Relato de um parto domiciliar que deu errado ou “isto é perfeito, aquilo é perfeito, o que procede da perfeição também é perfeito”.

Relato Francisco 7

Francisco, meu filho, eu queria que você nascesse em casa. Pensei em tudo: velas, flores e lençóis. Queria que fosse familiar, cotidiano, como fazer uma boa comida, tomar sol na varanda, molhar as plantas. Me cerquei de gente que eu poderia chamar de família, mesmo que não estivesse na sua árvore genealógica. Trouxe estas pessoas para cá, apresentei ao seu pai e ao seu irmão, para que se apaixonassem – e assim foi. Tudo perfeito.

Desde que João nasceu eu sonhava que seu parto fosse um momento de alegria. Não me bastava eficiência técnica e respeito: eu queria aquele clima de felicidade, não só quando você já tivesse nascido (aí é fácil, né! Sua mãe gosta de um desafio), mas durante todo o trabalho de parto. O final da sua gravidez foi uma delícia; eu estava feliz e bem disposta. Ia ser moleza. Se era arrogância ou ingenuidade, eu não sei.

Em oito de fevereiro acordei sentindo contrações. No dia anterior, tinha completado 40 semanas.

Resolvi ir ao clube com seu pai e o João. As dores estavam suportáveis e espaçadas, o dia estava lindo, queria comemorar que você chegaria logo. A água me fazia bem, eu me sentia leve, a vista era espetacular. Passamos um dia ótimo, rindo e brincando. No fim da tarde, encontramos amigos queridos, com sua menininha de vinte dias. Era a ocitocina que faltava, pensei.

Enquanto jantávamos, eu já não conseguia conversar durante as contrações. É hoje, é hoje!!! Avisei seu pai, a doula e a parteira: não é agora, mas está chegando! Yuppie, lalalá, dancinha da vitória!

Às 23:30, no banheiro, senti um líquido pingar. Não tinha experiência com bolsa rota, a do João rompeu durante um exame de toque, então, limpei com o papel higiênico e cheirei. Não consegui perceber estas coisas que todo mundo fala, cheiro de água sanitária ou água de coco, mas, definitivamente não era xixi, então, só restava uma opção: líquido amniótico.

Liga para a doula, liga para a parteira, liga para a fotógrafa. Contração adoidado! 🙂 🙂 🙂

Relato Francisco 6

Relato Francisco 15

Engraçado que, desta vez, não tive aquela vontade louca de ir para a água. Tive que ser lembrada que existia chuveiro e, depois, o ofurô, lá fora. Estava uma noite linda, nossa varanda iluminada. A Míriam me chamou para ver a lua e eu pensei: “Nem quero matá-la. Estou conseguindo a alegria que eu queria!” Estava orgulhosa de mim, lembrava dos relatos de parto das amigas e fazia umas contas. “Ah! Ele deve nascer no início da manhã!” “Hum, 9 de fevereiro é um dia lindo!” #alouca

Relato Francisco 1Relato Francisco 2

Ficamos lá fora, na banheira, até umas cinco da manhã. Comecei a sentir uma dor estranha, do lado esquerdo, nas costas. As contrações começaram a se espaçar, a outra dor não cedia. Sugeriram que eu saísse da água; talvez meu corpo estivesse me dando uma trégua, era melhor descansar. A casa estava cheia de gente, cada um se recostou em um cantinho para dormir.

Acordei às 9:30, com João, que estava no auge da delícia. Adorou a movimentação, jogava charme sem direção certa. Eu estava cansada, a dor de lado não tinha passado e era tão forte que me fazia vomitar, mas estava feliz. Ganhei um milhão de mimos: auriculoacupuntura, reflexologia, escalda-pés. Contração, que é bom, só de vez em quando. Ficamos assim todo o dia 9. Quem achou que você ia nascer de manhãnzinha, filho???

