Browsing Tag

Gestação

18881816_1756312977993233_277161440512708883_n
Gestação

O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar

O que põe em risco mães e bebês é a má assistência, o pre-natal mal feito, a vitalidade fetal não observada durante trabalho de parto, a cesárea agendada, as intervenções feitas de forma rotineira. O que MATA é a assistência à gestante ser feita de forma mecânica e desatualizada.

O útero é o lugar mais seguro para um bebê estar.

Mais de 50% dos bebês nascem entre 39 e 40 semanas (40 semanas e 6 dias ainda são “quarenta semanas”) e os demais tem uma porcentagem pequena.

Inclusive os nascimentos depois das 41 semanas.

Caso a sua família, seja meio ansiosa e essa coisa de “não ter data” possa causar um climão ruim com os parentes no almoço de domingo, dica de amiga, fale para todos que a sua data para o bebê nascer é a limite estabelecida por você e sua equipe.

Sim, vocês podem e devem conversar sobre isso. Até quantas semanas você está afim de aguardar que o parto normal se inicie sozinho?

Tem muitas mulheres que tem as 41 semanas como limite pessoal e a partir daí optam por induções, que são aliás uma alternativa bem bacana nesse período gestacional.

Ser mãe é um aprendizado gigante, começamos assim, aprendendo a esperar nossos pequenos estarem prontos pra vida no mundão aqui fora, e é só o começo.

 

Fontes http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-gravidez-prolongada.html

barriga
Gestação, Saúde

Tamanho da barriga é documento?

“A barriga da minha vizinha estava o dobro da sua e…”

“Ah mas tem certeza que não são gêmeos?”

“Tá tão pequenininha, certeza que o bebê está saudável?”

“Não nasce hoje não, está super alta!!”
200w_d (1)

É impressionante a quantidade de pessoas especialistas em avaliação de barriga de gestante, tudo obviamente com embasamento cientifico vindo “da filha, da amiga da vizinha da prima da minha conhecida”

Acontece que o tamanho da barriga da mãe não é sinal de saúde ou falta dela, isso porque pode variar muito de mulher para mulher e também de acordo com as posições  do bebê no útero.

Grande ou Pequena?

Tamanho não é documento MESMO quado se trata de barrigas de gestantes. Fatores como obesidade, musculação, diabetes gestacional, pressão alta e alterações na tireoide interferem muito no físico materno. Normalmente gestantes na segunda gravidez e que não costumam exercitar os musculos abdominais tem uma distensão maior da barriga e ela parece muito maior logo nas primeiras semanas. Isso porque os músculos não estão fortes o suficiente para oferecer sustentação para o peso extra que está recebendo.

O que garante a saúde e bom desenvolvimento do bebê é o pré-natal bem feito e boa alimentação materna, nada de excessos , nem de exercícios, descanso ou alimentação.

 

Alta ou baixa?

A altura do bebê no útero é uma das coisas muito observadas. É isso que vai deixar visualmente a barriga mais alta (mais próxima às mamas) ou mais baixa (você consegue apoiar a mão entre as mamas e a barriga). Mesmo assim fora de trabalho de parto não exite motivo para comemorar ou ficar triste com uma barriga “alta ou baixa”.  Essa posição pode se manter por dias ou semanas, ou até mesmo mudar em questão de horas com o inicio do trabalho de parto ativo.

 

Pode uma mãe com barriga super alta ter um parto muito rápido.

Pode uma mãe com a barriga super baixa ter um parto muito lento.

Pode uma mãe com barriga pequena ter um bebê de mais de três quilos

Pode uma mãe com barriga grande ter um bebê de pouco mais de dois quilos.

 

Mulheres: Confiem nos seus instintos, pesquisem, estudem para se sentirem mais seguras e exercitem-se respeitando seus limites.

Palpiteiros de plantão: deixem as barrigas alheias em paz

pressão
Gestação, Saúde

Por que essa dor nos quadris?

No terceiro trimestre, mais ou menos a partir da 30 semana de gestação, a famosa “pressão na pelve” aparece com força total, dificilmente vamos encontrar alguma mãe que não reclame de dor nos quadris. Muitas mulheres se queixam também de agulhadas na vagina e a sensação contante que “alguma coisa está forçando para baixo”.

Vão podemos esquecer das caibras, inflamações no nervo ciático e em muitas mulheres surgem também as hemorroidas.

giphy (2)

Mas não se desespere, vamos primeiro entender porque isso acontece?

