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Trabalho de Parto

trabalho de parto
Trabalho de Parto

Como é o trabalho de parto

O trabalho de parto não começa com dor nas costas
O trabalho de parto não começa com saída de tampão mucoso (aquela meleca linda que como vocês sabem eu amo!)
O trabalho de parto não começa quando a bolsa rompe
O trabalho de parto não começa quando a mulher tem dor de barriga
O trabalho de parto não começa quando a barriga fica dura mas sem dor

Isso tudo pode ser sinais que LOGO (em alguns dias) o trabalho de parto vai começar. Mas trabalho de parto de verdade só com contrações de pelo menos um minuto de duração e intervalo de 3 minutos entre elas. É importante observar se essa frequencia se mantém por uma hora.


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Para tirar a prova aqui vão algumas dicas:

  • Entre no banho quentinho, e fique lá por uma hora, esse é o tempo necessário para que você relaxe e produza o hormônio Prostaglantida, essencial para o inicio do trabalho de parto. Se ainda não for a hora as contrações vão simplesmente parar assim que sair do banho e você poderá descansar.

 

  • Tome um chá de camomila (ou outro relaxante) bem caprichado com uma colher de mel

 

  • Se delicie com um escalda pés. Não precisa ser nada muito elaborado uma bacia com água morna, um punhado de sal grosso já vão te deixar muito mais confortável.

 

  • Caminhe, a movimentação do quadril vai estimular o relaxamento do corpo e a intensificação das contrações

 

  • Namore, carinho nunca é demais e trocas de carinhos com  parceiro podem ser uma ótima forma de estimular o parto, não é necessário penetração, mas todo prazer é sim  bem vindo.

 

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Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

O sofá -Conto da Doula

Conheci a Lu e o marido dela em um dos cursos que ministrei na Unimed. Os dois muito atentos e com os grandes olhos atentos à tudo o que eu dizia.

-Sam, você tem agenda para nos acompanhar?

E assim começou começou nossa caminhada juntos.

Nos vimos mais uma vez antes do parto e conversávamos com frequência. A grande preocupação era que eles moravam em São Paulo e iriam ter o bebê aqui. Será que daria tempo?

As contrações começaram, eles esperaram o quanto puderam e pegaram a estrada. Os encontrei já na maternidade pela manhã.

Serenidade, era o que tinha nos grandes olhos castanhos dela, um sorriso frouxo mas cheio de orgulho “Está tranquilo ainda Sam… dá para encarar!”

Ela não quis se movimentar muito, não me lembro de ficarmos muito tempo no chuveiro também.

O que me marcou e vejo nitidamente é  ela sentada no sofá do quarto, janela ao fundo com um sol quentinho, rindo sem saber do quê e se desligando do mundo entre cada contração. Marido ao lado dela o tempo todo, com olhos arregalados fazia carinho nos seus longos cabelos negros e rosto rosado, parecia desejar tirar toda aquela “dor” para ele.  -Sam, isso é normal? Ela está bem?

Eu ria, e dizia que sim.

Lu, vamos andar um pouco?

Não… esse sofá está muito bom… – ela dizia e se ria– Vou ficar aqui pra sempre! 

Tempo depois, não muito, ela aceitou se levantar e apoiada na escrivaninha do quarto começou a rebolar, chamando pelo seu pequeno, seu pequeno bebê tão querido. As ondas das contrações agora vinham fortes frequentes, faziam seu corpo arcar com a intensidade.

Você consegue, está indo muito bem respira e solta o corpo, solta o corpo todo

Quantos anos foram até poder estar assim, tão perto de ter ele nos braços? O que será que se passava no coração desses pais?

-Estou sentindo ele descer Sá! Estou sentindo ele descer!

Ela pôde passar todo seu trabalho de parto alí no quarto, só nós três, equipe clinica vinha, examinava e deixava todos a vontade. Como é diferente quando o casal é bem tratado… como foi bom, para mim, sentir um ambiente seguro e poder apenas concentrar em estar alí e me conectar com ela através de massagens, abraços e olhares na medida que ela precisava, na forma que ela queria.

