gravidez, infecção urinária, médicos

”Gravidez não é doença”. Pra quem?

(desenho lindi feito pela amigairmacumadreilustradora Pri Lins e recebido pelo zapzap)

Tá, gravidez não é doença. Mas eu saí pegando pegando todas as que estavam ao meu redor. Uma das coisas que mais leio/escuto é que nossa imunidade fica naturalmente mais baixa. O que parece meio erro da natureza, pq justo na época que precisamos estar mais protegidas, ficamos mais vulneráveis. Eu já peguei altas gripes, sem contar os sintomas normais que, claro, fiz o favor de sentir TODOS. Não tem esse papo de ”algumas grávidas”,  tudo o que falam que vai acontecer, acontece comigo. CRÊA.

Recebi email de um site materno falando que eu poderia ter infecção urinária. TIVE. Não deveriam dizer ”talvez”, deveriam dizer ”olhe, minha filha, se você não tiver isso é muita sorte, viu? então vá se preparando”.

Ficar esses dias indo do hospital pra casa me fez perceber alguns assuntos sérios. O que mais me deixou desconfortável foi o relacionamento peciente – médico. De vez em quando eu escuto alguém dizer que teve o melhor obstetra do mundo, que ligou pra ele, que convidou pro chá de bebê e tudo. E aí eu, inocente pessoa, pensei que isso era o normal, sabe? O comum. A primeira obstetra que visitei me dispensou por conta da provável data do parto. Depois disso passei séculos pra conseguir uma médica que tivesse agenda antes que eu completasse seis meses de gestação. É difícil demais. Mas você tem que estar preparada para marcar a cesária logo na primeira consulta, pq isso é o NORMAL (oi?). E se eu topar esperar a hora que minha filha quiser nascer em vez de escolher o signo dela? Não pode, pq você é louca. MAS, ENFIM, VOLTANDO AO ASSUNTO. Na emergência tudo é muito pior. As médicas não olharam pra mim. Não perguntaram se era menino ou menina. Não falaram ”oi, tudo bom?”. Eu só queria um abraço saber se ia ficar melhor. Já tinha ligado pra minha obstetra e ela nem txum. Na emergência mandaram eu procurar ela de novo, mas ela disse que não podia e pronto. Tá certo, confesso que imaginei ela chegando montada num cavalo alado pra colocar as mãos na minha testa e me curar like jesus. Mas eu nunca estive grávida na minha vida, não me julguem. Esperava que rolasse pelo menos um ”tá tudo bem?”, mas nem isso. Eu sei que médicos também são pessoas normais, têm seus compromissos, férias, mau-humor como qualquer outra pessoa. Mas se você escolheu passar a vida cuidando dos outros, o mínimo que se espera é um atendimento mais humanizado. Tá bom, chorey.

”Doutora, por favor, me ajudan”
”Não posso. Tô ocupada, bjs”

Pra completar a carência, os atestados médicos deveriam valer para o casal. Sério. Uma grávida doente precisa de amor e antibióticos, sabe? Eu parecia uma criança de quatro anos quando ele ia embora trabalhar. Levantar era uma tortura, sentar era ruim e ficar em pé doía. O que você faz numa hora dessas? MUITO DRAMA, CLARO!

Fazia tempo que não ficava tão doente. Mas o legal desses dias foi que ela não parou de mexer. Minha filha/barriga realmente  fez companhia. E aí você percebe, a cada chute, que tudo vale a pena – até a dor e os médicos. Mas, claro, isso vem depois de muita meditação. Pq na hora de fazer xixi você só pensa isso:

Chá de Bebê
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