18
jul
2014

Parir é muito poder

Com o bebê parido naturalmente em casa, nos braços, ela disse: é muito poder!

Muito poder, entrega, medo, fé.

Ela chegou de Divinópolis com mais de 38 semanas. Queria parir em casa, mas, em BH, casa ela não tinha.

Até que descobriu que os sogros iriam viajar.

Mas aí já era tarde para ter filho em casa…Até que ela foi informada que existia uma equipe de Parto Domiciliar do Hospital Sofia Feldman (SUS).

Ela conseguiu a consulta na segunda pela manhã e tinha plenas condições de parir em seu domicílio.

Na terça iria receber o restante da equipe. Entrou em trabalho de parto, com contrações de 2 em 2 minutos. Correu para a instituição. Um médico coerente verificou 2 cm e colo grosso. Em outro lugar internariam e começaria a cascata de intervenções. Mas ela foi orientada para que voltasse para casa. Sua doula de Divinópolis acionou a equipe de Doulas de BH. Às 3h50 recebo a ligação do marido de Andressa Iza Gonçalves, Paulo, calmo, dizendo que as contrações haviam se intensificado.

Cheguei de manha e encontrei uma mulher inteira, dançando com suas contrações. De quatro, na cama, recebia massagem desta doula e do marido.

Às 12h chegou a equipe do Sofia. Convidei-a para sentar na banqueta no chuveiro e lá ela ficou.

Se tocava e sentia a descida do bebê, consciente, poderosa, pariu Carolina, 14h16 debaixo do chuveiro, sustentada pelo marido. Chamando seu nome, bem alto, misturado com gritos e gemidos que se assemelhavam a uma manhã de amor.

Com a filha nos braços dizia: é muito poder! E é!

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