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Quando a noite chegou, como o quadro não mudava, resolvemos ligar para o obstetra: “Claro que ela não está em trabalho de parto! Ela tem é cálculo renal! Isto deve ter desencadeado uns pródomos, só isto!” MEU DEUS! Cálculo renal, com mais de 40 semanas de gestação??? Pródomos de uma madrugada inteira, com contrações a cada 3 minutos? Eu fiz pole dance na cruz, só pode!!!!

Relato Francisco 12

O médico desligou, com recomendação de um antiespasmódico, que devia melhorar a dor. No dia seguinte, eu faria exames de urina e começaria um antibiótico, caso fosse infecção urinária. Tomei o remédio e decidimos que todo mundo ia embora, afinal, eu não estava em trabalho de parto (!!!!). Menos de quatro horas depois, filho, lá estou eu ligando de novo para parteira: “volta que eu não aguento mais!!!!”.

          Relato Francisco 11

Francisco, você vai ver quando crescer que estes momentos dramáticos são uma oportunidade maravilhosa para o amor se manifestar. Espero que você tenha muitas outras chances de sentir isto, meu filho. A Míriam voltou para a nossa casa e dormiu comigo, na cama, no lugar do seu pai. Na verdade, acredito que ela só tenha velado o meu sono, pois todas as vezes que acordei, ela estava desperta, congelando, pois eu, a-parturiente-que-não-estava-em-trabalho-de-parto, queria o quarto gelado, em pleno verão.

Pela manhã eu não conseguia fazer xixi, nem para coletar o exame de urina. Não era por menos, fazia dois dias que eu vomitava até a água que bebia, devia estar completamente desidratada. Tomei um remédio para enjôo, para tentar manter algo no estômago – nem que fossem os próprios remédios. Não adiantou muita coisa.

Passei o dia 10 com contrações picaretas. O problema é que, como não conseguia fazer xixi, cada uma que vinha parecia que ia estourar minha bexiga. Já havia mais de 40 horas desde quando achei que a minha bolsa tivesse rompido. A parteira achava que eu poderia ter me enganado, já que, mesmo com tanto vômito, não saia qualquer líquido. Durante este tempo todo, ela monitorou seus batimentos a cada meia hora. Você estava ótimo. Ainda assim, ela sugeriu que eu fosse ao Sofia Feldman, onde meu obstetra estaria de plantão, fazer um ultrassom e discutir com ele o que faríamos com o cálculo renal.

A esta altura, meu filho, eu já tinha mil planos mirabolantes para desistir do parto natural. Estava exausta, cheia de pena de mim. Sonhava com anestesias paralisantes, litotomia, ficava ensaiando como ia convencer o médico a me deixar completamente grogue. Na minha cabeça, moravam o Pink e o Cérebro, bolando estratégias malucas para justificar um parto coxinha. Durante o caminho para o Sofia – que é longe pra danar! -, eu, com aquela dor de lado que não me deixava, me dedicava a pensar como eu faria para boicotar aquilo que eu tinha sonhado para nós dois.

Avisei na recepção que esperava o Lucas e logo vi outra paciente dele, também esperando. Ele me deu um tchauzinho de longe e a chamou. Quando chegou minha vez, comentou, morrendo de rir: “Claro que você não está em trabalho de parto!!! Que mulher, em trabalho de parto, deixa chamar a outra primeiro?”.

Relato Francisco 17

Eu estava rendida, meu amor. Sabia, llllláááá no fundo, que era engraçado, mas não tinha energia para reagir. Dei um sorriso amarelo. Eu estava sentindo dor há mais de 45 horas.

Começou o ultrassom: “Ah, nem de bolsa rota você está! Tem tanto líquido que este menino vai morrer afogado! Ainda fica aí uma semana!” Chamou o colega que entendia de urologia. Acharam o cálculo. A partir daí, vale a pena transcrever o diálogo:

Dr. Lucas – Alexandre, vai lá à recepção fazer a admissão da Gabi, para eu poder enviar um relatório ao Urologista do Hospital da Unimed.

