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Desafios

Maternagem

Meu bebê gripou, let it go

Dificilmente um bebê que mama no peito vai adoecer gravemente, porém resfriados e tosses são muito comuns, ainda mais com mudanças bruscas de temperatura. Mesmo assim a recuperação costuma ser muito rápida. Os bebês nascem sem sistema imunológico formado, por isso o aleitamento materno é tão importante nos primeiros seis meses onde recebem todos anticorpos maternos e depois enquanto desenvolvem e fortalecem o seu próprio sistema.

Ainda em casa o bebê pode ser cuidado com coisas bem simples, que parecem mais pequenos carinhos em maioria.

  • Amamentação

Vale repetir sempre, leite materno é o melhore remédio, ofereça o peito em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê pedir. Mesmo que pelo desconforto causado pela doença ele mame pouco por vez se manterá alimentado e hidratado.

 

  •  Lavar o nariz com soro fisiológico

De todos é o que os bebês menos gostam, e o que mais ajuda a limpar as vias superiores de muco e corpos estranhos. Pode ser feito antes de cada mamada ou todas as vezes que o nariz do bebê parecer obstruído.

Pode ser aplicado com spray, mas é importante lavar uma narina de cada vez e dar um tempinho entre uma e outra.

 

  • Banho de vapor, recomendado antes do sono

É uma alternativa à inalação,  pode ser em um ambiente vaporizado (como o banheiro quente) ou colocar ao lado da cama uma bacia com agua quente, de forma que o bebê respire o vapor.

Orégano e folhas de hortelã podem ser colocadas na água, o primeiro é tem propriedades antissépticas e anti-inflamatórias já a hortelã ajuda no relaxamento e auxilia no sono.

 

  • Tapotagem

Com o bebe deitado de bruços no colo e sempre com o rostinho livre para respirar, deixe a mão em formato de concha e dê pequenos “tapinhas” nas costas do bebê, a intenção é gerar vibração e essa auxiliar na saída do muco acumulado.

 

Gostou das dicas aqui? Conta pra gente, o que você costuma fazer em casa para cuidar do seu pequeno?

Doula, Parto, Relato de Parto

Relato de Pai: O Nascimento da Heloisa

Acho importante, antes de mais nada,  escrever o relato do nascimento de nosso primeiro filho de cesária para poder estabelecer uma base de comparação com nossa segunda experiência.  

O nascimento do Enzo

Nosso primeiro filho Enzo nasceu de cesária. O obstetra que acompanhou a gestação era bastante atencioso e gostávamos de sua forma de trabalhar. Porém ele nunca queria falar de parto quando puxávamos o assunto. Quando minha esposa Mileine estava com 36 semanas de gestação ele finalmente disse “para quando querem marcar o parto?”. Nós achamos muito estranho e eu pedi para discutirmos as opções, e enquanto conversávamos mencionei que minha esposa tinha escoliose e ele se agarrou nesse argumento para justificar a cesária. Nós, pais de primeira viagem, acatamos a “forte sugestão” do obstetra.

Me chamaram para a sala de cirurgia apenas quando já estavam tirando o Enzo e não queriam deixar eu filmar, então eu discuti com a enfermeira e continuei filmando. Imaginei que o motivo pelo qual não queriam filmagem era para evitar registrar um eventual erro médico. O Enzo nasceu com a ajuda de um equipamento de aço curvado que machucou sua cabeça e deixou uma cicatriz que não diminui e impede o crescimento de cabelo. Colocaram o Enzo perto da Mileine apenas pelo tempo de tirar uma foto e o levaram para outra sala onde fizeram todos os procedimentos padrões (e questionáveis) de aspirar, retirar o vérnix… Só o encontramos depois na sala de repouso onde estávamos esperando.

Resumindo ficamos muito irritados com o obstetra que nos enganou, que não queria nos deixar filmar o parto, que foi bastante mecânico e com pouca consideração pelos pais, especialmente pela mãe.    

O nascimento da Heloisa

Considero que estavamos relativamente bem informados com relação ao parto natural. Isso nos deu bastante tranquilidade para encarar cada etapa do processo de nascimento, até então desconhecidas na prática. O desenvolvimento da gestação foi normal, sem nenhum problema. Não contamos ao novo obstetra que queriamos fazer um parto natural, fora de um hospital, já que a maioria dos médicos realmente não gostam dessa idéia.

