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Unimed Itapetininga
Doula, Parto, Plano de Parto, Preparo ao Parto, Trabalho de Parto

Unimed Itapetininga – SIM ao PN digno

Unimed Itapetininga, diz sim ao parto normal digno e é referência Brasil em redução de numero de cesáreas desnecessárias.

Não é ironia, nem título “pega clique”, como ativista e Doula tenho acompanhado de perto as transformações na assistência oferecida à gestante dentro do hospital-maternidade Unimed de Itapetininga.

De acordo com reportagem concedida à TV Tem de Itapetininga, desde a implantação do Projeto Nascer (Projeto de estímulo ao parto normal iniciado na unidade em Março-2015) até o mês de Agosto-2015 as taxas de cesárea caíram de 95%  para 65%. Ainda longe dos 15% recomendados pela OMS porém, um grande marco dentro de uma instituição de saúde suplementar particular.

 

O que mudou?

  • Plantonistas

A partir da 36 semana de gestação todas as parturientes passam a ser atendidas no hospital-maternidade, cada consulta com um dos obstetras plantonistas. Dessa forma, podem conhecer todos antes da data prevista para o nascimento, a qualquer momento que precisem de assistência qualificada terão um médico à disposição dentro da unidade.

  • Curso para Casais com presença de Doula

Só acredito porque a Doula em questão sou eu rs, a convite da diretoria da unidade Itapetininga, ofereço em um encontro de 3 horas orientações sobre sinais de trabalho de parto, como aliviar as dores do trabalho de parto e (minha parte preferida) orientações sobre o Plano de Parto.

  • Plano de Parto

Todos os casais que participam do curso recebem um Plano de Parto básico desenvolvido pela instituição, com todas as recomendações da ANS, para livre escolha da parturiente.  Assim que dá entrada na maternidade o plano é entregue à Enfermeira Obstetra responsável e seguido por toda equipe envolvida. Em caso de necessidade de intervenções as parturientes são consultadas.

  • Acompanhamento contínuo de Enfermeiras Obstetras/Obstetrizes altamente qualificadas

Todas as parturientes que desejam o parto normal são avaliadas por um médico obstetra, plantonista, e em seguida permanecem sob cuidado contínuo das Enfermeiras Obstetras. Todas com formação e vivencia direcionada a partos normais humanizados, ou seja, respeitam os desejos e vontades da parturiente sem perder o acompanhamento clínico imprescindível.

  • Liberdade

De  movimentação durante todo o trabalho de parto, alimentação, consumo de líquidos, de uso de chuveiro, bola suiça e banqueta.

 

Semana passada, pude acompanhar uma gestante, que pariu de forma linda seu bebê, na banqueta.

Sem oxitocina sintética de rotina.

Sem episiotomia de rotina.

Sem nenhum tipo de violência, verbal, emocional ou física.

Isso, acredito, ser o básico. Toda mulher deveria ter o direito de viver isso no dia do nascimento do seu bebê, porém infelizmente está muito longe de ser a realidade em grande parte do nosso país.

Meus parabéns à Unimed Itapetininga por essa transformação, apesar da resistência, tiveram coragem em tornar real a possibilidade de um parto digno para toda mulher.

“Para mudar o mundo, é preciso primeiro mudar a forma de nascer”, sim, estamos fazendo nossa parte para um mundo melhor.

Direitos das gestantes
Empoderamento, Parto, Trabalho de Parto

Não é favor, é direito #1

Gestar pode nos dar uma falsa sensação de vulnerabilidade e desamparo, financeiro, emocional e físico.

Por isso a constituição brasileira assegura uma série de recursos à mulher e bebê nessa fase tão peculiar.

Ter seus direitos respeitados, não é um favor recebido, porém fazer com que isso aconteça vai exigir da mulher, e porque não dizer do casal, leitura e conhecimento das leis.  Em casos que acreditem ser muito difícil ter a aceitação, vale levar consigo uma cópia da lei que atenda à situação.

