Nasceu Manuella! Jessica pariu! 6


 Esse é o meu ultimo relato da doula. Quer dizer, ultimo não digo, pode ser que eu ainda escreva um ou outro. Mas eu não estou mais conseguindo dar conta de escrever relato de todos os partos que estou acompanhando….. eu adoro, mas a memória também está fraca com tantos partos próximos uns dos outros…hehehe

Conheci a Jessica em uma comunidade de Parto Natural no Facebook. Ela me procurou, para saber informações sobre o Encontro de Humanização que eu estava organizando via MAHPS aqui em Sorocaba. Ela queria vir no encontro, mas não sabia se conseguiria liberação do trabalho, enfim, conversamos muuuuuuuuuuuito. Ela estava com 22 semanas, e fazia pré-natal com um médico de convenio.

A Jessica era uma menina quando conversamos pela primeira vez. Cheia de duvidas, incertezas. Mas ela queria o parto normal e em toda consulta ficava “catequizando” o obstetra dela.

Ela veio no encontro, achei o máximo uma gestante, pegar o ônibus em SP e vir sozinha pra Sorocaba.  Foi embora com a Luciane (amiga dela da comunidade de Parto Natural também) era umas onze da noite. Pensei comigo: mulher decidida essa.

Continuamos conversando por um tempo, ela já tinha doula, então eu não imaginava que eu seria a doula dela.

Um dia ela me mandou um email, dizendo que gostaria que eu fosse sua doula, e eu levei um susto. Eu nunca pensei que alguém fosse trocar de doula e me escolher. Na hora eu fiquei até sem resposta, pensei em recusar, porque achei que não seria ético. Fiquei pensando se a doula dela era alguma doula amiga minha de SP, nossa…. me senti numa saia justa. Resolvi perguntar pra ela quem era a doula e ufa…. graças a Deus eu não conhecia, não era minha amiga, enfim, ela tinha dito que se eu não pudesse ser a doula dela, que ela iria sem doula mesmo, porque ela não estava se sentindo muito a vontade com a doula que ela tinha conversado.

Nos encontramos então 3 vezes. Uma em Sorocaba no encontro. Uma outra na casa dela, onde eu conheci o Raphael. Figura. Foi logo me perguntando se eu era Corintiana, porque se eu fosse, podia ir embora hahahahaha. Nesse encontro ela estava super dividida entre ficar com o AJ, obstetra do convenio e ir com a Debora Klimke. Ela tinha pedido uma previa de reembolso e o plano dela cobriria apenas parte do parto e quase nada do pediatra. Conversamos bastante, e acabou que com 37 semanas ela se decidiu pela Deborah Klimke. Nosso terceiro encontro foi na despedida da barriga, quando conheci a mãe da Jessica e quando a Jessica conheceu a Leticia.

No dia da despedida a  Jessica me escreveu, pela manhã, dizendo que não estava pronta pra se despedir da barriga, pra “chamar a Manu”…. eu fiquei pensando de onde ela tinha tirado que na despedida da barriga eu pedia pra gestante chamar pelo bebê. Pensei nisso, mas não perguntei pra ela…risos – depois que ela ler o relato ela me conta.

Expliquei pra ela que a despedida seria uma tarde pra gente conversar, e pra ela relaxar…. podíamos fazer a mascara da barriga de gesso se ela quisesse, um escaldapés e massagem para ela relaxar. Aí ela topou!

A Leticia também atende como Doula mas se formou esse semestre em obstetrícia na USP e por isso nos conhecemos lá. Tivemos uma sintonia super bacana desde o começo. Então expliquei pra Jessica que a Letícia seria minha backup caso algo muito grave acontecesse e me impedisse de ir até ela no dia do parto, e que se ela quisesse a Letícia poderia acompanhá-la como Obstetriz, e eu como doula (se não fosse o plano B). Jessica topou na hora. Então no dia da despedida da barriga combinamos delas se conhecerem!