O peso do bebê aumenta muito nesse final e exige mais de músculos, coluna e sistema circulatório da mãe.
É nessa fase que o bebê costuma virar de cabeça para baixo e se ajeita na posição ideal para o nascimento, o que é um ÓTIMO sinal, mas força naturalmente a abertura dos ossos da bacia com a cabeça e com o peso que cresce muito semana a semana.
Seu corpo produz hormônios que tornam os ligamentos mais flexíveis, ou seja, ajuda ainda mais a bacia a se  abrir

 

Para aliviar esses desconfortos invista em:

  • Massagens relaxantes
  • Alongamentos diários
  • Yoga ou Pilates
  • Caminhadas leves
  • Bolsas de água quente nas regiões mais doloridas
  • Prestar sempre atenção na sua postura, postura errada mais sobrepeso do bebê pode forçar articulações e provocar inflamações.

 

Não precisa se preocupar ou achar que a criança vai nascer super rápido por conta dessa sensação constante de pressão.  O trabalho de parto normal é normalmente lento para que ocorra bem, como o desabrochar de uma rosa, e só acontece com contrações a cada 3 minutos e com um minuto de duração cada uma*. Sem contrações- sem nascimento

 

 

 

*Na grande maioria das gestações a fase ativa do trabalho de parto se dá com esse período de intervalo e frequencia. 

ultrassom
Gestação, Saúde

Ultrassom, para que?

É delicioso ver nosso bebê, bracinhos e perninhas pulantes dentro da gente, mas o ultrassom não é uma necessidade mensal. O recomendado em gestações de baixo risco é no máximo 3 ultras. Um em cada trimestre. O Ministério da Saúde preconiza a realização de apenas 2 durante toda a gestação.

Como e quais são?


Ultrassom Obstétrico: A gente só vê peso do bebê, tamanho, quantidade de líquido e placenta.
Ultrassom Morfológico: É o exame que a gente consegue ver as estruturas do bebê por dentro detalhadamente e observar má formações.
Ultrassom com Doppler: Observa-se tamanho dos ossos e funcionamento de coração, placenta e veias.


Quando são feitos


Normalmente entre 4-8 semanas: Ultrassom Obstétrico Transvaginal, é o primeiro exame feito e identifica a idade gestacional através de observação do desenvolvimento de bolsa embrionária, coraçãozinho e peso. Vai ser a primeira vez que você vai ouvir o tum tum do coraçãozinho.

Entre 11 e 14 semanas: Ultrassom Morfológico, principal ultrassom de toda gestação, é o primeiro exame de desenvolvimento do bebê. Pode ser realizado a translucência nucal (ou TN), medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas.

Entre 18 e 24 semanas: Ultrassom Morfológico, neste exame será avaliada a formação e o desenvolvimento dos órgãos e das estruturas do bebê, sendo possível observar o crânio, as estruturas do cérebro, a coluna, a face, o coração, o estomago, os rins, o fígado, a bexiga, a genitália externa, os braços , as mãos, as pernas e os pés. A confirmação do sexo do bebê normalmente acontece aqui :)

Entre 26 e 28 semanas: Ultrassom com doppler é o ultra mais esperado pelas mães e pais. No exame é possível medir as estruturas ósseas e orgãos do bebê, avaliar seu desenvolvimento, observar o fluxo sanguíneo e funcionamento de placenta e coração.

Apoio nas informações da Dra Natália Carvalho

beleza
Empoderamento

O seu corpo é lindo

Talvez ao longo da sua vida tenha visto sempre alguém mais bonita que você, seja a atriz na novela, ou em capas de revista.

Talvez tenha tido relacionamentos em que não se sentiu tão bem, se não estivesse sempre maquiada, bem depilada, perfeitamente penteada e no peso ideal.

Mas você é e sempre foi linda.

A gestação vai mudar seu corpo, mas não a culpe, o tempo iria de qualquer forma.

Mas você talvez não se reconheça nos quase dez meses que se seguirão.

Suas formas ficarão arredondadas, os seios fartos, o nariz “batatinha” e talvez algumas estrias apareçam, seus cabelos também vão mudar, ficarão absurdamente brilhantes, a pele “de pêssego”

E você, mesmo não se reconhecendo ao olhar no espelho, estará na fase mais deslumbrante da beleza mamífera, feminina, visceral.

Talvez ainda não tenha percebido que sua beleza vem de dentro. Da sua força em seguir em frente, de ser ouvida e respeitada. Da luta e do amor que é feita e agora transborda.

Hoje só vim para te falar mesmo que você está, é e sempre foi LINDA.

depressão gestacional, puerpério
Gestação, Maternagem, Puerpério, Saúde

Depressão e Maternidade – Vamos falar sobre isso?

