E se o seu filho sumir???

Se os pesadelos fossem graduáveis, o meu número 1, sem concorrência, seria o de perder o João. “Perder”, obviamente, inclui ele morrer, mas, o que me deixa absolutamente horrorizada de pânico é ele simplesmente sumir, como nas notícias que temos visto recentemente. Quem some nunca deixa de ser procurado. Nunca abandonamos a dúvida se está vivo ou morto. Se está vivo, como está sendo tratado? Se está morto, como aconteceu? Esta indefinição, esta impossibilidade de luto, de fechar a história, me deixa absolutamente apavorada.

Temos em casa o Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos; na adolescência fui obcecada por gente que “sumiu” durante a ditadura militar. O resultado é que restou em mim uma mãe absolutamente neurótica no que diz respeito a este tema. Quando vejo a notícia de um tsunami, ou um terremoto, a primeira coisa que me vem à cabeça é: e os bebês??? E as crianças que não falam??? Como os pais vão encontrá-las???

Tão logo João começou a falar, começamos a bombardeá-lo com os nossos nomes completos. Ele diz Jão Aallit, Lexandre Pimenta ããããã Rocha e Mamãe Aallit desde bem pequenininho. Tenho a sorte de ter um sobrenome relativamente incomum. Hoje já sabe o nome da nossa rua. Não sei se isto seria válido em qualquer circunstância, ou se quem o encontrasse precisaria fazer as perguntas certas. De qualquer forma, me senti mais segura ensinando.

Nestas nossas últimas férias, coloquei nele uma pulseira de identificação, com o telefone do Alexandre e o meu e-mail. Ele adorou e, quando a perdeu no mar, pediu logo outra. Achei mais bacana que a tatuagem de segurança, que já postei aqui.

Pulseira de segurança

É claro que um artifício destes só é válido se a criança foi perdida e quem a encontrou está de boa fé. Não tem nenhuma utilidade no caso de um rapto. Um vídeo que me enviaram na semana passada é bem instrutivo quanto a necessidade de mantermos os olhos sobre as nossos filhos. Resolvi dividir com vocês:

Ao mesmo tempo, está bombando na internet um produto que ajuda mães com as mesmas neuras que eu, chamado Guardian. É um chip localizador, que você coloca na criança como uma pulseira (ou tornozeleira, ou colar) e se conecta a um aplicativo do Iphone via bluetooth. Caso a criança se afaste a uma distância maior do que os pais entendem como segura, o telefone apita. Se ela ultrapassar o limite do contato com os pais, o sistema busca outro usuário que esteja por perto. É uma rede de proteção familiar, por assim dizer.

A ideia me pareceu boa. O Guardian está sendo vendido no site da BeLuvv por cerca de U$25,00. Olha aí o vídeo promocional:

 

Alguém já experimentou??

Crie o site do seu Neném

Sobre Gabi Sallit

Gabriella Sallit virou Gabi ainda pequenininha. E, para não ter um filho que tivesse que explicar a vida inteira a grafia do seu nome (aprendeu a falar "meu Gabriela é com 2 Ls" antes de papai e mamãe), escolheu um nome pequenininho para o seu filhote. João está começando a falar e já escolheu como prefere ser chamado: Jão!

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12 respostas a E se o seu filho sumir???

  1. Thami Hull disse:

    Nooosssa vc é muitoo parecida comigo nesse quesito.Ensino nossos telefones ao nosso filho,desde muito pequeno também e agora proximo aos 4 anos eu ensinei o que ele deve fazer se se perder do papai e da mamãe.Primeiro,procurar um polícial,se não achar uma mulher grávida ou uma mulher com um menino ou menina do tamanho dele.Fico igual a uma louca perguntando pra testar,ele já sabe de cor: policia ou mulher grávida kkkkkkkkkkkkk

  2. jessica kottke disse:

    eu quero, necessito dessa pulseira.
    Eu tenho até aquelas coleiras, mas as pessoas olham de cara feia, como se eu fosse uma louca, por colocar aquilo na minha filha, mas por enquanto é a unica solução.porque ela gosta de andar, mas se dar as mãos e se algum momento eu me distraio sei que ela não vai sair correndo porque está presa no meu braço. Mas infelizmente nem esse produto é barato aqui.

  3. É realmente assustar e o vídeo nota 10, que sirva de alerta…

  4. Ana Paula disse:

    O brasileiro, de um modo geral, tem a cultura de não prevenir. Eu tenho PAVOR daquela história de deixar a criança ir a um lugar sem os pais porque “lá vai ter um monte de gente para tomar conta”. Se tem um monte, na prática não tem ninguém, porque todo mundo acha que um terceiro estará vigiando… Se o pai ou a mãe não vão, defina alguém para não perder seu filho de vista.