Decidimos ter a Heloisa em uma casa de parto (Clínica Opima) em nossa cidade Itapetininga que fica a 3 minutos do hospital da Unimed, uma suíte muito grande e agradável toda equipada, com temperatura controlada, cama, banheiro, banheira de hidromassagem, tecido para apoiar, bolas para exercicios, jardim de inverno, comida, bebida, equipamento de emergência e uma ambulância pronta para uma eventual transferência para o hospital. Fizemos cursos e estudamos como seria a experiência; as vantagens, os riscos… Escolhemos uma equipe incrível com uma médica pediatra (Andréa Golveia), 2 efermeiras (Giovana Fragoso e Priscila Colacioppo), uma doula (Samara Barth) e uma fotógrafa (Rithiele Mareca). Minha cunhada Mary tambem participou desde o inicio ajudando e acompanhando todo o parto. A enfermeira Karin Bienemann também se juntou à equipe.

Com 39 semanas e cinco dias 23/02 começou a sair o tampão e o que achamos ser um pouco de liquido amniótico. Mantivemos a equipe informada através de um grupo de Whatsapp. Durante a tarde a Mileine sentiu várias pequenas contrações que foram aumentando de frequência e intensidade até caracterizar efetivamente trabalho de parto as 21:30. Chamamos a doula Samara que monitorou um pouco as contrações até que sugeriu que fossemos para a casa de parto.

A partir daí começou o trabalho duro, a doula e eu o tempo todo com a Mileine. As contrações estavam muito fortes e revezamos o chuveiro, bola, tecido, cama, caminhadas até as 2:00 am. A Mileine estava bastante cansada e já estava no que os profissionais chamam de “partolândia”, um estado de consciência no qual a mulher fica completamente “chapada” com a quantidade de hormônios e substâncias secretadas no organismo naturalmente que preparam o corpo para um acontecimento tão extremo.  

A enfermeira Karin monitorava a bebê com frequência e ajudava no trabalho de parto. A enfermeira Giovana então avaliou a evolução do trabalho de parto e disse que ela estava com 4 cm de dilatação. Foi bastante frustante, já que havia passado bastante tempo com muitas contrações, para um avanço tão pequeno. Porém continuamos focados em ajudar a avançar o trabalho de parto. Ao redor das 4:312226409_987458654675569_1003362007_n0 am foi feita a segunda avaliação pela Giovana e estava com apenas 5 cm. Foi um balde de água fria, tanto esforço por tão pouca evolução. Começamos a temer não ser possível um parto natural e ter que nos transferir para o hospital para induzi-lo. A Mileine estava esgotada, eu realmente não sei como ela conseguiu aguentar tantas contrações intensas por tanto tempo. Então a enfermeira pediu para entrarmos na banheira e lá ficamos até nascer o dia, as contrações desaceleraram e todos pudemos descansar um pouco, inclusive a Mileine, que estava exausta.

Foi quando a Samara nos “despertou” e disse que tínhamos que continuar a trabalhar. Saímos da banheira e 12674507_987458548008913_479977343_napenas movimentando um pouco corpo fez com que as contrações voltassem. Ao redor das 10:00 am a enfermeira Priscila fez una nova avaliação, estávamos muito apreensivos, pois sabíamos que daquele momento dependia todo o planejamento, preparação, esforço e o desejo de um parto realmente humano. A priscila então disse, quase como uma revelação, “Graças a Deus, está com 8 cm, o colo parece uma geléia. A Heloisa vai nascer!”. Nesse momento me arrepiei inteiro, não consegui segurar a emoção e comecei a chorar, olhei em volta e todos no quarto estavam chorando. Depois de tanto esforço, tanto sacrifício, vamos conseguir ter nossa menininha como queríamos.