Dilatação total chegou logo, mudamos de quarto, fomos para o quarto PPP.

E ela sorria e ela fazia força e seu parceiro a amparava e ela sorria de novo e ela fazia mais força..

E ela pariu.

E ela recebeu seu bebê quente e perfumado no peito

E ela o beijou e o cheirou com tanta ternura

E ela sorriu

E eu era apenas mais uma observadora da vida, da força e do pulso, da entrega e do amor. Uma família nascia alí, aquele momento era sagrado demais para ser maculado com palavras. Gratidão transbordava em forma de lágrimas quentes pelo meu rosto.  Eles conseguiram!

 

 

 

 

 

tobogã de bebê
Diversão e Relaxamento, Parto, Trabalho de Parto

A diferentona: Tobogã de bebê

Quem é que engravida e pensa imediatamente “Nossa quero um trabalho de parto beeem longo, umas 30 horas. Assim posso ouvir toda a playlist que eu fiz, comer todas as minhas guloseimas preferidas, dá para ficar na piscina, na cama, banqueta… ai vai ser demais!”

Eu, particularmente, ainda não conheci. ~mas se você é dessas se manifeste!~

O que acontece que a gente engravida já sonhando em ser a diferentona do parto, a tobogã de bebê, aquela que espirrou e bebê saiu voando praticamente. Único problema que essa meta é bem mais difícil de ser atingida. Querida leitora, se é seu primeiro parto, escreva esse sonho lindo de parto quiabo em um papelzinho bonito e guarde em uma gavetinha, depois do seu parto real você vai lá e lê esse papelzinho, aposto que irá rir muito ainda…rs

Lembra que segunda eu falei aqui: “Cada parto tem seu tempo para durar, cada minuto é importante, cada contração é importante”

Mas tem algumas coisas que podemos fazer para manter fluidez e tranquilidade do trabalho de parto, lembre sempre de manter as posições pelo tempo de 3 contrações pelo menos.

  • Deambular: andar com o quadril bem solto rebolando bastante
  • Respiração profunda e pausada:  inspira em 5 tempos, segura 5 tempos e solta em 5 tempos
  • Posição de 4 apoios (muito carinho e cuidado com os joelhos)
  • Posição de 4 apoios mas com braços dobrados sob a superfície e cabeça deitada sobre eles, quadril bem solto e para cima
  • Uso de Reboso nos quadris
  • Deitada de “ladinho” a mãe pode também com a ajuda de alguém apenas levantar a perna que está por cima, trazendo levemente para frente, durante a contração. Depois abaixa a perna e descansa um pouquinho até a próxima.
  • Depois de cada mudança de posição faça círculos com o quadril, para ajudar a relaxar todos os músculos, preste atenção em como eles ficam quando tensos e quando relaxados e ao perceber tensão, respire beeem fundo e solte.

Por favor, não vá fazer essa lista em sequencia! São sugestões, e você pode e deve alternar conforme sinta vontade.

Chuveiro, bola, banqueta, são sempre bem vindos, mas mais do que qualquer objeto de parto o essencial é manter um clima leve e seguro, diria até descontraído.

Eu particularmente amo o trabalho de parto, é um dia especial e inesquecível na vida de todos, então porque não fazer dele um momento delicioso? Conversem, riam, dancem.

 

pelvis
Parto, Trabalho de Parto

Moça da bacia larga, moça da bacia estreita

Eu a vida toda acreditei que nossa pélvis (a bacia) tivesse um único formato, a passagem seria redondinha e pronto, tudo certo.

Você não imagina o tamanho dos meus olhos quando Gail apresentou na sua palestra do Siaparto 4 possíveis formas da pélvis. Não uma, não duas, ela não chegou com toda sua simpatia e dividiu as mulheres em “boas parideiras” ou não.  Q-U-A-T-RO formas possíveis.

