulheres entrevistadas disseram que sim

Dessas mulheres que contratariam novamente, 94% acreditam que ter mãe, sogra, amiga, conhecida, no parto não substituiriam a doula e não trariam a mesma tranquilidade e segurança. O acompanhamento teria que ser feito por uma Doula profissional.

E para fechar a enquete, elas poderiam falar qualquer coisa anonimamente para sua equipe, ou sobre suas experiências:

“Tive dois partos normais completamente diferentes e atribuo a diferença à presença da doula. O primeiro teve várias intervenções desnecessárias e o segundo foi completamente natural, como desejado. A confiança no meu corpo trabalhada durante a gestação e trabalho de parto foram essenciais. Saí do parto querendo parir de novo de tão bom que foi! “

“Acredito que muitas mulheres quando estão gestando, se foi uma gravidez planejada ou não, por falta de informações, se encontram em situação de medo, levando-as a optarem por uma cesarea sem necessidade, no meu caso, ter acompanhamento de uma doula me fez acreditar em nossa capacidade de parir, e enxergar os diversos caminhos positivos para um parto normal, sem medo.”

“Fui livre, amparada, ouvida e amada durante todo o processo pré, intra e pós parto. Presença, confiança e calma fundamentais.”

“Apesar do meu parto ter se encaminhado para uma cesárea de emergência(nunca saberei se realmente necessária), graças as informações que obtivemos da minha doula, tivemos um pós-parto muito respeitoso e meu bebê ficou comigo o tempo.”

Fontes: A Primeira Operação Cesariana em Parturiente Viva http://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-19.pdf

A operação Cesárea no Brasil. Incidência, tendências, causas, conseqüências e propostas de ação  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1991000200003 

Migração de Partos Domiciliares para ambiente Hospitalar http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-311X2003000100024&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Assistência ao parto: do domicílio ao hospital (1830-1960) / Child birth care: from home to the hospital http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/his-8989

http://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/10588/7878

 

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Empoderamento, Parto

Como é parir em uma casa de Parto?

Casa de parto no estado de São Paulo temos tres, duas ficam na capital, Sapopemba (na zona Leste) e a casa Angela (na zona Sul) E você pode ler um texto muito bom sobre elas nesse post aqui .

Mas para quem mora no Interior de São Paulo, pode se tornar inviável recorrer a qualquer uma delas, foi pensando nisso que surgiu a 170lm da capital a primeira Casa de Parto particular do interior, Opima.

Se você deseja ter seu bebê lá, antes de mais nada, é importante participar das palestras realizadas mensalmente, temas relacionados à gestação e parto são desenvolvidos em grupos por profissionais locais capacitados. Ao final das palestras se você desejar pode também fazer um tour e conhecer a suíte de parto, com hidro, chuveiro, jardim de inverno e teto estrelado <3

Você pode também participar dos cursos de preparo ao parto oferecidos, são 4 módulos com 3 horas de duração cada, que abordam de forma prática e intima cada aspecto do parto. Você pode conferir os cursos oferecidos aqui.

O pré natal é feito pela enfermeira obstetriz responsável pelo acompanhamento na casa, a consulta dura em média 1 hora a 1:30 e é pré agendada sempre, não dispensa o acompanhamento médico, recomenda-se o pré-natal com a obstetriz como complemento à um bom pré-natal.

 

O atendimento ao parto funciona 24h, e conta com :

Duas enfermeiras Obstetras

Doula*de livre escolha da gestante

Neonatologista

Ambulância de prontidão na porta  (caso seja necessária a transferência para hospital)

 

E o PARTO?

Desde a 36 semana toda equipe já está a sua disposição, para tirar dúvidas ou qualquer necessidade a qualquer hora do dia ou da noite. Assim que as contrações vem de forma contínua, mesmo que ainda sem ritmo certinho, a sua doula já estará com você se assim desejar.

Quem dita a hora de ir é até a casa de parto é a parturiente, dentro das evidencias cientificas atualizadas a respeito já que a assistência clínica durante o trabalho de parto ativo é fundamental.

Toda equipe já estará esperando por você, a suite de parto ficará da forma que determinar no plano de parto , que é respeitado na integra, com música, com flores, com aromas, com/sem luz e é possível deixar ela ainda mais com ar de “casa da gente” com itens pessoais pelo ambiente.