  5. Marianna disse:

    Ola Gabi,

    Perco o sono so de pensar…
    Minha mente não consegue esquecer os casos trágicos, horrorosos e cruéis que vejo sobre crianças…penso na dor delas, de suas famílias e minha empatia me faz sofrer junto com cada um deles…Mas, acho que o meu caso e patológico :-(
    Moro na Alemanha, onde as crianças são criadas e educadas para serem independentes, ate ai ótimo! Mas, com tanta liberdade e ingenuidade dos Germânicos, do meu ponto de vista, chegam a ser negligentes…
    Meu filhote tem 3 anos e meio e fico aqui me equilibrando entre a mae Latina protetora e aprendendo a solta-lo um pouquinho com as autonomas “Helgas”…

    Beijos,
    Mari

  6. Finalmente, alguém com coragem pra dizer a verdade – desespero se um filho sumir. Tenho 2, de 13 e 10, e esse desespero ainda não desapareceu e acho que nunca passará. Eu sempre fui tachada de neurótica, melhor assim, prefiro. Sou a favor de mochila com pulseira pra passear – muitos chamam de coleira – chamem do que quiser, o que interessa é ter meus filhos do meu lado. Não conheço esse localizador específico, ou pelo menos “não to associando o nome à pessoa”, mas na loja da Apple (Manhattan – deve ter no Brasil também) eles vendem gadget com localizador via aplicativo, já vi em outras lojas no USA, até na babiesrus. Tem alguns que estão no cadarço do sapato, relógio, chaveiros – na internet procurava como geo locator. Hoje uso o aplicativo amigos para iphone e rastreio literalmente meus filhos (marido as vezes kkk). Tenho senha do facebook deles (o menor não entra, fez para poder jogar o candy crush) e invado a conta mesmo, vejo amigos, o que escrevem, o que os amigos escrevem e se acho inadequado eu excluo, vejo e bloqueio fotos, pode me chamar de AI5, censura, não me interessa os filhos são meus e sou responsável pela segurança deles enquanto eu existir. O discurso de criar os filhos para o mundo é lindo, desde que eu saiba onde estão. Transmitir conhecimento e alimentar com o que rola de novo no mundo – cultura geral, profissões, jogos, brincadeiras, não importa – isso eu chamo de preparar para o mundo, mas desleixar sobre segurança jamais. Explico desde muito cedo, desde quando começaram a entender a nossa língua, o que acontece se um deles se afastar de nós, e isso não trouxe pânico para eles não, trouxe a noção de que é preciso escutar pai e mãe, e se proteger. Outra coisa que ainda faço é manter um cartão nas mochilas, nos bolsos, com telefones e e-mail – os nossos e de pessoas próximas. Ensinar os nomes dos pais, endereço, telefone, e-mail é muito importante, não esperar para ficarem crescidos, eles conseguem gravar muito mais do que nós, isso que a GAby faz é por aí mesmo, cantem o numero do telefone, e-mail, eles gravam brincando. Ensinem a ligar para emergência, o que falar – frases curtas, tudo o que puderem. Ensino a olhar 360 graus sempre. Os pitacos que já ouvi e nunca dei ouvidos sobre relaxar, nem respondo, estou relaxada sabendo onde meus filhos estão e como estão. Beijo pra voces.

  7. Polly disse:

    Ontem nós lemos juntos a notícia do bebê que foi raptado no centro da cidade. As meninas ficaram impressionadas, acho que pela 1a vez elas entenderam de fato o que eu sempre falo de gente que rouba criança. Dá vontade mesmo de usar esses chips. Eu sempre preferi investir na confiança e responsabilidade da criança, mas e quando não é uma atitude que parta delas? Complicado, né?

  8. Priscila Neves disse:

    Ola!! acompanho seu site ja tem um tempo mas nunca me apresentei. Me chamo Priscila e conheço uma grande amiga sua Isadora. O motivo de eu me pronunciar desta vez é justamente porque vc tocou no meu maior medo, o de “perder” minha filha. Achava que só eu era neurótica, acabei de descobrir que nao estou só! :-) queria saber onde voce comprou esta pulserinha vou pra praia em dezembro e quero muito colocar uma destas na minha pequena. desde já obrigada e beijos!!

  9. Bárbara disse:

    Essa coisa de desaparecidos é doída, né? Nem gosto de pensar! A incerteza sobre o destino da pessoa deve ser sofrida demais! Tenho uma amiga que estudou isso no doutorado…
    E tem um documentário sobre os netos “achados”, filhos dos desaparecidos da ditadura da Argentina, já viu? É esse aqui. http://www.youtube.com/watch?v=UKHahYGEgW4. Fui assistir no cinema, e chorei da primeira cena à última.
    beijos

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