NY, no inverno, com crianças pequenas nascidas e criadas no calor senegalês – Parte 1

Nos últimos anos, BH começou a bombar no Carnaval. Mil bloquinhos, um milhão de turistas, gente fantasiada pelas ruas. Tudo lindo, ótimo e muito animado, mas nós aqui em casa… fugimos. De preferência, para um lugar que esteja fresquinho! 😉

Ano passado fomos para o Chile e foi uma experiência maravilhosa – prometi um post que nunca veio, eu sei, eu sei… Este ano, conseguimos uma promoção imperdível e fizemos as malas para NY. Nenhum de nós conhecia a neve (já tínhamos visto no chão, quando vira lama e gelo, mas nunca tínhamos presenciado caindo) e estávamos saracoteantes com as notícias do clima. Não queríamos nevascas, óbvio, mas um climinha filme de natal a gente bem que merecia. 🙂

Foi exatamente como sonhamos. O dia seguinte à nossa chegada amanheceu enfeitado de branco, olha que lindeza a vista do quarto do hotel:

NY carnaval 2016 008   Tivemos um pouco de receio de sair com os meninos, mas aí eu me lembrei de algo que eu mesma já disse aqui: crianças nascem e crescem em qualquer lugar, do Alasca ao Teerã. Encapotamos os pequenos e enfrentamos a rua. João AMOU. Ficou fascinado pelos floquinhos caindo, pela textura da neve, achei que ele teria um treco de tanta felicidade. Franquico é mais sensível ao clima, morre de suar no calor e reclama mais do frio. Ele se divertiu, mas ficou um pouco paralisado. Queria colo, ai se embolando na gente como um filhote de canguru. Acho que isso também tem a ver com a aceitação das roupas. João curtiu a história de luva, gorro, cachecol; Fran tirava isto tudo mal a gente passava por uma porta.

Neste dia, estava ventando forte quando saímos, então resolvemos tomar café pertinho do hotel, em um lugar super tradicional chamado Sarabeth’s. Não tinha como fazer escolha melhor: a vista para o Central Park era linda e a comida deliciosa. Quando saímos, tinha acabado de parar de nevar. Juro, gente, me senti em um filme. As primeiras pegadas na neve foram as dos meninos, que morreram de tanto brincar. Eu me diverti tanto que não queria que o dia acabasse NUNCA.

NY neve

Fomos andando pelo parque até o Museu de História Natural. Na véspera da viagem tinha colocado João para assistir “Uma Noite no Museu”, então ele ficou birutinha, com aquela sensação de reconhecimento. Francisco amou os bichos empalhados, ria e os imitava, uma loucura. Era só o primeiro dia e já estava assim, tipo “viagem dos sonhos”. Espetacular.

Como vocês estão vendo, foi tudo tão, tão, tão delícia que estou tendo dificuldades de organizar o post! Se eu começar a contar cada dia da viagem como estou fazendo aqui, vou ficar um mês escrevendo e vocês vão morrer de tédio com o “diário”, né? Então, bora combinar o seguinte: vou fazer pequenos tópicos com o que achei mais relevante ou mais desafiador, e vocês me dizem sobre o que querem falar nos comentários, pode ser?

Para começar, vou falar das roupas e de como circular com duas crianças pequenas em um frio de doer (desafio ultra-master) .. Posso contar sobre os passeios que mais amamos, indicar restaurantes, contar como montei o roteiro, enfim, ao gosto das freguesas! É só pedir! Vamos começar?

Espero vocês aqui amanhã, hein!

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Sobre Gabi Sallit

Gabriella Sallit virou Gabi ainda pequenininha. E, para não ter um filho que tivesse que explicar a vida inteira a grafia do seu nome (aprendeu a falar “meu Gabriela é com 2 Ls” antes de papai e mamãe), escolheu um nome pequenininho para o seu filhote. João está começando a falar e já escolheu como prefere ser chamado: Jão!