A partir daí tudo foi mais “fácil”, pois a Mileine se motivou e encarou as contrações com muita coragem, até que a enfermeira a tocou e sentiu a cabecinha da Heloisa, me pediu para sentir e me emocionei muito, estava acontecendo! Eu disse que tinha sentido sua cabecinha e duas contrações depois nasceu a Heloisa as 12:54 de 24/02. A enfermeira fez questão que eu tirasse a Heloisa e entregasse direto para a Mileine. Todos choramos, sentindo uma felicidade imensa, com nada além de alegria e realização no coração, um sentimento pleno. Enquanto a Mileine já a amamentava, a placenta nascia e o o sangue do cordão, que pertence ao bebe, voltava para seu pequeno corpo, e eu pude então cortar o cordão, fazendo-a respirar agora por conta própria. Em seguida chegou o Enzo e ficou fascinado com a irmãzinha.

A equipe foi simplesmente fantástica. A doula foi fundamental no trabalho de parto, ela apoiava fisica e emocionalmente minha esposa, ficou o tempo todo presente. As enfermeiras, que eram muito bem qualificadas e experientes, foram muito humanas e profissionais nos passando muita tranquilidade e segurança. A médica participou menos, como naturalmente deve ser, porém foi sempre muito carinhosa e preocupada, humana.

Minha es10584233_987458814675553_638511149_nposa foi literalmente um guerreira, mostrou que é uma mulher extremamente forte e determinada, muito mais do que eu imaginava. Ela encarou 15 horas de dor intensa e esgotamento físico com uma resiliência inimaginável. Os profissionais se referem muito à palavra “poder” que de fato reflete muito bem a experiência da mãe no parto.

Acredito que o parto normal é uma experiência da qual os pais tem o direito de não serem privados, seja por um sistema de saúde estúpido ou médicos de eticamente tortos. O parto natural, por sua vez, é uma experiência sem interferências desnecessárias ou anomalias técnicas que foram se tornando práticas comuns até os dias de hoje e que reduzem a magia do nascimento. É uma experiência transformadora que vai além de ser protagonistas do nascimento de nossos bens mais preciosos e fortalecer os vínculos familiares, mas nos faz descobrir aspectos pessoais desconhecidos por nós mesmos. A idéia desse texto é apenas descrever nossas experiências pessoais de parto, e não julgar decisões ou opiniões diferentes das nossas.

Caue Tacchini Bernardo – pai da Heloisa e do Enzo


Gestação, Parto

A Grávida e a tensão pré-maternagem

Um dia, sem nada de especial, você acorda e está absurdamente irritada…

Não quer sair da cama, com sono de mil ursos pardos no final do outono norte americano.

Mas a vida, minha amiga, não é grande bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito pela sua avó.

Você respira fundo, se levanta e encara o dia.

Nenhuma roupa parece ficar bem, os peitos enormes e duros como nunca, doem até de bater a água do chuveiro.

Dai você vê o comercial de margarina e chora, poxa como nunca percebeu como era tão lindo ???

A lombar… ahhh a lombar!

Você tem a sensação nítida que lutou MMA com Anderson Silva e perdeu, toda a coluna dói e estaca, crocante!

Espinhas e cravos, ou seria um breve surto de pânico ao ver de forma um “pouco” exagerada todos e mais alguns defeitinhos que sua pele possa ter?

E a fome? Ahhh tudo parece tão bom, cheiroso, suculento, hummmm… que enjoo!

Poderia ser uma simples TPM, SE e apenas SE, tivesse “descido” , porém já se passaram alguns dias e nada, absolutamente NADA desceu, a cólica leve continua, parece que a TPM não tem fim!

Parabéns! Você está grávida!

Claro que essas observações, escrevo no auge da minha TPM, e rindo ao lembrar dos meus primeiros meses de gestação.

Aliás, família e amigos que me leem hoje, desculpa tá? Foi difícil para mim mas tenho leve noção de como foi difícil para vocês permanecerem por perto! Virei do avesso!

Entretanto isso não quer dizer que todas mulheres vão passar pelo mesmo.

Caso você que me lê se sinta fora de si e dominada por uma personalidade completamente nova, chorona, dolorida e enlouquecida (para não dizer raivosa), pense que isso é normal e vai passar . Se estiver muito pesado, peça ajuda a profissionais (sim, terapia é bom e a gente gosta, tem momentos que tudo o que precisamos é colocar para fora o que transborda no peito e se perdoar).

