Mãe rainha
Maternagem

Mãe- a rainha da Po*** toda

Nós temos o instinto materno…

Quando nasce um bebê também nasce uma mãe

A mãe sabe, sente dentro dela o que o bebê precisa

 

Olha, pode ser verdade para alguma mulher, mas nenhuma dessas frases representa a maternidade real. Não.

Mães são rainhas, Deusas e se tornam absolutas. Rainhas da Po*** toda!

Mas não, ninguém nos entrega um reinado, uma coroa cravejada de papinha e alguns fios brancos, assim de mão beijada. Conquistamos a realeza da maternidade com a audácia e loucura dignas de Ragnar Lodbrok, com tempos de calmaria e festa e lutas gigantescas.

Ragnar para inspirar seu dia

Ragnar para inspirar seu dia

Começamos logo na gestação, encarando sombras e esqueletos escondidos no meio dos nossos próprios medos e inseguranças.  Vencemos, cada uma a sua forma. SIM NÓS VENCEMOS SEMPRE.

Criança nasceu, o parto passou (ufa! o dia mais temido e esperado dos últimos quase dez meses)

É agora que você deveria chegar em casa, ser recebida com tapete vermelho, flores frescas, agua aromatizada geladinha do lado da cama.

Mas a maternagem, minha querida amiga, a maternidade SIM é uma caixinha de surpresas. E logo de cara temos um reino para conquistar e ele se resume ao ser pititico nos seus braços.

A primeira batalha, sem sombra de dúvidas é a amamentação;

Se mantenha tranquila, o bebê é capaz de sentir suas emoções e vai reagir à elas

Não exite em tirar o peito da boca do bebê, não tenha piedade, esses olhos grandes e lindos não devem te tirar do foco: Uma pega perfeita.

Oferece peito, tira peito…

Faz bocão…

Olha a boca de peixinho! Conseguiu!

A Segunda batalha, sem dúvida alguma é contra a exaustão, o bebê pode ficar um número incrível de horas plugado no seu peito, eu sei, não tem jeito ele precisa disso, precisa de você e você precisa dele e mais uma ou duas semanas de sono ininterruptas.

Esse é o ponto onde se pede apoio, onde já se viu uma grande rainha sem súditos?

Marido, parceiro, amiga, mãe, sobrinha, doula.

Vale ajuda de todos.

Não para cuidar do bebê, isso eu sei, você sabe, que pode fazer com maestria.

Mas aquela força para deixar as roupas em ordem, a casa arrumada, supermercado em dia é fundamental! Assim quando o bebê dormir, você pode dormir também o sono dos justos.

Terceira e pior luta é contra os “E SE’S”, “E se ele não está ganhando peso suficiente”, “E se esse coco não é saudável”, “E se ele dormir demais e não mamar nas próximas 3 horas”, “E se ele adoecer”.  Amada… são tantos E SES que podem vir na nossa cabeça cansada, não é verdade?

Mas isso tudo é amor, é amor demais da conta que a gente tem no peito, amor tão grande que quer ser maravilhosa e evitar que qualquer coisa não seja menos do que FABULOSA na existência daquela pequena criatura que você pôs no mundo.

Acontece que você, rainha da po*** toda, não tem esse poder. Porque a vida é pra ser vivida e aprendemos isso desde o inicio.  Para um bebê muitas vezes um pum é incomodo. Crescer dói, a gente aprende com erros, com tentativas e falhas, surpresas. Com seu bebê não vai ser diferente.

Sua função nessa vida não é colocá-lo numa bolha protetora, mas estar de braços abertos para acolher quando eles precisarem, orientar, ensinar e deixar ir. Deixa viver.

Antes de se angustiar, olhe para seu bebê, sinta sua temperatura, seu cheirinho e pergunte para você mesma, mais uma vez: tem realmente alguma coisa errada aqui?

Nessa fase o apoio de outras mães é fundamental, ninguém entende melhor uma mãe do que outra, principalmente se estiverem travando a mesma batalha. As vezes tudo o que a gente precisa é só desabafar.

As lutas seguem, há quem afirme que os primeiros 50 anos de maternagem são os mais complicados, mas que depois disso tudo segue com muita serenidade.

Ainda bem!

 

 

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