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gravidez não planejada

O que eu aprendi com uma gravidez não planejada

Antes de falar sobre a minha gravidez não planejada, preciso agradecer a Priscila Lins, ilustradora, madrinha de Amora e amiga de todas as horas. Ela foi a responsável por uma série de ilustrações que explicam pq diabos o nome deste blog é Começando Errado. Este é o primeiro post inspirado pelos traços dela, que sempre estiveram presentes na minha vida (depois posto aqui alguns desenhos que ganhei). Valeu, bichan <3

Eu sei que tem gente que planeja a gravidez, claro. Mas isso sempre me causou uma certa estranheza, pois vejo que as preocupações geralmente são do tipo ”será que estamos prontos?”, ”ainda não tenho dinheiro para isso”,  ”não quero abrir não de ______ (digite aqui o seu mito preferido)”, etc. E, na minha cabeça oca, nenhuma pessoa está realmente pronta para ter um filho, pq não dá pra saber como vai ser antes de ter, oras. Se eu fosse planejar uma gravidez, acho que o prazo seria infinito e, no fim das contas, a criança jamais nasceria. Logo, para mim, a melhor coisa foi não planejar. Mas essa é a minha vida. Tenho amigas que estão planejando, outras que engravidaram exatamente na data marcada, e outras que acabaram de se deparar com a surpresa. Como só posso falar do que vivi, já que não sou nenhuma especialista em maternagem, muito pelo contrário, resolvi focar na minha experiência.

A primeira coisa que descobri foi que nós realmente não temos controle algum sobre a vida. Podemos até tentar guiá-la, prever algumas situações e simular outras. Mas quando a vida quer, ela simplesmente te puxa e não adianta remar na direção contrária. As transformações vão aparecer e você vai perceber que uma força imensa rodeia tudo isso.

Depois descobri que, apesar de ser uma boa ideia, é impossível conseguir romantizar tudo. Meus meses de gravidez seriam muito mais leves se não fosse e enxurrada de mensagens que recebi perguntando se eu iria me casar, por exemplo. Noiaria bem menos se não fossem as dezenas de expressões desoladas que eu encontrava pela frente to-dos-os-di-as. As pessoas vinham falar comigo com um ar de ”tadinha, perdeu a vida” e ”uma menina carregando outra”. Logo eu aprendi que o mundo pode ser tão cruel quanto a vida que arrasta a gente sem pedir permissão. Para meu companheiro (dá licença por não querer esse tal de marido?) as pessoas diziam que ”não precisa ser casal para ser pai”. Para mim, cobravam casamento e explicações. Veja bem, eu concordo que não precisa ser casal pra ser pai/mãe, mas pq ninguém veio me dizer isso também? Pq, para ele, os comentários foram mais leves e acolhedores? Esse foi o meu primeiro choque de realidade. Mais do que aceitar que carregava outra vida e mais do que entender que a minha mudaria completamente, enxergar o machismo numa fase tão delicada me deixou muito pra baixo. Cheguei a ter vergonha de estar grávida. Foi como se tivessem roubado o meu direito de simplesmente curtir que seria mãe. Acho que pela primeira vez na vida eu tive que encarar a realidade e me policiar para não deixar que esse tipo de coisa me atrapalhasse  (e essa é a guerra de toda mulher, creio eu). Resultado? Descobri o quão maravilhosa é a terapia e continuo indo toda semana. hahaha

E aí aprendi a mais importante das lições: não adianta ter apego ao passado, pq de qualquer forma ele vai virar passado mesmo. Sim, eu curtia quando a minha vida tinha responsabilidades mais leves, mas ela ia mudar uma hora ou outra. Poderia ser por conta de uma doença, uma promoção no trabalho ou uma transformação interior. Acontece com todo mundo. No meu caso foi uma gravidez e eu não consigo imaginar o que seria de mim hoje se isso não tivesse acontecido. Uma mãe é muito mais do que apenas mãe, eu sei. Mas passar por essa experiência louca me transformou no que eu sou hoje e adivinha? A Aida que virava noites nas festas, que assistia 3 temporadas seguidas da série do momento e que dormia até perder o sono nos finais de semana adoraria ser essa de hoje.