Antes de engravidar, durante todo o ciclo (que normalmente dura por volta de um mês) o corpo da mulher muda em função de diferentes níveis de hormônios liberados a cada estágio do ciclo, o efeito dessas mudanças são visíveis quando não se usa nenhum tipo de anticoncepcional hormonal.

Na gestação a mulher sente isso de forma mais intensa ainda, do inicio ao final da gestação é possível sentir essa enlouquecedora avalanche de hormônios, essencial para o preparo do corpo para gestar, nutrir e parir essa nova vida.

 

Como aliviar os sintomas?

  • Praticar atividades físicas leves e prazerosas,
  • Ter pessoas para conversar e dar risada,
  • Participar de encontros com outras gestantes (virtuais ou não, nada como uma grávida para entender outra!)
  • Lembrar que a loucura toda é culpa dos hormônios e logo vai passar, mas se não passar você pode e deve recorrer à profissionais
  • Ter uma alimentação o mais balanceada possível (para poder se deliciar nos docinhos quando for preciso)
  • Desenvolva um diário para gestação. Se permitir viver cada fase e aproveitar para se conhecer melhor, sem julgamentos

– Poxa Sam, se eu ficar maluca assim por 9 meses meu marido pede a conta!
Como eu disse antes, passa!

Varia de mulher para mulher, mas o incomodo e irritação duram um mês, no máximo dois… depois você pode entrar em um estado de GRAÇA incrível, onde tudo é gostoso, tudo é bom, o sexo fica divino, os perfumes mais cheirosos, a pele um deslumbre, os cabelos brilhantes e praticamente perfeitos sem nenhum esforço!
E lá no finalzinho, um mês antes do bebê nascer… lá vem ela… de volta a loucura do primeiro mês, nada parece bom, você só quer chocolates e ficar no seu canto, arrumar as coisas do bebê, roupas, quarto, se alimentar e dormir… se entregar a todas vontades e desejos do corpo, alma e coração, para receber essa linda e tão esperada vida, do lado de fora do ventre.

 

Como disse, eu fui uma grávida “difícil” e aqui tem um bom bocado de como me senti durante o período, me conta, por aí como foi/está sendo?

Empoderamento, Parto, Plano de Parto

Vamos construir o parto Real?

Ainda na série “experiencias na internê” em Maio eu estava animadíssima na pegada de video-resposta sobre as coisas.

Tirando o fato de eu ser bem ruim na produção de vídeos, esse foi um dos temas mais legais e acabou sento o start para que eu desenvolvesse um exercício para elaboração personalizada do plano de parto.

O que acaba sendo uma grande redundância, todo plano de parto deveria ser elaborado de forma única e exclusiva, mas sei também que as vezes é mais fácil copiar aqui e colar alí… é? É sim!

O parto acontece apenas em algumas horas, sim é verdade, também é verdade que durante essas horas TUDO NO MUNDO pode acontecer. Desde a aparição do segundo Sol até uma invasão apocalítica zumbi.

Vale a pena se dedicar algumas horas, sentar e ir visualizando desde o inicio do trabalho de parto até o retorno para casa depois do nascimento.  Em que momento quer ir para o hospital, o que gostaria de comer, músicas que quer ouvir, quem quer ter por perto….

Na época perguntaram também se quem está super empoderada com equipe 5 estrelas humanizada também precisa fazer o plano de parto. SIM, faça sim.

Mesmo dentro de uma equipe humanizada cada profissional irá agir como ele acredita ser melhor para a parturiente, se ela não pontuar claramente suas vontades e desejos, isso pode gerar uma profunda decepção com a equipe posteriormente.

Confiram o vídeo aqui, que apesar de não ser digno de uma produção de Steven Spielberg está recheado de informações boas.

E aqui, tem o exercício que criei e desenvolvi durante um curso em Itapetininga-SP 🙂

São perguntas simples, mas que vão te ajudar lá no final a visualizar com o que você precisa se preocupar e o que pode fazer para que não se torne um fator de tensão real no parto.

Responda item a item e no quaro final coloque os pontos principais levantados,com base nesse quadro poderá fazer seu plano de parto de forma bem mais consciente.

Discutir com seu acompanhante (quando tiver) é sempre importante, tanto para aliviar a tensão que alguns questionamentos poderão provocar quanto para trazer o outro junto com você para dentro do parto Real.

