Namorar sempre….


CasalApaixonado4

Os filhos chegam, e nem sempre sobra tempo pra namorar. Não estou falando de sexo, porque pra sexo sempre rola um tempo. Estou falando de namorar mesmo. Olhar no olho, fazer carinho, sentir o cheiro, a respiração. Namorar sem pressa, daquele jeito que o coração acelera, a respiração fica ofegante só de ouvir a respiração do outro.

Quando estamos grávidas então, a barriga muitas vezes não nos deixa disposição, (ou posição! rs) para namorar. Se temos outros filhos aí vira uma missão quase esquecida.

Não se esqueçam. Colem um lembrete na geladeira “hoje é dia de namorar!”. Especialmente se já está nas ultimas semanas de gestação. Afinal de contas, logo terá um bebê do lado de fora da barriga que precisará de toda sua dedicação. Então aproveite as ultimas semanas. Vale escrever bilhetinhos (românticos ou picantes, a gosto de cada um, risos), comprar um bom vinho, espalhar pétalas de rosa sobre a cama. Trocar massagens, tomar um longo e despretensioso banho. Ou simplesmente convidar su parceir@ para uma dança. Nus, na sala. Ao som das músicas que vocês ouviam quando namoravam. Se olhar demoradamente sem pressa, fazer juras de amor eterno como antigamente. Reaprender a sentir o cheiro e o gosto de su companheir@. O calor do toque, com muito mais intimidade. São momentos tão únicos. Namorar depois de tantos anos, de tanta intimidade, depois dos filhos, e antes do bebê novo que logo chegará. Redescobrir o prazer de estar a sós e re-significar o sentimento que  os manteve junt@s até então.

Ontem, um convite inesperado proporcionou tudo isso. Minha cunhada perguntou se podia levar as crianças pra dormir na casa dela. Na hora bateu um gelinho no estômago. Arthur  e Catharina nunca dormiram fora! Perguntei se eles queriam e a resposta foi uníssone: SIM! (depois dizem que criança que mama até 3 anos e dorme com os pais ficam dependentes né? Cadê?? rs).  Foram. Um sentimento de casa vazia (seria a síndrome do ninho vazio?? rs) tomou conta de mim. Mas foi uma oportunidade incrível para namorarmos. Para nos entregarmos um ao outro, para podermos selar mais uma vez nosso compromisso, antes da chegada do mais novo membro da família. E namorar.

Acho que  fazia uns 5 ou 6 anos que  eu não namorava meu companheiro. Sexo? Sempre temos um tempo pro sexo. É bom, a fisiologia grita. Obedecemos aos hormônios exalando de nossos corpos. Mas para namorar, precisa mais  que isso. Mais que tempo. Mais que hormônios. Precisa de sintonia, energia, tempo, entrega, sonhos. Disposição para fazer, agora maduros, o que fazíamos quando jovens. Sem vergonha, sem tabus, sem regras. Sonhar. Namoros são regados a sonhos. E quando estamos mergulhad@s em longas relações os sonhos deixam de fazer parte da rotina e cedem espaço para as praticidades, obrigações, compromissos do dia a dia. Namoros  são regados a sonhos, a ideais, à construção de um futuro.

Quanto tempo faz que você não namora? Quanto tempo faz que seus sonhos não regam sua relação?


sobre Gisele Leal

Sou Bióloga, formada pela Puc Campinas em 1997. Minha primeira filha, Beatriz, nasceu em 1998, e m 2007 nasceu o Arthur ambos de prováveis cesáreas desnecessárias. Em 2010 me vi grávida novamente, e inconformada com a notícia de que teria que agendar minha cesárea. Busquei informações, me preparei, me empoderei e assim, nasceu Catharina de um parto natural maravilhoso após 2 cesáreas, após 42 horas de bolsa rota e com parteira e doula num hospital em São Paulo. A experiência do parto mudou minha vida. Em apenas um mês do nascimento da Catharina escrevi um livro e publiquei o blog Mulheres Empoderadas. Menos de um ano após, larguei carreira de 14 anos na indústria onde eu atuava como gerente de qualidade, e vivia dividida entre as pontes aéreas e viagens internacionais e minha família. Então me capacitei como Doula pela ANDO – Associação Nacional de Doulas em abril de 2011, embora já acompanhasse eventualmente a gestação e parto de amigas e primas desde Outubro/2010, tamanha era a minha vontade de estar nesse meio. Ainda em 2011, inconformada com o modelo de assistência obstétrica no nosso país, reuni doulas, parteiras, mães e simpatizantes do movimento de humanização e juntas fundamos o MAHPS – Movimento de Apoio á Humanização do Parto em Sorocaba, elaborei o projeto Doula Social para ser implementado no SUS e comecei a atuar voluntariamente em um hospital público de Sorocaba. Em apenas 14 meses de MAHPS, idealizei e coordenei a organização de 2 encontros voltados à Humanização do Parto e Nascimento e um Encontro Nacional de Parteria Urbana, além de mais de 22 encontros do grupo de apoio à gestantes. Em 2012 fiz o curso de Formação em Parto Ativo com a Janet Balaskas, inglesa, precursora do conceito Parto Ativo e ingressei no curso de Obstetrícia da USP. Em julho de 2013 nasceu a Sophia, em casa nas mãos do pai, cercada pelos irmãos. Diferente da história da Catharina que foi uma história de empoderamento e superação, o parto de Sophia foi uma história de entrega, fé e aceitação.

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