 

formatos da passagem da pelve

Primeira coisa que me perguntei foi “E aí, qual é a forma melhor?” Afinal a vida toda ouvi, que existe sim quem é boa e quem é ruim pra coisa.  Mas nem precisei guardar para mim isso, logo em seguida, com um sorriso largo ela explicou:

Não existe formato melhor ou pior, cada formato é único, como é único também cada parto. A questão principal é lembrar que cada contração é importante, todo tempo é importante para que o bebê possa girar e se encaixar perfeitamente na passagem da mãe. As vezes o parto demora porque o bebê está ali, apenas esperando uma boa posição para se ajeitar e nascer.

Ok, tive um momento “Maísa” e meu mundo caiu, se o seu também, continue a leitura porque tudo que é bom pode ainda melhorar.

A pélvis não é um espaço aberto, vazio, oco. Você pode ter uma pelve enorme e ter um trabalho de parto longo, ou uma pelve mais estreita e um trabalho de parto rápido. Tudo graças ao relaxamento ou tensão muscular.

pelvis com musculos

A pélvis é toda recoberta por músculos (a MAP) que aliás já falamos bastante deles aqui e quanto mais relaxados esses músculos estiverem durante o trabalho de parto mais fácil será para o bebê se ajustar, aumentará a eficiência das contrações e  a abertura da passagem, consequentemente vai tornar o parto mais fácil.

Então hoje, o que eu espero que você guarde dentro do seu coração é:

O parto vai durar o tempo necessário

Cada contração é importante

Quanto mais relaxada você estiver, melhor

 

A cada dia ainda me surpreendo em como o corpo funciona de forma perfeita e coordenada.. incrível não é?

Quarta vamos falar aqui no blog mais sobre pelve, musculatura e movimentação, dicas da Sam para um trabalho de parto fluído.

 

Bjo grande e inté

 

 

 

 

 

sinais de trabalho de parto
Empoderamento, Trabalho de Parto

10 sinais que o TP finalmente começou

O parto não acontece de uma hora para outra, podemos passar dias e até semanas com falsos sinais.

Com ajuda de algumas mães, e um pouco de memória, fiz aqui  a lista dos TOP 10 sinais de que seu trabalho de parto realmente começou!

 

1: Intestino solto, costuma ser dos primeiros sinais, o corpo manda embora tudo o que não é necessário antes do trabalho de parto começar para valer

2: Você SABE, simplesmente SABE

3: Ondas de Frio e de calor intensas e repentinas

4: Pressão na pelve constante, como se “algo” empurrasse para baixo

5: Boca seca

6: Sono muito intenso

7: Perda de apetite

8: Perda de vontade de falar, a mulher costuma falar cada vez menos

9: Contrações com um minuto de duração e intervalos de 3 em 3 minutos

10: Perda de tampão mucoso

 

Impossível não se sentir ansiosa, ou bater aquele medinho do “é agora”, então busque ter por perto pessoas que te apoiem e que saibam como se comportar nesse momento tão especial.

Keep Calm and call your Doula  😉  

Prodromos
Empoderamento, Parto, Trabalho de Parto

Pródromos: Apenas um aperitivo para o parto

Parir é o prato principal, antes temos Aperitivos, sim.

Se você está no final da gestação, com 37 semanas ou mais e passou os últimos dias em uma série enlouquecedora de “falsos alarmes” esse post é para você Emoticon wink

Contrações que vem, ficam por algumas horas e vão embora como se nunca tivessem acontecido, perda de “meleca” ( tampão mucoso),intestino Solto, mudança súbita e intensa de humor (chorar muito/ficar muito irritada)

Tudo isso faz parte dos Pródromos, e pode ou não ser um período legal de vivenciar, tudo vai de como você e quem está perto encaram essa experiencia. Experimente:

1: Quando as contrações vierem no período da noite, tome banho de no minimo 1h de duração, elas irão sessar e você poderá dormir tranquila.

2: Deixe fluir, não tente segurar o choro, ou conter suas emoções, escreva tudo o que sente em um papel, depois o amasse o máximo possível e jogue fora. Não importa o que escreveu, o importante é que você deixou sair de você e não voltará mais.

