Parto Humanizado não é moda. É respeito.

Parto humanizado não é moda.
Parto humanizado não é ter seu filho na banheira.
Parto humanizado não é ter seu filho em casa.
Parto humanizado não é parir com velas acesas e músicas de yoga.
Parto humanizado não é um tipo de parto.

Você sabe realmente o que é o parto humanizado?

Parto humanizado é um parto que respeita as decisões da mulher que deseja parir. Apenas e somente isso. Ela e seu bebê é que protagonizam o momento. A mulher é que indica a posição mais confortável para ficar durante o trabalho de parto.

No parto humanizado, a mulher pode optar por não querer procedimentos desnecessários tanto à ela quanto ao bebê em uma gestação e nascimento saudáveis, baseados em evidências científicas recentes. É ter poder de escolha, sustentado em informações de qualidade.

Uma equipe que sabe atuar em um parto humanizado, orienta e ajuda essa mulher a ter seu parto com paciência, tranquilidade e confiança e está pronta para quaisquer intercorrências.

Se você acredita que uma mulher que quer um parto humanizado é uma pessoa que deseja ter esse parto até as últimas consequências, sem levar em consideração a própria saúde ou a saúde do bebê, ela não é uma pessoa que quer um parto humanizado. Ela é uma pessoa irresponsável mesmo, bem como um profissional que coloca a parturiente em uma situação de risco, sem levar em consideração fatores importantes como sofrimento fetal ou indicações verdadeiras para uma cirurgia cesariana.

No parto humanizado, possíveis intervenções médicas podem acontecer antes, durante ou após o trabalho de parto. Mas elas acontecem somente quando a situação verdadeiramente exige essas interferências, jamais por praticidade ou conveniência médica.

Cada mulher é única e com uma série de peculiaridades e isso precisa ser levado em consideração diante de todo o quadro clínico da mulher para a tomada de decisões. O parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa da equipe que assiste a esse parto estar preparada para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem. Por isso, no parto humanizado não existe um procedimento específico ou normas rígidas a serem adotadas, somente mediações responsáveis visando o bem da mãe e do bebê.

Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito no Brasil. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos e médicas podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira ou parto em domicílio. Mas o parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê e sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós-parto, levando respeito e autonomia à parturiente.

Em países desenvolvidos como Inglaterra, Holanda, entre outros, esse termo sequer existe justamente por ser o padrão nos atendimentos. Que tão logo mais e mais pessoas entendam o verdadeiro significado e a importância do parto humanizado e não o confundam com irresponsabilidade. Até porque o que o parto humanizado mais preza é responsabilidade e conhecimento sobre o próprio corpo, bem como ações calcadas em medicina baseada em evidências científicas.

BUSQUEM CONHECIMENTO. Não perpetuem conceitos errados.

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Sobre a Autora

Bianca Puglia

Brasiliense, casada com um grande companheiro e mãe de um guri sorridente e feliz que nasceu em um belíssimo parto humanizado em 2013. Formada em Comunicação Social pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) no Rio de Janeiro, pós-graduada em Gestão de Negócios pelo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) em Brasília, sempre fui apaixonada por empreendedorismo. Abri minha própria empresa de consultoria em marketing há alguns anos. Desde que soube que estava grávida, me envolvi profundamente no mundo da humanização do parto e encontrei nele o alento que sempre procurei: ajudar mulheres a buscar e encontrar o respeito necessário a elas e aos bebês que virão ao mundo. Eis que meu filho nasceu e entendi na prática a importância de se ter o apoio emocional e físico de uma doula, além do respeito a mim e ao meu bebê. Encontrei então a oportunidade de me profissionalizar e dividir com tantas outras mulheres a busca por esta atenção, autonomia e protagonismo em um momento tão singular. Me formei doula pelo curso Mulheres Empoderadas - Revelando Doulas em São Paulo - SP e atuo como doula e orientadora perinatal em Brasília - DF.

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