Parto Domiciliar? Isso é coisa de… 1˚ mundo!

Esse é um cartaz que permeia os postos de saúde na Inglaterra. Ele estimula o parto e nascimento domiciliar em gestações de risco habitual com equipes de obstetrizes e enfermeiras obstetras.

Esse modelo é um grande tabuna realidade brasileira, primeiro porque culturalmente o parto domiciliar é constantemente visto como um parto desassistido ou perigoso. É importante ressaltar que partos domiciliares não são para todas as mulheres. Eles devem ser feitos somente em gestações de baixo risco e com equipes plenamente qualificadas para dar a assistência. Dessa forma, é uma opção muito saudável e confortável para a parturiente e o bebê.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que, quando assistido por profissionais habilitados, há benefícios consideráveis para as mulheres que querem e podem ter partos domiciliares.

Essa é uma opção ainda cara no Brasil, mas que tem dado passos significativos (porém insuficientes, visto a demanda crescente pela humanização no parto em todas as esferas sociais) com o atendimento domiciliar gratuito dado pelo Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte. Uma equipe designada faz todo o atendimento domiciliar, pelo SUS, com respeito e conforto.

Aos poucos e com muito trabalho, a realidade obstétrica brasileira vem se modificado e cada vez mais mulheres têm se informado e buscado respeito em seus partos, independente do local que ele acontecerá. Temos muito a fazer, mas muito já foi feito.

Um dia esse cartaz vai permear os postos de saúde brasileiros.

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Sobre a Autora

Bianca Puglia

Brasiliense, casada com um grande companheiro e mãe de um guri sorridente e feliz que nasceu em um belíssimo parto humanizado em 2013. Formada em Comunicação Social pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) no Rio de Janeiro, pós-graduada em Gestão de Negócios pelo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) em Brasília, sempre fui apaixonada por empreendedorismo. Abri minha própria empresa de consultoria em marketing há alguns anos. Desde que soube que estava grávida, me envolvi profundamente no mundo da humanização do parto e encontrei nele o alento que sempre procurei: ajudar mulheres a buscar e encontrar o respeito necessário a elas e aos bebês que virão ao mundo. Eis que meu filho nasceu e entendi na prática a importância de se ter o apoio emocional e físico de uma doula, além do respeito a mim e ao meu bebê. Encontrei então a oportunidade de me profissionalizar e dividir com tantas outras mulheres a busca por esta atenção, autonomia e protagonismo em um momento tão singular. Me formei doula pelo curso Mulheres Empoderadas - Revelando Doulas em São Paulo - SP e atuo como doula e orientadora perinatal em Brasília - DF.

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