O dia da despedida não foi assim uma despedidaaaaaaaa….hehehehe – porque mais conversamos do que outra coisa.  A Jessica não quis a barriga de gesso, porque não teria onde pendurar, então acabamos fazendo uma massagem bem da sem vergonha e um escaldapés…. ahhh o escaldapés foi dos bons hehehehe. O Raphael ainda brincou: A Manu pode vir quando ela quiser, menos na 4ª feira que é jogo do Corinthians. Tenho que torcer contra! Hahaha – Eu ainda provoquei: Huuuum…. então ela vai chegar é na 4ª feira, só pra contrariar o pai! Hahaha e fomos embora.

Isso foi na 2ª feira, dia 25. Cheguei em Sorocaba acho que era umas 8 da noite a Jessica mandou um recadinho todo carinhoso agradecendo o dia, disse que agora estava pronta para receber a Manu… J Esses rituais de passagem parecem bobos, mas tem um significado muito forte para algumas mulheres.

No dia seguinte, 3ª feira, eu passei o final da tarde na casa da Silvia fazendo a despedida da barriga dela, e as 18:00, recebi uma mensagem da Jessica no celular. Ela dizia que era só pra me manter informada, que estava em pródromos de novo há uma hora mas que não estava contando porque estava fazendo janta, estava morta de fome. Pedi pra ela ir pro chuveiro, pra ver se eram pródromos mesmo, porque ela disse que não sentia nada de dor. Ela disse que iria terminar a janta, jantar depois iria para o chuveiro e me ligaria. Eu havia saído para comprar roupinhas de festa junina para as crianças, que teriam uma festinha no dia seguinte. Então pedi para ela marcar as contrações por meia hora e me enviar por SMS cada uma, quando começavam, quanto tempo duravam. Ela riu, disse que não estava com dor mas que faria isso sim.

Quando recebi o SMS dela, vibrei! Ela tinha tido umas 6 contrações em 1 hora, e estavam todas durando mais que um minuto. Liguei pra ela, e pedi que ela fosse pro chuveiro. Ela ficou de me retornar em uma hora.

Fui pra casa, tomei um banho, dei um beijão nas crianças e saí. E nada da dona Jessica me ligar. Mandei um torpedinho para a Leticia (obstetriz) dizendo que a Je estava em trabalho de parto e que eu estava indo para lá. Em seguida liguei pra Jessica. Ela estava mal humorada hahahaha. Disse “agora que eu fui pro chuveiro está doendo e já está sangrando tb!!!”. Eu ri por dentro! Era mesmo trabalho de parto. Mas como já estava a  caminho, a acalmei, pedi pra ela respirar fundo em cada contração que em uma hora estaria lá.

Voei pra SP. Cheguei em menos de uma hora na casa dela, era onze da noite. A Leticia havia acabado de chegar, maridão estava lavando a camisa do São Paulo para levar para o hospital. Estava um clima leve e gostoso na casa da Je mas nada propricio para um trabalho de parto hehehehe. Ela estava na bola, mas luzes acesas, televisão alta, pensei….desse jeito vai demorar…. perguntei se podia apagar a luz, colocar um aroma e ligar uma musica. Ela topou. Mas depois de uns 10 minutos pediu para voltar o ambiente como estava, pois do jeito que eu tinha deixado ela se concentrava demais hehehehehe. E era o que a gente queria não? Mas respeitei. Deixei que as contrações engrenassem um pouco mais (estavam mais espaçadas agora).

Ficamos conversando, sugeri pra Je que ela tentasse descansar. Se o trabalho de parto se prolongasse seria importante estar descansada. O Rapha foi buscar a Sandra, mãe da Jessica, pois o plano era que ela participasse. A Sandra tinha passado por um parto normal hospitalar tradicional, cheio de intervenções, e participar de do parto humanizado de sua filha, foi muito importante para as duas.

