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depressão gestacional, puerpério
Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/


 

massagem para gestantes
Diversão e Relaxamento, Doula

Massagem reduz tempo de duração de parto

Acompanhar a mulher durante a gestação e parto é muito mais que uma função ou profissão, é sem dúvida um dom acompanhado de muito estudo.

 

E não existe coisa melhor do que massagem de doula.

Durante a gestação

  • Auxilia no relaxamento
  • São profissionais que conhecem a fisiologia do parto e que não realizarão manobras que interfiram no bem estar mãe-bebê
  • Conhecem os pontos de maior tensão e como aliviá-los
  • São capazes de orientar acompanhantes e parceiros em como aliviar as tensões também em casa
  • A doula pode realizar as massagens juntamente com exercícios de respiração e aromaterapia para potencializar os resultados
  • Ajudam a diminuir inchaços, muito comuns no terceiro trimestre

Durante o trabalho de parto e parto

Nem toda mulher gosta de ser tocada durante o trabalho de parto, isso é importante sempre lembrar, mas para quem gosta um estudo global (Klaus & Kennel, 1993), aponta  que a presença da Doula no trabalho de parto traz benefícios eficientes também para a redução de 60% nos pedidos de analgesia peridural.

  • Auxilia no alívio das dores durante o trabalho de parto
  • Proporciona relaxamento e diminuição da ansiedade
  • Auxilia no bom posicionamento do bebê
  • Aumenta o vinculo entre o casal (em vista que os movimentos são ensinados também ao acompanhante)
  • Podem auxiliar na redução do tempo do trabalho de parto (mãe relaxada, trabalho de parto fluído!)

 

Durante a Amamentação

As mãos de fada auxiliam até nesse momento único, apesar de pouco falado sobre o assunto a doula pode também auxiliar a tornar mais fácil e prazeroso essa fase quase esquecida durante a gestação.

  • Pode ensinar a mãe massagens de alívio de dores nas mamas
  • Auxilia na ordenha
  • Pode ajudar a aliviar tensões musculares em braços, ombros e pescoço. Além de indicar posições favoráveis para que elas deixem de existir.

 

Não é a toa que as Doulas são conhecidas por suas mãos de fada <3

 

Aleitamento materno Exclusivo
Amamentação

Amamentei, na medida da minha informação

Pode soar como um desabafo, quase um pedido de desculpas, direcionado à quem?

A OMS recomenda o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê e que se mantenha até os dois anos ou mais. A Organização Mundial da Saúde faz essa recomendação.

Mas e na prática?

No Brasil, 67,7% das crianças mamam na primeira hora de vida e a duração média do aleitamento materno exclusivo é 54 dias. Além disso, 41% dos menores de 6 meses tiveram alimentação exclusivamente por leite materno. Fonte EBC Agencia Brasil

Na prática o aleitamento materno segue os meses na corda bamba, entre sorte, palpites, muita hipocrisia e muitos profissionais da saúde mal informados.

Não saí do hospital sabendo amamentar, colocaram minha filha nos meus braços, meu peito dentro da boca dela, sorriram e disseram “Está ótimo mãe! Parabéns”

Saímos da maternidade, minha filha com uma chupeta na boca. Eu não sabia, não sabia que poderia prejudicar nossos processo de conhecimento e aprendizagem, não sabia que aquela chupeta inocente poderia ser uma grande pedra no nosso caminho. Mas seguimos.

Em casa, com as mamas febris, chorava escondida, minha filha mamava mas nunca parecia satisfeita. Eram várias mamadas, eram muitas horas, eram muitos choros era muita angustia.

Não me receitaram ajuda, receitaram uma lata cheia de um pó que “tinha tudo o que meu bebê precisava”

Olhar para a lata, fechada ainda no armário, era como se eu declarasse minha derrota. “Ok mundo, você venceu, não sou capaz de nutrir minha filha!”

Chorei

Mas reagi, não aceitei minha suposta derrota, busquei quem sabia, mas sabia mesmo o que eu estava passando.

Fui ouvida, me abraçaram sem pressa, abraçaram meu cansaço e meu medo e disseram “está tudo bem”.

Não sai com nenhuma fórmula mágica, nem soluções mirabolantes. Me apresentaram apenas meu corpo, apresentaram a minha filha e me explicaram como nós combinávamos perfeitamente e poderíamos fazer dar certo, juntas.