(Alexandre sai)

Gabi – Lucas, eu não passo nem perto da Unimed com este barrigão! Vão me esperar com uma faca!!! Me manda para Urológica, que lá eles nem devem saber o que fazer com uma grávida!!!

Lucas – kkkkkk Já falei que você não está em trabalho de parto!!!! Tá, bom, tá bom, vai para a Urológica! Hum… já que você está deitada aí, vamos fazer um exame de toque? Você não fez nenhum nesta gravidez, né? Está há três dias com uma parteira em casa e não fez nenhum! Vocês estão muito índias!

(Se restou alguma dúvida: sim, ele estava se divertindo às minhas custas! Kkkk)

Gabi – AI, LUCAS, isso tá doendo!

Lucas – Claro que está doendo, você está com 9/10 centímetros de dilatação! Sua bolsa está rota, ele vedou com a cabeça. Um golinho de ocitocina e nasce! Você não vai voltar para casa!

(neste momento me senti maravilhosamente vingada por todo o bullying que ele tinha feito debochando de mim porque não sabia identificar um trabalho de parto, filho! Você foi um parceirão, surpreendendo-o com a super-dilatação!!! Valeu, tô te devendo esta!)

Eu pulei da maca como se tivesse mola: “QUERO ANESTESIA AGORA! Muita! A maior que você já fez!!! Eu não aguento estas duas dores de jeito nenhum! Cálculo renal e ocitocina é demais para mim! Agora, agora!”

Ele concordou. Afinal, era mesmo demais para uma pessoa só. Hoje eu vejo que ele fingiu concordar, porque falou: “Tá bom. Liga para a Míriam e avisa que vocês vão ficar aqui. Vou pedir para preparar o quarto.”

(parênteses: ele saiu da sala, passou voando pelo seu pai e disse: “seu neném tá nascendo. Vocês não vão embora.” Alexandre ficou tão atarantado que veio me falar: “-Como assim, nascendo??? Meu deus, e se a gente estivesse em casa?????”. Eu olhei para ele, espantadona: “Ué, ia nascer em casa, como a gente planejou!”)

Liguei para Míriam: “- O Lucas confirmou o cálculo renal. E fez um toque. Estou com 9 centímetros de dilatação, vou ficar aqui. Já pedi anestesia, ele disse que vai me dar.”

E ela, com toda-paz-e-sossego-que-deus-deu:

“ – Caaaaallllma, Gabi. Espera um pouquinho. Você não precisa da anestesia, já passou pela pior parte! Vai perder o melhor da festa? Você já não sentiu isto no parto do João… Ele vai te dar um remédio para o cálculo, tenta um pouquinho, tô indo para aí, você dá conta!”

Eu pensei: merda-meleca- pqp-porque-fui-me-meter-com-estas-índias-hippies-de-sovaco-cabeludo, meu deus do céu!!!!!!!!!! Eu preciso desta anestesia!!!!!!

E falei: – Tá bom, vou tentar.

Pensando: vou tentar 5 minutos, quando ele chegar aqui vou falar que já tentei tudo!!!

Pois bem. Fui para o quarto, seu pai mandou um taxista pegar nossas malas lá em casa (que eu tinha feito muito meia-boca, porque por mais que todo mundo me aconselhasse a me precaver, nunca passou uma transferência pela minha cabeça). Chegaram parteira, doula, fotógrafa. A equipe do hospital se apresentou lindamente, já com meu plano de parto lido (esqueci as calcinhas, mas o plano estava lá, em três vias!!).

Ligaram um analgésico para o cálculo renal. Mal a coisa entrou na minha veia eu tive a felicidade restaurada. Que lindo. Como a vida é bela. AI, AI, nem tão bela assim, quando vinha a contração e a sua cabeça batia na minha bexiga!