 

 

**Para saber detalhes sobre direito à assistência humanizada no SUS consulte a lei 15.759 (de 25/03/2015) http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

Empoderamento, Parto, Trabalho de Parto

Não é favor, é direito #1

Gestar pode nos dar uma falsa sensação de vulnerabilidade e desamparo, financeiro, emocional e físico.

Por isso a constituição brasileira assegura uma série de recursos à mulher e bebê nessa fase tão peculiar.

Ter seus direitos respeitados, não é um favor recebido, porém fazer com que isso aconteça vai exigir da mulher, e porque não dizer do casal, leitura e conhecimento das leis.  Em casos que acreditem ser muito difícil ter a aceitação, vale levar consigo uma cópia da lei que atenda à situação.

Durante a Gestação

  • Realizar no mínimo seis consultas de pré-natal no Posto de Saúde mais próximo de sua casa e receber uma Declaração de Comparecimento e o Cartão Gestante, que contém todas as informações sobre seu pré-natal
  • Receber e manter para sí todos os resultados de exames realizados
  • Contar com acompanhamento mensal do desenvolvimento do bebê e da gestação.
  • Fazer exames de urina, sangue, preventivos, além da verificação da pressão arterial e de seu peso.
  • Ter acompanhamento clínico durante o parto, que é considerado emergência médica e não pode ser negado à parturiente.
  • Tão logo seja confirmada a gravidez, é direito da gestante ter parte das despesas adicionais decorrentes da gestação, da concepção ao parto, custeadas pelo futuro pai, na proporção dos recursos de ambos, segundo a Lei 11.804/08. Leia mais aqui
  • Prioridade no atendimento médico tanto em instituições públicas como privadas.
  • Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.       (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • A assistência referida acima deverá ser também prestada a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção.  (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
  • Assentos preferenciais demarcados em todos os tipos de transporte público.

Em relação ao trabalho, de acordo com o Artigo 392 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

 

  • Licença-maternidade: de 120 dias (a partir do 8º mês de gestação), sem prejuízo do emprego e do salário, que será integral. Caso receba salário variável, receberá a média dos últimos seis meses.
  • A gestação não pode ser motivo de negativa de admissão.
  • Ser dispensada no horário de trabalho, para a realização de pelo menos seis consultas médicas e demais exames complementares.
  • Mudar de função ou setor, de acordo com o estado de saúde e ter assegurada a retomada da antiga posição.
  • Duas semanas de repouso no caso de aborto natural.

Durante todo trabalho de parto e parto

    • A gestante tem direito a acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato” LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005. Leia na íntegra aqui
    • Direito ao parto humanizado nos estabelecimentos públicos de saúde do Estado, assegurado pela lei nº 15.759, de 25 de março de 2015. Leia a lei na íntegra clicando aqui
    • Decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida” e a da Lei n. 10.241/1999, em vigor no Estado de São Paulo, determina que a gestante tem o direito de “Consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com adequada informação, procedimentos diagnósticos ou terapêuticos a serem nele realizados”. Leia na íntegra aqui
    • Decidir livremente sobre a sua pessoa ou seu bem-estar;  artigo 24 do Código de Ética Médica, em vigor, que prevê que é vedado ao médico exercer sua autoridade de maneira a limitar o direito do paciente. Determinado pelo  artigo 31 do Código de Ética Médica. Leia na íntegra aqui
    • Procedimentos de estimulação precoce do trabalho de parto (rompimento de membranas, indução farmacológica, uso de ocitocina endovenoso, dentre outros métodos) apenas com seu consentimento e desejo.
    • Recusa de episiotomia
    • Escolher a posição em que deseja ficar em todo o trabalho de parto inclusive na fase expulsiva
    • A gestante tem o direito de ter atendimento digno, atencioso e respeitoso; de ser identificada e tratada pelo seu nome ou sobrenome
    • Direito de requerer “por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do profissional e o seu número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão”.