Nosso caminho foi suave diante de tantas histórias que conheço de mulheres que ouviram e ainda ouvem que “Amamentar mesmo sangrando é bom”, “Normal sofrer para amamentar”, “Seu leite é fraco”, “Seu bico tem problema”, “Seu bebê passa fome”. Queria ter braços suficientes para oferecer a cada uma delas. Eles não sabem de nada, não sabem mesmo.

Se você não tiver a mesma sorte que eu, não conseguir encontrar quem te estenda os braços e te mostre como pode ser linda a amamentação, vamos conversar, vamos juntas fazer isso acontecer.

Você e seu bebê merecem viver em plenitude esse momento.

Cinquenta e quatro dias*, seis meses, um ano, dois ou até mais. Nós amamentamos na medida da nossa informação.

 

*Cinquenta e quatro dias é a média nacional de amamentação exclusiva no Brasil.

 

Fonte: http://www.redeblh.fiocruz.br/media/pamuni.pdf

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-05/ministerio-lanca-campanha-de-doacao-de-leite-materno-para-bebes-prematuros

 

Doula, Empoderamento

Doulas e Gos querem a mesma coisa

Sim, o que nos conecta é a dedicação ao nosso trabalho e o desejo de desfechos positivos em todos os nascimentos.

Sinto que com a explosão de Doulas, de mulheres questionadoras, de informação baseada em evidencias, apareceu também uma trincheira entre nós. Talvez por uma série de informações que se desencontram no caminho, nos vemos pouco e quase não conversamos pessoalmente, como poderíamos realmente nos conhecer, não é verdade?

Eu Doula, estimulo as mulheres e famílias a pesquisarem e conhecerem mais sobre seus próprios corpos e o processo de parto normal, falo também sobre a cesárea e pós parto/amamentação.  Muitas vezes isso bate de frente com a forma que tradicionalmente o nascer acontece.

Não é culpa exclusiva de vocês ou da mulher, penso que em um país onde as taxas de cesárea chegam a 80% é medíocre apontar dedos apenas para pessoas e desconsiderar tudo o que nos envolve. Pressão social, de instituições, remuneração inadequada, falta de estímulos e políticas de trabalho que muitas vezes deixam a desejar. Acontece que eu e vocês queremos a mesma coisa.

Desejamos nascimentos seguros, para mãe e bebê

Quando procedimentos de rotina são questionados não significa que não existe confiança no seu trabalho ou formação. Acontece que muitas vezes é possível recorrer a alternativas que sejam bem vindas por todos, equipe e parturiente, afinal queremos apenas

Promover o nascimento de forma respeitosa utilizando tecnologia e evidencias cientificas atualizadas

A cada dia terão mais e mais mulheres nos seus consultórios querendo conversar com vocês sobre fisiologia, parto e amamentação. Não apenas falando do enxoval e ansiosas pelo próximo ultra. Existe espaço no seu atendimento para isso?

Sabem, tenho visto e ouvido muitas, muitas mulheres falarem sobre vocês depois dos partos e em nenhum momento falam dos procedimentos feitos, falam sim coisas como “Meu médico foi bem legal, explicou o que estava acontecendo e fiquei mais tranquila depois”, “A enfermeira que me acompanhou foi um verdadeiro anjo e me acalmou”, “Estava com medo e o anestesista foi muito gentil, perguntou meu nome, que dor me incomodava e o que eu queria sentir, disse que faria o melhor para me atender” . Infelizmente o total oposto também existe e são essas mulheres que se sentiram desrespeitadas e violentadas que irão, a cada dia mais, falar sobre isso.

Somos lados opostos da mesma moeda. Se trabalharmos em sintonia grandes mudanças virão. Na verdade, são inevitáveis.

Amamentação
Amamentação, Maternagem, Puerpério

Somos todas Adele

A cantora -maravilhosa- Adele esbanjando humor falou com todas as letras no meio de um show:

A pressão em cima de nós é absolutamente ridícula. E aquelas pessoas que reforçam essa pressão podem ir se foder, ok? Porque é difícil. Algumas de nós não conseguem fazer. Meu seios aguentaram cerca de nove semanas — disse a cantora ao ser questionado por um dos fãs que assistia ao show.