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Relato Francisco 29Quando o remédio acabou, puseram um cardiotoco para monitorar seus batimentos antes de ligar a ocitocina. Esqueci de pedir a anestesia, veja só. O tempo passava, eu ouvia as mulheres gritando e depois o chorinho dos bebês. Era lindo. Seu pai deitou no chão e dormiu. A enfermeira do hospital chegou e deu um sabão nele, “o chão era imundo, cheio de infecções e sei lá mais o quê”. Ele concordou com tudo, pediu desculpas, deu um sorriso, ela saiu e ele deitou de novo. Rimos.

Relato Francisco 33

Eu tinha uma contração e passava um tempão até que viesse outra. Com exceção da dor na bexiga, não eram muito fortes. Na verdade, depois do que eu tinha passado com o cálculo, era moleza. Estava sentada em uma cama que tinha um aro, era gostoso me pendurar nele. De repente, estava fazendo força. Ah, isto são os puxos!!!

Relato Francisco 20

Quis ir para a banheira. Você ia nascer. Eu tinha conseguido. Tinha ficado alegre boa parte do tempo, então…

●Gritei que jogaria a Babi pela janela, se ela me apontasse a câmera mais uma vez.

●Praguejei com a Helena, porque as pessoas estavam falando alto lá fora.

●Enxotei a Míriam.

●Gritei SOCCCCOOOOORRRROOOO!!!!! (hoje seu pai gargalha quando lembra, mas na hora estava beeeemmm apavorado! 😉 )

Relato Francisco 19

Lembrei da Kalu e da Geo falando que não fariam força nos seus próximos partos, para não lacerarem. Lembrei da Bárbara, dizendo que tinha a sensação que Joaquim estava entalado. Minha cabeça não sabia o que fazer, então meu corpo escolheu. E você chegou.

Relato Francisco 26 Relato Francisco 25 Relato Francisco 24 Relato Francisco 23 Relato Francisco 22

 

Lindo, enorme, gordinho. Te peguei no colo, olhei nos seus olhos e, imediatamente, nos entendemos. Ah, meu deus, quanto amor… Você tinha uma carinha enfezada. É, filho, não é fácil nascer. O mundo é grande, muita coisa acontece ao mesmo tempo, vem esta roda viva e muda os nossos planos. Mas a vida é perfeita. Olha você, aqui, virando a minha de cabeça para baixo e fazendo tudo dar certo.

Já nasceu me ensinando que “isto é perfeito, aquilo é perfeito, o que procede da perfeição também é perfeito…

Relato Francisco 21

 

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Sobre Gabi Sallit

Gabriella Sallit virou Gabi ainda pequenininha. E, para não ter um filho que tivesse que explicar a vida inteira a grafia do seu nome (aprendeu a falar “meu Gabriela é com 2 Ls” antes de papai e mamãe), escolheu um nome pequenininho para o seu filhote. João está começando a falar e já escolheu como prefere ser chamado: Jão!

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77 respostas a Relato de um parto domiciliar que deu errado ou “isto é perfeito, aquilo é perfeito, o que procede da perfeição também é perfeito”.

  1. Cecília disse:

    Parto coxinha… Ó, céus…

  2. Priscila Gil disse:

    Nossa achei seu blog pelo destino mesmo… Estou amando cada pedacinho… Estou em prantos de tão lindo foi seu parto… O mais engraçado é que eu queria parto em casa tbem, mas como é o primeiro vou para um hospital mas quero ter na água (pelo menos vou tentar)… Obrigada por compartilhar… Lindo mesmo…

  3. Renata Moura disse:

    Gabi, parabéns, vc encoraja muitas mulheres com esse relato! Me diz uma coisa, o dr Lucas é o Lucas Barbosa da Silva? ele só assiste partos no Sofia? obrigada!