Se você acabou de descobrir que vai ser mãe, pensa nisso. Ignore o resto do mundo e seja bem-vinda. Saiba que existe uma rede de apoio muito maior do que o grupo de palpiteiros. <3

 

 

 

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44 Comments

  • Reply Elaine 25 de julho de 2017 at 10:17

    Ola gente. Fiquei muito melhor depois que li esse post e os comentários. Tenho 18 anos e estou grávida de 14 semanas, descobri a gestação com 4 semanas. O meu namorado no começo não gostou da ideia, confesso que eu também não. Não foi uma gravidez planejada afinal tenho apenas 18 anos e ele 19. Pensávamos em ter uma estabilidade financeira, uma casa… E depois de algum tempo casados ter um filho. Moro com a minha mãe que é divorciada e o meu namorado também mora com e mãe dele.
    Ambos trabalhamos mas não me sinto segura em cuidar de um filho agora.
    Choro todos os dias, pois tenho medo do que minha família irá falar. Ainda não contei pra ninguém da família, sei que já deveria ter contado mas não tenho coragem.
    O pai do meu bebê me apoia muito, graças a Deus.
    Hj em dia eu não vejo problemas em estar grávida, estou muito feliz mesmo com a pouca idade. Só tenho medo de que a minha família imponha que nos casemos agora, queremos nos casar sim mas não agora só pq vamos ter um filho, sei que seria importante pro nosso filho ter os pais juntos, mas não sera possível assim tao rápido, temos uma casa em construção mas quem já construiu uma casa sabe o quanto gasta e demora pra tudo ficar pronto…
    Enfim, obrigada meninas/mulheres pelos incentivos ❤❤

  • Reply Luiza 29 de junho de 2017 at 1:11

    Continuo nao querendo ser mãe. Nao acho amor nesse negócio de cuidar de um filho um bb uma criança. Pode ser que mude quando ele nascer mas pra mim continua sendo o maior desgosto da minha vida.

  • Reply Thay 16 de junho de 2017 at 1:30

    Bom estou atrasada e com sintomas da gravidez como uma leitora disse ” estou com medo de ir fazer o teste e ser realmente positivo ” hoje tive um choque terrível de realidade quando ouvir a mae do meu noivo falar que ele nao tava pronto pra ser pai! Como assim ele não ta pronto? Se a mulher que suporta a barra toda! Com certeza isso me deixou bem magoada.

  • Reply Evy 8 de junho de 2017 at 8:38

    Olá, fiquei emocionada, o julgamento está acabando comigo! Me sinto sozinha

  • Reply Sabrina Reis 12 de maio de 2017 at 13:18

    Sabe… tem tres dias que descobri que estou gravida…. estou com vergonha porque so faz um mes que estou casada, mesmo sabendo que ningUém alem do meu marido e eu vai criar… e nem dar fraldas e tudo mais… fico aqui pensando no que vao falar e nao consigo me desprender deste pensamento ridiculo… tipo ninguem tem nada a ver com minha vida, mas porque eu me preocupo então? Alguem ha se sentiu assim

  • Reply Nadia 22 de abril de 2017 at 16:23

    Estou gravida de 3 meses. Não esperava por isso . sou divorciada e conheço meu namorado a 5 meses. Não sei definir meu sentimento por ele após saber da gravidez entrei em pane e apesar de ele gostar doque está acontecendo , eu não , não quero namorar não queto casar e não queria engravidar. vivo com meus 3 filhos e os sustento. . Fiquei sem trabalho e poxa não ligo por não querer casar não acho errado afinal nem sei se quero passar o resto da minha vida com ele. Mas oque me deixa frustrada e o fato de não conseguir lidar com a maternidade depois de ter 3 filhos maravilhosos.

  • Reply Talita da Cunha Monteiro 20 de março de 2017 at 20:38

    Tenho 23 anos.. e descobri recentemente uma gravidez q n foi planejada eu estou desempregada havia trancado a faculdade e a família do meu noivo q e bem católica tem demonstrado um certo preconceito que me magoou muito falando q temos q nos casar mesmo q seja sem festa .. e antes de tudo eu estava planejando meu casamento mas sem emprego mal tinha como juntar dinheiro obrigada seu texto me ajudou muito nesse momento pois é exatamente o q estou passando.. as pessoas esquecem q tem uma vida aqui mas quando nasce aí todos querem pegar no colo n é mesmo ? Muito obrigada mesmo