Engravidar, no consenso geral, é sinônimo de alegria.

Ah que bonito!

Uma nova vida sendo gerada, uma família que está crescendo.

Acontece que junto com esse novo ser, cheio de fragilidade e amor, vem uma série de mudanças intensas na vida de todos os diretamente envolvidos. Principalmente na vida dessa mulher que no decorrer de 9 meses deixará de ser filha para se tornar mãe e plenamente responsável por outra vida além da sua.

Sentimentos como ansiedade, angustia, insegurança, medo, solidão, parecem não fazer parte do vocabulário aceitável da gestante para os outros meros mortais.

Não podemos senti-los?

Podemos sim! Podemos muito e deveríamos poder falar sobre esses sentimentos abertamente.

Infelizmente são poucos os ambientes que vão acolher sem julgamentos, mas o erro é deles, não nosso.

No pós parto, com noites seguidas mal dormidas, alterações corporais e hormonais a avalanche de sentimentos pode se tronar ainda mais intensa e densa.

Vamos ser honestas? Parece que parte da gente morreu, morreu e se perdeu. Agora dentro da gente (daquela barriga ainda grande e oca) vive um luto, embebido em lágrimas e leite.

E tudo bem. Ninguém é monstro por isso ou uma péssima mãe.

Aqui o que salvou de me afogar dentro de mim mesma e do monte de expectativas e cobranças que colocaram e coloquei sob mim e a maternagem no geral foi falar.

   1- Primeiro parei de mentir para meu médico, dizendo que estava tudo bem

“Olha Dr, tá HORRÍVEL, mas ta ruim MESMO. Eu estou com medo, acho que não vou dar conta, estou comendo compulsivamente e todos os dias eu choro pelo menos por uma hora. Me odeio por sentir assim e sei que faço mal a minha bebê estar assim, não aguento mais”

2- Depois falei para meus amigos (Aliás foram meus amores, me acolheram de uma forma que ainda hoje meus olhos ficam marejados)

“Não to bem gente, não quero sair para balada com vocês mas me sinto só. Será que rola fazer coisas em casa como “esquenta” e dai vocês saem?”

 3-Abri a real para minha família

“TudoQueVocêPodeImaginar e muitas muitas lágrimas”

 4- Encontrei um terapeuta para chamar de meu

Mesmo que todos ao meu redor aparentemente tenham me entendido, não eram pessoas imparciais, que poderia falar o que eu sinto sem medo de ferir os sentimentos deles ou ser julgada. Eu precisava disso, precisava por para fora e as sessões de terapia foram maravilhosas para minha saúde física e emocional.

 5- Entendi e aceitei  

  • Que a gestação e maternagem não é comercial de margarina.
  • Tudo bem chorar, minha filha não seria infeliz por isso, só ia saber que a mãe dela é humana
  • Que meu empoderamento teria que ser para tudo na minha vida, porque eu mesma era minha maior força
  • Ficar de pijama por dias seguidos, tudo bem, mas banho e escovar os dentes é fundamental
  • Estava passando por uma fase dura como nenhuma outra que já tinha vivido até então, mas muitas outras mulheres também passaram pela mesma fase e conseguiram seguir em frente, tinha fim! A minha também teria.

 

Bem, esse foi daqueles textos doloridinhos para sair… mas que aqui me aliviou a alma, mais uma vez, falar sobre isso. Espero que minhas palavras tenham chego ai em forma de abraços demorados e um sincero “estamos juntas”. Depressão gestacional, Baby Blues, Depressão pós parto, fazem parte do pacote, mas nunca deveriam ser enfrentados sem apoio.

 

 

 

 


 

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Têm se a estimativa que no Brasil todos os dias em média 35 pessoas cometam suicídio todos os dias, o que o torna mais letal do que o Câncer e a Aids no nosso pais. 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados, com conversas francas e apoio de profissionais qualificados.

Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br/


 

massagem para gestantes
Diversão e Relaxamento, Doula

Massagem reduz tempo de duração de parto

Acompanhar a mulher durante a gestação e parto é muito mais que uma função ou profissão, é sem dúvida um dom acompanhado de muito estudo.

 

E não existe coisa melhor do que massagem de doula.