  4. Mais uma certeza que meu próximo eu vou pra partolandia de qualquer jeito!!!
    Ainda preciso estudar mais sobre Parto normal pós cesárea, mas já tá mais que decidido!
    Viva azindiaaaaaaaaa

  5. Ana Teresa Barbosa da Silva Guaracy disse:

    Gabi

    O Lucas também me enrolou direitinho rsrs a anestesia nunca chegou!!
    Mas depois que a dor passa, fica a melhor sensação do mundo…

    Foi a experiência mais sofrida e mais maravilhosa que já vivi.
    Fiquei me sentindo poderosa, uma guerreira. Que orgulho de mim! Eu consegui ajudar minha filhota a nascer sem intervenção nenhuma, como Deus planejou.

    Que muitas outras mulheres possam também ter essa nossa experienência!

  6. Betyane Castelan disse:

    Gabi! Que história!
    Você é uma mulher forte e seu filho tem muita sorte!
    Um beijo pra vocês.

  7. Pingback: Minha amiga secreta é.... Não tão secreta » Olhar Mamifero

  8. Pingback: Os top posts de 2014 | Dadadá é blablablá de mãe pra mãe

  9. Marilyn disse:

    Finalmente um relato de parto de bebê grandão! O meu nasceu com 4.165 kg e depois de 20h de trabalho de parto, tive que fazer cesariana. Já estava achando que era impossível nascer de parto natural assim grandão. Obrigada pelo relato 🙂

  10. Fernanda disse:

    Lindo de mais! <3

  11. Fabrina Alves Dutra disse:

    Lindo, emocionei.!

  12. Pingback: Tudo que você precisa para preparar sua casa para um parto domiciliar | Dadadá é blablablá de mãe pra mãe

  13. Isabela disse:

    Que relato maravilhoso!
    Tenho tanta duvida sobre que parto eu quero, tenho tanto medo de algo acontecer se optar pelo natural e ai acho esses relatos que são como uma luz!

    Parabens! Baby lindo, dia lindo!

    • Barbara disse:

      Isabela, não tenha medo! Na hora, vc acha que não vai dar conta, mas depois é a melhor coisa que tem! A carga de ocitocina que vc recebe é altamente viciante! 🙂

      (no mais, os riscos de complicações são mais altos quanto mais intervenção tem, e muito mais altos em uma cesárea!)

      pode vir, que é bom demais!

  14. Brena disse:

    Q relato lindo, em fevereiro será o meu 🙂

  15. claudia disse:

    Perfeito é aquilo que é feito por inteiro! (do latim)
    E com vc foi exatamemente assim: PERFECTUS!!!

  16. Kelly zamboni disse:

    Gabi, me emocionei demais com seu relato! Fantástico! Estou grávida de 15 semanas e quero porque quero (e pronto!!!) um parto bem normal… Apesar que as pessoas parecem ver isso como um crime! Vou ler tudo para meu marido agora… Acho que agora ele se convencerá de vez… Somos de BH tb, conheci hoje seu blog e já vou colocar nos favoritos. Obrigada por dividir conosco! Parabéns pelos filhotes… Lindos!

    • Gabi Sallit disse:

      Kelly, procure os grupos de gestante na internet (partoativobh – no yahoo, Cesárea Não, Obrigada – no Facebook), vá às reuniões do Isthar, procure uma equipe humanizada… isto é essencial para conseguir um parto normal!

  17. Isis Maria disse:

    Que lindo relato!

    Gritei SOCCCCOOOOORRRROOOO!!!!! (hoje seu pai gargalha quando lembra, mas na hora estava beeeemmm apavorado! 😉 )

    Hahahaha, Partolândia rules! Não tive meu filho na banheira porque tinha ficado tanto tempo no chuveiro que achava que já tinha gastado minha cota de água, rs

    Lindas fotos, lindo filho (:

  18. Lia disse:

    Que parto lindo!
    Perfeitamente perfeito para ti e teu bebê!
    Foi como tinha que ser!
    Saúde e felicidades!