Quando a Sandra chegou a Jessica já estava um pouco mais concentrada. Tinha encontrado uma posição sentada sobre a cama com as pernas cruzadas. Disse que se sentia melhor daquele jeito.

Sandra ficou passando roupinhas da Manu, Raphael assistindo televisão, Leticia foi dar uma cochilada e eu fiquei com a Je no quarto.

Sugeri pra Je o chuveiro algumas vezes mas ela não quis. Disse que a dor piorava no chuveiro. As contrações deram uma trégua e sugeri novamente para ela deitar um pouco, pra tentar descansar. Ela topou, e embora não tenha conseguido ficar assim por muito tempo, pois logo o Raphael chegou para ficar perto dela e as contrações intensificaram…. A Leticia até brincou: Marido ocitocina hehehehe.

Letícia levantou, disse pra eu ir descansar. Mas quem disse que eu conseguia? Impossível. Aí a Le sugeriu de novo pra Jessica ir pro chuveiro, e dessa vez ela topou. A Leticia ficou um tempão com ela lá no chuveiro e eu na sala com o Raphael. Sandra continuava cuidado das roupinhas.

Quando saíram, o trabalho de parto estava mais engrenado. Jessica foi várias vezes pra partolândia, mas ela voltava não ficava integramente desligada do mundo a sua volta. Dei um pedaço de bolo pra ela comer, procurava mante-la hidratada.

As 4 da manhã, a Letícia fez um exame de toque. Estava com 4cm, colo bem fininho. Os batimentos super fortes, Manu estava ótima. Então sugerimos pra Jessica que adotasse posições verticais, para que o trabalho de parto evoluísse já que o colo estava tão favorável. Avisamos a obstetra Debora Klimke, que concordou que devíamos ficar um pouco mais em casa até evoluir para uns 6 cm para depois irmos.

Então Jessica começou a adotar posições verticais, algumas vezes ficava de cócoras sustentada, outras ficava simplesmente de cócoras e o trabalho de parto engrenou mais e mais. A cada asculta o sonar estava mais baixo, e os batimentos da Manu permaneciam muito bons.

As 5:30, apenas uma hora depois da avaliação da dilatação e da adoção de posições verticais e de cócoras, a Jessica começou a fazer barulhos de puxo. Eu e a Leticia nos olhamos  incrédulas. Em uma hora será que havia dilatado total? Então sugerimos um novo exame, mas a Jessica não quis. Como já estava próximo das 6 horas, e o transito começaria a apertar, resolvemos ir pro hospital.

Até arrumar tudo e sairmos, era umas 6:15. A Jessica optou por ir no meu carro. Fui dirigindo, a Leticia foi atrás com ela, o Rapha e a Sandra foram no carro deles.

No caminho mantivemos contato com a Deborah. Ela ainda teve algumas contrações no carro, depois tudo parou. Mas os puxos continuavam.

A Leticia chegou a ascultar a Manu no carro para ver se os padrões dos batimentos eram padrões de expulsivo. Mas os batimentos continuavam ótimos, não pareciam de expulsivo apesar da posição de asculta do sonar estar cada vez mais baixa.

O transito começou a me deixar tensa. E para ajudar o GPS mandou a gente por um caminho mais  longo. Respirei profundo, me concentrei na direção enquanto a Leticia doulava a Je no banco de trás.

Chegamos no São Luiz, enquanto eu fui estacionar o carro, a Jessica entrou com a Leticia. Entrei e fui pra salinha de admissão. As enfermeiras me informaram que a Jessica não quis ser avaliada (fazer o exame de toque) e que a encaminharam direto para o andar das deliveries pois visivelmente o trabalho de parto estava bem adiantado. Liguei para Debora novamente e ela estava a caminho. Ufa….. encontrei o Rapha aguardando o elevador e subimos para o andar do centro obstétrico.

