Parte 2
Empoderamento, Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

Importante e visceral: O Relato de Parto

Vivo pensando em formas diferentes de abordar o tão temido “parto” saindo um pouco dos padrões que encontramos (inventação de moda, como diria meu avô, de quem cursou publicidade e propaganda talvez).

Eis que ontem, das 9 am até 22:30 nossa página no Facebook as pessoas puderam acompanhar o relato de parto em tempo real da Fabiana e do Eduardo.

A ideia era criar as personagens e fazê-las viver, contar e permitir que as pessoas da rede social participassem de forma ativa daquele momento, com orientações, dicas, conselhos. E foi muito bacana o resultado  acompanharam, torceram, se indignaram, empoderaram junto com o casal.

As leitoras indicaram massagens de alívio, respirações, leis! Se identificaram nos medos, conheceram fases do trabalho de parto….

E eu aqui, do lado de cá, eu que já vi ainda poucos partos de perto, mas que já não posso contar nos dedos das mãos, passei uma tarde inteira, para conseguir desenvolver o relato.

Com um nó na garganta. Por que se o relato não era o meu? Nem de ninguém real?

Porque a gente sabe que tudo isso realmente existe, foi como se eu visse, pequenos fragmentos de cada parto presenciado e montasse o da Fabiana.  Inclusive o meu, que também foi no SUS. Meu parto que foi excelente, mas longe do que eu idealizava.

Parir com a Fabiana ontem, me ajudou a entender como é difícil expor o que foi vivido, mesmo sabendo que muitas coisas poderiam ter sido diferentes (mas não foram, porque parto é real, perfeição não é).

Expor o parto da Fabiana ontem, me fez ver também, de maneira gritante como é importante a representatividade, o quanto significou para quem leu vivenciar aquele parto “imperfeito” mas tão palpável que duvidavam ser de fato fictício.

Recebi mais de 10 mensagens inbox (para minha página que ainda é pequena, achei um número enorme), falando sobre o quando inspirou, perguntando como poderia ter sido diferente, o que mais poderia ter sido feito, agradecendo pois conseguiram se ver no lugar da personagem, pariram junto com ela.

Considerando que o parto, acontece primeiro na cabeça, acredito ter ajudado muita gente, com apenas um relato.

Você que me lê agora, provavelmente já pariu. Conte sua experiência, mesmo que pareça dolorosa, faz bem livrar o peito de pesos que não te pertencem.

Cure a sí mesma e inspire à outras mulheres, você é motivo de orgulho e inspiração, afinal nosso país ainda bate a taxa média de 80% de CESÁREAS, todos os partos normais são grandes vitórias!

Compartilhe sua história, fortaleça outra mulher, mostre que é normal ter medo, se sentir frágil mas que mesmo assim você conseguiu, superou seus medos e obstáculos.

Representatividade importa. MUITO.

(se quiser, confira as postagens do dia 27/10 aqui)

Chá de Bebê
Previous Post Next Post

You Might Also Like

1 Comment

  • Reply Patricia 29 de outubro de 2015 at 2:15

    Eu não consegui parto normal e isso me fez pensar muito se quero um segundo filho!
    A recuperação da cesárea foi bem ruim e eu não estava preparada!

  • Leave a Reply