  19. Simone disse:

    Gabi que lindo do relato e das fotos…rsrs diva ate no parir…kkkkk so acho mega massa como vc fica #alouca nas contraçoes ri muito…mas momentos lindos que a gente nunca se esquece ne bjs

  20. Juliana disse:

    Que lindo Gabi, parabéns! Você é uma guerreira mesmo. Sempre acompanho seu blog. O Francisco nasceu grandão hein? Posso perguntar se teve laceração?

    Um grande beijo!

  21. Carol Giovannini disse:

    Que demais Gabi!
    Delícia ler seu relato!

  22. Manuela disse:

    Menina, que historia maravilhosa!!!!! Chorei demais!!!!!
    São historias assim que nos dão coragem de fazer o que sonhamos! Tambem sonho com o parto humanizado e rezo muito para conseguir!
    Na minha primeira gravidez tive colica renal no sétimo mês e sofri horrores tbm, nem consigo imaginar o que voce passou com 40 semanas!!!!!
    Mais uma vez parabenizo você pela coragem que teve e parabenizo mais ainda pelas palavras lindas ao dividir sua historia com a gente!
    Tenho certeza que seu filho sentirá um enorme orgulho de você!
    Um suuuper beijo pra vc e pra toda familia!

  23. Guará disse:

    Eu rí, chorei, arrepiei….lindo seu relato de parto… e olha que loucura: Eu, que já estou super satisfeita com minhas duas bonecas (Clara com 5 e Bruna com 2 anos), deu até uma vontadezinha de engravidar novamente, só para passar por essa emoção!!!
    Pensando bem, a vontade já passou….
    Parabéns pela sua coragem, pela sua família e que vocês tenham muita saúe para se curtirem muito ainda!!!
    Muitos beijos

  24. kellen disse:

    Lindoooooo seu relato Gabi,fiquei muito emocionda,a cada frase q eu lia ficava ansiosa até chegar a próxima e como tudo terminou, graças a Deus deu tudo certo o Francisco é lindo,lindo e forte ,Parabens e Felicidades a vcs !!!

  25. Alexandre Pimenta da Rocha disse:

    Foi exatamente assim que esta estória linda aconteceu. Lembro-me como se fosse hoje. Ainda dou boas gargalhadas com o socorro Miriam me ajuda. Lembro de um documentário que assista juntos sobre o Roberto Marinho em que ele quando estava nas ultimas chama o seu mordomo e fala: “Roberval me tira desta”. Guardadas as devidas proporções, foi mais ou menos a mesma coisa. Bom, eu fiquei perto, chorando de emoção, mas sem falar muito, porque já viu, né? Poderia sobrar para mim. Haaaa e a Babi. O relato não retrata a confusão que ela aprontou quando o Francisco apontou. Deixou cair tudo, caia novamente, olhava e depois deixava cair mais uma vez. Mais uma vez me emocionei muito. E algo que não se pode deixar de viver!!

  26. Roberta Andrietta Piva disse:

    Gabi,
    Ri muito e chorei mais com seu relato!
    Com sinceridade, sem criar falsas expectativas. Não, não é fácil; sim, é maravilhoso e perfeito.
    Obrigada por compartilhar! Gratidão!
    Muita luz para você e sua família.

  27. Babi Profeta disse:

    #chorei (Francisco, a gente usava isso ná época que sua mãe escreveu esse relato).

    Uma vez a sua mãe gravou um depoimento para a minha mãe (que era sua madrinha) falando que ela a admirava muito e que um dia ela queria ser uma mãe tão boa como a minha foi para mim e para os meus irmãos. E eu posso te dizer que a sua mãe é incrível (você já vai estar careca de saber isso). Eu tive a honra e o prazer de viver uma parte do processo do seu nascimento, por trás da câmera. Foi uma experiência mágica, que eu vou guardar com muito carinho no meu coração. Ver a sua mãe, depois de passar todos esses momentos que antecederam o seu parto, com um barrigão e de repente você nos braços dela, seu pai explodindo de felicidade, toda a emoção e o amor envolvidos naquela decisão e nas pessoas que estavam ali para que aquele momento acontecesse, foi realmente surreal e lindo.

