O Caso Jéssica – Novamente, uma mulher será obrigada a se submeter à cesárea contra sua vontade 1


Nova indicação de cesárea a revelia: mulher em situação de vulnerabilidade.

Por ordem do juiz foi encaminhada à Santa Casa de Suzano para avaliar  a  necessidade de se manter internada.

Essa ordem do juiz, veio a pedido de um promotor de justiça da vara da infância de Suzano para garantir o direito do Nascituro.

A equipe médica e técnica do hospital se manifestaram afirmando que não há necessidade de Jessica se manter internada, que o tratamento que ela necessita fazer, pode ser feito de forma ambulatorial. No entanto, ela continua internada sob a escolta de dois policiais.

A Artemis foi notificada que a cesárea está marcada para amanhã, contra a vontade dessa mulher.

Estamos diante de um caso muito semelhante ao caso Adelir, de Torres/RS. Estamos, novamente, diante de um caso de violação de direitos humanos. Violação de autonomia feminina. Violação do direito que qualquer ser humano tem de fazer escolhas sobre seu próprio corpo.

A Defensoria Pública de  SP está entrando com as medidas necessárias, assim como a ARTEMIS. Mas precisamos nos manifestar em massa para que essa cesárea não aconteça amanhã. No caso Adelir, só tivemos conhecimento após a cesárea ter sido feita. Neste caso, tivemos conhecimento antes.  Então não podemos deixar que essa situação se repita.

Divulguem esse caso, divulguem o vídeo da Ana Lucia Keunecke da Artemis, postem em seus perfis das redes sociais, gravem vídeos.

Não é possível que uma mulher por estar em situação de vulnerabilidade tenha seus direitos atropelados. O Estado tem a obrigaçao de proteger essa mulher, e não de violenta-la mais uma vez.

Não podemos aceitar colocar uma mulher e seu bebê em risco de uma cirugia desnecessária, pois isso é violência obstétrica, fere tratados internacionais.
Vejam o vídeo, compartilhem.

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URGENTE. MULHER OBRIGADA A FAZER CIRURGIA CESARIANA CONTRA A SUA VONTADE. ATIVISTAS, VAMOS NOS UNIR CONTRA ESSA BARBARIDADE

Posted by Ana Lucia Keunecke on Quinta, 10 de setembro de 2015

 


sobre Gisele Leal

Sou Bióloga, formada pela Puc Campinas em 1997. Minha primeira filha, Beatriz, nasceu em 1998, e m 2007 nasceu o Arthur ambos de prováveis cesáreas desnecessárias. Em 2010 me vi grávida novamente, e inconformada com a notícia de que teria que agendar minha cesárea. Busquei informações, me preparei, me empoderei e assim, nasceu Catharina de um parto natural maravilhoso após 2 cesáreas, após 42 horas de bolsa rota e com parteira e doula num hospital em São Paulo. A experiência do parto mudou minha vida. Em apenas um mês do nascimento da Catharina escrevi um livro e publiquei o blog Mulheres Empoderadas. Menos de um ano após, larguei carreira de 14 anos na indústria onde eu atuava como gerente de qualidade, e vivia dividida entre as pontes aéreas e viagens internacionais e minha família. Então me capacitei como Doula pela ANDO – Associação Nacional de Doulas em abril de 2011, embora já acompanhasse eventualmente a gestação e parto de amigas e primas desde Outubro/2010, tamanha era a minha vontade de estar nesse meio. Ainda em 2011, inconformada com o modelo de assistência obstétrica no nosso país, reuni doulas, parteiras, mães e simpatizantes do movimento de humanização e juntas fundamos o MAHPS – Movimento de Apoio á Humanização do Parto em Sorocaba, elaborei o projeto Doula Social para ser implementado no SUS e comecei a atuar voluntariamente em um hospital público de Sorocaba. Em apenas 14 meses de MAHPS, idealizei e coordenei a organização de 2 encontros voltados à Humanização do Parto e Nascimento e um Encontro Nacional de Parteria Urbana, além de mais de 22 encontros do grupo de apoio à gestantes. Em 2012 fiz o curso de Formação em Parto Ativo com a Janet Balaskas, inglesa, precursora do conceito Parto Ativo e ingressei no curso de Obstetrícia da USP. Em julho de 2013 nasceu a Sophia, em casa nas mãos do pai, cercada pelos irmãos. Diferente da história da Catharina que foi uma história de empoderamento e superação, o parto de Sophia foi uma história de entrega, fé e aceitação.


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One thought on “O Caso Jéssica – Novamente, uma mulher será obrigada a se submeter à cesárea contra sua vontade

  • Maiara de Paula

    Ola Gisele li sua historia e venho contar um pouco da minha, tenho cinco filhos sendo 4 partos normais e 1 cesária , quero falar sobre dois dos meus partos , minha terceira gravidez fui acompanhada de perto pois tinha tido um anterior parto prematuro de 33 semanas, mas estava tendo uma gestação tranquila, na 37 ° semana já me preparava p o parto e fui lavar as roupinhas do bebe e foi na hr de estende las que fiz uma arte, pulei para pegar o varal e infelismente cai na hr não senti nada pois estava com o corpo quente mas a noite foi chegando e com ela a dor, enfim vou abreviar um pouco rs, fui p o hospital fiz um ultra e meu bebe virou com a queda e estava em sofrimento fetal , sem pensar concordei e em partes ate forcei uma cesária naquele momento, enfim fiz pq tinha que fazer, o bebe nasceu bem e passaram uns meses descobri outra gravidez fiz o prenatal e já fui informada que teria q ser cesária , pois fazia menos de dois anos da ultima e que um parto normal poderia romper meu útero deixei as semanas passarem e na 39° semana acordei com as dores e fui ao hospital chegando lá já me colocaram no jejum para a cesariana foi ai q tive a brilhante ideia de chamar o obstetra e pedir para que tentasse o parto normal ele logo se recusou , e continuei pedindo e argumentando que tinha outro bebe em casa e que a cirurgia seria uma situação difícil para mim ,aço que de tanto pedir rs ele fez um acordo comigo,uma hr antes da cesária ele estouraria minha bolsa e se não evolui se não tinha papo RS, aceitei e assim foi feito tds prontos e 40 minutos depois lá estava, ele nasceu super bem, tds me elogiou pela coragem e o medico ainda fez um comentário irônico, dizendo que muitas mulheres chegam implorando uma cesária e eu chorando querendo um parto normal.
    Enfim quero só deixar minha opinião por experiencia , se tivesse mas dez filhos eu escolheria o parto normal, salvo os que a criança esteje realmente em ricos ou a mae.
    Bjs e continue com esse trabalho pois e lindo.