 


“Ryca” famosa e cheia de recursos. Adele não é como a maioria das puérperas “reles mortais”, e mesmo assim teve dificuldades durante a amamentação. Na verdade, mal conseguiu amamentar.

Bebês não nascem sabendo mamar, é um trabalho diário de aprendizado. Muitas vezes mulheres precisam de apoio e orientações específicas nesse período de adaptação, e por não o terem acabam abrindo mão da amamentação. Como Adele.

Apoio é Fundamental.

Estudos mostram claramente que a presença da doula no pré-parto e parto trazem benefícios de ordem emocional e psicológica para mãe e bebê, incluindo resultados positivos da 4ª a 8ª semanas após o parto, onde foi observado:

·Aumento no sucesso da amamentação;
·Interação satisfatória entre mãe e bebê;
·Satisfação com a experiência do parto;
·Redução da incidência de depressão pós-parto;
·Diminuição nos estados de ansiedade e baixa auto-estima.

 

Você sabia?

  • O leite costuma descer até 7 dias após o nascimento do bebê, nesse período a mama produz o Colostro, muito nutritivo e recheado de anticorpos vitais para o bebê
  • Dores e sangramentos ao amamentar, não são normais, são sinais claros que a pega do bebê não está correta
  • Amamentar consome tantas calorias quanto uma aula de Spinning e estimula todo o corpo a voltar ao normal.

Se você está tendo dificuldades para amamentar, procure por um especialista em amamentação para te ajudar e orientar, sua doula ou nos grupos de apoio à gestação saberão indicar. E se você desistiu, por não encontrar melhor alternativa, meu abraço e beijo na testa. Só você sabe as dores e angustias que passou sozinha.

grupo de gestantes
Doula, Empoderamento, Gestação, Parto

5 razões para dizer SIM

Você já viu o positivo no palitinho, já está em pelo menos 5 grupos virtuais de “gravidas” e aquela sua amiga com cara de hiponga te convidou para ir em um grupo presencial de apoio à gestação e parto humanizado?

Abra o peito, o sorrisão no rosto, coloque sua roupa mais confortável e diga SIM!

Nos grupos presenciais, mais do que a oportunidade de trocar experiências com outras gestantes, você provavelmente vai encontrar :

 

1: Informações baseadas em Evidencias

Os grupos costumam ter até 10 casais e os facilitadores buscam sempre embasar as informações passadas da forma mais confiável possível, dentro do tema abordado.

“Não existe escolha sem que exista antes conhecimento real sobre as opções”

Fala-se do que é normal, ou não na gestação e parto, dependendo do tema abordado no dia pelo grupo.

 

2: Vão te provocar a questionar

Dos primeiros passos para assumir a autonomia do próprio corpo é se permitir questionar. “Como isso acontece? Porque essa indicação? Esse procedimento seria feito por quê?”

Você estará rodeada de mulheres que descobrem a cada dia o poder de ter autonomia sob o próprio corpo.

 

3: Apontar caminhos

As mulheres nos grupos já viram muita coisa e estudaram outras tantas, acredite, elas mais do que ninguém gostariam que o parto normal respeitoso fosse um direito acessível e não algo que temos que lutar por ele. Vão falar no ato sobre as condutas conhecidas de profissionais e hospitais, indicar uma série de livros, filmes e blogs para que você possa escolher o que é melhor para  SUA realidade e se encaixa melhor nos SEUS desejos.

 

4: Relatos de Parto Reais

É bonito ler relatos de parto, mas ouvir da mulher que vivenciou cada contração, alegria e força é uma experiência completamente diferente. Ouça com respeito, é a história dela, mas significa que você também pode conquistar a sua. É possível e nem sempre tão simples e romântico como pode parecer no youtube.

 

5: Apoio

Seu grupo será sua rede de apoio, anote dúvidas, pergunte sempre que tiver espaço para isso, de preferencia abertamente para todo o grupo, sua dúvida pode gerar uma discussão muito boa e ajudar à outras mulheres. É intimo? Aproveite o final do encontro, se forem muitas dúvidas, vale recorrer a uma Doula para te dar a atenção e informação que precisa.

 

Você frequenta já algum grupo de apoio? Se ele puder ser divulgado poste aqui nos comentários que vou atualizando o post com “Nossas leitoras recomendam”

sinais de trabalho de parto
Empoderamento, Trabalho de Parto

10 sinais que o TP finalmente começou

O parto não acontece de uma hora para outra, podemos passar dias e até semanas com falsos sinais.

