PERRENGUES EM ORLANDO

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André e eu somos um casal que sempre amou viajar. Pensávamos que, quando Francisco nascesse, reduziríamos drasticamente a frequência das nossas viagens. Durante algum tempo, até foi assim, mas depois aconteceu exatamente o oposto: passamos a viajar muito mais do que viajávamos antes. Descobrirmos outras formas de diversão, novos destinos, outros ritmos de viagem e foi uma delícia ver a gente se transformar numa família viajante, ver Francisco também se encantando por desbravar o mundo. Só que, é claro, nem tudo são apenas flores e, às vezes, rolam uns perrengues de viagem. Assim foi na viagem que fizemos aos Estados Unidos, em julho desse ano. Tudo o que podia dar errado, deu.

Era pra começarmos a viagem por Orlando, mas foi difícil começar a viagem. Perdemos o voo, porque esquecemos um documento do Francisco, em casa. Tínhamos o passaporte válido na mão, mas o visto dele estava no passaporte que ficou em casa. Tá certo que conseguimos fazer o documento chegar ao aeroporto, antes do embarque, mas graças a uma funcionária nada sensível e bem hostil, acabamos tendo mesmo que ficar em terra. O fato foi tão bem compreendido pela companhia aérea, que acabamos ganhando um upgrade para a classe executiva (pra provar que há males que vêm para o bem! – e que nem todo o funcionário reflete o pensamento da empresa).

O voo partia de Campinas e não valia a pena voltar pra casa. Só embarcaríamos novamente dois dias depois. Fomos então para o Royal Palm Plaza Resort, que nos recebeu muito bem e se mostrou uma opção incrível de diversão para a família. Atendimento excelente, profissionais bem treinados, estrutura ótima, comida deliciosa, enfim, nos demos bem! Aquilo que parecia uma catástrofe, de repente, começou a virar um presente. Ficar em Campinas foi a maior diversão, mas uma hora a gente tinha que sair.

Chegou o dia de embarcar, novamente e o que acontece? Quase perdemos o voo, denovo! Parece mentira, mas é verdade. Descobrimos, no check in, que precisaríamos de um documento da minha enteada e ele não estava lá. Dessa vez, ainda bem, cruzamos com funcionários mais alinhados com a política da empresa e deu tudo certo. Fizemos o check in, normalmente, e quando chegou o documento, uma funcionária da companhia o levou até nós.

Embarcamos, finalmente, mas com a adrenalina lá em cima. A chegada em Orlando foi tensa, mais pelo nosso estado de espírito, com tantos contratempos, do que por qualquer outra coisa. Fomos para o hotel, Art of Animation. A estrutura desse hotel é maravilhosa (já tínhamos ficado lá na época do enxoval). Eles possuem áreas temáticas, com os personagens de filmes da Disney. Tem o complexo da Pequena Sereia, o complexo do Nemo, o do Rei Leão e o do Carros. Nem preciso dizer que o Francisco amou! Todas as crianças enlouquecem. Aliás, até os adultos. O hotel tem restaurante (com tudo o que se possa imaginar, de frutas a lanches, passando por comida e doces) e uma loja (com tudo o que você possa precisar, caso tenha esquecido de algo, incluindo alguns ítens de farmácia, além de uma infinidade de produtos da Disney). Ambos funcionam até a meia noite. Há também um fliperama que também funciona até meia noite e uma piscina para cada complexo temático, sendo a piscina do complexo Nemo a maior de todas.

Nossa dinâmica lá é de tentar fazer sempre as principais refeições no hotel. É possível pagar um pacote que inclui refeições e snacks que ficam salvos na sua pulseira e você só vai usando os itens inclusos. Vale a pena. Tomamos sempre um café reforçado e partimos para os parques. Às vezes ainda usamos alguns dos snacks para levar um lanchinho na mochila. Na lojinha do hotel, compramos um carrinho, estilo guarda-chuva, bem baratinho, porque valia mais a pena do que ficar alugando todos os dias, até porque poderíamos utilizá-lo também fora dos parques (e durante todo o resto da viagem). Foi ótimo, porque os parques são muito grandes e as crianças cansam de andar. Também era ali que Francisco tirava as sonecas, quando não estava no sling e sempre que o carrinho estava vazio, aproveitávamos para colocar nele bolsas e sacolas.

Primeiro dia, fomos para o Magic Kingdom. Contratamos uma fotógrafa brasileira, que trabalha lá (ótimo investimento, por sinal!), pra que pudéssemos curtir melhor os parques e ter um registro espontâneo, que jamais teríamos se tivéssemos que ficar nos preocupando com isso. Além disso, é uma ótima estratégia pra que todos apareçam nas fotos. No entanto, a época que escolhemos pra viajar foi bem ingrata e isso acabou atrapalhando tanto as fotos, quanto a curtição nos parques. Meio da tarde, começou a chover e assim se repetiu em todos os outros dias. Isso sem contar o calor dessa época, que é mesmo de tirar a energia de qualquer um. Acabamos indo para shoppings, aproveitando o hotel, mas pouco aproveitamos os parques. Fomos ao Animal Kingdom e Epcot, mas que melhor deu pra curtir foi o Universal. A propósito, foi o único dia em que não choveu.

Capítulo a parte para o Disney Springs, uma espécie de centrinho da Disney onde há lojinhas, restaurantes e o Cirque Du Soleil (com o espetáculo La Nouba, que é imperdível!). Foi o lugar que Francisco mais amou! Aproveitou demais! Especialmente o restaurante T-Rex, que tem dinossauros se mexendo, por toda a parte e vários atrações para os pequenos. Excelente programa pra se fazer! Nossos melhores momentos na Disney, dessa vez, certamente, foram lá. (Para os que estão planejando uma visita a Orlando, recomendo muito o mês de março. Estive lá, nessa época para o enxoval. O clima é mais ameno, não chove e os parques são mais vazios.).

E assim terminamos a nossa passagem por Orlando. O saldo, sempre positivo. Afinal, não importa o que aconteça, uma viagem é sempre uma viagem e tem muito, muito a nos ensinar. Nossa aventura seguiu por outros destinos, mas eu volto aqui pra contar mais, em breve. Por hoje, é só.

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