    São nesses momentos de amor supremo que a vida se torna um milagre. Que o amor seja seu guia. Te amo!

    Gabi obrigada por me permitir dividir essa alegria com você. Te admiro muito! Que você continue semeando suas experiências, aprendizados e levando mais amor para a vida das pessoas.

    Bjo grande!

  28. Josi Lorensini disse:

    Que linda essa experiência, Gabi. Muita admiração por ti e pela tua coragem. Eu estou pensando em ser mãe no ano que vem e ando em uma busca de um obstetra que faça partos normais (coisa rara aqui na minha cidade), me informando sobre doulas e cada vez mais interessada em ter um parto o mais humanizado possível.
    Parabéns, de coração!

  29. Mel Machado disse:

    Esse foi um dos relatos mais bonitos e engraçados que já li.
    Você deveria pensar em ser escritora!
    Parabéns! <3

  30. Rebeca disse:

    Que mulherão! Que nenemzão! Que equipe! Muito honrada em ler e me sentir parte disso, estou flutuando na cadeira aqui, rs! Parabéns, parabéns!

  31. Gabi disse:

    Meu deus do céu!! Como você foi corajosa!!! Que agonia que deeeeeeeeeeeeuuuuuuu!!!!!!Parabéns!!!!

    Estou te seguindo!!!
    Beijos

    http://sendomaeaos20.blogspot.com.br/

  32. Dayana Ribeiro dos Santos disse:

    Mais que relato heim… É preciso dá umas pausas pra respirar…
    Parabéns pela coragem e determinação, o Francisco é lindo e completa essa família linda que você tem.
    Carinhosamente,
    Dayana Ribeiro

  33. Babi Profeta disse:

    #chorei (Francisco, a gente usava isso ná época que sua mãe escreveu esse relato).

    Uma vez a sua mãe gravou um depoimento para a minha mãe (que era sua madrinha) falando que ela a admirava muito e que um dia ela queria ser uma mãe tão boa como a minha foi para mim e para os meus irmãos. E eu posso te dizer que a sua mãe é incrível (você já vai estar careca de saber isso).

    Eu tive a honra e o prazer de viver uma parte do processo do seu nascimento, por trás da câmera. Foi uma experiência mágica, que eu vou guardar com muito carinho no meu coração. Ver a sua mãe, depois de passar todos esses momentos que antecederam o seu parto, com um barrigão e de repente você nos braços dela, seu pai explodindo de felicidade, toda a emoção e o amor envolvidos naquela decisão e nas pessoas envolvidas para que aquele momento acontecesse, foi realmente surreal e lindo.

    São nesses momentos de amor

  34. Lidia Lopes disse:

    Gabi, super guerreira!!!
    Muita emoçao e muitas histórias para contar. Parabéns pelo seu super parto.

  35. Patricia Chaves disse:

    Ai Gabriela !Nao li – enguli em segundos seu relato. Me identifiquei e me senti mais animada para relatar o meu. I cross the fine line between heaven and hell. Mas, talvez você se lembre de mim , quando a convidei para fazermos o cha de bencaos juntas porque estávamos com semanas próximas conforme comentado por Miriam, foi em um dos encontros do Isthar. Você me perguntou o nome de meu baby , e eu falei Gabriel e você fez um comentário em relação ao seu nome tb, que não me lembro agora…. rs.
    Obrigado!

  36. Dani Rabelo disse:

    Ah que relato fantástico, encorajador, desafiador…. Eu, que morro de medo de um TP longo, de dores insuportáveis, de não aguentar e pedir anestesia, amei ler tudo isso, a realidade nua e crua, de um parto difícil, mas não impossível.