3: Acredite no seu corpo, você saberá quando a hora chegar de verdade, todos esses sinais já indicam uma evolução, o parto não acontece de um minuto para outro. Foram 9 meses gerando uma vida, levamos uns dias para apresentá-la à esse mundão.

4: Divirta-se, tire fotos, desenhe na barriga, faça coisas bobas, ria de si mesma, dance! São seus últimos dias de “barrigão”.

Quando aceitamos que tudo acontece da forma que DEVE acontecer, paramos de nos angustiar, deixamos a ansiedade de lado e vivemos um dia de cada vez, da melhor forma possível

Parte 2
Empoderamento, Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

Importante e visceral: O Relato de Parto

Vivo pensando em formas diferentes de abordar o tão temido “parto” saindo um pouco dos padrões que encontramos (inventação de moda, como diria meu avô, de quem cursou publicidade e propaganda talvez).

Eis que ontem, das 9 am até 22:30 nossa página no Facebook as pessoas puderam acompanhar o relato de parto em tempo real da Fabiana e do Eduardo.

A ideia era criar as personagens e fazê-las viver, contar e permitir que as pessoas da rede social participassem de forma ativa daquele momento, com orientações, dicas, conselhos. E foi muito bacana o resultado  acompanharam, torceram, se indignaram, empoderaram junto com o casal.

As leitoras indicaram massagens de alívio, respirações, leis! Se identificaram nos medos, conheceram fases do trabalho de parto….

E eu aqui, do lado de cá, eu que já vi ainda poucos partos de perto, mas que já não posso contar nos dedos das mãos, passei uma tarde inteira, para conseguir desenvolver o relato.

Com um nó na garganta. Por que se o relato não era o meu? Nem de ninguém real?

Porque a gente sabe que tudo isso realmente existe, foi como se eu visse, pequenos fragmentos de cada parto presenciado e montasse o da Fabiana.  Inclusive o meu, que também foi no SUS. Meu parto que foi excelente, mas longe do que eu idealizava.

Parir com a Fabiana ontem, me ajudou a entender como é difícil expor o que foi vivido, mesmo sabendo que muitas coisas poderiam ter sido diferentes (mas não foram, porque parto é real, perfeição não é).

Expor o parto da Fabiana ontem, me fez ver também, de maneira gritante como é importante a representatividade, o quanto significou para quem leu vivenciar aquele parto “imperfeito” mas tão palpável que duvidavam ser de fato fictício.

Recebi mais de 10 mensagens inbox (para minha página que ainda é pequena, achei um número enorme), falando sobre o quando inspirou, perguntando como poderia ter sido diferente, o que mais poderia ter sido feito, agradecendo pois conseguiram se ver no lugar da personagem, pariram junto com ela.

Considerando que o parto, acontece primeiro na cabeça, acredito ter ajudado muita gente, com apenas um relato.

Você que me lê agora, provavelmente já pariu. Conte sua experiência, mesmo que pareça dolorosa, faz bem livrar o peito de pesos que não te pertencem.

Cure a sí mesma e inspire à outras mulheres, você é motivo de orgulho e inspiração, afinal nosso país ainda bate a taxa média de 80% de CESÁREAS, todos os partos normais são grandes vitórias!

Compartilhe sua história, fortaleça outra mulher, mostre que é normal ter medo, se sentir frágil mas que mesmo assim você conseguiu, superou seus medos e obstáculos.

Representatividade importa. MUITO.

(se quiser, confira as postagens do dia 27/10 aqui)

Sagrado Divino
Empoderamento, Trabalho de Parto

Faça de suas palavras pequenas bênçãos

Agradeça às coisas boas e importantes que acontecem na vida, coisas simples como uma refeição saborosa, uma alegria repentina, um encontro acolhedor. Faça isso todos os dias.

Perceba que seus dias ficarão mais leves quando passar valorizar o que é vivido ao invés de focar no que te faltava. A vida fica mais fluída.

Prepare refeições, colocando em cada panela o desejo de que quem dali se alimente, sacie corpo e alma.

Faça de suas palavras pequenas bênçãos

E do seu toque a extensão do Divino,

Pele, carne, ossos e fluídos.

