Vídeo de parto: o nascimento do Antônio

Vídeos de parto são mentirosos. Todos são. Eles mostram momentos lindos e emocionantes que nos fazem chorar e querer ter quinze outros filhos, mas não registram os palavrões, o vômito e o cocô. Graças a deus.

Os vídeos são mentirosos como a nossa memória. Olho para o gostoso do João e não me lembro de quando ele fez um ano de greve de fome; quando vejo a carinha safadinha do Fran esqueço que ele passou um ano sem dormir. Só sobram as gargalhadas, as idéias malucas, as brincadeiras, o cheiro bom que eles têm.

Um novo filho, um novo filme, uma nova memória de um dia que, para mim, foi maravilhoso. Quem vai duvidar?

Vem ver comigo o vídeo lindo do Antônio!


Obrigada Babi Profeta, que transforma tudo em poesia.

Nunca vai haver gratidão suficiente para a energia das mãos de Nelci Müller, Míriam Rêgo, Kalu Brum.

Obrigada Vilma, por cuidar com tanto carinho de nós, todos os dias.

Alexandre, João e Fran, vocês são os melhores parceiros que alguém pode ter na vida.

Antônio, meu amor… ah, Antônio! Que bom que você chegou!

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Muito prazer, este é o Antônio

Vocês não conhecem o Antônio. Na verdade, podem até responsabilizá-lo por eu nunca mais ter aparecido aqui.

Eu poderia culpar o puerpério, o excesso de tarefas, as doenças que ele teve (assunto longo, um dia venho contar). Acontece que, se eu for honesta, vou confessar que esta ausência – daqui e de todos os outros lugares – só tem uma razão: não quero mais nada na vida que não cheirá-lo, abraçá-lo, dormir e acordar com ele.

Por cada filho me apaixonei de um jeito: João era a realização de um sonho da vida toda, Fran me trouxe uma deliciosa sensação de estar fazendo aquilo para o que nasci. Pelo Antônio, tenho um amor de adolescente: não consigo pensar em mais nada, ele está no centro de tudo, tenho saudades quando vou ao banheiro, velo seu sono. Não quero deixá-lo em casa para nada: ele está no escritório, no cinema, no meu médico. Ele nunca bebeu leite no copinho, porque nunca ficou longe de mim mais de duas horas. Faz seis meses que o pari e agora que estou voltando a trabalhar.

Talvez seja porque ele vai ser o meu último filho. Pode ser porque estou mais velha. Gosto de acreditar que é porque nossas almas são irmãs e estamos nos reencontrando…

antonio

Ps: voltei, mas não sei se é definitivo. Pelo menos um post eu tenho certeza que sai: o do vídeo do parto dele, que está lindo e vocês vão adorar. Passa aqui amanhã 😉

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Encontrinho do Dadadá: foi bom e vai ter mais

Vocês sabem que eu sou a maior entusiasta dos encontros de mulheres, né? Acho que, na gestação, grupo de grávidas é mais essencial que banheiro público limpo e que a maternidade exercida coletivamente é ultra-mega-power mais bacana.

No puerpério do Fran, participei dos encontros de um grupo do Facebook e fiz lá grandes amigas, que moram no meu coração até hoje (alô, alô, Bárbara Lamas, Juliana Matos, Catarina Girardelli, Jéssica Espósito, Marina Mamede e tantas outras…). Quando Antônio nasceu, me deu uma super vontade de sair de casa para encontrar outras mães e dividir as delícias e as pauleiras dos bebês recém saídos do forno.

Então, no dia 13 de julho, em uma cafeteria delícia aqui na Savassi, mulheres maravilhosas ouviram o uivo desta loba cansada e se encontraram para um delicioso bolo com chocolate quente. Teve fofoca, teve risadas, causos engraçados, bebês fofos e muito carinho. Foi tão bom que vamos fazer de novo, sempre às 16:00 horas, na segunda quarta-feira do mês, pelo menos até acabar minha licença. Fiquem espertas para divulgação de local e horário!

Para dar vontade, confiram as fotos do último encontrinho, registradas pela querida Karen Aun:

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Férias para os curumins na Aldeia Jabuticaba

Tigre guará

BH agora tem uma casa para brincar. A Aldeia Jabuticaba, recém inaugurada num espaço super bacana no São Pedro, tem uma cobra no teto, uma escada que vai até o céu, uma casinha de bambu que eu queria para mim. Tudo isso já seria super delícia, mas o sensacional é a ideia que mora na cabeça de quem criou e trabalha na Aldeia: crianças merecem o livre brincar. Tudo é feito para que elas experimentem, testem, provem, se sintam livres e fascinadas. É um trem de louco.

A Aldeia é pensada para crianças de 0 a 6 anos e – pasmem! #ironiamodeon – prevê a participação dos pais. Não é um aquário, no qual vemos de fora os filhos bancando os peixinhos: o espaço contempla que nós também participemos das brincadeiras. Você pode contratar horas, turnos, ou pacotes. Há ainda uma cafeteria gostosa, com wi-fi, na qual você pode encontrar azamigas ou fazer uma reunião enquanto as crianças se esbaldam.

Como eu só ponho vocês na boa, chorei um descontinho: nestas férias, as leitoras do Dadadá ganham 10% de desconto no período avulso e 15% se contratarem um pacote. Basta dizer que é leitora do blog. Delícia, hein? Vamos tomar um cafezinho lá?

Aldeia Jabuticaba

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O novo conto da Chapeuzinho

 

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Chapeuzinho tem um médico bacana, que a acompanha desde a adolescência.
Foi parceiro quando Chapeuzinho resolveu transar pela primeira vez, receitou uma pílula com dose cavalar de hormônios escondido da mamãe.
A pílula resolveu o problema de espinhas da Chapeuzinho. Ela ficou felizona.
Como toda boa menina, Chapéu vai todo ano visitar o médico, para fazer o papanicolau.
Ela teve alguns namorados, muitos rolinhos, fez sexo casual uma vez ou outra, mas o relacionamento com o Dr. é estável.
Finalmente, Chapeuzinho encontrou um príncipe e resolveu ser feliz para sempre.
Dois anos depois, como manda o script, decidiu que era hora de ter filhos.
Foi ao Dr para tomar ácido fólico (é muito correta, a Chapeuzinho). Ele, que se preocupa com ela, não pode deixar de lamentar que as mulheres estejam tendo seus filhos tão tarde. Chapéu já tem 33 anos!!! Vamos torcer pra dar certo – diz o GO, um otimista!
Seis meses depois, nada de bebê. Chapeuzinho está arrasada, culpada por ter sido tão irresponsável e querido viver antes de ter filhos. O Dr. a tranquiliza: hoje há muitos recursos. Uns ultrassonsinhos, uns hormoniozinhos e voilá: bate um coraçãozinho na barriga da Chapéu.
Ela sempre quis parto normal, mas o Dr sabe o quanto este bebê é precioso pra ela. Imagina se acontece alguma coisa? “Que coisa, Dr?” Muuuitas coisas podem acontecer!! A estrada é longa e cheia de perigos. O cordão pode enrolar, o bebê pode afogar – se tiver muito líquido -, ou secar – se tiver pouco demais. Chapeuzinho pode não dilatar: ela sempre foi fechada para tudo! Imagina se o bebê faz cocô na barriga, que sujeira? Ou se passa do ponto? Chapéu vive amarela de medo.
No dia marcado, nossa heroína leva os doces. Desta vez, é a Vovó que vai visita-la. O Dr. está lá com a faca, vai abrir a barriga da Chapeuzinho. Há algo estranho.
“Dr., que olhos grandes você tem…”

 

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