Durante a Gestação

  • Realizar no mínimo seis consultas de pré-natal no Posto de Saúde mais próximo de sua casa e receber uma Declaração de Comparecimento e o Cartão Gestante, que contém todas as informações sobre seu pré-natal
  • Receber e manter para sí todos os resultados de exames realizados
  • Contar com acompanhamento mensal do desenvolvimento do bebê e da gestação.
  • Fazer exames de urina, sangue, preventivos, além da verificação da pressão arterial e de seu peso.
  • Ter acompanhamento clínico durante o parto, que é considerado emergência médica e não pode ser negado à parturiente.
  • Tão logo seja confirmada a gravidez, é direito da gestante ter parte das despesas adicionais decorrentes da gestação, da concepção ao parto, custeadas pelo futuro pai, na proporção dos recursos de ambos, segundo a Lei 11.804/08. Leia mais aqui
  • Prioridade no atendimento médico tanto em instituições públicas como privadas.
  • Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.       (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • A assistência referida acima deverá ser também prestada a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção.  (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • Assentos preferenciais demarcados em todos os tipos de transporte público.

Em relação ao trabalho, de acordo com o Artigo 392 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

 

  • Licença-maternidade: de 120 dias (a partir do 8º mês de gestação), sem prejuízo do emprego e do salário, que será integral. Caso receba salário variável, receberá a média dos últimos seis meses.
  • A gestação não pode ser motivo de negativa de admissão.
  • Ser dispensada no horário de trabalho, para a realização de pelo menos seis consultas médicas e demais exames complementares.
  • Mudar de função ou setor, de acordo com o estado de saúde e ter assegurada a retomada da antiga posição.
  • Duas semanas de repouso no caso de aborto natural.

Durante todo trabalho de parto e parto

    • A gestante tem direito a acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato” LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005. Leia na íntegra aqui
    • Direito ao parto humanizado nos estabelecimentos públicos de saúde do Estado, assegurado pela lei nº 15.759, de 25 de março de 2015. Leia a lei na íntegra clicando aqui
    • Decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida” e a da Lei n. 10.241/1999, em vigor no Estado de São Paulo, determina que a gestante tem o direito de “Consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com adequada informação, procedimentos diagnósticos ou terapêuticos a serem nele realizados”. Leia na íntegra aqui
    • Decidir livremente sobre a sua pessoa ou seu bem-estar;  artigo 24 do Código de Ética Médica, em vigor, que prevê que é vedado ao médico exercer sua autoridade de maneira a limitar o direito do paciente. Determinado pelo  artigo 31 do Código de Ética Médica. Leia na íntegra aqui
    • Procedimentos de estimulação precoce do trabalho de parto (rompimento de membranas, indução farmacológica, uso de ocitocina endovenoso, dentre outros métodos) apenas com seu consentimento e desejo.
    • Recusa de episiotomia
    • Escolher a posição em que deseja ficar em todo o trabalho de parto inclusive na fase expulsiva
    • A gestante tem o direito de ter atendimento digno, atencioso e respeitoso; de ser identificada e tratada pelo seu nome ou sobrenome
    • Direito de requerer “por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do profissional e o seu número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão”.

 

Espero com esse apanhado te ajudar a ter recursos que te assegurem uma gestação e parto dignos. Semana que vem postarei os direitos dos pais e bebê após o nascimento. Até lá 😉

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/

http://www.planalto.gov.br/

https://mahpsorocaba.wordpress.com

http://www.sgc.goias.gov.br/upload/links/arq_818_guia_direitos_gestante-bebe.pdf

http://www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21000

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.108-2005?OpenDocument

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11804.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm

http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume%20i/saudelei10241.htm

cesaria
Empoderamento, Plano de Parto, Preparo ao Parto

Socorro! Não posso mais agendar minha cesárea.

 

Dia 7 de janeiro de 2015 a ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar apresentou a resolução que determina o fim dos agendamentos prévios de cesárea através de Convênios de Saúde, sem indicações clínicas reais.

Essa medida foi tomada devido aos altíssimos índices de cesáreas realizadas no Brasil, em alguns hospitais superior a 98% dos casos quando o máximo aceitado pela OMS é de 15%

 

“Não podemos aceitar que as cesarianas sejam realizadas em função do poder econômico ou por comodidade. O normal é o parto normal. Não há justificativa de nenhuma ordem, financeira, técnica, científica, que possa continuar dando validade a essa taxa alta de cesáreas na saúde suplementar. Temos que reverter essa situação que se instalou no país”, enfatizou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O Ministro reforçou ainda que a redução de cesáreas não é uma responsabilidade exclusiva do poder público, mas de toda a sociedade brasileira. “É inaceitável a epidemia de cesáreas que há hoje no país e não há outra forma de tratá-la senão como um problema de saúde pública”, destacou.