Apenas os mistérios sabem o porquê, não existe momento em vida mais próximo do Divino do que ao parir seu filho.

Quando sua hora chegar, a grande hora de renascer em vida, permita fazer do seu corpo a morada DELE, entregue seus medos, entregue suas dúvidas, entregue suas angústias e deixe agir a força  da vida que pulsa em seu ventre e alma. Confia, entrega e aceita.

“Que seja feita Sua vontade, assim na terra como no céu” 

Unimed Itapetininga
Doula, Parto, Plano de Parto, Preparo ao Parto, Trabalho de Parto

Unimed Itapetininga – SIM ao PN digno

Unimed Itapetininga, diz sim ao parto normal digno e é referência Brasil em redução de numero de cesáreas desnecessárias.

Não é ironia, nem título “pega clique”, como ativista e Doula tenho acompanhado de perto as transformações na assistência oferecida à gestante dentro do hospital-maternidade Unimed de Itapetininga.

De acordo com reportagem concedida à TV Tem de Itapetininga, desde a implantação do Projeto Nascer (Projeto de estímulo ao parto normal iniciado na unidade em Março-2015) até o mês de Agosto-2015 as taxas de cesárea caíram de 95%  para 65%. Ainda longe dos 15% recomendados pela OMS porém, um grande marco dentro de uma instituição de saúde suplementar particular.

 

O que mudou?

  • Plantonistas

A partir da 36 semana de gestação todas as parturientes passam a ser atendidas no hospital-maternidade, cada consulta com um dos obstetras plantonistas. Dessa forma, podem conhecer todos antes da data prevista para o nascimento, a qualquer momento que precisem de assistência qualificada terão um médico à disposição dentro da unidade.

  • Curso para Casais com presença de Doula

Só acredito porque a Doula em questão sou eu rs, a convite da diretoria da unidade Itapetininga, ofereço em um encontro de 3 horas orientações sobre sinais de trabalho de parto, como aliviar as dores do trabalho de parto e (minha parte preferida) orientações sobre o Plano de Parto.

  • Plano de Parto

Todos os casais que participam do curso recebem um Plano de Parto básico desenvolvido pela instituição, com todas as recomendações da ANS, para livre escolha da parturiente.  Assim que dá entrada na maternidade o plano é entregue à Enfermeira Obstetra responsável e seguido por toda equipe envolvida. Em caso de necessidade de intervenções as parturientes são consultadas.

  • Acompanhamento contínuo de Enfermeiras Obstetras/Obstetrizes altamente qualificadas

Todas as parturientes que desejam o parto normal são avaliadas por um médico obstetra, plantonista, e em seguida permanecem sob cuidado contínuo das Enfermeiras Obstetras. Todas com formação e vivencia direcionada a partos normais humanizados, ou seja, respeitam os desejos e vontades da parturiente sem perder o acompanhamento clínico imprescindível.

  • Liberdade

De  movimentação durante todo o trabalho de parto, alimentação, consumo de líquidos, de uso de chuveiro, bola suiça e banqueta.

 

Semana passada, pude acompanhar uma gestante, que pariu de forma linda seu bebê, na banqueta.

Sem oxitocina sintética de rotina.

Sem episiotomia de rotina.

Sem nenhum tipo de violência, verbal, emocional ou física.

Isso, acredito, ser o básico. Toda mulher deveria ter o direito de viver isso no dia do nascimento do seu bebê, porém infelizmente está muito longe de ser a realidade em grande parte do nosso país.

Meus parabéns à Unimed Itapetininga por essa transformação, apesar da resistência, tiveram coragem em tornar real a possibilidade de um parto digno para toda mulher.

“Para mudar o mundo, é preciso primeiro mudar a forma de nascer”, sim, estamos fazendo nossa parte para um mundo melhor.

Direitos das gestantes
Empoderamento, Parto, Trabalho de Parto

Não é favor, é direito #1

Gestar pode nos dar uma falsa sensação de vulnerabilidade e desamparo, financeiro, emocional e físico.