Ao entrar, perguntamos para as enfermeiras onde estava a Jessica, e nos informaram a sala. Ela estava no pré-parto, pois como não havia sido avaliada na triagem, não tinham liberado a delivery…..

Fomos até elas e lá estava a Jessica. Deitada, concentrada, respirando profundamente e fazendo muita força, involuntariamente quando vinham os puxos.

A Leticia foi buscar roupas para todos nós, e quando voltou a enfermeira do plantão já havia examinado a Jessica. Estava com total, Manu bem baixinha, bolsa integra. Disse pra Jessica ficar quietinha, deitada se ela quisesse que a Dra Deborah chegasse a tempo. Quando a enfermeira saiu, pedi pra Jessica respirar profundamente, pedi pra ela imaginar que a barriga dela fosse uma bola. Pedi pra ela dar uma cor pra essa bola…. ela escolheu “vermelho”. Falei para ela imaginar que cada vez que ela inspirasse, ela visualizasse essa bola enchendo, e ficando mais clarinha….. e que ela mentalizasse amor, carinho, tudo que ela queria mandar para a Manu. E quando expirasse, visualisasse essa bexiga esvaziando, ficando menor, e com a cor cada vez mais intensa…. e que mandasse junto com o ar, todas as coisas que lhe davam medo, insegurança…..  Ela conseguiu ficar ali, concentrada por  uns 10 minutos. Até que os puxos voltaram fortes. E então eu disse pra ela deixar a Manu vir se tivesse que vir, pra não segurar mais…..  estávamos eu e o Rapha ali juntos com ela. O Rapha chorou.  A Leticia tinha sido convidada a se retirar da sala, pq como a GO ainda não tinha chegado, não poderiam ter duas “doulas” junto com ela (como a Leticia ainda não tem o COREN, ainda era considerada doula).

Foi um alívio quando a Debora chegou. A Jessica nem levantou da maca. Foi de maca para a delivery, tamanha era a força que ela estava sentindo. A Debora colocou a roupa do hospital rapidamente, nós também colocamos, fomos para a delivery e as enfermeiras ajudaram a colocar a Jessica na cama. A Debora sugeriu que ela fosse pro chão, de quatro apoios ou no banqueta. Ou também poderia ficar de quatro apoios em cima da cama. Ela preferiu descer. A Debora já havia estendido um campo no chão, colocado o banquinho de parto ali no centro.  Atrás do banquinho uma banqueta para o Raphael sentar. Sandra estava com a maquina fotográfica posicionada.

Jessica sentou no banquinho de parto. Quarto escuro com pouca luz. Silencio. Perguntei se ela queria musica, ela fez que não com a cabeça. Veio uma contração e ela instintivamente fez uma força. Aquela que ela estava segurando, até a Deborah chegar. Uma força concentrada de todas as forças que ela teve vontade de fazer e não fez. Para que pudesse ter seu parto digno, sua filha diretamente em seus braços. E às 7:40 do dia 27 de junho de 2012, com exatas 40 semanas, Manu nasceu. Na bolsa íntegra, cheinha de mecônio,  inteirinha em uma só contração.

Debora a pegou, delicadamente removeu a bolsa e a entregou para Jessica. Raphael era só  lágrimas! Jessica pegou sua filha e gritava emocionada que havia conseguido! “Eu consegui!!! Eu consegui! Ninguém roubou meu parto! Filhaaaaa! Eu consegui!! Não acredito! Não acreditoooooo! ” Todos nós choramos com a emoção dela.

O pediatra de plantão entrou no quarto escuro. E ficou ali olhando.Acho que ele nem percebeu que a Manu estava coberta de mecônio. A Jessica olhou bem pra ele e disse “você não vai tira-la de mim, né? Não vai aspira-la! Não vai fazer nada com ela!” Ele só balançava a cabeça, e eu tenho certeza que um sorriso apareceu sob a máscara, pois os olhos dele sorriram. Foi inacreditável, mas pacientemente ele esperou o cordão parar de pulsar e assim que parou a Deborah explicou pro o Raphael como cortá-lo.