  • Reply ALINE MARTINS RODRIGUES 1 de março de 2017 at 22:23

    Olá Aida,
    Tenho 24 anos e descobri que estou gravida de 12 semanas. Meu namorado é mais novo, tem 23 e está radiante. Temos apenas seis meses juntos mas sinto que o amor dele aumentou depois que descobrimos a Gravidez.
    Eu sou advogada, porém sempre tive aquele sonho de me estabilizar, ter minha casa, casar e tudo mais que sempre é planejado pra vida. Porém, saiu tudo ao contrário e confesso que isso me da medo e angústia. As vezes parece que tá tudo errado e até me sinto diminuída. Depois penso que Deus me deu esse presente pra me aperfeiçoar como pessoa. Sempre fui muito fria e nunca pensei em ter filho, aliás, nunca quis ter filhos.
    E olha o que acontece! Acredito que tudo que Deus faz é bom com um propósito. Meu namorado não está trabalhando, porém correndo atrás principalmente agora.
    Isso me deixa mais preocupada ainda.
    Todas as vezes que eu choro, com medo e até meio frustrada pelo fato das coisas não terem saído como planejei, ele me diz: amor calma, ainda vamos conquistar tudo isso juntos.
    E eu me acalmo, depois de um tempo volta de novo mas acho que é normal rsrsrs
    Nos quase sempre não estamos satisfeitos com o que temos.
    Mas apesar de tudo o que sinto, tenho fé em Deus que tudo irá se ajeitar e quando oro a Ele pedindo calma ao meu coração, me sinto melhor e o medo passa.
    Ameeeiiii seu texto e super me identifiquei.
    Obrigada pelas palavras. Estava chorando tanto e quando li teu texto até sorri. Rsrsrs
    Grande Abraco.
    Aline Martins

  • Reply Tais 20 de fevereiro de 2017 at 12:00

    Olá meu nome é Tais. Essa semana fez 2 meses que minha menstruação não vem e meu peito está muito enchado. Acho que estou grávida mas estou com tanto medo que ainda não consegui fazer um exame. Tenho 21 anos, moro com meu noivo e a gente pretendia casar mas ultimamente estamos brigando muito e eu pensei até em voltar pra casa dos meus pais. Mas agora se eu estiver grávida não sei o que vou fazer. Estou com muito de criar esse bebê sozinha. Tenho medo de nunca conseguir fazer as coisas que eu tinha planejado. Não sei como vai ser meu futuro.

  • Reply Vivi 17 de fevereiro de 2017 at 6:23

    Descobri a semanas que estou grávida, ainda não sei como lhe dar com essa situação, mas o seu post me fez ver uma luz no fundo do túnel… Ser mãe não é errado, errado e se deixar levar pelas pessoas e abrir mão de ter um filho.

  • Reply LETÍCIA 20 de janeiro de 2017 at 14:13

    Oi Aida! Oi meninas que, assim, como eu, estão passando por essa situação difícil.
    Eu estou num relacionamento de 5 meses e descobri há dois dias que estou grávida de aproximadamente 7 semanas. Ainda não contamos para nossas famílias, vou contar esse fds para meus pais e no fds que vem para os pais dele. Por uma graça de Deus, ele sempre quis se casar e sempre quis ser pai, então está adorando a ideia de ser pai, já está até fazendo planos de quando vai levar nosso bebê no estádio do Palmeiras para ver o jogo. Nesse ponto eu não tenho preocupação nenhuma, ele está me dando total apoio e está todo preocupado, cuidando o máximo que pode.
    Por outro lado, eu me formei tem 1 ano e ainda não ingressei no mercado de trabalho pois tenho a sofrida vida de uma concurseira hehehehe (me formei em Direito e quero muito seguir no serviço público, nunca quis advogar). Ainda não estou financeiramente estabilizada, não tenho a minha casa ou o meu carro e, por mais que possa fazer isso depois, tenho muito medo de acabar me anulando em função da minha nova família e de não ser nunca o que eu sonhei ser.
    Sempre fiz o que quis e nunca liguei muito para o que pensariam de mim, mas confesso que agora estou com muito medo, medo de ser isolada, medo que eu vire o assunto na boca dos outros, inclusive dos parentes mais próximos, afinal, como pode uma menina de 26 anos, que nem trabalho tem e acabou de começar a namorar, já fica grávida e se casa sem nem conhecer o rapaz direito?
    Eu gosto demais do meu namorado e vejo o quanto ele gosta de mim, mas tenho medo de estar sendo precipitada e acabar sofrendo no futuro. Quero me casar com ele, não me imagino casando com outra pessoa, só acho que talvez agora não seja o momento. Por outro lado, não quero que meu filho fique longe do pai, afinal, moramos em cidades diferentes e seria inevitável ficar longe. Também não quero passar por todas essas angústias e dificuldades de se criar e educar um bebê sozinha a maior parte do tempo. Ai vocês imaginam como não está minha cabecinha: a mil por horaaaaa!
    Sei que não devo me importar com essas besteiras, mas é inevitável não ficar doida! Li o depoimento de várias meninas, e não sei se isso é bom ou ruim, mas foi de certo modo acolhedor saber que não sou a única desesperada nesse momento, que teoricamente, deveria ser um momento somente de felicidade (segundo a sociedade, pelo menos para as mulheres que já são casadas, que já tem um vida feita, que planejaram ter um filho)
    Aida, achei o máximo a sua iniciativa de compartilhar sua experiência e usar esse blog como instrumento de apoio para nós, meninas/mulheres que estamos passando por esse momento tão complicado. Joguei no google “ser mãe sem planejamento” e seu blog apareceu, graças a Deus!
    Obrigada.

