O novo conto da Chapeuzinho

 

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Chapeuzinho tem um médico bacana, que a acompanha desde a adolescência.
Foi parceiro quando Chapeuzinho resolveu transar pela primeira vez, receitou uma pílula com dose cavalar de hormônios escondido da mamãe.
A pílula resolveu o problema de espinhas da Chapeuzinho. Ela ficou felizona.
Como toda boa menina, Chapéu vai todo ano visitar o médico, para fazer o papanicolau.
Ela teve alguns namorados, muitos rolinhos, fez sexo casual uma vez ou outra, mas o relacionamento com o Dr. é estável.
Finalmente, Chapeuzinho encontrou um príncipe e resolveu ser feliz para sempre.
Dois anos depois, como manda o script, decidiu que era hora de ter filhos.
Foi ao Dr para tomar ácido fólico (é muito correta, a Chapeuzinho). Ele, que se preocupa com ela, não pode deixar de lamentar que as mulheres estejam tendo seus filhos tão tarde. Chapéu já tem 33 anos!!! Vamos torcer pra dar certo – diz o GO, um otimista!
Seis meses depois, nada de bebê. Chapeuzinho está arrasada, culpada por ter sido tão irresponsável e querido viver antes de ter filhos. O Dr. a tranquiliza: hoje há muitos recursos. Uns ultrassonsinhos, uns hormoniozinhos e voilá: bate um coraçãozinho na barriga da Chapéu.
Ela sempre quis parto normal, mas o Dr sabe o quanto este bebê é precioso pra ela. Imagina se acontece alguma coisa? “Que coisa, Dr?” Muuuitas coisas podem acontecer!! A estrada é longa e cheia de perigos. O cordão pode enrolar, o bebê pode afogar – se tiver muito líquido -, ou secar – se tiver pouco demais. Chapeuzinho pode não dilatar: ela sempre foi fechada para tudo! Imagina se o bebê faz cocô na barriga, que sujeira? Ou se passa do ponto? Chapéu vive amarela de medo.
No dia marcado, nossa heroína leva os doces. Desta vez, é a Vovó que vai visita-la. O Dr. está lá com a faca, vai abrir a barriga da Chapeuzinho. Há algo estranho.
“Dr., que olhos grandes você tem…”

 

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Fotos da gravidez do Antônio

Tempo atrás, fiz um post com as fotos da gravidez do Fran, dando dicas sobre o tema. Como está no meu destino virar piada, dois anos se passaram e foram suficientes para eu ignorar praticamente TODOS os meus conselhos. Ok, até que não foram todos, mas o principal deles: não deixe a gravidez estar muito avançada, você vai ficar parecendo uma pipa. Dito e feito, foi o que aconteceu comigo nas fotos da gravidez do Antônio.

Eu queria tirá-las lá pelas 30 semanas. Era fim de ano, aquela confusão de Natal e Ano Novo, férias e escambau. Depois viajamos, não achei agenda com o fotógrafo, viajamos de novo, Fran pegou impetigo, depois o João. Quando me dei conta, só o meu nariz já tinha engordado uns 3 quilos. Com 36 semanas, era agora ou nunca. Foi agora, mas…

Fato é que não me senti bonita nesta última gravidez. Estava muito pesada, engordei muito mais do que nas outras, me senti indisposta. Obviamente, boicotei as fotos, mas depois mudei de ideia e deu no que deu. Não morro de amores pelo ensaio.

Ah, vocês verão que este não foi o único desafio. Dá uma olhadinha nas fotos: parece que só tenho um filho, além do que está na barriga? Pois é, João também achou que era uma loucura esta coisa de ensaio e se negou, peremptoriamente, a dar a sua contribuição.

Vida fácil, né?

 

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Bem-vindo, Antônio

Para quem ainda não soube, Antônio chegou. 15 dias atrás, em um lindo parto domiciliar.

Depois volto para contar.  Vai lá no Instagram, ver a lindeza que é meu neném novo!

Participação de Nascimento Antônio - versão João

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Mantras de parto

Quem lembra dos mantras de parto do Dadadá? Fui publicando na fanpage, e acabei nunca compilando-os aqui.

Com o terceirinho chegando – 36 semanas, já! – , deu vontade de relembrar!

Alguma frase especial te ajudou? Coloca ela aqui, nos comentários, e eu faço uma imagem bem linda para publicar no Dadadá!

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E se o Bolsonaro achar que você merece ser estuprada?

Tortura

Maria Amélia de Almeida Teles conseguiu que Brilhante Ustra fosse declarado pela justiça brasileira, em 1a e 2a instância, um torturador.

Sob o comando deste homem, ela foi colocada, nua e molhada, na cadeira do dragão, onde fixaram fios desencapados nos seus ouvidos, boca, mamilos, ânus e vagina, pelos quais lhe aplicavam choques. Durante a tortura, ela vomitava, se urinava e evacuava.

Enquanto isso acontecia, um torturador se masturbava e ejaculava sobre ela.

Sequestraram seus filhos os levaram para vê-la, na sala de tortura. Eles tinham 4 e 5 anos. Encontraram-na assim, nua, amarrada, suja de vômito, xixi e cocô. Tinha tantos hematomas que o menino lhe perguntou:

“- Mamãe, porque você ficou azul?”

Eu imagino o pânico desta mulher quando viu seus filhos no DOI-Codi. Não só pelo horror que eles estavam presenciando, mas pelo medo aterrorizante de que também fossem violados, torturados, mortos, “sumidos”. Imagino a impotência, a humilhação e o sofrimento elevados à milésima potência.

“Usam a maternidade contra nós”, ela diz, no depoimento que presta no vídeo abaixo. “Não sei se levaram meus filhos para o César (o companheiro de Amélia, que também estava preso) ver. Mas levaram para a mãe ver. Nós sabemos o ônus da maternidade que nós carregamos.”

Homens e mulheres foram torturados e mortos na Ditadura. Contra as mulheres, havia mais armas, como há, ainda hoje. Ofendemos o Eduardo Cunha chamando-o de ladrão, de gangster. Atacamos a Dilma gritando vaca, vadia, puta. Ele é o Marlon Brando de smoking; ela, a Geni, suja de cuspe e bosta.

Quando toleramos que um congressista honre a memória de um torturador estamos amarrando na cadeira do dragão, de novo, Maria Amélia Teles. Não se esqueçam disso: pode acontecer de novo. SIM, PODE. Se uma pessoa que teve 464.000 votos em um estado da federação não se constrange em fazer o que fez em transmissão nacional, este risco é real. E não se enganem: não são só os outros que correm risco: regimes de exceção são, por definição, arbitrários. O Estado de Direito existe para proteger todos nós e quando se ofende o direito de um, se ameaça o direito de todos.

Então, amiga, antes de aplaudir o Bolsonaro, de compartilhar seus posts ou de votar nele, se imagine sem roupa, amarrada, levando choques e esperando ele decidir se você é bonita o suficiente para merecer ser estuprada. Com seus filhos olhando, off course.

Pós post: Para pedir providências quanto ao crime de apologia à tortura, cometido pelo deputado, clique aqui. A sugestão de texto, feita pela página Cidade que Queremos BH, é a seguinte:

“O deputado federal Jair Messias Bolsonaro dedicou o seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador do DOI CODI, em plena sessão parlamentar, televisionado em todo o território brasileiro no dia 17/04/2016, fazendo apologia ao crime de tortura.

solicitação :
Solicito providências acerca de declarações de apologia ao crime de tortura contra o Deputado Jair Messias Bolsonaro.

link da prova:
http://mais.uol.com.br/view/dsirb7h509tj/15833073?types=V&”

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