Por isso a constituição brasileira assegura uma série de recursos à mulher e bebê nessa fase tão peculiar.

Ter seus direitos respeitados, não é um favor recebido, porém fazer com que isso aconteça vai exigir da mulher, e porque não dizer do casal, leitura e conhecimento das leis.  Em casos que acreditem ser muito difícil ter a aceitação, vale levar consigo uma cópia da lei que atenda à situação.

Durante a Gestação

  • Realizar no mínimo seis consultas de pré-natal no Posto de Saúde mais próximo de sua casa e receber uma Declaração de Comparecimento e o Cartão Gestante, que contém todas as informações sobre seu pré-natal
  • Receber e manter para sí todos os resultados de exames realizados
  • Contar com acompanhamento mensal do desenvolvimento do bebê e da gestação.
  • Fazer exames de urina, sangue, preventivos, além da verificação da pressão arterial e de seu peso.
  • Ter acompanhamento clínico durante o parto, que é considerado emergência médica e não pode ser negado à parturiente.
  • Tão logo seja confirmada a gravidez, é direito da gestante ter parte das despesas adicionais decorrentes da gestação, da concepção ao parto, custeadas pelo futuro pai, na proporção dos recursos de ambos, segundo a Lei 11.804/08. Leia mais aqui
  • Prioridade no atendimento médico tanto em instituições públicas como privadas.
  • Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.       (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • A assistência referida acima deverá ser também prestada a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção.  (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • Assentos preferenciais demarcados em todos os tipos de transporte público.

Em relação ao trabalho, de acordo com o Artigo 392 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

 

  • Licença-maternidade: de 120 dias (a partir do 8º mês de gestação), sem prejuízo do emprego e do salário, que será integral. Caso receba salário variável, receberá a média dos últimos seis meses.
  • A gestação não pode ser motivo de negativa de admissão.
  • Ser dispensada no horário de trabalho, para a realização de pelo menos seis consultas médicas e demais exames complementares.
  • Mudar de função ou setor, de acordo com o estado de saúde e ter assegurada a retomada da antiga posição.
  • Duas semanas de repouso no caso de aborto natural.

Durante todo trabalho de parto e parto

    • A gestante tem direito a acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato” LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005. Leia na íntegra aqui
    • Direito ao parto humanizado nos estabelecimentos públicos de saúde do Estado, assegurado pela lei nº 15.759, de 25 de março de 2015. Leia a lei na íntegra clicando aqui
    • Decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida” e a da Lei n. 10.241/1999, em vigor no Estado de São Paulo, determina que a gestante tem o direito de “Consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com adequada informação, procedimentos diagnósticos ou terapêuticos a serem nele realizados”. Leia na íntegra aqui
    • Decidir livremente sobre a sua pessoa ou seu bem-estar;  artigo 24 do Código de Ética Médica, em vigor, que prevê que é vedado ao médico exercer sua autoridade de maneira a limitar o direito do paciente. Determinado pelo  artigo 31 do Código de Ética Médica. Leia na íntegra aqui
    • Procedimentos de estimulação precoce do trabalho de parto (rompimento de membranas, indução farmacológica, uso de ocitocina endovenoso, dentre outros métodos) apenas com seu consentimento e desejo.
    • Recusa de episiotomia
    • Escolher a posição em que deseja ficar em todo o trabalho de parto inclusive na fase expulsiva
    • A gestante tem o direito de ter atendimento digno, atencioso e respeitoso; de ser identificada e tratada pelo seu nome ou sobrenome
    • Direito de requerer “por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do profissional e o seu número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão”.

 

Espero com esse apanhado te ajudar a ter recursos que te assegurem uma gestação e parto dignos. Semana que vem postarei os direitos dos pais e bebê após o nascimento. Até lá 😉

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/

http://www.planalto.gov.br/

https://mahpsorocaba.wordpress.com

http://www.sgc.goias.gov.br/upload/links/arq_818_guia_direitos_gestante-bebe.pdf

http://www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21000

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.108-2005?OpenDocument

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11804.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm

http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume%20i/saudelei10241.htm