    • Reply Camila 22 de junho de 2017 at 19:24

      Leticia

      Passo por uma situação bem semelhante, como vc está agora?

  • Reply Mandy 6 de dezembro de 2016 at 20:07

    Olá a todas, lindas histórias e lá vai a minha.
    Tenho 33 anos, pos-graduada, trabalho estável, carro, casa…com a pessoa q amo há anos mas assumidos há pouco tempo. Diagnóstico de endométriose e o médico disse q teria dificuldade em engravidar, acho q por isso relaxei…não estou entendendo (nem aceitando) o q está acontecendo, na minha cabeça “não era a hora certa”…estou me sentindo culpada, triste, infeliz…tenho apoio, todos felizes…menos eu q queria tudo planejado e no momento certo.

  • Reply Anônima 16 de novembro de 2016 at 7:16

    Olá,
    tenho 26 anos e me sinto perdida. A 3 dias, descobri que estou grávida de 1 mês, de meu namorado. Ele é mais novo, tem apenas 22 anos, mas ele me ajuda MUITO. Estamos juntos nessa, tanto que quando nos separamos ele fica mega preocupado.
    Estou AMEDRONTADA. Não sei o que fazer, como falar para a minha família que é mega tradicional e machista. Morro de medo do abandono do meu companheiro, afinal ele é mais novo, pode mudar de idéia.
    Outra coisa que me assusta é essa coisa de “vai ter que casar ou juntar agora”. Posso ter 26 anos, mas não estou pronta pra dar um passo tão grande assim com alguém tão novo.. Não estou reagindo bem a gravidez, só choro, fico com medo e não penso em mais nada. Isso é normal? Fico com medo de rejeitar o neném. Tenho uma amiga que tem filhos, mas mal liga para eles.. Não quero ser uma mãe ausente..

    • Reply Aida Polimeni 16 de novembro de 2016 at 12:53

      Flor, essa sensação de estar perdida é absolutamente normal. Você acabou de descobrir. Respira fundo e faz o que teu coração mandar. Se não estiver segura para firmar um relacionamento, saiba que vocês podem criar o baby de forma justa sem que exista a obrigação de morar juntos. Conversem, sejam sinceros. É normal chorar, sim. Você ainda tem muito tempo pra decidir todas as outras coisas. Chora, se quiser. Não se sinta culpada por isso. Eu sei que é difícil acreditar, mas esse início é complicado mesmo. Daqui a pouco você estará melhor. Busca um grupo de apoio legal na tua cidade. Ou se joga no braço dos amigos mesmo. Eu também senti a necessidade de fazer terapia durante a gravidez e, ó, foi a melhor coisa. Você não está sozinha. <3

  • Reply May 12 de novembro de 2016 at 22:21

    Aida, obrigada por compartilhar essa experiência conosco!
    Descobri minha gravidez há duas semanas e hoje estou completando 7 semanas. Estou na metade da faculdade, desempregada e sustentada pela minha mãe, meu namorado também está desempregado e não possui apoio algum da família. Eu ainda não contei para ninguém da família, nem mesmo para meus pais. Não sei o que fazer e como fazer. Descobri que estou com um descolamento do saco gestacional e terei que gastar muito com remédio.
    Eu tento manter a calma e a positividade, afinal, ser mãe sempre foi meu sonho, porém não nesse momento. Gostaria tanto de estar numa situação mais tranquila para poder aproveitar o desenvolvimento do meu bebê. Isso parece impossível…
    Espero encontrar meu caminho e que tudo se ajeite.