A cada hora os batimentos fetais são verificados, entre e durante as contrações, pelas enfermeiras obstetras. Os exames de toque são mínimos e sempre acontecem  apenas após o seu consentimento.

O período expulsivo, pode ser em qualquer lugar e posição que você se sentir a vontade (banheira, banqueta, cama, sustentada pelo tecido, etc)

E a recepção do Bebê?

O bem estar do bebê ao nascer é assegurado pela Neonatologista, que deixa mãe bebê a vontade nos primeiros minutos de vida para que o imprint aconteça com todo respeito que o momento demanda. A pesagem e medição são feitas no quarto mesmo, à vista dos pais.

Caso exista qualquer complicação os primeiros socorros são oferecidos imediatamente já que a clinica conta com todo equipamento necessário (desde material de cateterismo umbilical até material para intubação)

 

O que Rola e o que NÃO ROLA 

  • Livre movimentação todo o tempo
  • Empurrarem sua barriga para ajudar o beber a descer (Kristeler)
  • Liberdade para comer e beber o que desejar
  • Jejum durante todo o TP
  • Ficar no chuveiro quentinho até enjoar
  • Permanecer deitada todo o TP
  • Parir na hidromassagens Like a DIVA
  • Ter que usar a camisolinha da vergonha e mostrar o bumbum para todo mundo
  • Parir com apoio da banqueta de parto
  • Parir na posição frango assado
  • Ter quantos acompanhantes você desejar
  • Brigar para poder ter pelo menos seu marido perto de você
  • GRITAR o quanto você quiser
  • Anestesia peridural
  • Receber massagem com óleos quentinhos
  • Pique, cortinho ou para os mais íntimos: Episiotomia
  • Ambiente todo preparado a base de aromaterapia
  • “sorinho” para ajudar o bebê a nascer
  • Risadas e conversas boas
  • Exames de toque de hora em hora
  • Relaxar sob um teto estrelado
  • Separação mãe-bebê para procedimentos com o recém nascido
  • Atenção exclusiva à parturiente
  • Fómula nas primeiras horas de vida
  • Respeito a cada minuto do seu parto, sem prazos
  • Apoio à amamentação nos primeiros minutos de vida e em todos os outros

 

Onde fica: Av. José Gomes de Camargo, 400, Jd. Marabá – Itapetininga, SP

Telefone:(15) 3273 2249

 

Aqui vão algumas fotos do lugar para você morrer de vontade de parir lá conhecerem melhor

 

 

 

 

 

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Empoderamento, Parto

Roxinho, nascemos todos

Juro gente, todos, ou quase todos e é super normal, não tem nada de errado com isso.

Bebês que nascem via cesárea também?

Também!

Então porque nos assustamos tanto quando ouvimos a ameaça “Você vai tentar o parto normal, seu bebê vai nascer todo roxo, sem respirar!” ?

Talvez, pensando aqui com meus caracóis, isso aconteça porque perdemos o costume de assistir ao nascimentos, da irmã, mãe, vizinha e da amiga. O parto saiu do ambiente familiar, onde todo mundo podia ter acesso e virou um cantinho escondido em uma sala branca e totalmente estéril.

O que acontece nessa sala? Só quem está lá vê e normalmente, fora a equipe clinica, pouco entende.

E fica roxinho por que então?

Na verdade o bebê não fica, ele desde o inicio da sua formação tem essa corzinha porque dentro do útero a taxa de oxigenação é menor do que no ambiente externo.

Mas como?

Dentro do útero o bebê não respira através dos pulmões, a oxigenação do sangue acontece através da placenta e o sangue materno (por isso falamos tanto que é importante respirar muito bem durante todo trabalho de parto)

Fonte: Moore & Persaud (2003)

Fonte: Moore & Persaud (2003)

A placenta acaba realizando a função de três órgãos na verdade, “intestinos” (suprimento de nutrientes), “rins” (retirada dos produtos de degradação) e “pulmões” (trocas gasosas)

Se você observar na imagem aqui no lado fica mais fácil entender o caminho que o sangue percorre, em vermelho está sinalizado o sangue com bastante oxigênio, em roxo o sangue com média oxigenação e em azul o sangue com baixa oxigenação.

