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Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/


 

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Parto, Relato de Parto, Trabalho de Parto

O sofá -Conto da Doula

Conheci a Lu e o marido dela em um dos cursos que ministrei na Unimed. Os dois muito atentos e com os grandes olhos atentos à tudo o que eu dizia.

-Sam, você tem agenda para nos acompanhar?

E assim começou começou nossa caminhada juntos.

Nos vimos mais uma vez antes do parto e conversávamos com frequência. A grande preocupação era que eles moravam em São Paulo e iriam ter o bebê aqui. Será que daria tempo?

As contrações começaram, eles esperaram o quanto puderam e pegaram a estrada. Os encontrei já na maternidade pela manhã.

Serenidade, era o que tinha nos grandes olhos castanhos dela, um sorriso frouxo mas cheio de orgulho “Está tranquilo ainda Sam… dá para encarar!”

Ela não quis se movimentar muito, não me lembro de ficarmos muito tempo no chuveiro também.

O que me marcou e vejo nitidamente é  ela sentada no sofá do quarto, janela ao fundo com um sol quentinho, rindo sem saber do quê e se desligando do mundo entre cada contração. Marido ao lado dela o tempo todo, com olhos arregalados fazia carinho nos seus longos cabelos negros e rosto rosado, parecia desejar tirar toda aquela “dor” para ele.  -Sam, isso é normal? Ela está bem?

Eu ria, e dizia que sim.

Lu, vamos andar um pouco?

Não… esse sofá está muito bom… – ela dizia e se ria– Vou ficar aqui pra sempre! 

Tempo depois, não muito, ela aceitou se levantar e apoiada na escrivaninha do quarto começou a rebolar, chamando pelo seu pequeno, seu pequeno bebê tão querido. As ondas das contrações agora vinham fortes frequentes, faziam seu corpo arcar com a intensidade.

Você consegue, está indo muito bem respira e solta o corpo, solta o corpo todo

Quantos anos foram até poder estar assim, tão perto de ter ele nos braços? O que será que se passava no coração desses pais?

-Estou sentindo ele descer Sá! Estou sentindo ele descer!

Ela pôde passar todo seu trabalho de parto alí no quarto, só nós três, equipe clinica vinha, examinava e deixava todos a vontade. Como é diferente quando o casal é bem tratado… como foi bom, para mim, sentir um ambiente seguro e poder apenas concentrar em estar alí e me conectar com ela através de massagens, abraços e olhares na medida que ela precisava, na forma que ela queria.

Dilatação total chegou logo, mudamos de quarto, fomos para o quarto PPP.

E ela sorria e ela fazia força e seu parceiro a amparava e ela sorria de novo e ela fazia mais força..

E ela pariu.

E ela recebeu seu bebê quente e perfumado no peito

E ela o beijou e o cheirou com tanta ternura

E ela sorriu

E eu era apenas mais uma observadora da vida, da força e do pulso, da entrega e do amor. Uma família nascia alí, aquele momento era sagrado demais para ser maculado com palavras. Gratidão transbordava em forma de lágrimas quentes pelo meu rosto.  Eles conseguiram!

 

 

 

 

 

acredite
Empoderamento, Parto

Parto bom é parto “Loosho”

A escolha do parto normal respeitoso implica uma infinidades de fatores, principalmente relacionados aos valores e crenças pessoais de cada mulher.

Hoje, não vamos falar sobre isso.

Vou mostrar para vocês, porque nós, que já parimos, gostamos TANTO desse tal Parto Normal humanizado, ao ponto de falar para todos sobre o como é incrível.

É só seguir as imagens <3

Capa
Empoderamento, Parto, Plano de Parto

Vamos construir o parto Real?

Ainda na série “experiencias na internê” em Maio eu estava animadíssima na pegada de video-resposta sobre as coisas.

Tirando o fato de eu ser bem ruim na produção de vídeos, esse foi um dos temas mais legais e acabou sento o start para que eu desenvolvesse um exercício para elaboração personalizada do plano de parto.

O que acaba sendo uma grande redundância, todo plano de parto deveria ser elaborado de forma única e exclusiva, mas sei também que as vezes é mais fácil copiar aqui e colar alí… é? É sim!

O parto acontece apenas em algumas horas, sim é verdade, também é verdade que durante essas horas TUDO NO MUNDO pode acontecer. Desde a aparição do segundo Sol até uma invasão apocalítica zumbi.

Vale a pena se dedicar algumas horas, sentar e ir visualizando desde o inicio do trabalho de parto até o retorno para casa depois do nascimento.  Em que momento quer ir para o hospital, o que gostaria de comer, músicas que quer ouvir, quem quer ter por perto….

Na época perguntaram também se quem está super empoderada com equipe 5 estrelas humanizada também precisa fazer o plano de parto. SIM, faça sim.

Mesmo dentro de uma equipe humanizada cada profissional irá agir como ele acredita ser melhor para a parturiente, se ela não pontuar claramente suas vontades e desejos, isso pode gerar uma profunda decepção com a equipe posteriormente.