  • Reply Ariane Kelme 2 de novembro de 2016 at 10:00

    Oi meninas, meu nome é Ariane tenho 27 anos descobri a 1 semana que estou grávida. E estou em estado de choque !
    No começo do ano fiz uma cirurgia para a retirada de Um Ovário que estava totalmente comprometido por um nódulo…. não foi uma recuperação fácil, fiquei com a cicatriz de uma cesariana, sou extremamente vaidosa, fiquei bastante inchada, com uma cicatriz feia e não por ter um filho, mais por ter tirado um órgão.
    Enfim…
    A Gravidez me pegou de surpresa, algumas pessoas ficaram felizes, outras assustadas, meu pai ofereceu o seu apoio, minha mãe não toca muito no assunto mais tem feito muito por mim.
    Não sou casada, mais namoro a cinco anos, meu namorado está feliz, tem me ajudado e me apoiado, gostaria de ter feito tudo certinho, comprado meu apto, me estabilizado financeiramente, casado, curtido a vida a dois, para depois ter um filho…
    Me sinto hoje com medo, insegura, também sinto vergonha, tem sido bastante difícil….
    Choro quase que diariamente, ando assustada, pensando que serei abandonada, que meu parceiro não vai aguentar essas mudanças, medo e insegurança me resumem neste momento.
    Espero que isso passe, que eu possa me fortalecer, que me acostume logo com essa novidade.
    Peço a Deus me dê sabedoria, para que eu possa cuidar do meu filho(a) e que esse amor floresça e tire toda essa angústia de mim.
    Um grande e forte abraço em todas vocês.

    • Reply Aida Polimeni 3 de novembro de 2016 at 20:10

      Ariane, querida, respire fundo. <3 As vezes as coisas não saem exatamente como pensamos. Mas você também já parou para pensar que boa parte desses planos (apartamento, casamento, estabilidade financeira) são pressões que a sociedade nos coloca? Você vai conquistar todos esses objetivos, tenha certeza. Mas nem sempre eles vão seguir a ordem dita ''correta'', sabe? Vai dar tudo certo, seja como for. Esse é o lema. Não esquece, tá? <3

  • Reply Paula 29 de outubro de 2016 at 2:12

    Adorei o texto. Eu tenho vivido um dia de cada vez. Tenho 22 anos e há 2 meses descobri que estava grávida de 5 MESES (hoje estou prestes a entrar no 8° mês). Foi um choque duplo, além das milhões de preocupações que vieram em seguida. O pai da minha bebê já tem outros dois filhos pequenos e nós nunca nem namoramos. Era um relacionamento conturbado. Logo que contei (nas duas primeiras semanas) ele disse que me ajudaria com o que fosse possível, mas ultimamente ele tem preferido viver numa vida paralela, onde nós não existimos. Estou no último período da faculdade, desempregada, mas graças a Deus tenho amigos e uma família que está ao meu lado. Todas as preocupações não me deixam curtir a gravidez, mas tenho fé que tudo isso vai passar e hoje eu só peço a Deus que minha filha venha com muita saúde.

    • Reply Aida Polimeni 3 de novembro de 2016 at 20:13

      Paula, minha flor, esta história se repete todos os dias: homens que resolvem abrir mão das suas responsabilidades apenas porque a sociedade permite isso. Eles não são julgados por seus abortos, suas vidas paralelas. Nós, mulheres, sim. O lado positivo é que em cada história dessas existe uma mulher forte e guerreira, que tem todo o direito de sentir a fundo os sentimentos que aparecem. Não se julgue e tenha certeza de que você consegue conquistar tudo que deseja. <3

  • Reply Vitória 19 de agosto de 2016 at 11:52

    Olá Aída, tenho 20 anos e estou grávida de 11 semanas, fruto de um relacionamento de 4 meses. Não é nada como eu queria, agr eu e o pai estamos separados, ele qr fazer parte da vida do beb mas sinto que existe tanta pressão sobre nós que o relacionamento não vai pra frente. É ótimo saber q você e seu companheiro ficaram juntos, espero que daqui a uns meses tudo se resolva.

    • Reply Aida Polimeni 3 de novembro de 2016 at 20:16

      Olá, flor. Tudo vai se resolver, sim. <3 E as vezes é melhor ficar sozinha do que má acompanhada, lembra? Tenho certeza de que ''sozinha'' é a palavra errada nesse momento, pois você tem o apoio de uma linda rede de mulheres por aqui. <3

  • Reply Ana 8 de junho de 2016 at 0:05

    Obrigada por compartilhar, Aida.
    Não sou mais uma adolescente. Tenho mais de 30 anos e por muito tempo tive dúvida se teria a oportunidade de ser mãe. Sempre achei que a maternidade era algo que toda mulher deveria experienciar, mas o fato é que fui casada por 12 anos; estava em um relacionamento morno, mas tranquilo. Sem beijo, pouco sexo e alguma cumplicidade. Ano passado resolvi que queria outra vida e me separei. Me envolvi com um outro rapaz, queria me sentir viva e segui imaginando que, apesar de mágico – cheio de carinho e atenção que tanto me faltava, aquilo era temporário. Passado exato seis meses descobri que estava grávida na mesma semana que meu ex-marido entrou em contato querendo reconciliar. Eu quero voltar, eu quero reconciliar, mas sequer tive a decência e a coragem de dizer que estava grávida. Tenho muito medo de rejeitar essa criança. Você também teve esse receio?