 

O bebê vai ficar cor de rosa quando?

Quando ele começar a respirar por conta própria, aos poucos ficará rosado e sua circulação toda irá se adaptar ao novo ambiente de vida em algumas horas ou dias.

 

E agora, ainda vai se assustar em ter um bebe Roxinho?

 

Fontes: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X1997000900013

http://www.maternidadeativa.com.br/artigo2.html

 

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Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

O sofá -Conto da Doula

Conheci a Lu e o marido dela em um dos cursos que ministrei na Unimed. Os dois muito atentos e com os grandes olhos atentos à tudo o que eu dizia.

-Sam, você tem agenda para nos acompanhar?

E assim começou começou nossa caminhada juntos.

Nos vimos mais uma vez antes do parto e conversávamos com frequência. A grande preocupação era que eles moravam em São Paulo e iriam ter o bebê aqui. Será que daria tempo?

As contrações começaram, eles esperaram o quanto puderam e pegaram a estrada. Os encontrei já na maternidade pela manhã.

Serenidade, era o que tinha nos grandes olhos castanhos dela, um sorriso frouxo mas cheio de orgulho “Está tranquilo ainda Sam… dá para encarar!”

Ela não quis se movimentar muito, não me lembro de ficarmos muito tempo no chuveiro também.

O que me marcou e vejo nitidamente é  ela sentada no sofá do quarto, janela ao fundo com um sol quentinho, rindo sem saber do quê e se desligando do mundo entre cada contração. Marido ao lado dela o tempo todo, com olhos arregalados fazia carinho nos seus longos cabelos negros e rosto rosado, parecia desejar tirar toda aquela “dor” para ele.  -Sam, isso é normal? Ela está bem?

Eu ria, e dizia que sim.

Lu, vamos andar um pouco?

Não… esse sofá está muito bom… – ela dizia e se ria– Vou ficar aqui pra sempre! 

Tempo depois, não muito, ela aceitou se levantar e apoiada na escrivaninha do quarto começou a rebolar, chamando pelo seu pequeno, seu pequeno bebê tão querido. As ondas das contrações agora vinham fortes frequentes, faziam seu corpo arcar com a intensidade.

Você consegue, está indo muito bem respira e solta o corpo, solta o corpo todo

Quantos anos foram até poder estar assim, tão perto de ter ele nos braços? O que será que se passava no coração desses pais?

-Estou sentindo ele descer Sá! Estou sentindo ele descer!

Ela pôde passar todo seu trabalho de parto alí no quarto, só nós três, equipe clinica vinha, examinava e deixava todos a vontade. Como é diferente quando o casal é bem tratado… como foi bom, para mim, sentir um ambiente seguro e poder apenas concentrar em estar alí e me conectar com ela através de massagens, abraços e olhares na medida que ela precisava, na forma que ela queria.

Dilatação total chegou logo, mudamos de quarto, fomos para o quarto PPP.

E ela sorria e ela fazia força e seu parceiro a amparava e ela sorria de novo e ela fazia mais força..

E ela pariu.

E ela recebeu seu bebê quente e perfumado no peito

E ela o beijou e o cheirou com tanta ternura

E ela sorriu

E eu era apenas mais uma observadora da vida, da força e do pulso, da entrega e do amor. Uma família nascia alí, aquele momento era sagrado demais para ser maculado com palavras. Gratidão transbordava em forma de lágrimas quentes pelo meu rosto.  Eles conseguiram!

 

 

 

 

 

tobogã de bebê
Diversão e Relaxamento, Parto, Trabalho de Parto

A diferentona: Tobogã de bebê

Quem é que engravida e pensa imediatamente “Nossa quero um trabalho de parto beeem longo, umas 30 horas. Assim posso ouvir toda a playlist que eu fiz, comer todas as minhas guloseimas preferidas, dá para ficar na piscina, na cama, banqueta… ai vai ser demais!”