Com ajuda de algumas mães, e um pouco de memória, fiz aqui  a lista dos TOP 10 sinais de que seu trabalho de parto realmente começou!

 

1: Intestino solto, costuma ser dos primeiros sinais, o corpo manda embora tudo o que não é necessário antes do trabalho de parto começar para valer

2: Você SABE, simplesmente SABE

3: Ondas de Frio e de calor intensas e repentinas

4: Pressão na pelve constante, como se “algo” empurrasse para baixo

5: Boca seca

6: Sono muito intenso

7: Perda de apetite

8: Perda de vontade de falar, a mulher costuma falar cada vez menos

9: Contrações com um minuto de duração e intervalos de 3 em 3 minutos

10: Perda de tampão mucoso

 

Impossível não se sentir ansiosa, ou bater aquele medinho do “é agora”, então busque ter por perto pessoas que te apoiem e que saibam como se comportar nesse momento tão especial.

Keep Calm and call your Doula  😉  

tirinha
Gestação, Parto

A Grávida e a tensão pré-maternagem

Um dia, sem nada de especial, você acorda e está absurdamente irritada…

Não quer sair da cama, com sono de mil ursos pardos no final do outono norte americano.

Mas a vida, minha amiga, não é grande bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito pela sua avó.

Você respira fundo, se levanta e encara o dia.

Nenhuma roupa parece ficar bem, os peitos enormes e duros como nunca, doem até de bater a água do chuveiro.

Dai você vê o comercial de margarina e chora, poxa como nunca percebeu como era tão lindo ???

A lombar… ahhh a lombar!

Você tem a sensação nítida que lutou MMA com Anderson Silva e perdeu, toda a coluna dói e estaca, crocante!

Espinhas e cravos, ou seria um breve surto de pânico ao ver de forma um “pouco” exagerada todos e mais alguns defeitinhos que sua pele possa ter?

E a fome? Ahhh tudo parece tão bom, cheiroso, suculento, hummmm… que enjoo!

Poderia ser uma simples TPM, SE e apenas SE, tivesse “descido” , porém já se passaram alguns dias e nada, absolutamente NADA desceu, a cólica leve continua, parece que a TPM não tem fim!

Parabéns! Você está grávida!

Claro que essas observações, escrevo no auge da minha TPM, e rindo ao lembrar dos meus primeiros meses de gestação.

Aliás, família e amigos que me leem hoje, desculpa tá? Foi difícil para mim mas tenho leve noção de como foi difícil para vocês permanecerem por perto! Virei do avesso!

Entretanto isso não quer dizer que todas mulheres vão passar pelo mesmo.

Caso você que me lê se sinta fora de si e dominada por uma personalidade completamente nova, chorona, dolorida e enlouquecida (para não dizer raivosa), pense que isso é normal e vai passar . Se estiver muito pesado, peça ajuda a profissionais (sim, terapia é bom e a gente gosta, tem momentos que tudo o que precisamos é colocar para fora o que transborda no peito e se perdoar).

Antes de engravidar, durante todo o ciclo (que normalmente dura por volta de um mês) o corpo da mulher muda em função de diferentes níveis de hormônios liberados a cada estágio do ciclo, o efeito dessas mudanças são visíveis quando não se usa nenhum tipo de anticoncepcional hormonal.

Na gestação a mulher sente isso de forma mais intensa ainda, do inicio ao final da gestação é possível sentir essa enlouquecedora avalanche de hormônios, essencial para o preparo do corpo para gestar, nutrir e parir essa nova vida.

 

Como aliviar os sintomas?

  • Praticar atividades físicas leves e prazerosas,
  • Ter pessoas para conversar e dar risada,
  • Participar de encontros com outras gestantes (virtuais ou não, nada como uma grávida para entender outra!)
  • Lembrar que a loucura toda é culpa dos hormônios e logo vai passar, mas se não passar você pode e deve recorrer à profissionais
  • Ter uma alimentação o mais balanceada possível (para poder se deliciar nos docinhos quando for preciso)
  • Desenvolva um diário para gestação. Se permitir viver cada fase e aproveitar para se conhecer melhor, sem julgamentos

– Poxa Sam, se eu ficar maluca assim por 9 meses meu marido pede a conta!
Como eu disse antes, passa!