 

Espero com esse apanhado te ajudar a ter recursos que te assegurem uma gestação e parto dignos. Semana que vem postarei os direitos dos pais e bebê após o nascimento. Até lá 😉

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/

http://www.planalto.gov.br/

https://mahpsorocaba.wordpress.com

http://www.sgc.goias.gov.br/upload/links/arq_818_guia_direitos_gestante-bebe.pdf

http://www.cremego.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21000

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.108-2005?OpenDocument

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11804.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm

http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume%20i/saudelei10241.htm

Empoderamento, Maternagem

Para mudar o mundo, é preciso se permitir ser

Oi! Tudo bem com você?

Escrevo hoje com ar de “Meu querido diário”, porque essa semana aconteceram muitas coisas por aqui.

Como você já deve imaginar, sou Doula e ativista.

Sou também mãe solteira de uma menina linda (rs) de 3 anos de idade.Sou filha de mãe que foi Pãe por anos a fio e sempre senti muito orgulho dela, hoje penso que ela carregou um peso que não era seu…

Taurina, daquelas que encasqueta com alguma coisa vai lá e faz acontecer, mesmo que precise bater a cabeça algumas várias vezes para aprender.

Escuto conselhos e argumentos, argumento/justifico imediatamente e em seguida digiro aos poucos todas as informações, depois de algum tempo aceito o que me é possível, o restante fica lá sendo assimilado.

Nunca fui mulher-perua (no melhor sentido do termo), gostava de uma roupa por ser confortável, não me mostrasse muito e não precisasse passar a ferro.

Maquiagem…rs em casa sempre fui a que menos usava. Lápis, rímel e batom, sempre me bastaram, uma vez na faculdade comprei um duo de sombras, rosa e marrom…rs

Mas quando se trata de trabalho, nunca medi esforços. Abraçava, me jogava mesmo!

Ficava sem almoçar, ficava até mais tarde, já tomei chuva, muita, já reprovei em uma matéria por não conseguir coordenar MEU tempo e tempo do meu trabalho.

Me tornei mãe e voltei para o interior onde mora minha família, fiquei um ano inteiro dedicada apenas a minha filha, não trabalhava fora, não saía passear sozinha… na verdade, hoje em dia fora meu trabalho, continuo vivendo apenas para a maternagem.

Quando me envolvi com a humanização do nascimento não foi muito diferente. Fundei o AGE, junto com a querida E.O. Giovana Fragoso e ele passou a ser meu coração. Era um trabalho voluntário que fazíamos na cidade, que demandava trabalho de verdade, organização de palestras, divulgação, captação de parcerias, desenvolvimento de Blog, Fanpage. Sei que mudei de emprego 3 vezes em um ano, se o emprego não me permitisse “ser AGE” eu saía…

Percebe que até aí, abracei, carreira, ativismo, maternagem e a mim nada? NADA!

Agora me vejo, com 30 anos, com poucos momentos que me faltam o ar de emoção descomprometida, toda trabalhada na flacidez e gordelícia.

É difícil, me olhar, me abraçar… queria uma Doula para mim, só que, né? Doula não empodera ninguém…tem que vir de dentro…

Defini a partir dessa semana, cuidar de mim. Entrar no tal do equilíbrio corpo/coração, aceitação… palavra bonita.

Talvez o que eu lute aqui seja o aceitar que SOU MERECEDORA

De ter um tempo para cuidar do meu corpo

De ter meu quarto da forma mais linda que ele puder ser

De unhas feitas com carinho toda semana

De gastar um tempo no espelho com uma maquiagem delicada

“Para mudar o mundo, é preciso antes mudar a forma de nascer” afirma Michel Odent, humildemente complemento, “Para mudar o mundo, é preciso antes renascer e se permitir ser”.

 

Se me leu até aqui, minha gratidão 🙂 É difícil se achar por aí também? Como tem feito para se encontrar nesse turbilhão que é a vida?

Amamentação, Maternagem

Ninguém me disse que Amamentar

Seria muito mais que um ato de amor, de entrega e romance durante os olhares infindáveis mãe-bebê?

Amamentar é muito importante mas não é filme-romântico-água-com-açúcar. De Lagoa Azul, não tem nada.

Não sei te dizer, porque raios gostamos de embonitar as coisas ao ponto de torná-las uma princesa Disney, de tão inatingíveis.