Eu, particularmente, ainda não conheci. ~mas se você é dessas se manifeste!~

O que acontece que a gente engravida já sonhando em ser a diferentona do parto, a tobogã de bebê, aquela que espirrou e bebê saiu voando praticamente. Único problema que essa meta é bem mais difícil de ser atingida. Querida leitora, se é seu primeiro parto, escreva esse sonho lindo de parto quiabo em um papelzinho bonito e guarde em uma gavetinha, depois do seu parto real você vai lá e lê esse papelzinho, aposto que irá rir muito ainda…rs

Lembra que segunda eu falei aqui: “Cada parto tem seu tempo para durar, cada minuto é importante, cada contração é importante”

Mas tem algumas coisas que podemos fazer para manter fluidez e tranquilidade do trabalho de parto, lembre sempre de manter as posições pelo tempo de 3 contrações pelo menos.

  • Deambular: andar com o quadril bem solto rebolando bastante
  • Respiração profunda e pausada:  inspira em 5 tempos, segura 5 tempos e solta em 5 tempos
  • Posição de 4 apoios (muito carinho e cuidado com os joelhos)
  • Posição de 4 apoios mas com braços dobrados sob a superfície e cabeça deitada sobre eles, quadril bem solto e para cima
  • Uso de Reboso nos quadris
  • Deitada de “ladinho” a mãe pode também com a ajuda de alguém apenas levantar a perna que está por cima, trazendo levemente para frente, durante a contração. Depois abaixa a perna e descansa um pouquinho até a próxima.
  • Depois de cada mudança de posição faça círculos com o quadril, para ajudar a relaxar todos os músculos, preste atenção em como eles ficam quando tensos e quando relaxados e ao perceber tensão, respire beeem fundo e solte.

Por favor, não vá fazer essa lista em sequencia! São sugestões, e você pode e deve alternar conforme sinta vontade.

Chuveiro, bola, banqueta, são sempre bem vindos, mas mais do que qualquer objeto de parto o essencial é manter um clima leve e seguro, diria até descontraído.

Eu particularmente amo o trabalho de parto, é um dia especial e inesquecível na vida de todos, então porque não fazer dele um momento delicioso? Conversem, riam, dancem.

 

pelvis
Parto, Trabalho de Parto

Moça da bacia larga, moça da bacia estreita

Eu a vida toda acreditei que nossa pélvis (a bacia) tivesse um único formato, a passagem seria redondinha e pronto, tudo certo.

Você não imagina o tamanho dos meus olhos quando Gail apresentou na sua palestra do Siaparto 4 possíveis formas da pélvis. Não uma, não duas, ela não chegou com toda sua simpatia e dividiu as mulheres em “boas parideiras” ou não.  Q-U-A-T-RO formas possíveis.

 

formatos da passagem da pelve

Primeira coisa que me perguntei foi “E aí, qual é a forma melhor?” Afinal a vida toda ouvi, que existe sim quem é boa e quem é ruim pra coisa.  Mas nem precisei guardar para mim isso, logo em seguida, com um sorriso largo ela explicou:

Não existe formato melhor ou pior, cada formato é único, como é único também cada parto. A questão principal é lembrar que cada contração é importante, todo tempo é importante para que o bebê possa girar e se encaixar perfeitamente na passagem da mãe. As vezes o parto demora porque o bebê está ali, apenas esperando uma boa posição para se ajeitar e nascer.

Ok, tive um momento “Maísa” e meu mundo caiu, se o seu também, continue a leitura porque tudo que é bom pode ainda melhorar.

A pélvis não é um espaço aberto, vazio, oco. Você pode ter uma pelve enorme e ter um trabalho de parto longo, ou uma pelve mais estreita e um trabalho de parto rápido. Tudo graças ao relaxamento ou tensão muscular.

pelvis com musculos

A pélvis é toda recoberta por músculos (a MAP) que aliás já falamos bastante deles aqui e quanto mais relaxados esses músculos estiverem durante o trabalho de parto mais fácil será para o bebê se ajustar, aumentará a eficiência das contrações e  a abertura da passagem, consequentemente vai tornar o parto mais fácil.

Então hoje, o que eu espero que você guarde dentro do seu coração é:

O parto vai durar o tempo necessário

Cada contração é importante

Quanto mais relaxada você estiver, melhor

 

A cada dia ainda me surpreendo em como o corpo funciona de forma perfeita e coordenada.. incrível não é?

Quarta vamos falar aqui no blog mais sobre pelve, musculatura e movimentação, dicas da Sam para um trabalho de parto fluído.

 

Bjo grande e inté