Confiram o vídeo aqui, que apesar de não ser digno de uma produção de Steven Spielberg está recheado de informações boas.

E aqui, tem o exercício que criei e desenvolvi durante um curso em Itapetininga-SP :)

São perguntas simples, mas que vão te ajudar lá no final a visualizar com o que você precisa se preocupar e o que pode fazer para que não se torne um fator de tensão real no parto.

Responda item a item e no quaro final coloque os pontos principais levantados,com base nesse quadro poderá fazer seu plano de parto de forma bem mais consciente.

Discutir com seu acompanhante (quando tiver) é sempre importante, tanto para aliviar a tensão que alguns questionamentos poderão provocar quanto para trazer o outro junto com você para dentro do parto Real.

 

 

**Para saber detalhes sobre direito à assistência humanizada no SUS consulte a lei 15.759 (de 25/03/2015) http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

dance
Empoderamento

Espelho, espelho meu

O que você vê quando se olha?

Corrige, ajeita, encolhe a barriga, levanta os peitos, estica a pele no rosto…?

Toda mulher deveria experimentar passar uma temporada sem espelhos, nenhum deles.

Dedicar um tempo para se conhecer, de dentro para fora, músculos, belezas, levezas e pesares.

Depois se ver, e se reconhecer pessoa, mais completa e presente. Estar presente e consciente de sí em toda sua plenitude é dos maiores presentes que podemos nos dar.

Experimente dançar sem espelhos.

No inicio seria sofrível, a ausência da afirmação constante.

Depois de pouco tempo dançaríamos de olhos fechados, da mesma forma, no escuro completo. Com maestria.

Conscientes, plenas e presentes, a cada respiração e movimentos.

Aprendemos a reconhecer e conciliar, respiração, toque, ritmo e nos entregar.

Sem bonitezas de poses forçadas, projeções de corpos que não são reais.

Apodere-se do seu corpo, toque, senta, explore.

Experimente.

Se entregue completamente hoje, com cada pequeno pedaço de sí.

Atreva-se.

Delicie-se

 

Projeto existente desde Maio em Itapetininga-SP.
Hoje parceria da Casa da Doula e Casa Opima.
Curso, Diversão e Relaxamento, Doula, Maternagem

Mãe, to na Globo!

Ok, é na Tv tem… mas trabalho de Doula sendo bem falado e divulgado na Globo é para se comemorar!

Eu busco sempre trazer para minha cidade (Itapetininga-SP) atividades exclusivas , e porque não inusitadas, na região. É trabalhoso, normalmente tem pouca adesão… mas o resultado é sempre muito bom.

 

Em maio convidei a Pâmela Souza, do Ventre Materno, para um workshop.

 

Foi tão encantador, o resgate do feminino, a re-conexão com o corpo principalmente para as mães que já tinham tido bebê, que o Work virou aula.

 

E hoje a matéria saiu, no jornal local ao meio dia, com depoimento das mães e dessa doula que vos escreve. Confiram que bacana que ficou!

 

Pela primeira vez os jornalistas daqui falaram corretamente o papel/função da Doula, apesar de errarem meu sobrenome rs), fiquei emocionada!

Clique aqui => Dança do Ventre Mãe e Bebê -Casa da Doula e Opima 

 

BEP/PATRICK GHERDOUSSI/LA PROVENCE
Illustration sur la prostitution
Doula

Sobre a Falácia da Doula “Bisca”

Para ser uma doula, você não precisa obrigatoriamente fazer um curso. Porém, a Doula trabalha com pessoas, em momento delicado, o nascer é o limiar entre a vida e a morte, como um fio resistente porém muito fino.

Por isso, um curso bom é recomendado.

O curso de formação pode variar, de R$300,00 a 2 mil reais.
Um curso de extensão, pode chegar a 5 mil
Um congresso, não sai por menos de R$700,00

E não para por aí…

É uma formação contínua, atualização contínua, estudo contínuo, leitura contínua e trabalho, muito trabalho.

E Doula, que é Doula, trabalha sim por e com prazer, porque tem que ser, para passar até 40 horas seguidas com uma única mulher, acolher, amparar, dar suporte. Que outra profissão oferece esse atendimento individual e contínuo?

Ouvir e acolher medos, indicar caminhos, apoiar decisões sempre baseadas em evidencias científicas confiáveis.

Quem em sã consciência abre mão de noites de sono tranquilas (sem dormir com o celular em baixo do travesseiro), viagens, férias com a família sem preocupações, salário fixo, décimo terceiro, férias remuneradas, se não for por realmente AMAR o que faz?

 

O trabalho tem valor, o fazemos com o maior amor do mundo e receber por isso não é feio, sujo, imoral ou ilegal.

 

Ok, está na nossa cultura a crença que “Se faz com prazer, deveria fazer de graça”,  e isso é tão válido e real quanto o bom e tão velho quanto “Faz mal comer Manga com Leite”.

 

Doula querida, seu trabalho vale muito.

Obrigada por existir e persistir. 

Abraço
Empoderamento, Maternagem

Para mudar o mundo, é preciso se permitir ser

Oi! Tudo bem com você?

