Morre um bebê sequestrado e ninguém nem fica sabendo

Recebi a notícia que um dos bebês retirados da família biológica aqui em BH morreu no abrigo no dia 20 de abril.

Sufocado no próprio vômito.

Sem nunca ter sido acalentado por alguém que o amasse, nem amamentado.

Este bebê nasceu em outubro de 2014 e foi tirado da mãe ainda na maternidade. De fato, ela não tinha como cuidar dele.

A avó materna estava visitando-o, até que foi proibida pelo abrigo de continuar a ter contato com o pequeno. Ela queria sua guarda.

Ele não precisava ter morrido.

Não precisava ter uma vida tão horrível nos seis meses que passou na Terra.

Faz uns dias que não durmo, com este caso martelando a minha cabeça.

Ontem tive uma reunião com no Ministério Público, com a presença dos deputados João Leite, Ione Pinheiro e Celise Laviola. Os promotores que elaboraram as Recomendações estavam lá.

Absolutamente surdos. Completamente ignorantes do mal que estão fazendo a estes bebês, a estas mulheres, a estas famílias.

Não sei mais o que fazer.

(este é um desabafo sem esperanças)

Quer saber mais? Clique aqui, ou aqui ou aqui.

Sem esperança

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Sobre Gabi Sallit

Gabriella Sallit virou Gabi ainda pequenininha. E, para não ter um filho que tivesse que explicar a vida inteira a grafia do seu nome (aprendeu a falar "meu Gabriela é com 2 Ls" antes de papai e mamãe), escolheu um nome pequenininho para o seu filhote. João está começando a falar e já escolheu como prefere ser chamado: Jão!

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10 respostas a Morre um bebê sequestrado e ninguém nem fica sabendo

  1. Luana disse:

    Obrigada por lutar por essa causa tão essencial e tocante, por compartilhar conosco, or nos ensinar sobre o que é justiça de verdade (andamos meio zonzos.. é sempre bom ouvir de quem entende do assunto para além do senso comum), obrigada por deixar que a gente tenha alguma contribuição, mesmo de longe (eu aqui de Sampa!).
    Assinei a petição, vou divulgar nos meus círculos e vou continuar acompanhando.
    Força e fé! A morte desse pequenino ser não terá sido em vão. Que os braços do infinito o acalentem em compaixão profunda. Que sigamos, tocados por essa triste morte, mas fortalecidos na consciência de que DEVEMOS fazer nossa parte pra que isso não se repita.

  2. Christiane Maia disse:

    Gabriella, será que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres ou a Secretaria Especial de Direitos Humanos está acompanhando essa situação? Caso não, será que não conseguiríamos buscar espaço nesses locais para ampliar a pressão social contra esse tipo de situação?
    É um absurdo sem tamanho… Tenho caso na família em que a chegada de uma criança foi justamente o que mais impulsionou a mãe a sair das drogas. Simplesmente tirar o bebê dessa mãe é o que pode colocá-la mais o fundo do poço ainda e acabar com qualquer possibilidade de resgate dessa mulher a partir da maternidade. E a situação da avó então…
    Desanima não… É doloroso demais, mas não é possível que isso se repita.

  3. Lívia disse:

    Gabi, tem algo muito estranho nestas condutas…Porque proibir a avó de ver o bebê?!Sou assistente social em uma cidade do interior de MG e aqui a recomendação é o contrário…Só tiram o bebê em casos muitooooo graves e assim mesmo deixam com a família biológica, na esmagadora maioria dos casos. Em alguns casos o serviço social chega a dar parecer contrário a volta da criança para família de origem (em casos excepcionais), e mesmo assim, algumas vezes, os juízes optam por manter a criança com a família biológica.

  4. Elisa disse:

    Faco das palavras da Bárbara as minhas também.

  5. Fabiana disse:

    Não sou de BH, nem de MG, sou uma mãe paraibana, alheia a tudo isso que está acontecendo com essas mães… até agora! graças a você, tomei conhecimento, li os outros posts em que você denuncia essa barbárie, me deixou com um nó na garganta.
    Não desista, afinal, essas mães e crianças, provavelmente, só têm a você, sua voz para repercuti-las, nesse momento.
    Assinei a petição, vou divulgá-la! Não vamos permitir que isso continue, perpetue e, pior, seja ignorado!

  6. Thais disse:

    Nossa Gabi, estou chocada! Isso não pode ficar impune, temos que juntar forças e ajudar essas mães. Tenho uma bebê de 1 ano e rasgou meu coração de pensar em me separarem dela!
    O que podemos fazer pra ajudar?

  7. Pingback: Bebês estão sendo arrancados de suas mães em BH. Você sabia? | Tokaoki

  8. Jussara disse:

    Gabi, é uma situação muito triste e revoltante! O Estado, aquele que tem o dever de proteger a todos os cidadãos, especialmente aos mais marginalizados da sociedade, é justamente quem pesa a mão sobre essas mulheres, famílias e esses bebês… É pesaroso!!!
    Será que tais agentes da nossa justiça também estão sem dormir? Fico aqui me perguntando o que passa pela cabeça dessas criaturas… Fico me colocando no lugar dessas mães, avós, famílias… Seria muito doloroso, seria perder um pedaço meu!
    Gabi, seu trabalho é ainda mais nobre ao dar atenção a estas minorias! Força, continue na luta e sempre que precisar de apoio, de mobilização, conte conosco!

  9. Bárbara disse:

    Gabi, sei que é difícil ter esperança em momentos como esse… Parece que toda a luta tem sido em vão, né?

    Mas continue com seu trabalho tão lindo! Ele faz diferença na vida de muita gente.
    Siga em frente, que te damos força por aqui.

    beijo grande

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