    Fantástico. Fantástico.

    Obrigada pelas fotos e pela honestidade.

    Amei tudo! Vou ler de novo (e de novo)!

    Beijos,
    Dani

  37. Renata disse:

    Fortes emoçoēs! Como foi sentir o tão falado ” anel de fogo” e os puxos!? Você sentiu muita diferença do parto do João !? Como você teve um parto com e outro sem anestesia , queria saber as diferenças! Bejo

    • Gabi Sallit disse:

      Engraçado, Renata, mas a minha sensação é que senti mais dor no parto do João, mesmo com a anestesia… Acho que tem a ver com preparo. Eu já sabia o que esperar, tinha menos medo.
      Os puxos são… Foda. Eu fico DESESPERADA com o tal anel de fogo. Dói como o inferno, mas, quando o bebê nasce, não sentimos mais dor nenhuma. Parace mágica!
      Vou postar meu vídeo de parto, vc vai tirar suas próprias conclusões!
      Bj!

  38. Jocelaine disse:

    Oi Gabi, que delícia que relato! Sou nova aqui no blog, mas já viciei! Adoro a maneira como você escreve, além de ser engraçada rs!
    Amei este post, você estava linda linda, com essa barriga e seu príncipe é um gatinho! Parabéns! Bj

  39. Teca disse:

    Amo esses relatos que contam a verdade sem ilusão, sem esconder amei e pode ter certeza que vai ficar na minha memoria porque eu sei que vou precisar lembrar da sua força, porque se o cansaço chegar a gente acaba perdendo um pouco o foco, querendo certas intervenções.

  40. adriana disse:

    Que lindo!

  41. Gabi Ramalho disse:

    Maravilhoso, Gabi!!!
    (aliás, maravilhosos – o relato e as fotos!)
    De arrepiar e encher os olhos de lágrimas!

    Pra quem gosta de desafio, Francisco e seu corpo se juntaram pra oferecer uma aventura e tanto!

    E que lindo isso de poder encontrar a Perfeição (assim, com letra maiúscula) na mudança de planos, nos re-ajustes, no encantamento inevitável…!!!

    Parabéns e beijos em todos!

  42. Meu Deus Gabi! Que guerreira! Você teve as duas dores mais doídas (segundo o que falam) numa única só vez! Por aqui, meu marido já teve cálculo renal e a dor que ele sentiu e demonstrou se parece e muito com a minha, parindo!!!

    Parabéns pela garra, pela força, pelo amor e muita muita saúde e felicidade pro Francisco, pra vocês <3

    Ps: que corpão de meu Deus é esse?! grávida mais linda que já vi 🙂

    Bjão

  43. Flávia Luisa disse:

    Gabi, adorei o relato: divertido e emocionante! Parabéns, não deve ter sido nada fácil, ainda mais acompanhada do cálculo renal! Karamba!! Adorei as fotos, todas lindas, mas achei ótima aquela do Alexandre apavorado!! Dá pra sentir a apreensão dele!! Tadinho….rsrsrs. Um grande beijos em toda a família!!

  44. leticia disse:

    Que lindo o encontro de vocês! ! Parabéns pela linda família e muitas felicidades nesta caminhada agora com o Francisco. E que venham mais. Bjos

  45. Barbara disse:

    Não sei o que é mais bonito… se suas palavras ou as fotos! Muito amor!

  46. Fernanda Coelho disse:

    Que lindeza de relato!
    A vida é isso… planejamos, estudamos, sentimos, escolhemos, sonhamos, mas não conhecemos o desfecho. E isso faz da vida ainda mais bela!!! E como você bem disse… foi perfeito do jeito que foi!

  47. Sarah disse:

    Esse é um daqueles textos que preciso ler e reler e reler.
    Que o Francisco se divirta com as escolhas perfeitas que fez no seu primeiro dia por aqui. Eu me diverti! <3

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