Escrevo hoje com ar de “Meu querido diário”, porque essa semana aconteceram muitas coisas por aqui.

Como você já deve imaginar, sou Doula e ativista.

Sou também mãe solteira de uma menina linda (rs) de 3 anos de idade.Sou filha de mãe que foi Pãe por anos a fio e sempre senti muito orgulho dela, hoje penso que ela carregou um peso que não era seu…

Taurina, daquelas que encasqueta com alguma coisa vai lá e faz acontecer, mesmo que precise bater a cabeça algumas várias vezes para aprender.

Escuto conselhos e argumentos, argumento/justifico imediatamente e em seguida digiro aos poucos todas as informações, depois de algum tempo aceito o que me é possível, o restante fica lá sendo assimilado.

Nunca fui mulher-perua (no melhor sentido do termo), gostava de uma roupa por ser confortável, não me mostrasse muito e não precisasse passar a ferro.

Maquiagem…rs em casa sempre fui a que menos usava. Lápis, rímel e batom, sempre me bastaram, uma vez na faculdade comprei um duo de sombras, rosa e marrom…rs

Mas quando se trata de trabalho, nunca medi esforços. Abraçava, me jogava mesmo!

Ficava sem almoçar, ficava até mais tarde, já tomei chuva, muita, já reprovei em uma matéria por não conseguir coordenar MEU tempo e tempo do meu trabalho.

Me tornei mãe e voltei para o interior onde mora minha família, fiquei um ano inteiro dedicada apenas a minha filha, não trabalhava fora, não saía passear sozinha… na verdade, hoje em dia fora meu trabalho, continuo vivendo apenas para a maternagem.

Quando me envolvi com a humanização do nascimento não foi muito diferente. Fundei o AGE, junto com a querida E.O. Giovana Fragoso e ele passou a ser meu coração. Era um trabalho voluntário que fazíamos na cidade, que demandava trabalho de verdade, organização de palestras, divulgação, captação de parcerias, desenvolvimento de Blog, Fanpage. Sei que mudei de emprego 3 vezes em um ano, se o emprego não me permitisse “ser AGE” eu saía…

Percebe que até aí, abracei, carreira, ativismo, maternagem e a mim nada? NADA!

Agora me vejo, com 30 anos, com poucos momentos que me faltam o ar de emoção descomprometida, toda trabalhada na flacidez e gordelícia.

É difícil, me olhar, me abraçar… queria uma Doula para mim, só que, né? Doula não empodera ninguém…tem que vir de dentro…

Defini a partir dessa semana, cuidar de mim. Entrar no tal do equilíbrio corpo/coração, aceitação… palavra bonita.

Talvez o que eu lute aqui seja o aceitar que SOU MERECEDORA

De ter um tempo para cuidar do meu corpo

De ter meu quarto da forma mais linda que ele puder ser

De unhas feitas com carinho toda semana

De gastar um tempo no espelho com uma maquiagem delicada

“Para mudar o mundo, é preciso antes mudar a forma de nascer” afirma Michel Odent, humildemente complemento, “Para mudar o mundo, é preciso antes renascer e se permitir ser”.

 

Se me leu até aqui, minha gratidão :) É difícil se achar por aí também? Como tem feito para se encontrar nesse turbilhão que é a vida?

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Empoderamento, Parto

HAJA LUZ!

Atenção: Este texto tem uma visão romântica e espiritual da vida, leia-o com lentes cor-de-rosa.

Sim, somos luz! E, embora temporariamente, enquanto aqui neste planeta, somos terra, somos carne, somos divinos.

Se D’us nos fez à sua imagem e semelhança, Ele/a nos brindou com o seu maior dom: a capacidade de criar. E, talvez, seja na escolha consciente da concepção de um filho por um casal, onde isto mais se evidencie.

Através da união amorosa, da completude que o amor proporciona, da grandeza deste amor, surge o desejo de compartilhar e a necessidade de expansão, de multiplicar-se para, simplesmente, poder amar mais. É então que o homem/mulher toca levemente o êxtase cósmico dos primórdios do universo: a criação.

Se originária do barro, a mulher carrega em si os ciclos da natureza e os mesmos atributos de sua mãe Terra: gerar, gestar, nutrir, acolher.

O parto, verdadeira iniciação na vida de uma mulher, é o evento onde ela mais pode se perceber humana, terrena e, simultaneamente, entrar em contato com seu mais profundo Sagrado Feminino.

É no parto que a mulher pode vivenciar os sentimentos mais humanos e selvagens, o medo do desconhecido, a dor e, sobretudo, a superação da dor; assim como experiencia o sublime, o prazer, a alegria, o júbilo. Se conecta com sua força e poder intrínsecos. Pode sentir a sabedoria de sua ancestralidade percorrer seu corpo. É a própria matéria, a materialização do amor, seu leite e sua cria.

A progenitora se faz Una com D’us, com a natureza, pois usufrui do milagre supremo: a vida.

E o amor de mãe é, talvez, o que mais se aproxime da maior qualidade divina – que também nos foi concedida: o amor mais puro, amor incondicional.

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