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Psicologia

Educação, Gestação/ primeira infância, Psicologia

Intensivão com Laura Gutman – “As crianças precisam ser amadas”

Após um período de ausência cá estou novamente! Nesse tempo fiz uma formação com a Laura Gutman, psicoterapeuta argentina autora de diversos livros sobre maternidade, que ampliou meus horizontes, me sensibilizou ainda mais com relação às crianças e me trouxe muita energia para compartilhar os frutos dessa imersão. Tenho trabalhado no consultório com ferramentas baseadas na Reconstrução da Biografia Humana e os resultados tem sido surpreendentes.

As novidades giram em torno do reconhecimento e reorganização da  história pessoal do consultante. No fundo não há grandes descobertas, mas sim incríveis transformações a partir da tomada de consciência. Ou seja, torna-se possível olhar para algo que sempre esteve ali, mas que a cegueira emocional impedia de enxergar. A própria Laura cita, no seu maravilhoso livro “Amor o dominación – los estragos del patriarcado”, um guia espiritual que disse: ” Vocês brancos investigam, investigam… Para chegar a conclusão de que o normal é normal”. Isso faz todo sentido! Passamos meses, anos ou décadas pesquisando e finalmente comprovando questões que envolvem constatações  básicas sobre uma vida pautada em simplicidade.

E não há nenhuma verdade mais verdadeira do que essa: as crianças nascem amorosas, vulneráveis e sensíveis. Tudo o que precisam é de uma mãe (ou figura materna) disponível afetivamente para lhes oferecer amor, proteção e cuidado. Precisam ser acolhidas e não empurradas para a vida como se o caminho à sua frente fosse um campo de batalhas. Precisam de alguém que lhes diga que o mundo é bom, belo e cheio se possibilidades. Precisam ter seu choro atendido e não esperarem no berço para que desde cedo saibam que a vida é dura. E nós, adultos, precisamos  aprender a criar seres humanos ao invés de guerreiros. Fazermos mais movimentos a favor da paz ao invés de lutas contra isso ou aquilo.

Mas para isso, Michel Odent nos advertiu: “A humanidade vai mudar quando mudarem as salas de parto”. Tudo começa no começo. E para iniciar essa jornada não basta sermos mães bem intencionadas, nos esforçando para entender teorias e aplicá-las mentalmente em nossos filhos.  Antes disso é preciso respirar e mergulhar fundo dentro de nós mesmas, navegando pelas águas turvas das nossas próprias infâncias, encarando as sombras de nossas vivências de desamparo, dor e solidão. A premissa básica é nos conscientizarmos de que não tem como sermos mães perfeitas se ainda temos uma criança ferida que grita dentro de nós. Então, antes de querer ser mãe de outro alguém, precisamos ser mãe de nós mesmas, terminar de nos criar, pegar no colo a criança birrenta que nós mesmas fomos. E quem sabe assim, conseguir oferecer ao filho, não apenas a boa intenção, mas um coração acalentado e portanto transbordante de calor e amor. Isso sim as crianças sentem, e é a esse afeto que elas reagem. Não respondem às mirabolantes estratégias da razão da mãe, nem às milhares de leituras que ela fez sobre como lidar com as crianças. As crianças reagem ao amor, porque é a única língua que sabem falar. Simples assim.

Educação, Psicologia

Você curte a sua vida ou só sabe “curtir” no facebook?

No Café Filosófico deste último domingo, Leandro Karnal nos convidou a refletir sobre qual seria o olhar de Hamlet, de Shakespeare, perante a condição humana de hoje em dia. O que ele diria sobre a tecnologia e as redes sociais? E a conclusão foi que ele seria um “anti-facebook” e enxergaria a humanidade como “feliz por obrigação”. Ninguém consegue ser o que é, por viver na eterna busca de aparentar aquilo que gostaria de ser. Continue Reading

Educação, Psicologia

Pedagogia Waldorf reconstruindo histórias

Quando nos deparamos com crianças e até mesmo adultos em momentos difíceis, muitas vezes não conseguimos encontrar palavras de consolo e às vezes qualquer tentativa parece insuficiente frente ao deserto interior que determinadas situações ocasionam.

No entanto, sair do clichê, pode trazer resultados surpreendentes, conforme mostra a reportagem a seguir. Continue Reading

Educação, Psicologia

A arte de contar histórias

“Se você quer que seu filho seja brilhante, conte a ele contos de fadas. Se você o quer ainda mais brilhante, conte a ele ainda mais contos de fadas.” Albert Einstein

Os belos contos de fadas capazes de instigar a imaginação das crianças e repletos de simbólicas riquezas têm perdido espaço frente aos exíguos desenhos animados. É processo versus processado ou atividade versus passividade. A criança precisa processar para aprender que na vida tudo tem começo, meio e fim. Hoje em dia, as crianças crescem achando que só existe começo e fim. Continue Reading

Psicologia

Bem-vinda febre!

Muitas mães tem optado por abolir da vida de seus filhos utensílios que outras fariam de tudo para possuir. O termômetro é um deles! Há quem considere tal atitude extremista. Mas acredito que o dilema se deva ao fato de que quando o objeto está ao nosso dispor, a dependência é mais difícil de ser quebrada do que quando o mesmo sai de cena. “O que os olhos não veem o coração não sente.” Assim como o ego é um ótimo servidor, mas um péssimo senhor, certos comodismos da vida moderna assim também o são.

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Psicologia

Ser mãe ou ter filhos?

“Ser mãe nos dias atuais não é fácil”. Essa é uma das frases que mais escuto tanto na vida pessoal, quanto no consultório. E eu me pergunto: ser mãe nos dias atuais realmente não é fácil ou tudo está cada vez mais tão mastigado, que dá uma certa preguiça de exercer funções impossíveis de serem facilitadas?

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Psicologia

Mães que amam demais – O que está por trás da ajuda excessiva?

O ditado “Filho de peixe, peixinho é” tende a cair em desuso, na medida em que evoluímos e passamos a compreender o quanto é limitante expressarmos somente o que aprendemos através do discurso e da convivência familiar.  “Somente”, porque a vivência que temos em casa representa apenas a ponta do iceberg no que se refere às inúmeras possibilidades que a vida traz, e também porque dependendo do ambiente onde uma criança cresce, os estímulos podem ser extremamente pobres e escassos. E a ela restará duas alternativas: sentar em cima do que recebeu (ser o peixinho) ou utilizar a experiência como degrau e ir em busca de muito mais (ser o que realmente é).

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