“Era o primeiro dia da família completa em casa, após o nascimento de Lola. A mãe Princesa Juli acordou, depois de uma deliciosa noite de sono,  ao som de passarinhos na janela. O café já estava na mesa, preparado pelo incrível Príncipe Tom, com frutas frescas suculentas e sucos naturais refrescantes, granola, yogurte natural, pães variados e chás…Lola, a princesa de olhos gigantes, pele rosada e sorriso banguela encantador, no auge do seu terceiro dia de vida esperava pelo café. Logo que Juli pegou sua bebê, elas já se entenderam, posição das duas perfeitas! Foi apenas mostrar a mama farta, que Lola de imediato a abocanhou (pega perfeita!) e mamou por longos 30 minutos. Barriguinha cheia, de leite e amor, adormeceram as duas enquanto os ratinhos e pássaros e esquilos limpavam a casa, arrumavam as roupas e davam conta dos demais afazeres domésticos….”

 

Amamentar é sim um ato de amor e nutrição, mas muita dedicação e sobretudo paciência.

Mãe e bebê se reconhecem, aprendem e se adaptam a essa nova fase, não nascemos sabendo amamentar, bebês não nascem sabendo mamar.

É aprendizado diário, a paciência de aos poucos se acertar, à mãe cabe noites mal dormidas, cansaço físico e emocional pós parto, ao bebê adaptação à vida fora do útero, com variados estímulos visuais, sonoros e sensações corporais completamente novas.

Agora o bebê é um indivíduo a parte da mãe, é preciso aceitar isso.

E esse pequeno indivíduo tem personalidade desde sempre e a amamentação deixa evidente já, com um choque de realidade para os pais.

 

… “Tipos de Bebês”…

O Bebê Preguiça

Ele nasceu, mas não se ligou ainda disso, “até pega” o peito mas não suga muito, se estiver em contato com a mãe e quentinho Cataploft já cai no sono feliz da vida.

O Bebê Boca Nervosa

Tudo ele põe na boca, mas parece não ter “foco”, se está no peito alguma coisa chama a sua atenção e ele já solta o bico, tenta abocanhar a outra coisa, se perde, não acha mais a pega bacana, fica bravo, cansa e chupa a mão mesmo. 5 minutos depois está chorando, como se tivesse algo medonho acontecido, boca escancarada querendo mamar…

O Bebê anti “pega”

“Pega” é o termo que usamos para falar da forma que o bebe abocanha a mama, na Pega correta o bebê fica com boca “de peixinho”, bochechas cheias, língua abaixo da mama, esse conjunto teoricamente simples faz a sucção mais eficiente…

Lindo, mas tem bebê que não nasce afim. E lá vai a mãe com toda olheira, paciência do mundo e com certeza mamas bem machucadas, buscar por suporte e ajuda de profissionais da área.

O Bebê Alta Demanda

Se está acordado está no peito, se está dormindo… também.

Mama até encher e quando enche põe tudo pra fora e já chora por mais.

A mãe não tem hora de banho, não tem hora de sono, não tem hora de xixi ou cocô (sozinha). É o bebê Piercing de mamilo se não está lá, está aos berros.

É o tipo preferido dos pitaqueiros de plantão, “Leite Fraco” é sempre um apontamento feito.

O Bebê de outros Bicos

“Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.

Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri…”  

Se Eu Soubesse, Thais Gulin e Chico Buarque

Aquela chupeta inocente, a esperança de acalento e 3 horas seguidas de sono… é… seu bebê AMOU a dita cuja. A chuquinha/mamadeira que a avó, pai, prima, irmã resolveu dar por algum motivo que só faz sentido para elas…

Agora o bebê está lá sofrendo com a “confusão de bicos”, mamar no peito é mais difícil e trabalhoso que tomar na mamadeira, a chupeta tem formato diferente e ele se habituou aquela posição de lábios, língua…

O peito nessa, com a  pega horrorosa que a confusão proporciona, fica em frangalhos…. e a mãe? Dependente daquele pedaço de borracha que se por acaso desaparece, o CAOS se instala na casa.

…”A cara da Amamentação Real”…

Amamentar, vai além, de suor, amor e dedicação. Mas seguimos, firmes, nem sempre tão fortes, normalmente exaustas… mas seguimos.

Essa é a cara da Amamentação Real, participação querida de mulheres, mães do @azíndia.

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