 

Segue abaixo, algumas indicações para cesárea, você pode ver mais detalhadamente AQUI.

 

1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa;

2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;

3) Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);

4) Apresentação córmica (situação transversa) – durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);

5) Ruptura de vasa previa;

6) Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética).

 

Não apresentar, nenhum desses itens é sem dúvida motivo de grande alegria para qualquer mãe, mas como lidar com o trabalho de parto e parto normal quando não se espera por isso?

 

1: Confie no seu CORPO

Se você foi capaz de gestar um bebê durante nove meses, suas chances de ter um parto ótimo são enormes, você foi feita para dar luz, você é capaz.

 

2: Busque por informações

Como a mais ou menos 50 anos a cesárea tem sido a  principal opção de nascimento no Brasil, medos e informações equivocadas fazem parte do nosso dia a dia.

Ah a dor é horrível, você não vai aguentar é muito sofrido!!!//O bebê tava com cordão enrolado no pescoço, não respirava!//Parto normal é coisa de índia!/Seu primeiro filho, vai arriscar no normal? Que maluca!!//Você vaificar toda larga, seu marido vai te trocar por outra depois, vai ver só!” 

Tudo isso é a mais pura e linda BOBAGEM, como a crença que comer manga com leite faz mal! Clique na desculpa que já ouviu, fiz uma seleção de ótimos textos falando sobre cada assunto!

Relatos de parto são ótimas formas de ler, nas palavras de outra mulher, sobre a experiência real de um parto normal.

 

3: Busque pessoas que te acolham

Ultima coisa que qualquer mulher precisa é de dedos apontados, olhares inquisitores e histórias horrorosas sobres partos. FUJA para as colinas, não perca energia ouvindo ou argumentando só fará você se sentir ainda mais pressionada.

Procure por grupos de Apoio! Só uma gestante entende outra!

Procure por uma Doula, elas entendem o momento que você vive e vão te ajudar com indicações de leituras e exercícios que te tranquilizarão, elas auxiliam antes do parto, durante o parto e depois, com amamentação e cuidados com o bebê, você pode conversar com a sua e contratar apenas nos momentos que você desejar.

 

4: Converse com seu parceiro

Sempre que buscar informações, discuta com o seu parceiro ou pessoas mais próximas, assim você cria um verdadeiro muro contra palpiteiros agourentos de plantão, além de passar a ter um super apoio dentro de casa com as pessoas que você mais ama.

 

5: Questione! Muito e SEMPRE

O mais prazeroso e assustador do parto normal, não é a dor, ou a espera. É que pela primeira vez na sua vida você vai se ver completamente no comando da sua própria vida e corpo.

De inicio, isso assusta, mas aos poucos você verá que se descobrirá muito mais poderosa e forte do que imagina.

Pergunte, busque por respostas a todos os seus medos, mas lembre-se se a resposta parecer meio estranha…desconfie, busque por outra…  as vezes repetir em voz alta ajuda para nos darmos conta dos absurdos que nos dizem!

 

6: Respeite o tempo do seu bebê e o SEU

Já reparou que a data prevista para sue parto, é calculada com base na data da sua ultima menstruação? Mas o bebê é gerado apenas quando você ovula (ou seja até 15 dias depois a menstruação!) Sim,  o calculo do tempo de gestação é aproximado, e pode ter uma semana de erro para mais.

Uma gestação normal, pode ir até 42 semanas,  a partir da 41 semana exames dia sim dia não são feitos para monitorar o bebê. NENHUM profissional vai te forçar a um parto normal se seu bebê apresentar sinais de sofrimento fetal.

Trabalho de parto, é trabalho mesmo, só inicia quando tem contrações de 5 em 5 minutos durante mais de uma hora. Cada mulher tem seu tempo próprio para parir e ritmo também, seu corpo é sábio!

 

Vem acompanhar também no facebook :) https://www.facebook.com/casadadoula

 

 

Fontes: http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/2718-ministerio-da-saude-e-ans-publicam-resolucao-para-estimular-parto-normal-na-saude-suplementar#sthash.JnxfXBG1.dpuf

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/2718-ministerio-da-saude-e-ans-publicam-resolucao-para-estimular-parto-normal-na-saude-suplementar