Logo depois, Jessica fez uma forcinha e a placenta saiu. Sozinha, sem niguém tracionar. Foi rápido.

Deborah a transferiu para a cama, para olhar o períneo enquanto o pediatra a avaliava. Sem intervenções. Jessica chorou, olhou bem nos meus olhos e disse: “Gi…. que triste… eu to triste, porque as mulheres não conseguem Gi. E eu consegui! Vc acha que eu teria conseguido com o AJ? Não teria! Gi vc teve dois partos roubados!”. Chorei. Aquela mulher que tinha acabado de parir, estava sofrendo porque tinha conseguido e muitas mulheres não conseguem embora desejem. Sim, lá onde nos conhecemos, na comunidade Parto Natural do Facebook, muitas mulheres tiveram seus partos roubados. E a Jessica não conseguia não pensar nelas naquele momento.

Jessica, Raphael e Sandra! Foi muito gostoso estar ao lado de vcs nesse momento. Agradeço do fundo do coração o carinho, a confiança e a entrega! 🙂

Leticia, obrigada querida parceira, que possamos estar juntas novamente em outros partos!

Deborah, adorei fazer parte dessa equipe. Muito obrigada pelo carinho e delicadeza no atendimento ao parto. Se todos obstetras tivessem esse amor ao partejar, nosso mundo seria melhor.

Jessica você superou as minhas melhores expectativas. Eu tinha certeza que vc iria parir, mas o seu auto-controle, durante o expulsivo, esperando a Deborah chegar, foi incrível. Obrigada querida por me escolher. Só tenho a agradecer!!

Um beijo com carinho da sua doula 🙂


sobre Gisele Leal

Sou Bióloga, formada pela Puc Campinas em 1997.
Minha primeira filha, Beatriz, nasceu em 1998, e m 2007 nasceu o Arthur ambos de prováveis cesáreas desnecessárias.
Em 2010 me vi grávida novamente, e inconformada com a notícia de que teria que agendar minha cesárea. Busquei informações, me preparei, me empoderei e assim, nasceu Catharina de um parto natural maravilhoso após 2 cesáreas, após 42 horas de bolsa rota e com parteira e doula num hospital em São Paulo.
A experiência do parto mudou minha vida. Em apenas um mês do nascimento da Catharina escrevi um livro e publiquei o blog Mulheres Empoderadas.
Menos de um ano após, larguei carreira de 14 anos na indústria onde eu atuava como gerente de qualidade, e vivia dividida entre as pontes aéreas e viagens internacionais e minha família. Então me capacitei como Doula pela ANDO – Associação Nacional de Doulas em abril de 2011, embora já acompanhasse eventualmente a gestação e parto de amigas e primas desde Outubro/2010, tamanha era a minha vontade de estar nesse meio.
Ainda em 2011, inconformada com o modelo de assistência obstétrica no nosso país, reuni doulas, parteiras, mães e simpatizantes do movimento de humanização e juntas fundamos o MAHPS – Movimento de Apoio á Humanização do Parto em Sorocaba, elaborei o projeto Doula Social para ser implementado no SUS e comecei a atuar voluntariamente em um hospital público de Sorocaba.
Em apenas 14 meses de MAHPS, idealizei e coordenei a organização de 2 encontros voltados à Humanização do Parto e Nascimento e um Encontro Nacional de Parteria Urbana, além de mais de 22 encontros do grupo de apoio à gestantes.
Em 2012 fiz o curso de Formação em Parto Ativo com a Janet Balaskas, inglesa, precursora do conceito Parto Ativo e ingressei no curso de Obstetrícia da USP.
Em julho de 2013 nasceu a Sophia, em casa nas mãos do pai, cercada pelos irmãos. Diferente da história da Catharina que foi uma história de empoderamento e superação, o parto de Sophia foi uma história de entrega, fé e aceitação.


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