19
jul
2014

Ostra feliz não faz pérola – Relato de um VBAC

Quando uma mulher passa por uma cesárea, por mais bem indicada que seja, sempre fica aquela sensação de falha, de que o corpo não funciona apropriadamente.

Uma gestação depois de uma cesárea, para quem deseja um parto, muitas vezes vem repleta de dores e desafios.

Luciana enfrentou suas dores mais profundas, que refletiu no ciático. Ostra feliz não faz pérola, disse Rubem Alves_Oficial. Das areias que invadiram seu corpo ela teceu com o fio de cornucópia sua preciosidade.

O medo da morte, mas sobretudo da vida. O medo de dar errado e principalmente de dar certo. Porque quando experimentamos esse mergulho abissal, podemos descobrir uma luz incensurável.

Na primeira gestação bolsa rota com 37 semanas e uma cesárea depois de 20 horas sem trabalho de parto.

Agora, 40 semanas, bebê que nasceu empelicado, dentro da banheira da casa de parto do Hospital Sofia Feldman, por suas próprias mãos. Ela buscou uma posição e se reergueu para trazer para si, o seu sonho. Depois de uma grande força, de um longo expulsivo de mais de 2 horas, com períneo íntegro pariu a fé em si mesma.

Amparada e amada por seu companheiro fez sua linda jornada. Beijou seu bebê com cheiro de entranhas, da vida nua e crua, como tantas vezes relatou desejar. Rafael, seu bebê, mamou ainda na banheira, minutos depois de ter nascido.

Um bebê que chegou abençoado, a realizar os sonhos mais lindos de uma nova família que se completa com a certeza do sim.

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