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9 respostas a NY, no inverno, com crianças pequenas nascidas e criadas no calor senegalês – Parte 1

  1. Marina disse:

    Oi Gabi!
    Adoooro teu blog. Não sei se já comentei por aqui, mas leio sempre!
    Moro em Porto Alegre e não somos muito de viajar, além de não termos muita grana, então acabamos sempre por lugares mais próximos, tipo Uruguai, serra gaúcha e praias de Santa Catarina.
    Tenho muita vontade de conhecer/ver/ tocar a neve, deve ser uma delícia!
    Então, como eu disse adoro te ler, então por mim pode ser diário! Hahahaha!
    Mas queria mesmo era “sobre os passeios que mais amamos, contar como montei o roteiro”.
    Beijocas

    • Gabi Sallit disse:

      Ô, gente, que fofura! Hoje vem o post sobre roupas e como se locomover, que eu já estava escrevendo. Quem sabe consigo escrever sobre os passeios amanhã?

      O Uruguai é uma delícia, conheço um pouquinho de Montevideo e Punta. Quem sabe vc divide suas dicas com a gente?

  2. Carla disse:

    Que fofos!!! Eu quero brincar na neve também. rsrs. Me leva?

  3. Elisa disse:

    Gabi, na creche do Rafa se nao tiver caindo temporal eles saem com sol ou neve. Nao existe clima ruim, existe roupa inadequada!
    Neve é uma delícia, esse inverno usamos bastante nosso trenózinho.
    O Franquico é do time do Rafael, sai arrancando a roupa. Ah, e para ele tem fecho é casaco e casaco a gente só usa na rua. Desisti dessa briga, no domingo o guri ficou só de camiseta no restaurante. Daqui para frente só compro moleton sem fecho. O Francisco pelo menos deixa colocar roupa?
    Viagem delícia! Aqui nossas férias foram zikadas (ficar enfurnada em casa passando repelente com toda a família toda enchendo nao combina com férias)… estou vendo se consigo reaver pelo menos parte do dinheiro das passagens, mas tá difícil. Daqui a 10 dias temos 3 semanas de férias e nao sei o que fazer. Queria fugir do frio, mas pelo jeito vamos ficar pelo velho continente mesmo.

    • Gabi Sallit disse:

      Ah, Elisa, o clima não está bom para grávidas por aqui 🙁 . Mais de 3.000 casos de microcefalia não são brincadeira!
      Vamos combinar: ficar na Europa não tem nada de ruim, né? Passa aqui depois para contar como foram as férias!

      Franquico deixa por a roupa, porque de fato sente frio lá fora. Dentro, entretanto, sente muito calor. É meio sofrido para ele…
      Com quantas semanas você está? Já sabe o sexo? Têm ideia de nome?

      • Elisa disse:

        Férias só de nao precisar trabalhar já é a glória! E umas viagenzinhas por aqui a gente com certeza vai fazer.
        19 semanas. No último US com 12 semanas a “coisa” estava tendendo para menino, mas era cedo ainda. Semana que vem tem o morfológico.
        Se for menina tem nome (reciclado da primeira gravidez), para menino temos que escolher. Outro dia pensei em Pedro, mas nao ficou bom com o sobrenome (do marido, no caso – crianca aqui legalmente só pode ter um sobrenome :(). Nome de menino é tao difícil achar um que sirva para alemao e português.
        E vocês? Sabem quem tá vindo? Dá tempo de pensar na gravidez com dois em casa?
        Gabi, conta como tu montou o enxoval do(s) próximo(s) filho(s). Minha listinha de compras só tem coisa pro Rafa tipo: caminha para liberar o berco, armário para desocupar a cômoda, tábua de carona para o carrinho, segundo cadeirao (precisa?), presente pro bebê trazer para ele e coisas a repor. É isso mesmo?!
        Aqui tá um problema botar roupa no Rafael. Ele faz o maior escândalo para vestir o macacao quente.

  4. Aline disse:

    Ansiosa pelos posts!
    Ano passado, fui a Buenos Aires com minha filha (na época, com 7 meses). Era inverno e estava muito frio. Nada que se compare com neve em NY, mas frio. Empacotava bem a bichinha, mas quando dava aquele vento gelado, ela chorava. Tadinha… Quando isso acontecia, não tinha muito o que fazer: era pegar o táxi e voltar pro hotel. Felizmente não foram muitas vezes que isso aconteceu (só duas pra ser exata). Mesmo assim, fiquei um pouco receosa em viajar pra lugares muito frios… mas ainda tenho vontade. Nunca vi neve caindo… quero muito! Mas fico com medo da minha filha passar muito frio… 🙁

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