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Educação, Psicologia

O dia das crianças é legal… Mas e os outros 364?

O dia das crianças está aí… Um dia cheio de presentes, passeios, atenção, comemoração, diversão, sorrisos, brincadeiras… Mas e os outros 364 dias do ano? Eu olho para o meu filho? Eu escuto o que ele tem a me dizer? Eu brinco com ele? Eu sei do que ele tem medo? Faço alguma coisa para ajudar ou penso que logo vai passar e ignoro, pois é coisa de criança? Eu tenho tempo de ser mãe ou escolhi ter um filho porque o relógio biológico apertou ou por causa da pressão social? Eu trabalho muito porque realmente preciso do dinheiro para ajudar no sustento da casa ou porque preciso bancar a babá e as atividades extras que me distanciam ainda mais do meu filho? Eu não tenho tempo para brincar com ele ou me ocupo justamente para não ter? Eu sou mãe ou eu tenho filhos? (Leia mais em: Ser mãe ou ter filhos?)

Esses dias uma amiga me contou que ouviu a amiguinha de sua filha dizer para sua mãe: “Mamãe eu queria que todos os dias fossem como o dia das crianças”. Sua mãe respondeu: “Só para ganhar presentes né?” E ela disse: “Não mamãe, para ganhar você, meu pai…”

Enfim, parece um bom momento para refletirmos sobre como temos lidado com as crianças de nosso convívio. A história a seguir pode nos ajudar nessa reflexão…

Certa ocasião na sala de aula da escola municipal de uma cidade paulista, a professora querendo estimular a imaginação das crianças propôs uma redação com o seguinte tema: o que você gostaria de ser?
No dia combinado para entregar a redação, a professora passou recolhendo cada uma delas e passou a lê-las enquanto os alunos estudavam a cartilha; em um dado momento, todos ficaram assustados ao ver a professora chorando enquanto lia uma das redações, mas nenhum dos alunos teve coragem de perguntar o que estava acontecendo.
Terminada a aula a professora voltou à sua casa; alguns minutos mais tarde seu marido chega do trabalho e estranha ver a esposa chorando lendo ainda aquela redação. Preocupado, o marido chega e pergunta o que esta acontecendo; ela então lhe entrega a redação daquele aluno para que seu marido leia. Então seu esposo começa a percorrer aquelas linhas intrigado com o que está escrito:
“Querida professora, se eu tivesse o poder de ser alguma coisa eu queria ser uma televisão. Se eu fosse uma tv com certeza eu teria um lugar especial, de destaque na minha casa; todos se reuniriam ao meu redor só para me ouvir falar; ninguém me interromperia, todos prestariam atenção quando eu falasse. Se eu fosse uma tv, ficariam preocupados sempre que eu não estivesse funcionando bem; até meus pais teriam um tempo para mim mesmo quando chegassem cansados do trabalho. Seria muito legal, na hora do almoço todos reunidos ao  meu redor, querendo saber tudo que eu tenho pra falar, ou até mesmo, ver meus irmãos disputando pra ver quem iria ficar comigo. Enfim eu tenho certeza que se eu fosse uma tv teria uma vida muito mais alegre.”
Terminando de ler a redação o marido da professora indagou: “puxa vida, coitado deste menino, como é que pode ter uns pais assim, deste jeito, totalmente ausentes?”
Quase chorando a professora pede ao marido que leia o nome do autor da redação e quando o marido percebe que aquela redação fora escrita pelo seu próprio filho, ele também cai em prantos, amassando contra o peito aquele pedaço de papel.

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