Durante a gestação

  • Auxilia no relaxamento
  • São profissionais que conhecem a fisiologia do parto e que não realizarão manobras que interfiram no bem estar mãe-bebê
  • Conhecem os pontos de maior tensão e como aliviá-los
  • São capazes de orientar acompanhantes e parceiros em como aliviar as tensões também em casa
  • A doula pode realizar as massagens juntamente com exercícios de respiração e aromaterapia para potencializar os resultados
  • Ajudam a diminuir inchaços, muito comuns no terceiro trimestre

Durante o trabalho de parto e parto

Nem toda mulher gosta de ser tocada durante o trabalho de parto, isso é importante sempre lembrar, mas para quem gosta um estudo global (Klaus & Kennel, 1993), aponta  que a presença da Doula no trabalho de parto traz benefícios eficientes também para a redução de 60% nos pedidos de analgesia peridural.

  • Auxilia no alívio das dores durante o trabalho de parto
  • Proporciona relaxamento e diminuição da ansiedade
  • Auxilia no bom posicionamento do bebê
  • Aumenta o vinculo entre o casal (em vista que os movimentos são ensinados também ao acompanhante)
  • Podem auxiliar na redução do tempo do trabalho de parto (mãe relaxada, trabalho de parto fluído!)

 

Durante a Amamentação

As mãos de fada auxiliam até nesse momento único, apesar de pouco falado sobre o assunto a doula pode também auxiliar a tornar mais fácil e prazeroso essa fase quase esquecida durante a gestação.

  • Pode ensinar a mãe massagens de alívio de dores nas mamas
  • Auxilia na ordenha
  • Pode ajudar a aliviar tensões musculares em braços, ombros e pescoço. Além de indicar posições favoráveis para que elas deixem de existir.

 

Não é a toa que as Doulas são conhecidas por suas mãos de fada <3

 

Bebê sentado- Pelvico
Empoderamento, Gestação

Sobre bebês sentados – bebê Pélvico

 “Deixem-me ver um Obstetra atender ao parto pélvico e eu lhes direi de sua qualidade.”  De Lee 

Entre posições diferentes que os bebês podem ficar, sentadinho ou pélvico é a mais freqüente: 3 a 4%,  segundo Thomas Hunt Morgan

Estudos apontam que esse posicionamento do bebê possa ocorrer por fatores genéticos, relacionados a formação do bebê, ou até mesmo metabólicos da mãe. Esses fatores podem ser identificados já no pré-natal, então não se preocupe.

 

Por que bebês ficam e permanecem sentados

  • Porque o parto foi adiantado e não tiveram tempo de virar (lembrando que a idade gestacional calculada é media e costuma apresentar até duas semanas de diferença com o capurro -idade gestacional real do bebê)
  • 1 em cada 10 bebês pélvicos apresentam alterações fisicas leves ou grandes que dificultam o posicionamento ideal
  • Estudos mostram relação direta entre disfunções na tireoide materna com o não posicionamento ideal do bebê> Isso pode demonstrar uma relação metabólica ao posicionamento
  • A baixa posição da placenta próxima à cabeça do bebê
  • O bebê estar enrolado no cordão, o que pode impedir a movimentação livre
  • Baixo volume de liquido e tônus muscular materno muito forte
  • Tônus muscular abdominal materno muito flácido, devido a mais de 4 gestações

 

Até quando é normal o bebê mudar de posição?

Como eles estão no meio líquido e com bastante espaço, um bebê saudável se mexe bastante e pode mudar de posição diversas vezes até a 37 semana de gestação.

Se você tem uma gestação de baixo risco e o bebê permanece pélvico (sentado) na 30 semana de gestação a pode realizar exercícios em casa mesmo para estimular a mudança de posição.

Outra opção é , caso a posição se mantenha ate a 37 semana, realizar a VCE (Versão cefálida Externa) onde um médico obstetra vai com o auxilio do ultrassom identificar exatamente a posição do bebê e com as mãos na superfície da barriga da mãe gentilmente o posiciona de cabeça para baixo.

 

Vamos fazer um resumão?

  • Antes das 24-26 semanas de gestação maior parte dos bebê estão em posições diagonais ou laterais de forma transversa
  • Entre 24-29 semanas de gestação maior parte dos bebês viram e ficam em posições verticais e alguns ficarão sentados
  • Pela 30-32  semana de gestação maior parte dos bebês viram e ficam de cabeça para baixo e bumbum para cima, as mães podem praticar posições para auxilio no encaixe ideal
  • Pela 34 semana de gestação,  espera-se que o bebê esteja de cabeça para baixo
  • Entre 36-37  semanas de gestação,  uma versão cefálica externa pode ser realizada

Bem, para não ficar um texto gigante, amanhã postarei os exercícios que as mães podem fazer para estimular o posicionamento do bebê.