    • Reply Aida Polimeni 29 de junho de 2016 at 12:03

      Nossa, Ana! Que história. <3 Só digo uma coisa: se em algum momento um sentimento de culpa chegar no seu coração, empurre ele para longe. Você não é culpada por buscar sua felicidade. A vida nos coloca em situações que parecem roteiro de filme, não é verdade? Eu tive muito medo também. Mas depois percebi que o amor que eu tinha já era o suficiente. A minha história foi um pouco diferente: o pai estava louco para ser pai. Eu que fiquei com minhas dúvidas. E essa sociedade louca, em que a mulher tem obrigação de ter ''instinto maternal'', me fez achar que era a pior das mulheres simplesmente por não saber se queria ou não ser mãe. No fim das contas, eu quis muito. Mas, se eu não quisesse, quem poderia me julgar? Não é verdade? E ninguém pode te julgar também. A sua única obrigação é o que já estava buscando: ser feliz. <3 Estou ansiosa para saber como você está agora.

  • Reply Sté 16 de maio de 2016 at 16:30

    Bom, nesse momento estou vivendo talvez um grande susto, pois não esperava estar grávida, estou de 6 semanas.
    Só que eu e o pai da criança nos conhecemos tem dois meses, então imaginem o que estou passando.
    Desespero total.
    Ele irá comigo no ultrassom semana que vêm.
    Mas aqui está minha incerteza, até quando ele será presente? A ficha dele ainda não caiu.
    E nos conhecemos a tão pouco tempo.
    Tem horas que imagino nos juntos, cuidando da criança.
    Mas também é tao incerto nosso relacionamento.
    E pra ajudar, nem eu e ele conhecemos a família um do outro.
    Também não contamos, estamos esperando o ultrassom pra saber se está tudo bem com o bebê.
    Alguém já vivenciou algo parecido?

    • Reply Aline 25 de junho de 2016 at 12:43

      Oi eu estou vivendo isso …estou gravida de algumas semanas e de um relacionamento de dois meses… Mas o pior é que agora ele mi largo porque brigamos e dizendo ele eu o magoei mas acredito que foi tudo por questão de sensibilidade da gestação …e ele não que entender estou passando maus bocatos e pra piora existe uma ex com. Três filhos dele eu acho que na verdade ele não q minha criança e pretende volta pra ex … Ele ainda não se tocou q estou gravida nem se quer pergunta sobre a criança ..mas é isso ai vai da certo

      • Reply Aida Polimeni 29 de junho de 2016 at 11:58

        Oi, Aline. <3 Primeiramente, queria te dar uma abraço bem apertado. Pode não fazer nenhum sentido o que vou te dizer agora, mas: VAI DAR TUDO CERTO. Você ainda tem muito tempo até o bebê nascer e, seja sozinha ou acompanhada, seu filho com certeza vai ter todo amor que precisa. Você é uma mulher forte e vai conseguir. A gravidez nos deixa muito sensíveis mesmo e alguns homens não são nenhum pouco, infelizmente. Vai dar tudo certo, viu?

    • Reply Aida Polimeni 29 de junho de 2016 at 12:10

      Sté, me identifiquei muito com teu comentário. Quando engravidei também tinha poucos meses de relacionamento. Dê tempo ao tempo e você vai ver o que vai acontecer. Não é porque o relacionamento é novo que ele não pode ser verdadeiro. Hoje fico muito feliz por ter vivido essa experiência com meu companheiro. Nos aproximou muuuito. Mas a vida também não é um conto de fadas, então tudo pode acontecer. O que importa mesmo é que você com certeza tem força o suficiente para dar conta do que vier. 😉

    • Reply Nadia 22 de abril de 2017 at 16:26

      Sim. engravidei antes de fazer um mês de namoro. Nem estabeleci sentimento. O pai quer casar mas eu não apesar de me sentir agirá muito limitada. sei oque está passando e desesperador? PORÉM tenho 38 e 3 filhos não está simples.

