VIAGEM COM FILHOS

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Viajar com filhos é quase redundante. O que é a maternidade (e o que é a vida?) senão uma grande, intensa, profunda viagem, a cada novo momento? A viagem física é só um jeito de potencializar a experiência que vivemos todos os dias. E como é bom viajar! Como é lindo viajar com os filhos!

Descobrir o mundo com o nosso olhar é transformador, mas descobrir o mundo pelo o olhar dos nossos filhos é mágico, é curativo, é um sopro de frescor e de fé no meio do caos da vida. Os filhos nos convidam a explorar os espaços num outro tempo, de uma outra perspectiva. Mergulhar nessas possibilidades faz emergir o que há de melhor dentro da gente. E, assim, como num passe de mágica, tudo ganha vida.

Quanta riqueza há em sair da nossa zona de conforto, de modo coletivo! As viagens nos provocam, questionam, instigam, revelam. Não é um exercício simples, mas também não é tão difícil quanto pode parecer.

Viagens são oportunidades de entender o que realmente precisamos pra viver. Mais do que isso, são chances únicas de identificar, muito claramente, tudo aquilo que é desnecessário. Viagens nos mostram mais sobre quem somos e nos mostram sobre o que continuamos sendo, apesar das circunstâncias. Viagens nos contam sobre a nossa essência, sobre o nosso propósito, sobre a nossa alma.

Aproximamos nossos corações, uns dos outros, fortalecemos os laços, a parceria e, acima de tudo, aprofundamos o aprendizado. Ahhh, o aprendizado! Nada substitui as vivências. Não há lugar algum nesse planeta onde, entre quatro paredes, a gente aprenda de forma tão profunda, inteira, intensa, quanto em uma viagem, quanto na vida, no mundo. Nós, adultos, temos uma vaga ideia disso, mas na criança, pequena viajante, toda a magia se revela.

Crianças são livres. Crianças estão prontas para aproveitar, até a última gota, o potencial de uma viagem. Crianças se comunicam em qualquer língua, crianças administram imprevistos melhor do que qualquer adulto e fazem de todo o limão, a mais doce limonada. Onde os grandes enxergam problemas, os pequenos veem oportunidades. Perder o voo pode ser tão divertido, quanto seguir com o planejado. Andar por horas e horas e encontrar uma atração fechada, pode ser a melhor chance de olhar para o lado e descobrir novos lugares. Crianças são leves. Viajantes por natureza. Exercitam, na máxima potência, a curiosidade, o ímpeto por descobrir o novo, explorar o mundo, a criatividade, a incrível capacidade de adaptação. São tantas as características inatas, que fazem dos nossos pequenos o solo mais fértil que há para a aprendizagem, o solo mais fértil que há para a renovação, para a mudança. Que experiência poderosa vive um adulto, ao viajar com uma criança!

Quanto mais a gente viaja, mais sente vontade de viajar! Então eu aprendo e cresço com o olhar do meu filho. Quanto mais dividimos toda essa riqueza de experiências e crescimento conjunto, mais eu percebo novos horizontes, questiono padrões ultrapassados, encontro novas formas de estar, interagir, trocar, realizar no mundo. E o Francisco? Já entendeu que o mundo (a vida) vai muito além do nosso quintal. Ele se diverte e aproveita cada oportunidade de entender outros hábitos, novas culturas, diferentes possibilidades. Pergunta, elabora, conclui, organiza suas próprias experiências e devolve para o mundo suas percepções, busca referências nas vivências que já experimentou para explicar, ilustrar, comparar e construir conhecimento.

Eu agradeço por poder proporcionar essa diversidade a ele e sigo encorajando famílias que me perguntam sobre viagem com filhos: (seja pra onde for) viajar em família é o que há!

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