Empoderamento, feminismo, Sem Categoria

As feministas estão chegando. Estão chegando as feministas.

(A foto é de Kate T. Parker’s e foi tirada daqui.)

Nossas avós viram acontecer a primeira onda do feminismo, marcada pelo sufrágio, pela busca desses direitos básicos, como a oposição dos casamentos arranjados e o ingresso no mercado de trabalho. Nossas mães viveram a segunda onda, no início da década de 60, e buscaram as leis, a igualdade. Viram crescer a força do feminismo negro, ainda que bem antes disso mulheres negras já estivessem desafiando a branquitude e o elitismo do mesmo. No início da década de 90, já estávamos lá na terceira onda, consertando certas falhas da segunda, buscando a nossa liberdade sexual. Hoje, vivendo o que estão chamando de Primavera das Mulheres, também estão nossas filhas. Mas, afinal, se já faz muito tempo que as mulheres estão gritando, por que o patriarcado ainda é tão forte?

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amamentação, amamentar em público, publicidade infantil

Publicitários contra a publicidade Infantil e #pobrefazendopobrice

Estereótipos estão presentes em tudo. O advogado é um sujeito classudo, bem vestido, que sempre tem uma saída para as coisas. O terapeuta fala manso, come pouca carne e não tem problemas na vida. O publicitário usa óculos de aro colorido, tênis de cano alto e fica até tarde na agência pensando em como transformar supérfluos em algo essencial para se viver. O bom da história é que existem duas regras muito claras na sociedade: nem todo mundo é igual e a comunicação sempre pode virar o jogo.

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visitas

Sim, eles querem ajuda.

E aí nasceu o baby. Assim como os pais, você também passou 9 meses esperando para ver a carinha, sentir o cheirinho, participar da vida e tals. Mas tenha calma, pessoa. Você vai ter muito tempo para carregar no colo, levar pra passear e buscar na balada quando chegar a hora.

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amamentação, amamentar em público, parto

TEM NECESSIDADE, SIM.

Várias vezes ouvi críticas sobre mulheres que postam fotos amamentando. Não é novidade pra ninguém que peito de mulher – pasmem! – ainda é tabu. Do mesmo jeito que as pessoas recriminam amamentação em público, já ouvi muita gente dizer coisas do tipo ”Pra quê postar foto amamentando? Tem necessidade disso?”. E eu vou dizer uma coisa agora, meu bem: tem necessidade sim. E CADA VEZ MAIS.

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gravidez não planejada

O que eu aprendi com uma gravidez não planejada

Antes de falar sobre a minha gravidez não planejada, preciso agradecer a Priscila Lins, ilustradora, madrinha de Amora e amiga de todas as horas. Ela foi a responsável por uma série de ilustrações que explicam pq diabos o nome deste blog é Começando Errado. Este é o primeiro post inspirado pelos traços dela, que sempre estiveram presentes na minha vida (depois posto aqui alguns desenhos que ganhei). Valeu, bichan <3

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perguntas idiotas

”Tadinha, nem tem brincos.”

Eu entendo que o lance é cultural. Meninas ganham brincos quando ainda estão dentro da barriga da mãe e os furos chegam logo nos primeiros dias de nascida. Fica lindo e todo mundo gosta. Mas será que ela queria?

Eu entendo que bebês são todos cabeçudinhos com dobrinhas deliciosas e pezinhos pequenos. Para dizer ”que lindx!” nós procuramos qualquer sinal de gênero e o primeiro é sempre o brinco na orelha. Mas será que é tão importante assim definir um bebê?

Eu entendo que parece frescura, pois é tão comum. Mas será que a mãe que escolhe não furar não tem os motivos dela?

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aniversário

Como (não) organizar uma festa de aniversário.

Eu nunca tive grandes festas de aniversário. Tenho poucas lembranças da única vez que rolou mesa enfeitada, vários tipos de doces e até um mágico que tirou água do dedo do meu irmão mais velho, quando completei 5 anos. Fora isso, as comemorações sempre foram simples, porém marcantes. Eram cestas de café da manhã na cama e presentes acompanhados de cartões que guardo até hoje. Pra mim, aniversário sempre foi dia de receber palavras bonitas dos familiares, principalmente dos meus pais. Passava dias esperando pelo passeio escolhido ou pelo jantar especial.

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parto, sororidade

Preguiça

 É sempre assim: você passa o olho em algum comentário muito injusto e o coração acelera. E aí começa o debate interno ”falo/não falo/falo/não falo?” Com absoluta certeza, digo: é muito mais fácil não falar. Mas aquela nóiazinha fica na sua cabeça por 5 minutos ou uma hora. Você pensa que poderia ter falado, que poderia ter dado a sua contribuição, que de pouquinho em pouquinho a gente chega lá. E aí volta e escreve. Mas eis que, no auge do debate:

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