  • Reply Veronica 3 de fevereiro de 2016 at 7:46

    Olá, primeiro gostaria de agradecer as palavras Aida. Estou neste momento na fila para o exame BHCG sendo que ontem à noite recebi junto do meu noivo o resultado do teste de farmácia positivo…ele demorou uns vinte minutos tentando entender o que os benditos dois tracinhos significavam, e eu já sabia há dias atrás, quando enjoei ao beber um copo de cerveja (que era até então a paixão da minha vida). Tenho 28 anos e ele 35, moramos juntos há dois anos, estamos noivos, é só não nos casamos por questões financeiras. A gravidez foi inesperada, mas sempre desejada…procurei no Google (meu guru pra todos os efeitos) e encontrei seu texto…To assustada, com medo, ansiosa e com muito mais medo do que minha família irá dizer…com a crise, meu noivo está desempregado, mas trabalhamos de forma autônoma então a gente se vira…e eu acabei de começar minha carreira e não era um bom momento para dizer ao chefe que sou a segunda mulher no escritório gravida.
    Enfim…não sei por onde começar…mas só quero começar logo para aproveitar toda a gravidez como puder…e torcendo que ela aconteça da melhor maneira possível.
    Obrigada!

  • Reply Cíntia Ferreira 16 de janeiro de 2016 at 21:04

    Olá! Aida, parabéns pelo relato. Acho importante ressaltar também que a imensa esmagadora das mulheres que engravidam, o fazem sem planejar. Eu, assim como você, se fosse esperar pelo meu planejamento engravidaria com uns 200 anos…haha
    Eu acredito que fechar um pouco os olhos para toda essa estereotipagem e abrir os olhos para o que a gente sente é a melhor forma de seguir na luta.

  • Reply Thalita Leite 25 de setembro de 2015 at 8:22

    Aida, obrigada por publicar esse post. Eu tenho 31 anos e estou na minha primeira graduação . Engravidar na faculdade não era meu plano, definitivamente. Senti que tinha feito errado. “Como deixei acontecer?” pensava. E é justamente o que você falou, apesar da minha idade as pessoas pensavam que eu tinha 19, 20 anos e me diziam “Tadinha mãe e tão novinha” “A vida acabou”. Acabou sim! Um ciclo e começou outro. Agora tudo é diferente mesmo. As séries, ai ,ver a temporada toda de Game of Thrones em um dia! Isso é passado mesmo. Mas a felicidade de ser a mãe do Fernando, agora com dois anos, não tenho palavras. Quero engravidar do segundo, vai dar tudo certo. beijos.

  • Reply Maria 24 de setembro de 2015 at 13:09

    Obrigada! Exatamente o que precisava agora…apoio! Me sinto só, to longe de casa e descobri que estava grávida um mês depois de me separar…o pai está super feliz e assumindo seu papel…mas nem de longe foi com isso que eu sonhei. Não sei como vai ser o meu futuro, mas ainda não consegui focar na maravilha que é ser mãe! Não consegui contar da separação, só para os amigos mais próximos, não quero sofrer mais pressão ainda…Mas estou com muito medo! Nunca pensei que seria uma mãe solteira….acho que eu mesma estou me julgando…enfim, obrigada!

    • Reply Aida Polimeni 24 de setembro de 2015 at 16:06

      Maria, primeiramente, sente meu abraço daqui :) Dá um tempo pra você. Tem 9 meses pra ficha cair, não se cobra tanto, não. Aos poucos as coisas vão se ajustando e você vai perceber que, mãe solteira ou não, será forte pra enfrentar tudo que vier pela frente. <3 Não seja cruel com você mesma. Mil beijos.

  • Reply Ângela 31 de julho de 2015 at 23:10

    Lindo texto! Muitas reflexões…
    Beijão!

  • Reply flavia Rodrigues 31 de julho de 2015 at 9:38

    Bom dia, eu tb engravidei jovem com apenas 19 anos, tive sim muita vergonha da minha barriga , escondi por vezes dos vizinhos que me viam passar, foi uma gravidezn não planejada, mas que só me truxe alegrias, apos o nascimento da minha filha que hoje tem 16 anos fui e sou muito feliz., casei com o pai dela e estamos juntos há 17 anos, Deus tem nos abençoado todos esses anos e tem guardado o meu casamento, e filhos são bençãos divinas.

  • Reply angélica 30 de julho de 2015 at 23:19

    Eu tbm tive muitos problemas nunca se quer tirei foto quando.estava grávida até mesmo achava um horror fiz o.meu médico que falava que era normal. Me sentir daquele jeito.pois.não era planejado eu gritava falava muito mal de.tudo que acontecia.tive muitos.problemas na gravidez mal parava em pé tomei tantas injeções pra pode.segura se não.fosse o.pai da minha filha a.me ajudar no momento que estava grávida cometera não estaria.aqui e hj não vivo sem ela acorda e vê ela do meu lado e quando ela acorda vem.me.abraça e me beija isso me leva pra outro lugar um paraíso.