Espero que tenham gostado

Inté

 

Fontes:

Conduta no parto pélvico http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-34675

Quem foi Thomas Hunt Morgan http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0071-12761946000100001

Motivos para o bebê estar sentado: http://spinningbabies.com/learn-more/baby-positions/breech/

nala
Gestação, Sem Categoria

Nala, a gata, adeus. Estou grávida.

Nala era nossa gata, tinha mais tempo de casa do que qualquer outro animal ou objeto. Eram quase duas décadas e isso para um gato, era muita, muita coisa.

Morava em São Paulo e voltei para casa da minha mãe no oitavo mês de gestação. Pouco antes nos questionamos se seria seguro para o bebê vivermos novamente sob o mesmo teto.

Toxoplasmose, nome feio e grande para uma doença que pode causar deformações graves no feto. A culpa, diziam, era deles… dos gatos.

Na verdade a Toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma Gongii, que pode estar presente em carne crua ou mal passada, em alimentos crus mal lavados e terra contaminada, além de fezes de gatos.

Para mãe, ela é assintomática, pode estar ali e nem sabemos, porém durante a gestação pode causar má formação cerebral e cegueira no bebê.

“Então vocês se livraram da Nala, a gata?”

Não, preferimos adotar as medidas de profilaxia corretas, até porque o problema não era ela, seria qualquer infestação, ela já era muito bem cuidada com antipulgas, apesar de nunca gostar da coleira rs, levávamos periodicamente ao veterinário e volta e meia ela ganhava um petisco recheado de vermífugo para gatos. Vale sempre prestar atenção também e não deixar passar outros serzinhos e ver como acabar com carrapatos. A caixa de areia dela sempre estava limpa, nunca entrava em contato com os excrementos.

Nala, a gata, acabou sendo minha melhor companhia nas ultimas semanas de gestação, e ficou conosco até minha filha ter um ano de idade, quando já muito velhinha tirou seu último cochilo.

Nossos animais de estimação são ótimos companheiros, antes e durante e depois da gestação, só precisam ser bem cuidados, todo amor que damos recebemos de volta multiplicado por mil.

Saudades =^.^=

grupo de gestantes
Doula, Empoderamento, Gestação, Parto

5 razões para dizer SIM

Você já viu o positivo no palitinho, já está em pelo menos 5 grupos virtuais de “gravidas” e aquela sua amiga com cara de hiponga te convidou para ir em um grupo presencial de apoio à gestação e parto humanizado?

Abra o peito, o sorrisão no rosto, coloque sua roupa mais confortável e diga SIM!

Nos grupos presenciais, mais do que a oportunidade de trocar experiências com outras gestantes, você provavelmente vai encontrar :

 

1: Informações baseadas em Evidencias

Os grupos costumam ter até 10 casais e os facilitadores buscam sempre embasar as informações passadas da forma mais confiável possível, dentro do tema abordado.

“Não existe escolha sem que exista antes conhecimento real sobre as opções”

Fala-se do que é normal, ou não na gestação e parto, dependendo do tema abordado no dia pelo grupo.

 

2: Vão te provocar a questionar

Dos primeiros passos para assumir a autonomia do próprio corpo é se permitir questionar. “Como isso acontece? Porque essa indicação? Esse procedimento seria feito por quê?”

Você estará rodeada de mulheres que descobrem a cada dia o poder de ter autonomia sob o próprio corpo.

 

3: Apontar caminhos

As mulheres nos grupos já viram muita coisa e estudaram outras tantas, acredite, elas mais do que ninguém gostariam que o parto normal respeitoso fosse um direito acessível e não algo que temos que lutar por ele. Vão falar no ato sobre as condutas conhecidas de profissionais e hospitais, indicar uma série de livros, filmes e blogs para que você possa escolher o que é melhor para  SUA realidade e se encaixa melhor nos SEUS desejos.

 

4: Relatos de Parto Reais

É bonito ler relatos de parto, mas ouvir da mulher que vivenciou cada contração, alegria e força é uma experiência completamente diferente. Ouça com respeito, é a história dela, mas significa que você também pode conquistar a sua. É possível e nem sempre tão simples e romântico como pode parecer no youtube.

 

5: Apoio

Seu grupo será sua rede de apoio, anote dúvidas, pergunte sempre que tiver espaço para isso, de preferencia abertamente para todo o grupo, sua dúvida pode gerar uma discussão muito boa e ajudar à outras mulheres. É intimo? Aproveite o final do encontro, se forem muitas dúvidas, vale recorrer a uma Doula para te dar a atenção e informação que precisa.

 

Você frequenta já algum grupo de apoio? Se ele puder ser divulgado poste aqui nos comentários que vou atualizando o post com “Nossas leitoras recomendam”