Varia de mulher para mulher, mas o incomodo e irritação duram um mês, no máximo dois… depois você pode entrar em um estado de GRAÇA incrível, onde tudo é gostoso, tudo é bom, o sexo fica divino, os perfumes mais cheirosos, a pele um deslumbre, os cabelos brilhantes e praticamente perfeitos sem nenhum esforço!
E lá no finalzinho, um mês antes do bebê nascer… lá vem ela… de volta a loucura do primeiro mês, nada parece bom, você só quer chocolates e ficar no seu canto, arrumar as coisas do bebê, roupas, quarto, se alimentar e dormir… se entregar a todas vontades e desejos do corpo, alma e coração, para receber essa linda e tão esperada vida, do lado de fora do ventre.

 

Como disse, eu fui uma grávida “difícil” e aqui tem um bom bocado de como me senti durante o período, me conta, por aí como foi/está sendo?

Fotógrafa:  Claudia Clemente
Mãe: Carla Corrêa
Puerpério

O que levar à uma casa com bebê

Mulher parida não quer fazer sala, não apareça de surpresa, com vozes altas e na hora do lanche da tarde, ou em qualquer outro horário de refeição.

Mulher parida quer abraço e a mais honesta das perguntas “Você precisa de alguma coisa?”

O bebê tão esperado nasceu e agora a mãe precisa ser cuidada para bem cuidar.

Não ofereça conselhos, se ofereça para lavar a louça, colocar roupas na máquina de lavar, preparar uma refeição fresquinha, ou várias, e deixe congelada para os próximos dias.

Traga frutas frescas, suco de uva integral, traga carinho.

Traga abraços e massagens.

Traga companhia, mesmo que silenciosa.

Cuide do bebê para que ela possa tomar um banho longo sem se preocupar.

Mulher parida quer ninho e cria. Mas também quer carinho e poder cuidar um pouco de sí.

Capa
Empoderamento, Parto, Plano de Parto

Vamos construir o parto Real?

Ainda na série “experiencias na internê” em Maio eu estava animadíssima na pegada de video-resposta sobre as coisas.

Tirando o fato de eu ser bem ruim na produção de vídeos, esse foi um dos temas mais legais e acabou sento o start para que eu desenvolvesse um exercício para elaboração personalizada do plano de parto.

O que acaba sendo uma grande redundância, todo plano de parto deveria ser elaborado de forma única e exclusiva, mas sei também que as vezes é mais fácil copiar aqui e colar alí… é? É sim!

O parto acontece apenas em algumas horas, sim é verdade, também é verdade que durante essas horas TUDO NO MUNDO pode acontecer. Desde a aparição do segundo Sol até uma invasão apocalítica zumbi.

Vale a pena se dedicar algumas horas, sentar e ir visualizando desde o inicio do trabalho de parto até o retorno para casa depois do nascimento.  Em que momento quer ir para o hospital, o que gostaria de comer, músicas que quer ouvir, quem quer ter por perto….

Na época perguntaram também se quem está super empoderada com equipe 5 estrelas humanizada também precisa fazer o plano de parto. SIM, faça sim.

Mesmo dentro de uma equipe humanizada cada profissional irá agir como ele acredita ser melhor para a parturiente, se ela não pontuar claramente suas vontades e desejos, isso pode gerar uma profunda decepção com a equipe posteriormente.

Confiram o vídeo aqui, que apesar de não ser digno de uma produção de Steven Spielberg está recheado de informações boas.

E aqui, tem o exercício que criei e desenvolvi durante um curso em Itapetininga-SP :)

São perguntas simples, mas que vão te ajudar lá no final a visualizar com o que você precisa se preocupar e o que pode fazer para que não se torne um fator de tensão real no parto.

Responda item a item e no quaro final coloque os pontos principais levantados,com base nesse quadro poderá fazer seu plano de parto de forma bem mais consciente.

Discutir com seu acompanhante (quando tiver) é sempre importante, tanto para aliviar a tensão que alguns questionamentos poderão provocar quanto para trazer o outro junto com você para dentro do parto Real.

 

 

**Para saber detalhes sobre direito à assistência humanizada no SUS consulte a lei 15.759 (de 25/03/2015) http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html