  • Reply Thiara 30 de julho de 2015 at 20:54

    Fala tanto de mim Aida!!!! Impressionante como de repente um mundo de hostilidades machistas surge na nossa frente!

  • Reply Iara 27 de julho de 2015 at 10:59

    Olá Aida,

    também tive uma gravidez não planejada e também fui tragada pelo machismo durante a minha gravidez, e isso me causa uma tristeza infinita, pois como não terei mais filhos fica aquela sensação de ter sido roubada das delícias da gravidez. Como você também tive vergonha, muita, da minha barriga (engraçado porque jamais tive vergonha do meu filho após seu nascimento).
    Mas o machismo, ah, esse se faz presente até hoje, talvez pelo meu olhar de forma diferente, pois como engravidei já depois dos 30 e já “estabelecida” profissionalmente, as pessoas assumem que foi escolha por “produção independente” ou que sou “moderninha” e não quis casar.
    O machismo que eu percebo é a desvalorização da mãe, e da supervalorização do pai pela sociedade.
    Deste pai que, diante da minha decisão de manter a gravidez, terminou comigo, sumiu por meses e jamais esteve ao meu lado, porém teve exaltada sua nome atitude de registrar o filho (sem reclamar, como alguém da família dele uma vez me disse) e brinca/passa uma tarde por mês com o filho e por isso é um paizão.

    • Reply Gisely 31 de julho de 2015 at 9:56

      Nossa….percebi como algumas histórias são tão parecidas com a nossa…me vi no seu relato 😉

    • Reply Susie Q 15 de setembro de 2015 at 7:23

      Sei exatamente o que é isso. Não importa o que aconteca, a mãe sempre é a bruxa má que engravidou de propósito, que quis segurar o cara ou que quando liga pra dar notícias do filho é porque quer incomodar a felicidade do pai. Já o pai, se der uma roupa por ano, já fez mais que a obrigação, se nunca pagar pensão está certo, pois ele não queria mesmo o filho…

  • Reply Yolanda 24 de julho de 2015 at 22:38

    Como sempre, arrasou!
    Beijos.

  • Reply Alyne 24 de julho de 2015 at 2:22

    Olá, Aida.
    Não foi pelo mesmo motivo que o seu, mas eu sinto também que estou começando a ver a vida de outra forma e essa tal machismo que te assustou quando você engravidou da sua princesa tem me assustado também. É incrível o quanto ainda vivemos numa sociedade completamente machista, aliás, preconceituosa, e o quanto as pessoas querem julgar ou tomar conta da vida do outro, chega a ser assustador! Existem tantas coisas mais importantes do que se importar com o que o outro faz com a sua vida, mas as pessoas ainda insistem em apontar o dedo pro outro ao invés de tentar melhorar-se como um todo.
    Fico muito feliz que você tenha conseguido transformar isso em algo positivo, pois agora você deixou sua marca aqui e vai poder ajudar tantas meninas que, assim como você, passam ou passarão por essa situação. Parabéns pela força e pela coragem de expor sem ter medo das críticas pra nos trazer uma mensagem tão lindas assim.
    Ah, a sua Amora é uma criança linda. Parabéns!
    Beijos

  • Reply Manuela 23 de julho de 2015 at 22:57

    Também passei por isso. Muitas pressões sociais… Cheguei até ouvir de familiares pra eu não sair de casa sem o pai da minha filha porque eu poderia ficar “falada” (isso porque eu tinha saido um dia para almoçar com uma amiga). É triste receber essa carga do machismo nesse momento tao delicado, mas eu não levei a sério. Apenas disse: não me preocupo com a opinião de gente machista e nem escolho esse tipo de gente pra me relacionar. Eu tive muito apoio e incentivo do meu namorado/pai da minha filha pra tudo, inclusive pra sair por aí com meu barrigão de fora (enquanto algumas pessoas dizem que essa atitude iria causar constrangimento no “meu marido”, ele acha lindo). Nós, grávidas não-casadas e que não planejaram seus filhos, sofremos muito preconceito. É como se não tivéssemos autorizaçao da sociedade pra ter um filho. Estou ainda esperando a chegada da minha filha, e para minha saúde e a dela, ignoro completamente esses comentários maldosos e essas pressões. Virei mãe e filtro ao mesmo tempo.

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